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domingo, 23 de julho de 2017

Evangelho do XVI Domingo do Tempo Comum – Ano A


São Mateus 13, 24-43 

"Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: "O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e deu fruto, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?’ Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ ‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’". Jesus disse-lhes outra parábola: "O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos". Disse-lhes outra parábola: "O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado". Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: "Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo". Jesus deixou então as multidões e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: "Explica-nos a parábola do joio no campo". Jesus respondeu: "Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Demônio. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça".





Angelus com o Papa Francisco - 16.07.2017


Praça São Pedro
Domingo, 16 de julho de 2017









Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Jesus, quando falava, usava uma linguagem simples e servia-se também de imagens, que eram exemplos tirados da vida diária, a fim de poder ser compreendido facilmente por todos. Por isso gostavam de o ouvir e apreciavam a sua mensagem que ia diretamente ao coração; e não era aquela linguagem difícil de compreender, a que usavam os doutores da Lei da época, que não se entendia bem, era rígida e afastava o povo. E com esta linguagem Jesus fazia compreender o mistério do Reino de Deus; não era uma teologia complicada. E o Evangelho de hoje dá-nos um exemplo: a parábola do semeador (cf. Mt 13, 1-23).

O semeador é Jesus. Observamos que, com esta imagem, Ele se apresenta como alguém que não se impõe, mas se propõe; não nos atrai conquistando-nos, mas doando-se: lança a semente. Ele espalha com paciência e generosidade a sua Palavra, que não é uma gaiola nem uma armadilha, mas uma semente que pode dar fruto. E como pode dar fruto? Se a acolhermos.

Por isso, a parábola diz respeito sobretudo a nós: com efeito, ela fala mais do terreno que do semeador. Jesus faz, por assim dizer, uma «radiografia espiritual» do nosso coração, que é o terreno sobre o qual a semente da Palavra cai. O nosso coração, como um terreno, pode ser bom e então a Palavra dá fruto — e muito — mas pode também ser duro, impermeável. Isto acontece quando ouvimos a Palavra, mas ela escorrega, precisamente como numa estrada: não entra.

Entre o terreno bom e a estrada, o asfalto — se lançarmos uma semente na «calçada», nada cresce — há contudo dois terrenos intermédios que, de maneiras diversas, podemos ter em nós. O primeiro, diz Jesus, é o pedregoso. Tentemos imaginar: um terreno pedregoso é um terreno «onde não há muita terra» (cf. v. 5), e portanto a semente germina, mas não consegue ganhar raízes profundas. É assim o coração superficial, que acolhe o Senhor, quer rezar, amar e testemunhar, mas não persevera, cansa-se e não cresce. É um coração sem consistência, no qual as pedrinhas da preguiça prevalecem sobre a terra boa, onde o amor é inconstante e passageiro. Mas quem acolhe o Senhor só quando lhe apetece, não dá fruto.

Depois, há o último terreno, aquele espinhoso, cheio de sarças que sufocam as plantas boas. O que representam estas sarças? «A preocupação do mundo e a sedução da riqueza» (v. 22), assim diz Jesus, explicitamente. As sarças são os vícios que estão em contraste com Deus, que sufocam a sua presença: antes de tudo os ídolos da riqueza mundana, viver avidamente, para si mesmos, pelo ter e pelo poder. Se cultivarmos estas sarças, sufocamos o crescimento de Deus em nós. Cada um pode reconhecer as suas sarças pequenas ou grandes, os vícios que habitam no seu coração, aqueles arbustos mais ou menos radicados que não agradam a Deus e impedem que se tenha o coração limpo. É necessário arrancá-los, senão a Palavra não dará fruto, a semente não crescerá.

Queridos irmãos e irmãs, Jesus convida-nos hoje a olhar para dentro de nós: a agradecer pelo nosso terreno bom e a trabalhar nos terrenos que ainda o não são. Perguntemo-nos se o nosso coração está aberto para acolher com fé a semente da Palavra de Deus. Questionemo-nos se os nossos pedregulhos da preguiça ainda são muitos e grandes; encontremos e chamemos pelo nome as sarças dos vícios. Encontremos a coragem para limpar o terreno, uma boa limpeza do nosso coração, levando ao Senhor na Confissão e na oração as nossas pedrinhas e as nossas sarças. Fazendo assim, Jesus, o bom samaritano, será feliz de realizar mais um trabalho: purificar o nosso coração, tirando as pedras e os espinhos que sufocam a Palavra.

A Mãe de Deus, que hoje recordamos com o título de Bem-Aventurada Virgem do monte Carmelo, insuperável no acolhimento da Palavra de Deus e em pô-la em prática (cf. Lc 8, 21), nos ajude a purificar o coração e vos mantenha na presença do Senhor.


Queridos irmãos e irmãs!

Saúdo de coração todos vós, fiéis de Roma e peregrinos de várias partes do mundo; as famílias, os grupos paroquiais, as associações.

Em particular saúdo as Irmãs Filhas da Virgem das Dores, cinquenta anos depois da aprovação pontifícia do Instituto; as Irmãs Franciscanas de São José a 150 anos da fundação; os dirigentes e os hóspedes da «Domus Croata» de Roma, no trigésimo aniversário da sua instituição.

Gostaria de saudar de modo especial as irmãs e os frades carmelitas no dia da sua festa. Faço votos de que possam continuar decididamente pelo caminho da contemplação.

Dirijo uma saudação especial à comunidade católica venezuelana, renovando a oração pelo vosso querido país.

E a todos desejo bom domingo. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!




Fonte: Vaticano




domingo, 16 de julho de 2017

Evangelho do XV Domingo do Tempo Comum – Ano A


São Mateus 13, 1-23

Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: "Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça". Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: "Porque lhes falas em parábolas?". Jesus respondeu-lhes: "Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas, porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas não vereis. Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure’. Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem e os vossos ouvidos porque ouvem! Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um".






Angelus com o Papa Francisco - 09.07.2017


Praça São Pedro
Domingo, 9 de julho de 2017








Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Evangelho de hoje Jesus diz: «Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei» (Mt 11, 28). O Senhor não reserva esta frase a alguns dos seus amigos, não, dirige-a a “todos” aqueles que estão cansados e oprimidos pela vida. E então quem pode sentir-se excluído deste convite? O Senhor sabe quanto a vida pode ser difícil. Sabe que muitas coisas cansam o coração: desilusões e feridas do passado, pesos a serem carregados e injustiças a suportar no presente, incertezas e preocupações para com o futuro.

Perante tudo isto, a primeira palavra de Jesus é um convite, um convite a mover-se e a reagir: «Vinde». O erro que cometemos, quando as coisas não correm bem, é permanecer ali onde estamos, deitados ali. Parece evidente, mas quanto é difícil reagir e abrir-se! Não é fácil. Nos momentos obscuros é natural querer estar sozinho consigo mesmo, remoer sobre quanto é injusta a vida, sobre quão ingratos são os outros e como é maldoso o mundo, e assim por diante. Todos sabemos isto. Por vezes, sofremos esta experiência negativa. Mas assim, fechados dentro de nós mesmos, vemos tudo escuro. Então chegamos até a familiarizar-nos com a tristeza, que encontra demora em nós: aquela tristeza desmoraliza-nos, esta tristeza é algo ruim. Ao contrário, Jesus quer tirar-nos destas “areias movediças” e, portanto, diz a cada um: «Vinde!” — “Quem?” — “Tu, tu, tu...”. A via de saída encontra-se na relação, em estender a mão e em levantar o olhar para quem nos ama verdadeiramente.

Com efeito, sair de si mesmo não é suficiente, é necessário saber para onde ir. Porque muitas metas são ilusórias: prometem alívio e distraem só um pouco, garantem paz e proporcionam divertimento, deixando depois na solidão anterior, são “fogos de artifício”. Por esta razão, Jesus indica para onde ir: “Vinde a mim”. E muitas vezes, diante de um peso da vida ou de uma situação que nos faz sofrer, tentemos falar com alguém que nos escute, com um amigo, com um perito na matéria... É muito bom fazer isto, mas não esqueçamos Jesus! Não esqueçamos de nos abrirmos a Ele e de lhe contar a nossa vida, de lhe confiar as pessoas e as situações. Talvez haja algumas “áreas” da nossa vida que nunca lhe abrimos e que permaneceram obscuras, porque nunca viram a luz do Senhor. Cada um de nós tem a própria história. E se alguém tiver esta zona obscura, procurai Jesus, ide ter com um sacerdote, ide... Mas ide ter com Jesus, e contai isto a Jesus. Hoje Ele diz a cada um de nós: “Coragem, não sucumbas sob os pesos da vida, não te feches diante dos medos e dos pecados, mas vem a mim!”.

Ele espera por nós, espera-nos sempre, não para resolver magicamente os nossos problemas, mas para nos tornar mais fortes em relação aos nossos problemas. Jesus não nos tira os pesos da vida, mas sim a angústia do coração; não nos suprime a cruz, mas carrega-a juntamente connosco. E com Ele, todo o peso se torna leve (cf. v. 30), porque Ele é o repouso que nós buscamos. Quando Jesus entra na vida, chega a paz, a que permanece também nas provações, nos sofrimentos. Vamos ter com Jesus, demos-lhe o nosso tempo, encontremo-lo todos os dias na oração, num diálogo confiante, pessoal; familiarizando-nos com a sua Palavra redescubramos sem temor o seu perdão, saciemo-nos com o seu Pão de vida: sentir-nos-emos amados, sentir-nos-emos consolados por Ele.

É Ele mesmo que no-lo pede, quase com uma certa insistência. Reitera-o ainda no final do Evangelho de hoje: “Tomai o meu jugo sobre vós […] achareis o repouso para as vossas almas” (v. 29). E deste modo, aprendamos a ir ter com Jesus e, quando nos meses de verão procurarmos um pouco de repouso de tudo aquilo que cansa o nosso corpo, não esqueçamos de encontrar o repouso verdadeiro no Senhor. Nos ajude nisto a Virgem Maria nossa Mãe, que sempre cuida de nós quando estamos cansados e oprimidos e nos acompanha ao encontro com Jesus.



Depois do Angelus

Caros irmãos e irmãs!

Saúdo cordialmente todos vós, romanos e peregrinos da Itália e de vários países. Sois corajosos para estar, com este sol, com este calor, na praça. Bravos!

Em particular, saúdo os fiéis polacos que vieram de bicicleta de Chełm, arquidiocese de Lublin (Polónia), recordando também a grande peregrinação que hoje a Família polaca da Rádio Maria realiza ao Santuário de Częstochowa. Acompanhemos esta peregrinação do povo polaco todos juntos com uma Ave-Maria

[Ave Maria…]

Recebo com alegria as Irmãs Servas da Bem-Aventurada Virgem Imaculada e abençoo os trabalhos do seu Capítulo Geral, que inicia hoje; assim como os sacerdotes de diversos países que participam no curso para formadores de seminário organizado pelo InstitutoSacerdos de Roma.

Uma saudação especial aos jovens do Coro “Puzangalan” — que significa “esperança” — de Taiwan. Obrigado pelo vosso canto! E também ao Coro Alpino de Palazzolo sull’Oglio; e aos fiéis de Conversano.

Desejo a todos vós um bom domingo. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!




Fonte: Vaticano




domingo, 9 de julho de 2017

Evangelho do XIV Domingo do Tempo Comum - Ano A


São Mateus 11, 25-30

Naquele tempo, Jesus exclamou: "Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. E ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve".












Angelus com o Papa Francisco - 02.07.2017


Praça São Pedro
Domingo, 2 de julho de 2017








Amados irmãos e irmãs, bom dia!

A liturgia de hoje apresenta-nos as últimas frases do discurso missionário do capítulo 10 do Evangelho de Mateus (cf. 10, 37-42), com o qual Jesus instrui os doze apóstolos no momento em que pela primeira vez os envia em missão às aldeias da Galileia e da Judeia. Nesta parte final Jesus frisa dois aspetos essenciais para a vida do discípulo missionário: o primeiro, que o seu vínculo com Jesus é mais forte do que qualquer outro; o segundo, que o missionário não se leva a si mesmo, mas a Jesus, e mediante Ele o amor do Pai celeste. Estes dois aspetos estão interligados, porque quanto mais Jesus está no centro do coração e da vida do discípulo, tanto mais este discípulo é «transparente» na sua presença. Caminham juntos, ambos.

«Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim» (v. 37), diz Jesus. O afeto de um pai, a ternura de uma mãe, a amizade meiga entre irmãos e irmãs, tudo isto, mesmo sendo muito bom e legítimo, não pode ser anteposto a Cristo. Não significa que Ele nos quer sem coração ou privados de reconhecimento, ao contrário, mas que a condição do discípulo requer uma relação prioritária com o mestre. Qualquer discípulo, seja ele um leigo, uma leiga, um sacerdote, um bispo: a relação prioritária. Talvez a primeira pergunta que devemos fazer a um cristão seja: «Mas tu encontras-te com Jesus? Tu rezas a Jesus?». A relação. Quase se poderia parafrasear o Livro do Génesis: por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e unir-se-á a Jesus Cristo e os dois serão uma só coisa (cf. Gn 2, 24).

Quem se deixa atrair por este vínculo de amor e de vida com o Senhor Jesus, torna-se um seu representante, um seu «embaixador», sobretudo com a maneira de ser, de viver. A ponto que o próprio Jesus, ao enviar os discípulos em missão, lhes diz: «Quem vos recebe, a mim recebe. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou» (Mt 10, 40). É preciso que as pessoas possam sentir que para aquele discípulo Jesus é deveras «o Senhor», é realmente o centro da sua vida, o tudo da vida. Não é importante se depois, como qualquer pessoa humana, tem os seus limites e também os seus erros — sob a condição de que tenha a humildade de os reconhecer — o importante é que não tenha o coração duplo — e isto é perigoso. Eu sou cristão, sou discípulo de Jesus, sou sacerdote, sou bispo, mas tenho o coração duplo. Não, isto não está bem. Não se pode ter um coração duplo, mas um coração simples, unido; que não tenha o pé em dois estribos, mas que seja honesto consigo mesmo e com os outros. Ser duplo não é de cristão. Por isso Jesus reza ao Pai para que os discípulos não caiam no espírito do mundo. Ou estás com Jesus, com o espírito de Jesus, ou estás com o espírito do mundo.

E aqui a nossa experiência de sacerdotes ensina-nos uma coisa muito bela, muito importante: é precisamente esta aceitação do santo povo fiel de Deus, é precisamente aquele «copo de água fresca» (v. 42) do qual o Senhor fala no Evangelho de hoje, dado com fé afetuosa, que te ajuda a ser bom sacerdote! Há uma reciprocidade também na missão: se deixas tudo por Jesus, as pessoas reconhecem em ti o Senhor; mas ao mesmo tempo ajudam-te a converter-te todos os dias a Ele, a renovar-te e a purificar-te das condescendências e a superar as tentações. Quanto mais um sacerdote estiver próximo do povo de Deus, tanto mais se sentirá próximo de Jesus, e quanto mais um sacerdote estiver próximo de Jesus, tanto mais se sentirá próximo do povo de Deus.

A Virgem Maria experimentou em primeira pessoa o que significa amar Jesus desapegando-se de si mesma, dando um novo sentido aos vínculos familiares, a partir da fé n’Ele. Com a sua materna intercessão, nos ajude a ser missionários livres e jubilosos do Evangelho.


Depois do Angelus

A 5 de julho celebra-se a festa da independência da Venezuela. Garanto a minha oração por esta amada Nação e expresso a minha proximidade às famílias que perderam os seus filhos nas manifestações de rua. Faço apelo para que se ponha fim à violência e se encontre uma solução pacífica e democrática para a crise. Nossa Senhora de Coromoto interceda pela Venezuela! E todos nós rezemos a Nossa Senhora de Coromoto pela Venezuela: «Ave Maria...».

Dirijo uma saudação a todos vós, romanos e peregrinos! A todos desejo bom domingo. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!



Fonte: Vaticano




domingo, 2 de julho de 2017

Evangelho da Solenidade de São Pedro e São Paulo


São Mateus 16, 13-19

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: Quem dizem os homens que é o Filho do homem?". Eles responderam: "Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas". Jesus perguntou: "E vós, quem dizeis que Eu sou?". Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo". Jesus respondeu-lhe: "Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus".








segunda-feira, 26 de junho de 2017

Evangelho do XII Domingo do Tempo Comum - Ano A


São Mateus 10, 26-33

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: "Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se. O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Portanto, não temais: valeis muito mais do que os passarinhos. A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus. Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus".






Catequese com o Papa Francisco - 21.06.2017


Quarta-feira, 21 de junho de 2017









Bom dia, prezados irmãos e irmãs!

No dia do nosso Batismo ressoou para nós a invocação dos santos. Naquele momento, muitos de nós eram crianças, levados no colo dos pais. Pouco antes de fazer a unção com o Óleo dos catecúmenos, símbolo da força de Deus na luta contra o mal, o sacerdote convidou toda a assembleia a rezar por aqueles que estavam prestes a receber o Batismo, invocando a intercessão dos santos. Era a primeira vez que, durante a nossa vida, nos concediam esta companhia de irmãos e irmãs “mais velhos” — os santos — que passaram pelo nosso próprio caminho, que conheceram as nossas mesmas dificuldades e vivem para sempre no abraço de Deus. A Carta aos Hebreus define esta companhia que nos circunda, com a expressão «multidão de testemunhas» (12, 1). Assim são os santos: uma multidão de testemunhas.

Na luta contra o mal, os cristãos não se desesperam. O cristianismo cultiva uma confiança incurável: não acredita que as forças negativas e desagregadoras possam predominar. A última palavra sobre a história do homem não é o ódio, não é a morte, não é a guerra. Em cada momento da vida somos ajudados pela mão de Deus, e também pela presença discreta de todos os crentes que «nos precederam com o sinal da fé» (Cânone Romano). A sua existência diz-nos antes de tudo que a vida cristã não é um ideal inacessível. E ao mesmo tempo conforta-nos: não estamos sozinhos, a Igreja é composta por inúmeros irmãos, muitas vezes anónimos, que nos precederam e que mediante a ação do Espírito Santo participam nas vicissitudes de quantos ainda vivem aqui na terra.

A do Batismo não é a única invocação dos santos que marca o caminho da vida cristã. Quando dois noivos consagram o seu amor no sacramento do Matrimónio, invoca-se de novo para eles — desta vez como casal — a intercessão dos santos. E esta invocação é fonte de confiança para os dois jovens que partem para a “viagem” da vida conjugal. Quem ama verdadeiramente tem o desejo e a coragem de dizer “para sempre” — “para sempre” — mas sabe que tem a necessidade da graça de Cristo e da ajuda dos santos para poder levar a vida matrimonial para sempre. Não como alguns dizem: “enquanto o amor durar”. Não: para sempre! Caso contrário, é melhor que não te cases. Ou para sempre ou nada. Por isso, na liturgia nupcial invoca-se a presença dos santos. E nos momentos difíceis é preciso ter a coragem de elevar o olhar para o céu, pensando nos numerosos cristãos que passaram através das tribulações e conservaram brancas as suas vestes batismais, lavando-as no sangue do Cordeiro (cf. Ap 7, 14): assim reza o Livro do Apocalipse. Deus nunca nos abandona: cada vez que tivermos necessidade virá um dos seus anjos para nos animar e para nos infundir a consolação. “Anjos” às vezes com um rosto e um coração humanos, porque os santos de Deus estão sempre aqui, escondidos no meio de nós. Isto é difícil de entender e até de imaginar, mas os santos estão presentes na nossa vida. E quando alguém invoca um santo ou uma santa, é precisamente porque se encontra próximo de nós.

Inclusive os presbíteros conservam a recordação de uma invocação dos santos, pronunciada sobre eles. É um dos momentos mais emocionantes da liturgia da ordenação. Os candidatos deitam-se no chão, com o rosto virado para baixo. E toda a assembleia, presidida pelo Bispo, invoca a intercessão dos santos. Um homem ficaria esmagado sob o peso da missão que lhe é confiada, mas ouvindo que o Paraíso inteiro o protege, que a graça de Deus não faltará porque Jesus permanece sempre fiel, então ele pode partir sereno e encorajado. Não estamos sozinhos.

E o que somos nós? Somos pó que aspira ao céu. Frágeis nas nossas forças, mas é poderoso o mistério da graça que está presente na vida dos cristãos. Somos fiéis a esta terra, que Jesus amou em cada instante da sua vida, mas sabemos e queremos esperar na transfiguração do mundo, no seu cumprimento definitivo onde finalmente já não haverá lágrimas, maldade, sofrimento.

Que o Senhor conceda a todos nós a esperança de ser santos. Mas alguns de vós poderão perguntar-me: “Padre, é possível ser santo na vida de todos os dias?”. Sim, é possível. “Mas isto significa que devemos rezar o dia inteiro?” Não, quer dizer que tu deves cumprir o teu dever ao longo do dia: rezar, ir ao trabalho, proteger os teus filhos. Mas é preciso fazer tudo com o coração aberto a Deus, de modo que o trabalho, até na enfermidade e no sofrimento, inclusive no meio das dificuldades, permaneça aberto a Deus. E assim é possível ser santo. Que o Senhor nos dê a esperança de ser santos. Não pensemos que é algo difícil, que é mais fácil sermos delinquentes do que santos! Não. Podemos ser santos, porque o Senhor nos ajuda; é Ele que nos assiste.

É o grande presente que cada um de nós pode oferecer ao mundo. Que o Senhor nos conceda a graça de crer tão profundamente nele, a ponto de nos tornarmos imagem de Cristo para este mundo. A nossa história tem necessidade de “místicos”: de pessoas que rejeitam qualquer domínio, que aspiram à caridade e à fraternidade. Homens e mulheres que vivem, aceitando até um quinhão de sofrimento, porque assumem o cansaço do próximo. Mas sem estes homens e mulheres, o mundo não teria esperança. Por isso, faço votos a fim de que vós — e também eu — recebamos do Senhor o dom da esperança de sermos santos.

Obrigado!


Saudações

Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular os fiéis de Jundiaí, São Carlos e Santo André. Queridos amigos, o mundo precisa de santos e todos nós, sem exceção, somos chamados à santidade. Não tenhamos medo! Com a ajuda daqueles que já estão no céu, deixemo-nos transformar pela graça misericordiosa de Deus, que é mais forte do que qualquer pecado. E que Ele sempre vos abençoe!

Por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, que a comunidade internacional celebrou ontem, na segunda-feira passada eu quis encontrar-me com uma representação de refugiados hospedados por paróquias e institutos religiosos romanos. Gostaria de aproveitar o ensejo do Dia de ontem para manifestar o meu sincero apreço pela campanha a favor de uma nova lei migratória: “Eu era estrangeiro — A humanidade que faz bem”, a qual beneficia do apoio oficial da Cáritas italiana, Fundação Migrantes e outras organizações católicas.

Dirijo um pensamento especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Na próxima sexta-feira celebra-se a Solenidade do Santíssimo Coração de Jesus, dia em que a Igreja sustém todos os sacerdotes com a oração e o afeto. Caros jovens, tirai do Coração de Jesus o alimento para a vossa vida espiritual e a fonte da vossa esperança; estimados enfermos, oferecei o vosso sofrimento ao Senhor, para que infunda o seu amor no coração dos homens; e vós, amados recém-casados, participai na Eucaristia para que, alimentados de Cristo, sejais famílias cristãs tocadas pelo amor daquele Coração divino.




Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 18.06.2017


Solenidade de Corpus Christi
Praça São Pedro
Domingo, 18 de junho de 2017









Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Na Itália e em muitos países celebra-se hoje a festa do Corpo e Sangue de Cristo — usa-se muitas vezes o nome latino: Corpus Domini ou Corpus Christi. Todos os domingos a comunidade eclesial reúne-se em volta da Eucaristia, sacramento instituído por Jesus na Última Ceia. Contudo, todos os anos temos a alegria de celebrar a festa dedicada a este Mistério central da fé, para expressar em plenitude a nossa adoração a Cristo que se doa como alimento e bebida de salvação.

A página evangélica de hoje, tirada de São João, é uma parte do discurso sobre o «pão de vida» (cf. 6, 51-58). Jesus afirma: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu [...] o pão que eu darei pela vida do mundo» (v. 51). Ele pretende dizer que o Pai o enviou ao mundo como alimento de vida eterna, e que por isso Ele se sacrificará a si mesmo, a sua carne. Com efeito Jesus, na cruz, doou o seu corpo e derramou o seu sangue. O Filho do homem crucificado é o verdadeiro Cordeiro pascal, que faz sair da escravidão do pecado e apoia no caminho rumo à terra prometida. A Eucaristia é sacramento da sua carne dada para fazer viver o mundo; quem se nutre com este alimento permanece em Jesus e vive por Ele. Assemelhar-se a Jesus significa estar n’Ele, tornar-se filho no Filho.

Jesus, na Eucaristia, como fez com os discípulos de Emaús, põe-se ao nosso lado, peregrino na história, para alimentar em nós a fé, a esperança e a caridade; para nos confortar nas provas; para nos amparar no compromisso pela justiça e a paz. Esta presença solidária do Filho de Deus está em toda a parte: na cidade e nos campos, no Norte e no Sul do mundo, nos países de tradição cristã e nos de primeira evangelização. E na Eucaristia Ele oferece-se a si mesmo como força espiritual para nos ajudar a pôr em prática o seu mandamento — amar-nos como Ele nos amou — construindo comunidades acolhedoras e abertas às necessidades de todos, sobretudo das pessoas mais frágeis, pobres e carenciadas.

Alimentar-nos de Jesus Eucaristia significa também abandonar-nos com confiança a Ele e deixar-nos guiar por Ele. Trata-se de acolher Jesus no lugar do próprio «eu». Desta forma o amor gratuito recebido de Cristo na Comunhão eucarística, por obra do Espírito Santo alimenta o amor a Deus e aos irmãos e irmãs que encontramos no caminho de cada dia. Alimentados com o Corpo de Cristo, tornamo-nos cada vez mais concretamente o Corpo místico de Cristo. No-lo recorda o apóstolo Paulo: «Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão» (1 Cor 10, 16-17).

A Virgem Maria, que esteve sempre unida a Jesus, Pão de vida, nos ajude a redescobrir a beleza da Eucaristia, a alimentar-nos com fé, para viver em comunhão com Deus e com os irmãos.



Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs!

Celebra-se depois de amanhã o Dia Mundial do Refugiado proclamado pelas Nações Unidas. O tema deste ano é «Com os refugiados. Hoje como nunca devemos estar do lado dos refugiados». É este o tema. A atenção concreta deve ser para as mulheres, homens, crianças em fuga de conflitos, violências e perseguições. Recordamos também na oração quantos deles perderam a vida no mar ou em extenuantes viagens por terra. As suas histórias de dor e de esperança podem tornar-se oportunidades de encontro fraterno e de verdadeiro conhecimento recíproco. Com efeito, o encontro pessoal com os refugiados dissipa medos e ideologias deturpadas, e torna-se fator de crescimento em humanidade, capaz de dar espaço a sentimentos de abertura e à construção de pontes.

Expresso a minha proximidade ao amado povo português devido ao incêndio devastador que atingiu os bosques em volta de Pedrógão Grande causando numerosas vítimas e feridos. Rezemos em silêncio.

Dirijo uma saudação especial à qualificada representação da República Centro-Africana e das Nações Unidas, que nestes dias se encontra em Roma para um encontro promovido pela Comunidade de Santo Egídio. Trago no coração a visita que fiz em novembro de 2015 àquele país e faço votos de que, com a ajuda de Deus e a boa vontade de todos, seja plenamente relançado e reforçado o processo de paz, condição necessária para o desenvolvimento.

Desejo bom domingo a todos. E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!



Fonte: Vaticano



domingo, 18 de junho de 2017

Evangelho do XI Domingo do Tempo Comum - Ano A


São Mateus 9, 36 – 10, 8

Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: "A seara é grande mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara". Depois chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. "Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: "Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, dai de graça".





domingo, 11 de junho de 2017

Evangelho da Solenidade da Santíssima Trindade


São João 3, 16-18

Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigênito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem não acredita n’Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigênito de Deus.







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