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quinta-feira, 31 de maio de 2012

As intenções do Papa Bento XVI para o mês de junho



A intenção geral do Apostolado da Oração do Papa Bento XVI para o mês de junho foi anunciada pelo Vaticano. A intenção a ser colocada nas orações é para que "os crentes saibam reconhecer na eucaristia a presença viva do ressuscitado que os acompanha na vida cotidiana".

A intenção missionária do Papa para este mês é um pedido a Deus para que os cristãos na Europa redescubram a própria identidade e participem com maior empenho no anúncio do Evangelho.

Foi divulgada também a agenda de Sua Santidade. Dentro da programação do Papa encontra-se, já para o próximo dia 7 de junho, solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, o Papa Bento XVI estará na Basílica de São João de Latrão, Catedral de Roma, onde presidirá solene Eucaristia.

Em seguida, o Santo Padre conduzirá a procissão eucarística que passará pela Via Merulana até a Basílica de Santa Maria Maior.

Participarão da procissão os Cavaleiros do Santo Sepulcro, confraternidades, associações eucarísticas, religiosos, religiosas, crianças da primeira comunhão, seminaristas, sacerdotes, prelados de sua santidade, bispos, arcebispos e cardeais, assim como fiéis das paróquias, associações e movimentos.



Catequese do Papa Bento XVI

Praça de São Pedro, Vaticano
Quarta-feira, 30 de maio de 2012




Queridos irmãos e irmãs,

Nestas catequeses estamos meditando a oração nas cartas de São Paulo e buscamos ver a oração cristã como um verdadeiro e pessoal encontro com Deus Pai, em Cristo, mediante o Espírito Santo. Hoje, neste encontro, entram em diálogo o “sim” fiel de Deus e o “amém” confiante dos crentes. E gostaria de destacar esta dinâmica, apoiando-me sobre a Segunda Carta aos Coríntios. 

São Paulo envia esta apaixonada Carta a uma Igreja que mais de uma vez colocou em discussão seu apostolado, e ele abre o seu coração porque os destinatários são assegurados sobre a fidelidade a Cristo e ao Evangelho.

Esta Segunda Carta aos Coríntios inicia com uma das orações de benção mais altas do Novo Testamento. Soa assim: “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das Misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angustia!” (2Cor 1,3-4).

Então, Paulo vive em grande tribulação, são muitas as dificuldades e as aflições que teve que atravessar, mas nunca cedeu ao desânimo, sustentado pela graça e pela proximidade com o Senhor Jesus Cristo, pelo qual se tornou apóstolo e testemunha da entrega de toda própria existência em Suas mãos.  

Justamente por isso, Paulo inicia esta Carta com uma oração de benção e de agradecimento a Deus, porque não houve momento algum de sua vida de apóstolo de Cristo no qual tenha sentido menos sustentado pelo Pai misericordioso, pelo Deus de toda consolação. Sofreu terrivelmente, disse ele mesmo nesta Carta, mas em todas aquelas situações, onde parecia não abrir-se outra estrada, recebeu consolação e conforto de Deus. 

Para anunciar Cristo, logo também sofreu perseguições, até ser trancado na prisão, mas se sentiu sempre interiormente livre, animado pela presença de Cristo e ansioso para anunciar a palavra de esperança do Evangelho. Da prisão, assim escreve a Timóteo, seu fiel colaborador. Ele da cadeia escreve: “A palavra de Deus, esta não se deixa acorrentar. Pelo que tudo suporta por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo, com a glória eterna” (2Tm 2,9b-10).

Em seu sofrimento por Cristo, ele experimenta a consolação de Deus. Escreve: “à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações” (2Cor 1,5).

Na oração de benção que introduz a Segunda Carta aos Coríntios, predomina em seguida, ao lado do tema das aflições, o tema da consolação, que não deve ser interpretado somente como um simples conforto, mas, sobretudo, como encorajamento e exortação para não deixar-se vencer pela tribulação e pela dificuldade.

O convite é para viver cada situação unidos a Cristo, que carrega sobre si todo sofrimento e pecado do mundo para levar luz, esperança e redenção. E assim, Jesus nos torna capazes de consolar aqueles que estão à nossa volta e que se encontram em todo tipo de aflição. 

A profunda união com Cristo na oração, a confiança em sua presença, conduzem à disponibilidade de partilhar os sofrimentos e as aflições dos irmãos. Escreve Paulo: “Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor?” (2Cor 11,29). Estas partilhas não nascem de uma simples benevolência, nem mesmo da generosidade humana ou do espírito de altruísmo, mas surge do consolo do Senhor, do sustento inabalável da “extraordinária potência que vem de Deus e não de nós” (2Cor 4,7).

Queridos irmãos e irmãs, a nossa vida e o nosso caminho cristão são marcados muitas vezes pela dificuldade, incompreensão e sofrimento. Todos nós sabemos. No relacionamento fiel com o Senhor, em nossa oração constante, cotidiana, podemos também nós, concretamente, sentir a consolação que vem de Deus. E isso reforça a nossa fé, pois nos faz experimentar de modo concreto o “sim” de Deus ao homem, a nós, a mim, em Cristo; faz sentir a fidelidade do Seu amor, que chega até a doação de Seu Filho sobre a Cruz. 

Afirma São Paulo: “O Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós, Silvano, Timóteo e eu, vos temos anunciado não foi ‘sim’ e depois ‘não’, mas sempre foi ‘sim’. Porque todas as promessas de Deus são ‘sim’ em Jesus. Por isso, é por ele que nós dizemos ‘Amém’ à glória de Deus” (2Cor 1,19-20). 

O “sim” de Deus não é reduzido pela metade, não está entre o “sim” e o “não”, mas é um simples e seguro “sim”. E a este “sim” nós respondemos com o nosso “sim”, com o nosso “amém” e, assim, estamos seguros no “sim” de Deus.

A fé não é primariamente uma ação humana, mas dom gratuito de Deus, que se enraíza na sua fidelidade, no seu “sim”, que nos faz compreender como viver a nossa existência amando Ele e os irmãos. Toda a história de salvação é um progressivo revelar-se desta fidelidade de Deus, apesar das nossas infidelidades e nossas negações, na certeza de que “os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis”, como declara o Apóstolo na Carta aos Romanos (11,29).

Queridos irmãos e irmãs, o modo de agir de Deus – bem diferente do nosso – nos dá consolação, força e esperança, porque Deus não retira o seu “sim”. Diante dos conflitos nas relações humanas, às vezes também familiares, nós somos levados a perseverar no amor gratuito, que requer empenho e sacrifício. Em vez disso, Deus não se cansa de nós, não se cansa nunca de ter paciência conosco e com sua imensa misericórdia nos precede sempre, vem ao nosso encontro por primeiro, é absolutamente confiável este seu “sim”. Na Cruz, Ele nos mostra a medida do seu amor, que não se calcula, não tem tamanho. 

São Paulo, na Carta a Tito escreve: “Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens” (Tt 3,4). E por isso, este “sim” se renova a cada dia “quem nos confirma a nós e a vós em Cristo, e nos consagrou, é Deus. Ele nos marcou com o seu selo e deu aos nossos corações o penhor do Espírito” (2Cor 1,21b-22).

É, de fato, o Espírito Santo que torna constantemente presente e vivo o “sim” de Deus em Jesus Cristo e cria em nosso coração o desejo de segui-lo para entrar totalmente, um dia, no seu amor, quando receberemos uma moradia não construída por mãos humanas nos Céus. 

Não existe alguém que não seja alcançado ou convidado a este amor fiel, capaz de esperar, mesmo aqueles que continuamente respondem com o “não” de rejeição ou de coração endurecido. Deus nos espera, nos busca sempre, quer acolher-nos na comunhão consigo para doar a cada um de nós a plenitude de vida, de esperança e de paz.

Sobre o “sim” fiel de Deus, une-se o “amém” da Igreja que ressoa em cada ação da liturgia: “Amém” é a resposta da fé que conclui sempre a nossa oração pessoal e comunitária. E que expressa o nosso “sim” à iniciativa de Deus. Geralmente, respondemos por hábito com o nosso “Amém” na oração, sem compreender seu significado profundo. 

Este termo deriva do ‘aman’ que, em hebraico e em aramaico, significa “estabilizar”, “consolidar” e, consequentemente, “estar certo”, “dizer a verdade”. Se olharmos na Sagrada Escritura, vemos que este “amém” é dito no fim dos Salmos de benção e louvor, como por exemplo, no Salmo 41: “Vós, porém, me conservareis incólume, e na vossa presença me poreis para sempre. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de eternidade em eternidade! Assim seja! Amém!” (vv. 13-14). 

Ou expressa adesão a Deus, no momento em que o povo de Israel retorna cheio de alegria do exílio babilônico e diz o seu “sim”, o seu “amém” a Deus e a sua Lei. No Livro de Neemias se narra que, depois deste retorno, “Esdras abriu o livro (da Lei) à vista do povo todo; ele estava, com efeito, elevado acima da multidão. Quando o escriba abriu o livro, todo povo levantou-se. Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus; ao que todo o povo respondeu levantando as mãos: ‘Amém! Amém!’”(Ne 8,5-6).

Desde o início, portanto, o “amém” da liturgia judaica se tornou o “amém” das primeiras comunidades cristãs. E o livro da liturgia cristã por excelência, o Apocalipse de São João, inicia com o “amém” da Igreja: “Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos e séculos! Amém” (Apo 1,5b-6). Assim no primeiro capítulo do Apocalipse. E o mesmo livro é concluído com a invocação “Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Apo 22,21).

Queridos amigos, a oração é o encontro com uma Pessoa viva a se escutar e com quem dialogar; é o encontro com Deus que renova sua fidelidade inabalável, o seu “sim” ao homem, a cada um de nós, para doar-nos a sua consolação em meio às tempestades da vida e nos fazer viver, unidos a Ele, uma existência plena de alegria e bem, que encontrará o seu cumprimento na vida eterna.

Em nossa oração, somos chamados a dizer “sim” a Deus, a responder com este “amém” de adesão, de fidelidade a Ele de toda nossa vida. Esta fidelidade não podemos jamais conquistar com as nossas forças, mas é fruto do nosso empenho cotidiano; essa vem de Deus e é fundada sobre o “sim” de Cristo, que afirma: Meu alimento é fazer a vontade do Pai (cfr João 4,34). 

É neste "sim" que devemos entrar, entrar neste “sim” de Cristo, na adesão à vontade de Deus, para conseguir dizer, como São Paulo, que não somos mais nós a viver, mas é o próprio Cristo que vive em nós. Então, o “amém” da nossa oração pessoal e comunitária envolverá e transformará toda a nossa vida, uma vida de consolação de Deus, uma vida imersa no Amor eterno e inabalável. Obrigado.









quarta-feira, 30 de maio de 2012

Contato com o Catecismo


I. Jesus

430. Em hebraico, Jesus quer dizer “Deus salva”. Quando da Anunciação, o anjo Gabriel dá-Lhe como nome próprio o nome de Jesus, o qual exprime, ao mesmo tempo, a sua identidade e a sua missão. Uma vez que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2, 7), será Ele quem, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará o seu povo dos seus pecados”(Mt 1, 21). Em Jesus, Deus recapitula, assim, toda a sua história de salvação em favor dos homens.

431. Nesta história da salvação, Deus não Se contenta com libertar Israel “da casa da escravidão”(Dt 5, 6), fazendo-o sair do Egito. Salvou-o também do seus pecados. Porque o pecado é sempre uma ofensa feita a Deus, só Ele é que pode absolvê-lo. É por isso que Israel, tomando cada vez mais consciência da universalidade do pecado, só poderá procurar a salvação na invocação do nome do Deus Redentor.

432. O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação, de tal modo que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (At 4, l2) (17).

433. O nome de Deus salvador era invocado apenas uma vez por ano, pelo sumo sacerdote, para expiação dos pecados de Israel, depois de ter aspergido o propiciatório do “santo dos santos” com o sangue do sacrifício. O propiciatório era o lugar da presença de Deus. Quando São Paulo diz de Jesus que Deus O “ofereceu para, n'Ele, pelo seu sangue, se realizar a expiação” (Rm 3, 25), quer dizer que, na sua humanidade, “era Deus que em Cristo reconciliava o mundo consigo” (2 Cor 5, 19).

434. A ressurreição de Jesus glorifica o nome de Deus salvador porque, a partir daí, é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do nome que está acima de todos os nomes” (Fl 2, 9-10). Os espíritos maus temem o seu nome e é em seu nome que os discípulos de Jesus fazem milagres, porque tudo o que pedem ao Pai, em seu nome, Ele lho concede.

435. O nome de Jesus está no centro da oração cristã. Todas as orações litúrgicas se concluem com a fórmula “per Dominum nostrum Jesum Christum – por nosso Senhor Jesus Cristo”. A Ave-Maria culmina nas palavras “e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”. A oração-do-coração dos Orientais, chamada “oração a Jesus”, diz: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador”. E muitos cristãos morrem, como Santa Joana d'Arc, tendo nos lábios apenas uma palavra: “Jesus”.




Pontifícia Comissão para a América Latina cria novo website

Há uma semana foi publicado o novo endereço do portal vaticano dedicado à Pontifícia Comissão para a América Latina www.americalatina.va. O site apresenta a história, estrutura e informações sobre o Dicastério da Cúria Romana empenhado nas relações entre o Vaticano e as Igrejas particulares do continente latino-americano.

Pontifícia Comissão para a América Latina O portal em língua espanhola abre com a carta do presidente da Pontifícia Comissão, o Cardeal Marc Ouellet, na qual recorda a recente viagem do Papa Bento XVI ao México e a Cuba.



"Nada melhor para inaugurar esta página WEB da Comissão Pontifícia para América Latina que sob o impacto agradecido e iluminante da recente viagem de Sua Santidade Bento XVI ao México e Cuba" , inicia a carta.

" Que consolo e felicidade para o Papa" - continua o cardeal - "poder abraçar a povos de profundas raízes católicas e sentir todo seu fiel afeto, espontaneamente manifestado! Esse abraço de alegria e esperança foi expressão de uma profunda comunhão eclesial, simbolizada especialmente pelo encontro do Papa com os Bispos do México e Cuba, pela presença de representantes dos Episcopados de todos os países latino-americanos, pela lembrança frequente do grande acontecimento da V Conferência Geral do Episcopado Latino americano celebrada em Aparecida há quase cinco anos e pelo apoio à missão continental".

"Ademais, a viagem apostólica pode ser considerada para a América Latina como uma introdução ao Ano da Fé, que o Santo Padre tem mostrado e destacado desde já como tempo de graça para renovar o encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, redescobrir os conteúdos fundamentais da doutrina cristã e renovar a alegria, razoabilidade e responsabilidade de ser cristãos".

Além de informações históricas e administrativas sobre o Dicastério, também são apresentados temas de atualidade, como a participação dos latino-americanos no VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, que informou, haverá 1500 participantes.




Palavra Católica - Beata Madre Tereza de Calcutá


"Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor."

"Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos Aids, mas matar crianças inocentes não nos assusta".

"O amor, para ser verdadeiro, tem de doer. Não basta dar o supérfluo a quem necessita, é preciso dar até que isso nos machuque."

"Nunca compreenderemos o quanto um simples sorriso pode fazer."

"Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos."

"Como Jesus, pertencemos ao mundo inteiro, vivendo não para nós mesmos, mas para os outros. A alegria do Senhor é a nossa força".

"Buscando a face de Deus em todas as coisas, em todas as pessoas, em todos os lugares, durante todo o tempo, e vendo a Sua mão em cada acontecimento - isso é contemplação no coração do mundo".
"Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz.".

"Amar, ser verdadeiro, deve custar - deve ser árduo - deve esvaziar-nos do ego."

"Famintos de amor, Ele olha por vocês. Sedentos de amabilidade, Ele pede por vocês. Privado de lealdade, Ele espera em vocês. Desabrigados de asilo em seu coração, Ele procura por vocês. Você será esse alguém para Ele?"

"Um país que aceita o aborto não está apto a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obter o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto."


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Regina Coeli do Papa Bento XVI

Praça de São Pedro, Vaticano
Domingo, 27 de maio de 2012




Queridos irmãos e irmãs!

Celebramos hoje a grande festa de Pentecostes, que leva a conclusão do Tempo Pascal, cinquenta dias depois do Domingo da Ressurreição. Esta solenidade nos faz recordar e reviver a fusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os outros discípulos, reunidos em oração com a Virgem Maria no Cenáculo (cfr Ato 2,1-11). 

Jesus, ressuscitado e ascendido ao Céu, envia à Igreja o Seu Espírito, a fim que cada cristão possa participar de Sua própria vida divina e torna válido seu testemunho no mundo. O Espírito Santo, em meio à história, às áridas derrotas, abre os corações para a esperança, estimula e favorece em nós o amadurecimento interior no relacionamento com Deus e com o próximo.

O Espírito que “falou por meio dos profetas”, com os dos da sabedoria e da ciência continua a inspirar mulheres e homens que se empenham na busca pela verdade, propondo caminhos originais de conhecimento e de aprofundamento sobre o mistério de Deus, sobre o homem e o mundo. 

Neste contexto, estou contente de anunciar que no dia 7 de outubro, no início da Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, proclamarei São João D’Ávila e Santa Hildegarda de Bingen doutores da Igreja universal.

Estas duas grandes testemunhas de fé viveram em períodos históricos e ambientes culturais muito diferentes. Hildegarda foi monja beneditina no coração da Idade Média alemã, autentica mestra de teologia e profunda estudiosa das ciências naturais e da música. João, sacerdote diocesano nos últimos anos do renascimento espanhol, participou do processo de renovação cultural e religiosa da Igreja e da sociedade no alvorecer da modernidade. Mas a santidade de vida e a profundidade da doutrina são perenemente atuais: a graça do Espírito Santo, de fato, lhe projetou nessa experiência de penetrante compreensão da revelação divina e de inteligente diálogo com o mundo que constituem o horizonte permanente da vida e da ação da Igreja.

Sobretudo, à luz do projeto de uma nova evangelização, a qual será dedicada a mencionada Assembleia do Sínodo dos Bispos, e a vigília do Ano da Fé, estas duas figuras de Santos e Doutores são de considerável importância e atualidade. 

Também nos nossos dias, através dos ensinamentos deles, o Espírito do Senhor ressuscitado continua a fazer ressoar Sua voz e iluminar o caminho que conduz a esta Verdade que unicamente pode nos tornar livres e dar sentido pleno a nossa vida.

Rezando agora, juntos, o Regina Coeli, invoquemos a intercessão da Virgem Maria, a fim que a Igreja seja potentemente animada pelo Espírito Santo, para testemunhar Cristo com franqueza evangélica e aberta sempre mais à plenitude da verdade.






Patronos e intercessores da JMJ 2013 divulgados na Solenidade de Pentecostes no Rio de Janeiro



Marcando o fim do Tempo Pascal, milhares de fiéis da arquidiocese do Rio de Janeiro se reuniram no santuário da Penha para celebrar a solenidade de Pentecostes e acolher os patronos e intercessores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 anunciados pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta. Entre os nomes escolhidos estão santos e beatos jovens dos cinco continentes e do Brasil como São Frei Galvão e a Beata Irmã Dulce. 

Em sua homilia, Dom Orani lembrou que a data de divulgação foi marcada porque é o Espírito Santo que torna possível a santidade entre os homens. Segundo o Comitê Organizador Local (COL) da JMJ, patronos são os santos considerados pais espirituais dos jovens peregrinos. 

A escolha deles foi pautada pelo tema e espírito da Jornada, além da identificação deles com o Brasil e o Rio de Janeiro. Com grande alegria, Dom Orani anunciou os nomes de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, São Sebastião, Santo Antônio de Santana Galvão, Santa Teresinha do Menino Jesus e o Beato João Paulo II.

Já através dos intercessores a Igreja convida a que todos os jovens a imitarem uma virtude aparente de cada um deles.  Eles representam jovens dos cinco continentes. São eles: Santa Rosa de Lima, fidelidade; Santa Teresa de Los Andes, contemplação; Santa Laura de Vicuña, pureza; Beato José de Anchieta, apostolado; Beata Albertina Berkenbrock, virtuosidade na vivência dos valores evangélicos; Beata Chiara Luce Badano, toda entregue a Deus; Beata Irmã Dulce, embaixadora da caridade; Beato Adílio Daronch, amigo de Cristo; Beato Pier Giogio Frassati, amor ardente aos pobres e a Igreja; Beato Isidoro Bakanja, mártir do escapulário; Beato Ozanam, servidor dos mais pobres; São Jorge, combatente do mal; Santos André Kim e companheiros, mártires da evangelização. 

O arcebispo ressaltou ainda que os santos intercessores e patronos são provas de que a santidade é possível. “Eles são homens e mulheres que se deixaram conduzir pelo Espírito Santo. São conhecidos como testemunhas de Jesus Cristo. Viveram intensamente a felicidade de seguir a Cristo”, disse. 

A divulgação gerou grande expectativa entre os jovens. Selene Ferreira contou que ficou na torcida para que Santa Teresinha fosse escolhida. Ela disse que chegou a desanimar ao acompanhar a fan page da JMJ e não ver a santa de devoção. Quando enfim divulgaram a lista, ela comemorou. “Sabia que ela ia entrar! Viva a nossa amiga! Viva a florzinha do Carmelo!”, postou em sua conta no twitter.  

Outra que ficou na expectativa foi Beatriz Salomão. Ela torceu para que o Papa João Paulo II fosse um dos nomes divulgados. “Torci por ele por ter sido o idealizador da Jornada e pelo contato dele com os jovens”, disse. 

Para saber mais sobre cada um dos intercessores e dos patronos da próxima Jornada Mundial da Juventude, visite o portal oficial do evento em: http://www.rio2013.com/pt/a-jornada/patronos-e-intercessores




Bento XVI completa 35 anos de sagração episcopal

Nesta segunda-feira, Bento XVI celebra o aniversário de 35 anos da sua ordenação episcopal, que aconteceu na Catedral de Munique, em 28 de maio de 1977. Joseph Ratzinger foi nomeado por Paulo VI como Arcebispo de Munique e Freising. 

O Santo Padre sentiu muito de perto o afeto dos fiéis e da igreja ao longo de seu Pontificado e fez questão de manifestar isso durante a Audiência Geral de 9 de maio de 2012: “desde o primeiro momento da minha eleição como sucessor de São Pedro, senti-me sustentado pela oração da Igreja, da sua oração, principalmente nos momentos mais difíceis”.

Ao longo do seu percurso, Bento XVI deu grandes demonstrações de fé e de confiança em Deus: “Com a oração constante e confiança – dissera o Pontífice naquela ocasião” -, o Senhor nos libera das cadeias, nos guia para atravessar qualquer noite de prisão que pode tomar o nosso coração, doa-nos a serenidade para enfrentar as dificuldades da vida, mesmo a rejeição, a oposição, a perseguição”.

Comentando os seus 85 anos, disse o Papa: “encontro-me diante da última etapa do percurso da minha vida, mas sei que a luz de Deus existe, Ele ressuscitou, que a sua luz é mais forte que cada obscuridade, que a bondade de Deus é mais forte que cada mal deste mundo”.





Evangelho da Solenidade de Pentecostes - Ano B

São João 20, 19-23


Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: “A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós”. Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos”.




Caríssimos, estamos no sagrado Pentecostes. Frequentemente, o sentido profundo da hodierna solenidade é passado por alto. Diz-se simplesmente: hoje o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos no Cenáculo e a Igreja iniciou sua missão pública. Eis: é tudo! E, no entanto, isso é dizer tão pouco! É muito mais rico e profundo o Mistério que hoje celebramos! Eis alguns dos seus principais aspectos:

Primeiramente, com esta Solenidade encerramos o Tempo Pascal, aqueles cinquenta dias que a Igreja celebra como se fosse um só dia, santo e glorioso, o Dia da Ressurreição. Pois bem: é o Senhor ressuscitado, pleno do Espírito Santo que o Pai derramou sobre ele, que hoje nos doa o seu Espírito. Nunca esqueçamos: o dom do Espírito é o fruto excelente e principal da Páscoa de Cristo: é no Espírito que nossos pecados são perdoados, é no Espírito que o fruto da paixão e morte de Cristo nos é dado, é no Espírito que somos transfigurados à imagem de Cristo Jesus. Sem o Espírito, de nada valeria para nós tudo quando Jesus por nós disse e fez! Se hoje, na primeira leitura, o Espírito aparece agindo de modo tão vistoso e barulhento no Cenáculo de Jerusalém (como a tempestade, o terremoto e a erupção vulcânica descritos no Sinai – cf. Ex 19,3-20), é para que nós compreendamos que ele age em nós constantemente, discreto e suave, como a brisa que passou diante de Moisés e Elias, fazendo-os encontrar a Deus! Eis, portanto: o Espírito é dado pelo Cristo ressuscitado, que o soprou sobre a Igreja no próprio Dia da Ressurreição – como escutamos no Evangelho de hoje -, e continua a soprá-lo sobre nós, no sinal visível da água no sacramento do Batismo e do óleo, na santa Crisma. No Cenáculo, no dia mesmo da Páscoa, os Apóstolos foram batizados no Espírito e tornaram-se cristãos; do mesmo modo, no nosso Batismo, banhados pela água, símbolo do Espírito, nós também recebemos em nós o Espírito de Cristo e nos tornamos cristãos, templos do Santo Espírito, chamados a viver uma vida segundo o Espírito de Cristo. Por isso, o conselho de São Paulo: “Procedei segundo o Espírito e não satisfareis os desejos da carne”. O cristão, caríssimos, vivendo no Espírito desde o Batismo, já não vive mais segundo a carne, isto é, segundo a mentalidade deste mundo, segundo o pecado. Agora, ele é impulsionado pelo Espírito de Cristo, crescendo cada vez mais nos sentimentos do Senhor Jesus. Isto é a obra do Espírito, que nos vai cristificando, dando testemunho de Cristo em nós (cf. Jo 15,26), conduzindo cada um de nós e a Igreja inteira à plena verdade de Cristo (cf. Jo 16,13). Portanto, é somente porque somos sustentados pelo Espírito, que podemos crer com toda certeza que Jesus está vivo e é Senhor e que Deus, o Pai de Jesus, é também nosso Pai, porque nos deu o Espírito do Filho, que nos faz filhos (cf. Rm 8,16).

Foi este Espírito Santíssimo, que Jesus, glorificado pelo Pai, fez descer de modo portentoso em Pentecostes, a festa judaica da Lei. O Espírito de amor é a nova lei, a Lei do cristão, pois “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito que nos foi dado”(Rm 5,5)! Observai, caríssimos, o sentido profundo daquele acontecimento, cinquenta dias após a Páscoa, em Jerusalém! O Espírito encheu de coragem e vigor os apóstolos, de modo que eles abriram as portas e, ao lado de Pedro, o Chefe da Igreja, deram publicamente testemunho de Cristo. A Igreja abriu as portas para nunca mais fechar; falou por Pedro para nunca mais se calar! É, portanto, na força do Espírito, que a Mãe católica iniciou publicamente sua missão de levar o Evangelho a todos os povos. Mais ainda: vede como o Espírito atrai e reúne línguas e pessoas tão diversas. Estavam em Jerusalém judeus vindos de várias partes do Império romano, judeus que não falavam mais o hebraico nem conheciam o aramaico; e, no entanto, compreendiam o que os apóstolos falavam, como se fosse na sua própria língua! É o Espírito quem reúne o que está disperso, é o Espírito quem conserva a unidade, é o Espírito quem, na unidade, faz permanecer a rica diversidade das línguas, culturas e mentalidades, sempre para a glorificação do Senhor Jesus! É o Espírito quem embriaga de alegria, como um vinho bom, o vinho do Reino, o vinho novo de Caná da Galiléia, que tomou o lugar da velha água da Lei de Moisés! É o Espírito quem impele a Igreja para a missão, testemunhando Jesus pela proclamação da Palavra, pela celebração dos santos sacramentos e pelo testemunho santo da vida dos cristãos que, sustentados por este Santo Paráclito, são capazes de dar a vida por Jesus e com Jesus.

Eis, caríssimos, o sentido da Festa de hoje! É a solenidade que nos faz retomar a consciência do papel e da missão do Santo Espírito na vida da Igreja e na nossa vida. Sem o Espírito, a Igreja seria somente a Fundação Jesus de Nazaré, que recordaria alguém distante e ficado no passado. Sem o Espírito, a vida dos cristãos seria apenas um moralismo opressor, tentativa inútil de colocar em prática mandamentos exigentes que o Senhor nos deu. Sem o Espírito, a evangelização seria apenas uma propaganda, um exercício de marketing… Sem o Espírito, a nossa esperança seria em vão, porque o que nasce da carne é apenas carne, e nossa alma e nosso corpo jamais alcançariam a Deus, que é Espírito! Mas, caríssimos meus, no Espírito, tudo tem sentido, tudo se enche de profunda significação: com o Espírito, a Igreja é o Corpo vivo de Cristo, no qual os membros recebem a vida que vem da Cabeça, a seiva que vem do Tronco, que é Cristo; com o Espírito, Jesus está vivo entre nós e nós o recebemos de verdade em cada sacramento que celebramos; com o Espírito, os mandamentos podem ser cumpridos na alegria, porque o Espírito nos convence que eles são verdadeiros e libertadores e nos dá, no amor de Cristo, a força para tentar cumpri-los na generosa alegria; com o Espírito, a obra da evangelização é testemunho vivo do Senhor Jesus, dado com a convicção de quem experimentou Jesus; com o Espírito, já temos a garantia, o penhor da ressurreição, pois comungamos a Eucaristia, alimento espiritual, que nos dá a semente da vida eterna.

Que nos resta dizer? Só nos resta, admirados, suplicar: Vem, ó Santo Espírito! Enche o nosso coração, cristifica a nossa pobre existência mortal! És consolo que acalma, és hóspede da alma, és alívio dulcíssimo, és descanso no labor, refrigério no calor, és consolo na aflição! Ó Santo Espírito, lava nossa sujeira, refrigera nossa secura, cura nosso coração doente! Dobra nossa dureza, ilumina nossa treva, dá-nos o gosto pelas coisas de Deus e o aborrecimento pelo pecado; aquece nossa frieza! Tu, Espírito de Cristo, sê alento, força e vida divina, doce penhor do mundo que há de vir e que durará na eterna alegria do Pai e do Filho em vós, pelos séculos dos séculos. Amém.


Por D. Henrique Soares






sexta-feira, 25 de maio de 2012

Wikatolica - Sua enciclopédia católica livre

No último dia 13/05, dia de Nossa Senhora de Fátima e dia das mães, Alessandro Lima, apologista católico, estudioso dos Escritos Patrísticos, fundador e Diretor do nosso apostolado, lançou mais um projeto: Wikatolica, sua enciclopédia católica livre.

"O objetivo é proporcionar aos católicos brasileiros informações confiáveis e autorizadas, sobre a riqueza da doutrina e da teologia católicas. Além é claro, a vida dos santos e seus exemplos de luta e vitória" - explica Alessandro Lima.

Como é uma enciclopédia livre, aos moldes da Wikipédia, qualquer pessoa pode colaborar com a confecção e desenvolvimento do conteúdo, porém, somente usuários registrados poderão participar do projeto. "A política de registro de colaboradores é fundamental para evitar alguns problemas pelos quais passa a Wikipédia, como o vandalismo de conteúdo e a guerra de edições. A sugestão foi do meu irmão e sempre parceiro em Cristo, Carlos Martins Nabeto", continua Alessandro Lima.

Na própria home da Wikatolica, há links para páginas com instruções de como você pode começar a colaborar com o projeto, como as páginas "Como começar" e "Guia".

Ainda Alessandro: "Este ano o Veritatis Splendor completa dez anos. Foram anos de muito trabalho passando informações confiáveis e formando melhor os fiéis católicos. Agora, eu espero que nossos leitores possam contribuir com o conhecimento que adquiriram conosco ou com as fontes que indicamos, possibilitando que outras pessoas tenham acesso à informação e à uma boa formação totalmente gratuitos".

O endereço de Wikatolica é http://wikatolica.com.br.


Fonte: Veritatis


Seminário de Juventude e Bioética



De 13 a 15 de julho, em Brasília (DF), as Comissões para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB, vão promover o Seminário de Juventude e Bioética. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre temáticas como aborto, anencefalia, células tronco embrionárias e eutanásia.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 1º de julho. O valor é R$ 150,00 e dá direito a alimentação e hospedagem em casas de família. No momento da inscrição é necessário informar se você deseja se hospedar em casas de família ou não.
Já estão confirmadas as presenças de dom Fernando Chomali, da Pontifícia Universidade Católica do Chile; frei Antônio Moser e doutora Lenise Garcia, membros da Comissão de Bioética da CNBB; e de dom Eduardo Pinheiro da Silva e dom João Carlos Petrini, presidentes, respectivamente, das comissões para a Juventude e para a Vida e Família.
As questões relacionadas à bioética tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil. Recentemente houve a liberação, pelo Supremo Tribunal Federal, do aborto em casos de anencefalia e do uso de células-tronco embrionárias, além da geração por reprodução assistida de uma criança para ser doadora para a irmã. Além disso, uma comissão de juristas nomeada pelo Senado Federal decidiu propor o aumento de casos em que o aborto não será punido, incluindo a incapacidade psicológica da mãe.
Diante de tantos desafios, fazem-se cada vez mais atuais as palavras do papa Bento XVI: “Convido-vos a seguir com particular atenção os problemas difíceis e complexos da bioética. As novas tecnologias biomédicas interessam não somente a alguns médicos e pesquisadores especializados, mas são divulgadas através dos modernos meios de comunicação social, provocando esperanças e interrogações em setores sempre mais vastos da sociedade”.
Seguindo esse chamamento, as duas comissões da CNBB começam a preparação do Seminário de Juventude e Bioética. O evento é mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Mais informações sobre a programação  serão dadas no site dos Jovens Conectados.



Fonte: CNBB


Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo, diz monsenhor


Problemas sociais, financeiros, familiares, ataques às crenças religiosas. Numa sociedade marcada por tantas dificuldades há estudiosos que dedicam seu tempo a desvendar a complexidade dessas situações e seu reflexo na sociedade. Neste sábado, 26, o jornalista e doutor em Teologia, monsenhor Juan Claudio Sanahuja, vai ministrar o curso “A ONU e a Reengenharia anticristã” na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo. 


O monsenhor também é colaborador do Conselho Pontifício pela Vida e, em 2011, recebeu do Papa Bento XVI o título de Capelão de Sua Santidade. Em sua estadia no Brasil, o religioso esteve na Canção Nova nesta quinta-feira, 24, participando do programa “Escola da Fé”.

De acordo com o sacerdote, uma das grandes preocupações da Igreja hoje são os constantes ataques ao cristianismo, buscando esvaziar as pregações, as crenças religiosas e os dogmas da religião, em especial do catolicismo.

“Há um movimento empenhado em destruir o cristianismo. A Organização das Nações Unidas (ONU) fala claramente dessas religiões dogmáticas e principalmente da católica, dizendo que elas atentam contra a justiça, a paz, ao diálogo e ao desenvolvimento”.

Sobre o papel da ONU em questões como a defesa da vida, por exemplo, o monsenhor acredita que o órgão se converteu em uma organização que gera políticas antivida e antifamília. Ele ressaltou a necessidade de reinterpretar os textos dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos. “Sem que os tratados falem, por exemplo, de aborto, os comitês de seguimento dos tratados impõem aos Estados, como se fosse parte dos tratados políticas de aborto”, disse.

Em meio a tantos problemas, como os próprios ataques às religiões, a sociedade se questiona acerca de seus princípios éticos e até mesmo morais. Para monsenhor Sanahuja, a ONU não deve interferir na redefinição da ética, uma vez que esta tarefa não é sua missão e, se adotada pelo órgão, pode acabar sendo utilizada para outros fins.


“Qualquer tentativa de criar uma nova ética internacional da ONU ou de outras organizações internacionais é um abuso de poder, uma maneira para manipular as consciências dos cidadãos”, alertou.

Temas polêmicos

Sobre temas polêmicos, como a questão do aborto, eutanásia e homossexualismo, monsenhor Sanahuja acredita que não são questões para serem tratados em âmbito político. “São conceitos que não poderiam estar submetidos a consensos partidários, à política. Infelizmente tem católicos que negociam esses princípios”.

No caso específico da recente aprovação do aborto de anencéfalos no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal, o sacerdote recorreu às palavras do Papa João Paulo II, hoje beato, para expressar o quão difícil é assumir um posicionamento de defesa da vida tendo em vista que a opção implica em abrir mão de algo. De acordo com ele, o beato enfatiza que essa é uma tarefa que pode levar as pessoas a terem que abandonar suas posições profissionais adquiridas e os projetos futuros relacionados à carreira, por exemplo.

Diante dessa realidade, o monsenhor acredita que uma das formas da sociedade poder atuar de forma mais incisiva nos debates sobre a defesa da vida é os pais se associarem e constituírem grupos de pressão, já que, como cidadãos, têm liberdade para isso. “Não é necessário que esperem a convocação, por exemplo, da Igreja, devem fazê-lo porque são cidadãos livres que defendem seus filhos e suas famílias”, enfatizou.




Irlanda se prepara para celebração do 50º Congresso Eucarístico Internacional

"A Eucaristia: comunhão com Cristo e entre nós". Este é o tema do próximo Congresso Eucarístico Internacional, que terá a sua 50ª edição em Dublin, na Irlanda, de 10 a 17 de junho próximo. Em reportagem da agência ACI Digital, o Secretário-Geral do Congresso, padre Kevin Doran, revelou haver uma grande entusiasmo para o evento entre os católicos, mas também entre anglicanos e metodistas irlandeses.

A proposta temática do Congresso foi apresentada em coletiva de imprensa no Vaticano no dia 11 de maio pelo arcebispo dom Piero Marini, presidente da Comissão Pontifícia para os Congressos Eucarísticos Internacionais, e de dom Diarmuid Martin, arcebispo de Dublin. A programação prevê para o último dia do Congresso uma mensagem do papa Bento XVI, gravada previamente em vídeo.

São esperados 80 mil participantes de mais de cem países. A programação prevê 18 grandes conferências, e outros 150 grupos de discussões, com a exposição de testemunhos. Dois mil voluntários vão trabalhar no evento, que vai envolver as paróquias da cidade. “O encontro de Dublin vai se tornar um verdadeiro momento de comunhão com a Igreja local e permitirá penetrar na história e cultura daquele país, que soube dar muito para a missão evangelizadora no mundo”, observa dom Marini em entrevista à Rádio Vaticano.

Ao reconhecer as dificuldades da Igreja em relação ao forte secularismo na Irlanda, o arcebispo de Dublin enfatiza o poder da reconciliação que tem a Eucaristia. “O 50º Congresso Internacional em Dublin será mais uma ocasião de renovação e de reconciliação. Será um evento que chama todos os católicos para a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja, o verdadeiro ápice para o qual tendem todas as atividades da Igreja e a fonte da qual brota toda a sua vida”, declarou dom Martin. 

O Congresso será precedido por um seminário teológico, e o encerramento será com missa presidida pelo cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação dos Bispos e legado papal ao encontro.


Fonte: CNBB


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Núncio reitera colaboração entre Brasil e Santa Sé

Na manhã de quarta-feira, 23, os integrantes do Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) receberam o novo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni D´Aniello.

"Estando há apenas algumas semanas aqui, sinto-me ainda na situação daquele que toma conhecimento da realidade ao seu redor", disse Dom D´Aniello. "Já em Aparecida, tive a ocasião de dizer que estou aqui percorrer um caminho, e fico feliz que este percurso comece alguns meses após a publicação da Carta Apostólica Porta Fidei, com a qual o Papa Bento XVI proclamou o ‘Ano da Fé’.”

Dom D´Aniello lembrou ainda que conhece um pouco a realidade do Brasil e sabe que existem inúmeros desafios pastorais que os bispos devem enfrentar e sobre os quais refletiram na 50ª Assembleia Geral, em Aparecida. “Os bispos enfrentam esses desafios com determinação e coragem”, acentuou o Núncio. 

"Quero que saibam que a Nunciatura está sempre pronta a prestar a colaboração que se fizer necessária", afirmou o representante da Santa Sé no Brasil.




Belém já existia sete séculos antes de Jesus

Arqueólogos de Israel descobriram a primeira evidência física de que a cidade de Belém (Bethlehem) existia séculos antes de ser conhecida como o lugar de nascimento de Jesus, tal e como revela o Antiga Testamento.

A prova foi achada em um selo de argila desenterrado perto das muralhas da Antiga Cidade de Jerusalém e impressa com três linhas escritas em hebreu antigo nas que se pode ler a palavra 'Bethlehem'.




O diretor da escavação, Eli Shukron, em nome da Autoridade de Antiguidades do Israel, explicou que o selo havia sido estampado aparentemente em um envio de produtos de prata ou de agricultura mandados desde Bethlehem ao Rei de Judá perto de Jerusalém no século VII ou VIII antes de Cristo.

"A primeira vez que o término Bethlehem aparece fora da Bíblia é em uma inscrição do período do Primeiro Templo", remarcou Shukron referindo-se aos anos compreendidos entre 1006 e o 586 antes de Cristo.

Além disso, o arqueólogo indicou que o tamanho de moeda que apresenta o selo encontrado prova que a cidade de Bethlehem, mencionada pela primeira vez no Livro do Gênesis e localizada ao sul de Jerusalém, era de fato uma cidade na época do Reino de Judah e possivelmente também em períodos anteriores.




Orações de Todos os Tempos



Nunc Dimittis


Agora, Senhor, segundo a tua promessa, deixas teu servo ir em paz, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo.











quarta-feira, 23 de maio de 2012

Catequese do Papa Bento XVI

Praça de São Pedro, Vaticano
Quarta-feira, 23 de maio de 2012




Queridos irmãos e irmãs.

Quarta-feira passada mostrei como São Paulo diz que o Espírito Santo é o grande mestre da oração e nos ensina a nos dirigirmos a Deus com os termos afetuosos de filhos, chamando-o de "Abbá, Pai". Assim fez Jesus: também no momento mais dramático da sua vida terrena, Ele não perdeu a confiança no Pai e sempre o invocou com a intimidade do Filho Amado. No Getsêmani, quando sente a angústia da morte, a sua oração é: "Abbá! Pai! Tudo é possível a ti: afasta de mim este cálice! Mas, não se faça aquilo que quero, mas aquilo que queres" (Mc 14,36).

Desde os primeiros passos do seu caminho, a Igreja acolheu esta invocação e a fez própria, sobretudo na oração do Pai Nosso, na qual dizemos todos os dias: "Pai, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mt 6, 9-10). Nas cartas de São Paulo a encontramos duas vezes. O apóstolo se dirige aos Gálatas com estas palavras: "E pelo fato de serdes filhos de Deus é a prova que Ele mandou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, o qual grita em nós: "Abbá! Pai!”(Gal 4,6). E no centro desse canto ao Espírito que está no capítulo oitavo da carta aos Romanos, São Paulo afirma: "E vós não recebestes um espírito de escravos para cair no medo, mas recebestes o Espírito que vos torna filhos adotivos, por meio do qual gritamos: "Abbá, Pai!" (Rm 8,15). O cristianismo não é uma religião do medo, mas da confiança e do amor do Pai que nos ama. Essas duas grandes afirmações nos falam do envio e do acolhimento dado ao Espírito Santo, o dom do Ressuscitado, que nos torna filhos em Cristo, o Filho Unigênito, e nos coloca em uma relação filial com Deus, relação de profunda confiança, como aquela das crianças; uma relação filial análoga àquela de Jesus, mesmo essa sendo de origem e teor diferentes: Jesus é o Filho eterno de Deus que se fez carne, por outro lado, nós, nos tornamos filhos nele, no tempo, mediante a fé e os Sacramentos do Batismo e do Crisma; graças a esses dois Sacramentos, mergulhamos no Mistério Pascal de Cristo. O Espírito Santo é o dom precioso e necessário que nos torna filhos de Deus, que realiza aquela adoção filial a qual somos chamados, todos os seres humanos, para que, como retrata a benção divina da Carta aos Efésios, Deus, em Cristo, "nos escolheu antes da criação do mundo para sermos santos e imaculados diante dele na caridade, predestinando-nos a sermos para Ele filhos adotivos mediante Jesus Cristo" (Ef 1,4).

Talvez o homem de hoje não perceba a beleza, a grandeza, e a consolação profunda contidas na palavra "pai" com a qual podemos nos dirigir a Deus na oração, por causa da figura paterna que geralmente não é suficientemente presente, ou suficientemente positiva na vida cotidiana, nos tempos de hoje. A essência do pai, o problema de um pai não presente na vida de uma criança é um grande problema do nosso tempo, por isso, se torna difícil entender na sua profundidade o que significa dizer que Deus é Pai para nós. A partir do próprio Jesus, do seu relacionamento filial com Deus, podemos aprender o que significa exatamente o "pai", qual é a verdadeira natureza do Pai que está nos céus. Críticos da religião disseram que falar do "Pai", de Deus, seria uma projeção dos nossos pais ao céu. Mas, é verdade o contrário: no Evangelho, Cristo nos mostra quem é o pai e como é um verdadeiro pai, para que possamos intuir a verdadeira paternidade, aprender também a verdadeira paternidade. Pensemos nas palavras de Jesus no sermão da montanha onde diz: "amais os vossos inimigos e orais por aqueles que vos perseguem, para que sejais filhos do Pai vosso que está nos céus" (Mt 5,44-45). É exatamente no amor de Jesus, o Filho Unigênito - que é ampliado pelo dom de si mesmo na cruz -  que se é revelada a nós a verdadeira natureza do pai: "Ele é Amor, e também nós, na nossa oração de filhos, entramos nesse circuito de amor, amor de Deus que purifica os nosso desejos, as nossas atitudes marcadas pelo fechamento, autossuficiência, do egoísmo típico do homem velho.

Gostaria de concentrar-me sobre a paternidade de Deus, para que possamos fazer com que o nosso coração seja abrasado por esta profunda realidade que Jesus Cristo nos fez conhecer plenamente e para que a nossa oração seja nutrida. Podemos dizer, portanto, que em Deus, o ser Pai tem duas dimensões. Antes de tudo, Deus é nosso Pai, porque é nosso Criador. Cada um de nós, todo homem e toda mulher é um milagre de Deus, é desejado por Ele e é conhecido pessoalmente por Ele. Quando no livro do Gênesis se diz que o ser humano é criado à imagem de Deus (CFR 1,27), se deseja exprimir exatamente esta realidade: Deus é nosso Pai, para Ele não somos anônimos, impessoais, mas temos um nome. E uma palavra nos Salmos, me toca sempre quando a rezo: "As tuas mãos me plasmaram", diz o salmista (Sal 119,73). Cada um de nós, pode dizer, nesta bela imagem da relação pessoal com Deus: "As tuas mãos me plasmaram. Pensaste em mim, me criaste, me quiseste". Mas isso ainda não basta. O Espírito de Cristo nos abre a uma segunda dimensão da paternidade de Deus, além da criação, porque Jesus é o Filho em sentido pleno, consubstancial ao Pai, como professamos no Creio. Se tornando um ser humano como nós, com a encarnação, a morte e a ressurreição, Jesus, por sua vez, nos acolhe na sua humanidade e no próprio ser Filho, assim, também nós podemos entrar na sua específica pertença a Deus. Certamente o nosso ser filhos não tem a plenitude do ser Filho de Jesus: nós devemos nos tornar sempre mais, ao longo do caminho de toda a nossa existência cristã, crescendo no seguimento de Cristo, na comunhão com Ele para entrar sempre mais intimamente na relação de amor com Deus Pai, que sustenta nossa vida. E é essa a realidade fundamental que nos vem aberta quando nos abrimos ao Espírito Santo e Ele nos faz dirigir a Deus dizendo-lhe "Abbá", Pai! Entramos realmente além da criação na adoção com Jesus; estamos realmente unidos em Deus, e filhos em um modo novo, em uma dimensão nova.

Mas gostaria agora de retornar aos dois trechos de São Paulo nos quais estamos considerando a ação do Espírito Santo na nossa oração; também aqui são dois passos que se correspondem, mas contém uma definição diferente. Na carta aos Gálatas, de fato, o apóstolo afirma que o Espírito grita em nós "Abbá!Pai!”; já na carta aos Romanos diz que somos nós a gritar "Abbá!Pai!". E São Paulo quer nos fazer compreender que a oração cristã não é nunca, não acontece nunca em sentido único de nós a Deus, não é somente um "agir nosso", mas é expressão de uma relação recíproca na qual Deus age primeiro: é o Espírito Santo que grita em nós, e nós podemos gritar para que o impulso venha do Espírito Santo. Nós não poderíamos rezar se não fosse inscrito na profundidade do nosso ser o desejo de Deus, o ser filhos de Deus. Desde quando passou a existir, o homo sapiens está sempre à procura de Deus, à procura de falar com Deus, porque Deus inscreveu-se nos nossos corações. Portanto, a primeira iniciativa vem de Deus, e com o Batismo, Ele de novo age em nós, o Espírito Santo age em nós; é o primeiro iniciador da oração para que possamos depois realmente falar com Deus e dizer "Abbá" a Deus. Portanto, a sua presença abre a nossa oração e a nossa vida, abre os horizontes da Trindade e da Igreja.

Além disso, compreendemos - este é um segundo ponto - que a oração do Espírito de Cristo em nós e a nossa nele, não é somente um ato individual, mas um ato de toda a Igreja. No rezar se abre o nosso coração, entramos em comunhão não somente com Deus, mas exatamente com todos os filhos de Deus, para que sejamos uma coisa só.Quando nos dirigimos ao Pai na nossa morada interior, no silêncio e no recolhimento, não estamos nunca sozinhos. Quem fala com Deus não está sozinho. Estamos na grande oração da Igreja, somos parte de uma grande sinfonia que  a comunidade cristã, espalhada em todas as partes da terra e em todos os tempos, eleva a Deus; claro, os músicos e os instrumentos são diferentes -  e isso é um elemento de riqueza - , mas a melodia de louvor é única e em harmonia. Todas as vezes, então, que gritamos e dizemos: "Abbá!Pai!" é a Igreja, toda a comunhão dos homens em oração que sustenta a nossa invocação, e a nossa invocação é a invocação da Igreja. Isso também se reflete na riqueza dos carismas, dos ministérios, das tarefas que realizamos na comunidade. São Paulo escreve aos cristãos de Corinto: "Existem diversos carismas, mas somente um é o Espírito; existem diversos ministérios, mas um só é o Senhor; existem diversas atividades, mas um só é o Deus que age em todos nós" (I Cor 12,4-6). A oração guiada pelo Espírito Santo, que nos faz dizer: "Abbá! Pai" com Cristo e em Cristo, nos insere no único grande mosaico da família de Deus no qual cada um tem um lugar importante e um papel importante, em profunda unidade com o todo.

Uma última reflexão: nós aprendemos a gritar "Abbá, Pai" também com Maria, a Mãe do Filho de Deus. O cumprimento da plenitude dos tempos, do qual fala São Paulo na Carta aos Gálatas (cfr 4,4), acontece no momento do sim de Maria, da sua adesão plena à vontade de Deus: "eis, sou a serva do Senhor" (Lc 1,38).

Queridos irmãos e irmãs, aprendemos a provar na nossa oração a beleza de sermos amigos, filhos de Deus, de poder invocá-lo com a confiança de uma criança que se dirige aos pais que a amam. Abramos a nossa oração à ação do Espírito Santo para que nós gritemos a Deus "Abbá! Pai" e para que a nossa oração transforme, converta constantemente o nosso pensar, o nosso agir para torná-lo sempre mais conforme àquele do Filho Unigênito, Jesus Cristo. Obrigado.









Contato com o Catecismo


AS EXÉQUIAS CRISTÃS

1680. Todos os sacramentos, principalmente os da iniciação cristã, têm por fim a última páscoa do cristão, que, pela morte, o faz entrar na vida do Reino. Então se cumpre o que ele confessa na fé e na esperança: “Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir”.

I. A última Páscoa do cristão

1681. O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da morte e ressurreição de Cristo, em quem pomos a nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus “abandona este corpo para ir morar junto do Senhor”.

1682. O dia da morte inaugura para o cristão, no termo da sua vida sacramental, a consumação do seu novo nascimento começado no Batismo, o definitivo “assemelhar-se à imagem do Filho”, conferido pela unção do Espírito Santo e pela participação no banquete do Reino, antecipada na Eucaristia, ainda que algumas derradeiras purificações lhe sejam ainda necessárias, para poder vestir o traje nupcial.

1683. A Igreja que, como mãe, trouxe sacramentalmente no seu seio o cristão durante a sua peregrinação terrena, acompanha-o no termo da sua caminhada para o entregar “nas mãos do Pai”. E oferece ao Pai, em Cristo, o filho da sua graça, e depõe na terra, na esperança, o gérmen do corpo que há-de ressuscitar na glória. Esta oblação é plenamente celebrada no sacrifício eucarístico, e as bênçãos que o precedem e o seguem são sacramentais.

II. A celebração das exéquias

1684. As exéquias cristãs são uma celebração litúrgica da Igreja. O ministério da Igreja tem em vista, aqui, tanto exprimir a comunhão eficaz com o defunto, como fazer participar nela a comunidade reunida para o funeral e anunciar-lhe a vida eterna.

1685. Os diferentes ritos das exéquias exprimem o caráter pascal da morte cristã e correspondem às situações e tradições de cada região, até no que respeita à cor litúrgica.

1686. A Celebração das Exéquias – Ordo exsequiarum – da liturgia romana propõe três tipos de celebração das exéquias, correspondentes aos três lugares em que se desenrolam (a casa, a igreja, o cemitério), e segundo a importância que lhes dão a família, os costumes locais, a cultura e a piedade popular. O esquema é, aliás, comum a todas as tradições litúrgicas e compreende quatro momentos principais:

1687. O acolhimento da comunidade. Uma saudação de fé dá início à celebração. Os parentes do defunto são acolhidos com uma palavra de “consolação” (no sentido do Novo Testamento: a fortaleza do Espírito Santo na esperança. Também a comunidade orante, que se junta, espera ouvir “as palavras da vida eterna”. A morte dum membro da comunidade (ou o seu dia aniversário, sétimo ou trigésimo) é um acontecimento que deve levar a ultrapassar as perspectivas “deste mundo” e projetar os fiéis para as verdadeiras perspectivas da fé em Cristo Ressuscitado.

1688. A liturgia da Palavra, aquando das exéquias, exige uma preparação, tanto mais atenta quanto a assembleia presente pode incluir fiéis pouco frequentadores da liturgia e até amigos do defunto que não sejam cristãos. A homilia, de modo particular, deve “evitar o gênero literário do elogio fúnebre” e iluminar o mistério da morte cristã com a luz de Cristo ressuscitado.

1689. sacrifício eucarístico. Quando a celebração tem lugar na igreja, a Eucaristia é o coração da realidade pascal da morte cristã. É então que a Igreja manifesta a sua comunhão eficaz com o defunto: oferecendo ao Pai, no Espírito Santo, o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo, pede-Lhe que o seu filho defunto seja purificado dos pecados e respectivas consequências, e admitido à plenitude pascal da mesa do Reino. É pela Eucaristia assim celebrada que a comunidade dos fiéis, especialmente a família do defunto, aprende a viver em comunhão com aquele que “adormeceu no Senhor”, comungando o corpo de Cristo, de que ele é membro vivo, e depois rezando por ele e com ele.

1690. O adeus (“a Deus”) ao defunto é a sua “encomendação a Deus” pela Igreja. É “a última saudação dirigida pela comunidade cristã a um dos seus membros, antes de o corpo ser levado para a sepultura”. A tradição bizantina exprime-o pelo ósculo do adeus ao defunto:

Nesta saudação final, “canta-se por ele ter partido desta vida e pela sua separação, mas também porque há uma comunhão e uma reunião. Com efeito, mortos, nós não nos separamos uns dos outros, porque todos percorremos o mesmo caminho e nos reencontraremos no mesmo lugar. Nunca nos separaremos, porque vivemos para Cristo e agora estamos unidos a Cristo, indo para Ele... estaremos todos juntos em Cristo”.




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