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sábado, 30 de junho de 2012

Bispos e Grupos de Trabalho debatem a animação bíblico-catequética e a iniciação à vida cristã



Acontece em Brasília (DF), de 27 a 30 de junho, na Casa de Formação e de Retiros Filippo Smaldone, o primeiro encontro dos bispos referenciais e demais grupos ligados a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB. Ao todo são 37 participantes, de todos os 17 Regionais da CNBB.

Estão reunidos bispos referenciais de catequese em seus Regionais; o Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (GREBICAT); Coordenações Regionais da Animação Bíblico-Catequética; Catequetas; Representantes da catequese junto às pessoas com deficiência e catequese com indígenas, além da presidência e assessores da Comissão Bíblico-catequética da CNBB debatendo os caminhos que se deve seguir a animação bíblico-catequética no país.

Segundo dom Jacinto Bergmann, presidente da Comissão e bispo de Pelotas (RS), esta reunião serve para lançar um olhar em conjunto. “Foi uma ótima ideia nos reunirmos para definir, em conjunto, as linhas gerais de trabalho que a animação bíblico-catequética e a iniciação à vida cristã, tomarão no Brasil”, disse.

O assessor nacional da Comissão, padre Décil José Walker, falou sobre a metodologia do encontro. “Os bispos referenciais se reuniram no dia 27, para traçar os objetivos da reunião, e nos dias seguintes todos nós debatemos os tópicos e tentamos traçar os melhores caminhos para a catequese e a iniciação à vida cristã. Foi apresentada ainda a realidade da catequese nos Regionais e na Igreja no mundo para revermos os desafios de nossa missão. Então, nossa prioridade é encontrar um itinerário de iniciação à vida cristã para a catequese no Brasil”, explicou o assessor.

Já a assessora da mesma Comissão, Cecília Rover, disse que a reunião quer reafirmar o compromisso da Comissão com a animação bíblico de toda pastoral e não só para a catequese, “no sentido de articulação, organização e implementação de projetos e cursos”.

Lançamento

Em um dos momentos foi aberto o espaço para o secretário de Comunicação e Ação Social da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), reverendo Erní Walter Seibert, que fez o lançamento da Bíblia Sagrada para o programa Lectionautas.

Segundo o reverendo, a bíblia é completa, têm indicações para a leitura orante e textos baseados nas leituras dominicais. “Nossa intenção é que o jovem leia de forma orante a bíblia e que em seguida compartilhe, forme comunidades de estudo e debate, seja virtual, na internet, ou presencial”.


Fonte: CNBB


ExpoCatólica movimenta mercado de artigos religiosos

A circulação de artigos religiosos é nos dias de hoje um instrumento a mais para evangelizar. Com os mais variados produtos, como livros, CDs e roupas, o setor é considerado em expansão no mercado. Desde 2003, esse segmento conta com um recurso extra para adquirir visibilidade: a ExpoCatólica, uma feira que visa organizar e promover as iniciativas do mercado de produtos católicos. 

A feira será realizada em São Paulo, no espaço Expo Center Norte, de 5 a 8 de julho. Para este ano, são esperadas 30 mil pessoas para o evento. Já em 2013, o número deve ser bem maior, tendo em vista que a feira será o evento oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece de 23 a 28 de julho de 2013, no Rio de Janeiro. Como forma de preparação, a JMJ vai ter um stand já no evento deste ano.


“Os produtos vêm para visibilizar essa ação concreta da Igreja e da própria juventude que busca um sentido maior da sua vida”, destacou o padre Márcio Queiroz, que estará presente no stand da JMJ na ExpoCatólica.

Além da exposição comercial dos produtos, o organizador da feira, Fábio Castro, informou que o evento traz atividades que podem proporcionar momentos de formação para os participantes, o que reflete uma preocupação da Igreja nessa área. 

“Os leigos que vão à feira podem participar, assim como os religiosos, de congressos de formação na área, por exemplo, da gestão eclesiástica: a secretária paroquial, o administrador das comunidades podem fazer cursos e assistir a palestras que lidam com a gestão das nossas Igrejas. Isso é uma questão que interessa e preocupa muito a Igreja no Brasil”, explicou.




sexta-feira, 29 de junho de 2012

Homilia do Papa Bento XVI - Solenidade dos Santos Pedro e Paulo

Missa na Basílica Vaticana
29 de junho de 2012




Venerados Cardeais,
Amados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!

Reunimo-nos à volta do altar para celebrar solenemente os Apóstolos São Pedro e São Paulo, Padroeiros principais da Igreja de Roma. Temos conosco os Arcebispos Metropolitas nomeados durante os últimos doze meses, que acabaram de receber o pálio: a eles dirijo, de modo especial e afetuoso, a minha saudação. E, enviada por Sua Santidade Bartolomeu I, está presente também uma eminente Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que acolho com gratidão fraterna e cordial. Em espírito ecumênico, tenho o prazer de saudar, e agradecer pela sua participação, «The Choir of Westminster Abbey», que anima a Liturgia juntamente com a Capela Sistina. Saúdo também os Senhores Embaixadores e as Autoridades civis: a todos agradeço pela presença e a oração.

À frente da Basílica de São Pedro, como todos bem sabem, estão colocadas duas estátuas imponentes dos Apóstolos Pedro e Paulo, facilmente identificáveis pelas respectivas prerrogativas: as chaves na mão de Pedro e a espada na mão de Paulo. Também na entrada principal da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, estão conjuntamente representadas cenas da vida e do martírio destas duas colunas da Igreja. Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo. Mas, a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. 

De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rômulo e Remo, o par de irmãos a quem se atribui a fundação de Roma. E poder-se-ia, continuando em tema de fraternidade, pensar ainda noutro paralelismo antitético formado com o primeiro par bíblico de irmãos: mas, enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava. Só o seguimento de Cristo conduz a uma nova fraternidade: esta é, para cada um de nós, a primeira e fundamental mensagem da Solenidade de hoje, cuja importância se reflete também na busca da plena comunhão, à qual anelam o Patriarca Ecumênico e o Bispo de Roma, bem como todos os cristãos.

Na passagem do Evangelho de São Mateus que acabamos de ouvir, Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a «pedra», a «rocha», o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja (cf. Mt 16, 16-19). Mas, de que modo Pedro é a rocha? Como deve realizar esta prerrogativa, que naturalmente não recebeu para si mesmo? A narração do evangelista Mateus começa por nos dizer que o reconhecimento da identidade de Jesus proferido por Simão, em nome dos Doze, não provém «da carne e do sangue», isto é, das suas capacidades humanas, mas de uma revelação especial de Deus Pai. 

Caso diverso se verifica logo a seguir, quando Jesus prediz a sua paixão, morte e ressurreição; então Simão Pedro reage precisamente com o ímpeto «da carne e do sangue»: «Começou a repreender o Senhor, dizendo: (...) Isso nunca Te há-de acontecer!» (16, 22). Jesus, por sua vez, replicou-lhe: «Vai-te daqui, Satanás! Tu és para Mim uma ocasião de escândalo...» (16, 23). 

O discípulo que, por dom de Deus, pode tornar-se uma rocha firme, surge aqui como ele é na sua fraqueza humana: uma pedra na estrada, uma pedra onde se pode tropeçar (em grego, skandalon). Por aqui, se vê claramente a tensão que existe entre o dom que provém do Senhor e as capacidades humanas; e aparece de alguma forma antecipado, nesta cena de Jesus com Simão Pedro, o drama da história do próprio Papado, caracterizada precisamente pela presença conjunta destes dois elementos: graças à luz e força que provêm do Alto, o Papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas, ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à ação de Deus pode transformar.


E no Evangelho de hoje sobressai, forte e clara, a promessa de Jesus: «as portas do inferno», isto é, as forças do mal, «non praevalebunt», não conseguirão levar a melhor. Vem à mente a narração da vocação do profeta Jeremias, a quem o Senhor diz ao confiar-lhe a missão: «Eis que hoje te estabeleço como cidade fortificada, como coluna de ferro e muralha de bronze, diante de todo este país, dos reis de Judá e de seus chefes, dos sacerdotes e do povo da terra. Far-te-ão guerra, mas não hão-de vencer - non praevalebunt -, porque Eu estou contigo para te salvar» (Jr 1, 18-19). 

Na realidade, a promessa que Jesus faz a Pedro é ainda maior do que as promessas feitas aos profetas antigos: de fato, estes encontravam-se ameaçados por inimigos somente humanos, enquanto Pedro terá de ser defendido das «portas do inferno», do poder destrutivo do mal. Jeremias recebe uma promessa que diz respeito à sua pessoa e ministério profético, enquanto Pedro recebe garantias relativamente ao futuro da Igreja, da nova comunidade fundada por Jesus Cristo e que se prolonga para além da existência pessoal do próprio Pedro, ou seja, por todos os tempos.

Detenhamo-nos agora no símbolo das chaves, de que nos fala o Evangelho. Ecoa nele o oráculo do profeta Isaías a Eliaquim, de quem se diz: «Porei sobre os seus ombros a chave do palácio de David; o que ele abrir, ninguém fechará; o que ele fechar, ninguém abrirá» (Is 22, 22). A chave representa a autoridade sobre a casa de David. Entretanto, no Evangelho, há outra palavra de Jesus, mas dirigida aos escribas e fariseus, censurando-os por terem fechado aos homens o Reino dos Céus (cf. Mt 23, 13). 

Também este dito nos ajuda a compreender a promessa feita a Pedro: como fiel administrador da mensagem de Cristo, compete-lhe abrir a porta do Reino dos Céus e decidir se alguém será aí acolhido ou rejeitado (cf. Ap 3, 7).As duas imagens – a das chaves e a de ligar e desligar – possuem significado semelhante e reforçam-se mutuamente. A expressão «ligar e desligar» pertencia à linguagem rabínica, aplicando-se tanto no contexto das decisões doutrinais como no do poder disciplinar, ou seja, a faculdade de infligir ou levantar a excomunhão. O paralelismo «na terra (...) nos Céus» assegura que as decisões de Pedro, no exercício desta sua função eclesial, têm valor também diante de Deus.

No capítulo 18 do Evangelho de Mateus, consagrado à vida da comunidade eclesial, encontramos outro dito de Jesus dirigido aos discípulos: «Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu» (Mt 18, 18). E na narração da aparição de Cristo ressuscitado aos Apóstolos na tarde da Páscoa, São João refere esta palavra do Senhor: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos» (Jo 20, 22-23). À luz destes paralelismos, é claro que a autoridade de «desligar e ligar» consiste no poder de perdoar os pecados. E esta graça, que despoja da sua energia as forças do caos e do mal, está no coração do mistério e do ministério da Igreja. 

A Igreja não é uma comunidade de seres perfeitos, mas de pecadores que se devem reconhecer necessitados do amor de Deus, necessitados de ser purificados através da Cruz de Jesus Cristo. Os ditos de Jesus sobre a autoridade de Pedro e dos Apóstolos deixam transparecer precisamente que o poder de Deus é o amor: o amor que irradia a sua luz a partir do Calvário. Assim podemos compreender também por que motivo, na narração evangélica, à confissão de fé de Pedro se segue imediatamente o primeiro anúncio da paixão: na verdade, foi com a sua própria morte que Jesus venceu as forças do inferno; com o seu sangue, Ele derramou sobre o mundo uma torrente imensa de misericórdia, que irriga, com as suas águas salutares, a humanidade inteira.


Queridos irmãos, como recordei no princípio, a iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: «Combati o bom combate» (2 Tm 4, 7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja.

Amados Metropolitas, o pálio, que vos entreguei, recordar-vos-á sempre que estais constituídos no e para o grande mistério de comunhão que é a Igreja, edifício espiritual construído sobre Cristo como pedra angular e, na sua dimensão terrena e histórica, sobre a rocha de Pedro. Animados por esta certeza, sintamo-nos todos juntos colaboradores da verdade, que – como sabemos – é una e «sinfônica», exigindo de cada um de nós e das nossas comunidades o esforço contínuo de conversão ao único Senhor na graça de um único Espírito. Que nos guie e acompanhe sempre no caminho da fé e da caridade, a Santa Mãe de Deus. Rainha dos Apóstolos, rogai por nós! Amém.





Fonte: Canção Nova Notícias



São Pedro e São Paulo

A solenidade de São Pedro e São Paulo (29 de junho), quando cai em dia de semana, é comemorada no Brasil, no domingo seguinte, como foi determinado na VII Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Portanto, na Liturgia, a celebração deste ano, será no dia 1o. de julho. 

A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. 

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo. 

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios. 

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero. 

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre. 

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade. 

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios". 

São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.


Fonte: Paulinas


Editora espanhola publicará Obras Completas do Cardeal Ratzinger

A "Biblioteca de Autores Cristianos" (BAC), editora ligada à Conferência Episcopal Espanhola (CEE), apresentará em novembro próximo a tradução do primeiro livro das obras completas do Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI. Ao todo serão 17 volumes, contendo de 500 a 700 páginas cada um. A previsão, segundo a editora é publicar cerca três volumes a cada ano. O prazo para a publicação de toda a obra do pontífice é de sete anos.

O primeiro volume da coleção contém os escritos a respeito de teologia da liturgia, que constitui o centro do pensamento teológico do Cardeal Ratzinger. Segundo o pontífice, a liturgia supõe o contato com a beleza em si mesma, com o amor eterno. "Quanto a liturgia está no centro da exitência, tem lugar o anunciado pelo apóstolo: 'Alegra-os sempre no Senhor, e repito, alegra-os. [...] o Senhor está próximo (Flp 4, 45)", escreve o Santo Padre a respeito do tema.

Conforme a BAC, os 17 volumes da coleção serão traduzidos para a língua espanhola por um equipe de tradutores e revisores da máxima competência. Para que o resultado seja o melhor possível, os textos serão traduzidos por um profissional versado em teologia e revisados por um comitê formado por especialistas no pensamento do Cardeal Ratzinger; teólogos e professores de reconhecido prestígio, tais como: Manuel Aróztegui Esnaola, Pablo Blanco Sarto, Olegario González de Cardedal, e Gabino Uríbarri Bilbao.

O editor desta coleção é o bispo de Ratisbona, na Alemanha, Dom Gerhard Ludwig Müller, professor durante muitos anos na Faculdade de Teologia Católica de Munique. O prelado conta com a colaboraão do Instituto Bento XVI e do professor de Dogmática na Faculdade de Teologia Caytlica de Tréveris, também situada na Alemanha, Rudolf Voderholzer. (BD/JS)

Com informações do serviço de informação da Conferência Episcopal Espanhola (CEE).




Angelus do Papa Bento XVI

Praça de São Pedro, Vaticano
24 de junho de 2012




Queridos irmãos e irmãs,

Celebramos com alegria a solenidade litúrgica dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, uma festa que acompanha a história de mais de dois mil anos do povo cristão. Eles são chamados colunas da Igreja nascente. Testemunhas distintas da fé, eles expandiram o Reino de Deus com seus diversos dons e, no exemplo do Mestre divino, selaram com sangue sua pregação evangélica. 

O martírio deles é sinal de unidade da Igreja, como disse Santo Agostinho: “Um só dia é consagrado à festa dos dois apóstolos. Mas também eles eram uma coisa só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, eram uma coisa só. Pedro precede, Paulo segue” (Disc. 295, 8: PL 38, 1352).

Do sacrifício de Pedro são sinais eloquentes a Basílica Vaticana e esta Praça, tão importantes para o cristianismo. Também do martírio de Paulo restam traços significativos na nossa cidade, especialmente a Basílica a ele dedicada na Via Óstia. Roma traz escrito na sua história os sinais da vida e da morte gloriosa do humilde pescador da Galiléia e do apóstolo dos povos, que justamente os escolheram como Protetores.

Fazendo memória ao luminoso testemunho deles, nós recordamos o início venerável da Igreja que em Roma crê e prega o anúncio de Cristo Redentor. Mas os Santos Pedro e Paulo brilham não só no céu de Roma, mas no coração de todos os que creem e que, iluminados pelos seus ensinamentos e exemplos, em cada parte do mundo, andam sobre o caminho da fé, da esperança e da caridade.

Neste caminho de salvação, a comunidade cristã, sustentada pela presença do Espírito do Deus vivo, sente-se encorajada a prosseguir forte e serena sobre a estrada da fidelidade a Cristo e do anúncio do Seu Evangelho aos homens de cada tempo. 

Neste fecundo itinerário espiritual e missionário se coloca também a concessão do Pálio aos Arcebispos Metropolitanos que cumpri nesta manhã na Basílica. Um rito sempre eloquente que põe em destaque a íntima comunhão dos Pastores com o Sucessor de Pedro e o profundo vínculo que nos liga à tradição apostólica. 

Trata-se de um duplo tesouro de santidade, no qual se fundam juntamente a unidade e a catolicidade da Igreja: um tesouro precioso a se redescobrir e se viver com renovado entusiasmo e constante empenho.

Queridos peregrinos, aqui reunidos de toda parte do mundo! Neste dia de festa, rezemos com a expressão da Liturgia oriental: "Louvados sejam Pedro e Paulo, essas duas grandes luzes da Igreja; eles brilham no firmamento da fé". 

Neste clima, desejo direcionar um pensamento particular à delegação do Patriarcado de Constantinopla que, como todos os anos, veio fazer parte destas nossas celebrações tradicionais. 

Que a Virgem Santa conduza todos os que creem em Cristo até a conquista da plena unidade!







quinta-feira, 28 de junho de 2012

TV CN transmite imposição do Pálio a arcebispos brasileiros


 A TV Canção Nova fará a transmissão ao vivo às 4h (horário de Brasília) desta sexta-feira, 29, da Santa Missa na Solenidade de São Pedro e São Paulo. Na ocasião, o Papa Bento XVI fará a imposição do Pálio aos novos arcebispos metropolitanos nomeados pelo Santo Padre nesse último ano. 

O Pálio é uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de cinco centímetros de largura e dois apêndices. Nele estão bordadas seis cruzes. É confeccionado com a lã de dois cordeirinhos, ofertados ao Papa, no dia 21 de janeiro de cada ano, data da festa de Santa Inês. A lã posteriormente é tecida pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma.

Dentre os 44 novos arcebispos, oito são brasileiros. Destes sete atuam em arquidioceses no Brasil, e Dom Filippo Santoro, que foi bispo de Petrópolis (RJ), atualmente é Arcebispo de Taranto, na Itália. 

Os sete arcebispos brasileiros são os seguintes:


- Dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I. de Florianópolis (SC);
- Dom Jose Francisco Rezende Dias de Niterói (RJ);
- Dom Esmeraldo Barreto de Farias de Porto Velho (RO);
- Dom Airton Jose dos Santos de Campinas (SP);
- Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho de Teresina (PI);
- Dom Paulo Mendes Peixoto de Uberaba (MG);
- Dom Jaime Vieira Rocha de Natal (RN).




5 mil pessoas marcharam pela vida defendendo a aprovação do Estatuto do Nascituro

Segundo as notícias aparecidas no site do Movimento Brasil Sem Aborto, cerca de 5 mil pessoas, participaram da 5ª edição da Marcha Nacional pela Vida, em Brasília. O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida Brasil Sem Aborto liderou a mobilização que ocupou uma das faixas do Eixo Monumental durante três horas.

A Marcha foi notícia também no conhecido portal Terra, no qual informou-se que “a 5ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, realizada na tarde desta terça-feira,26, na Esplanada dos Ministérios, protestou contra o aborto e defendeu a aprovação do Projeto de Lei 478/2007, conhecido como Estatuto do Nascituro.” 

No ato estava presente o ex-deputado Luiz Bassuma, expulso do PT por suas posturas pró-vida, quem afirmou em declarações reunidas pelo Portal Terra que a Constituição Brasileira defende a vida, mas não determina em que momento ela começa. 
O Estatuto do Nascituro resolveria esse problema, pois defende a vida desde o momento da concepção.

“Para Bassuma, ainda há questionamentos sobre a legalização do aborto por causa de grupos internacionais que, baseados na ideia de controle de natalidade, levam setores brasileiros, como algumas organizações feministas, a apoiar os métodos abortivos”, afirma a nota exibida no Portal Terra.

Para Jaime Ferreira, vice-presidente nacional da ONG Brasil Sem Aborto, no caso do aborto despenalizado em caso de estupro, as mulheres que sofrem esta agressam precisam entender que não são obrigadas a abortar. Ferreira também diz que o argumento de que cada mulher é dona de seu corpo não pode excluir a opção de manter a gravidez. "Eu acho que a mulher tem direito ao seu próprio corpo. Só não acho que ela tem direito ao corpo do outro, que ela carrega dentro de si", disse ao Portal Terra.

O Projeto de Lei 478/2007 continua em tramitação na Câmara dos Deputados. Ele está na Comissão de Finanças e Tributação e depois segue para a Comissão de Constituição e Justiça.




Portal Vaticano news.va completa um ano inaugurando página em português

Exatamente um ano atrás nascia news.va, o portal web que apresenta as últimas notícias dos meios de comunicação da Santa Sé. O portal foi inaugurado pelo Pontífice que, com um "tweet", anunciou a iniciativa do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais. Passados doze meses da iniciativa, o presidente do referido dicastério vaticano, Dom Claudio Maria Celli, nos fez um balanço deste um ano de atividades:

Dom Claudio Maria Celli:- "Foi um ano rico porque após a língua italiana criamos a página também em espanhol, inglês e francês. Agora tenho a alegria de anunciar que nesta quinta-feira abrimos também em português. Outro aspecto positivo, que nós consideramos realmente significativo, é que os nossos visitantes são hoje cerca de 10 a 15 mil todos os dias. Segundo as estatísticas, recentemente publicadas, 58,3% daqueles que visitam nosso portal nos conhecem e nos visitam constantemente, 41,7% são novos visitantes. Quem vem visitar nosso sito permanece em média dois minutos e vinte segundos. Isso significa que os nossos visitantes não nos visitam por acaso, mas entram em nossa página propositadamente e o fazem para ler. Outro aspecto que me interessa ressaltar: muitas das nossas noticiais publicadas no portal aparecem também nas redes sociais e aí temos milhões de visitantes."


RV: Qual tem sido o papel da Rádio Vaticano neste um ano de atividades do portal?

Dom Claudio Maria Celli:- "A Rádio Vaticano é duplamente utilizada: mediante o portal podem ser ouvidos os programas da emissora do Papa; além disso, como somos um agregador de notícias, uma das fontes principais das notícias do nosso portal é, justamente, a Rádio Vaticano. De fato, é importante ressaltar, mais uma vez, que há um profundo entendimento e colaboração entre os vários órgãos de notícias da Santa Sé: o L'Osservatore Romano, a Rádio Vaticano, a agência missionária de notícias Fides e o Centro Televisivo Vaticano. Isso me parece ter um significado e diria que essas diferentes fontes encontram uma apresentação única justamente no portal news.va. (RL)




Milagre pela intercessão de Nhá Chica reconhecido pelo Vaticano

Na edição de hoje do Vatican Information Service, a Santa Sé informou que durante uma audiência privada com o Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa autorizou a Congregação a promulgar o decreto do milagre da Serva de Deus Francisca de Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica, leiga brasileira (1808-1895). Com este reconhecimento espera-se que em breve a Venerável brasileira possa ser beatificada.

Segundo informa o site oficial da futura beata e das obras dedicadas à sua memória, Francisca de Paula de Jesus - Nhá Chica- hoje é reconhecida como Venerável, uma vez que o Santo Papa Bento XVI, na manhã da sexta-feira, dia 14 de janeiro de 2011, aprovou as suas virtudes heroicas.

Ela obteve o titulo de Serva de Deus da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano, em 1991.

A causa de canonização de Nhá Chica aguardava desde 2007 a aprovação do milagre que levaria a brasileira a ser reconhecida como beata. A grande graça atribuída a Nhá Chica refere-se a professora Ana Lúcia Meirelles Leite, moradora de Caxambu, Minas Gerais. A professora e dona de casa que foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pelas orações encomendadas à intercessão Nhá Chica. O fato se deu em 1995. 

Em 30 de abril de 2004, os religiosos brasileiros reunidos na 42ª Assembleia Geral de Bispos do Brasil (CNBB) assinaram um documento pedindo pela beatificação de Nhá Chica. O documento que reuniu 204 assinaturas de Bispos de 25 estados brasileiros foi encaminhado pela Diocese de Campanha ao então Papa João Paulo II.

No dia 8 de junho de 2010, no Vaticano, deram parecer favorável às virtudes da Serva de Deus Nhá Chica, e no dia 14 de janeiro de 2011, Papa Bento XVI aprovou as suas virtudes heroicas: castidade, obediência, fé, pobreza, esperança, caridade, fortaleza, prudência, temperança, justiça e humildade. Este foi mais um passo em direção à beatificação.

Em 14 de outubro de 2011 o Milagre é reconhecido. A comissão médica da Congregação das Causas dos Santos analisou o milagre ocorrido por intercessão da Venerável Nhá Chica em favor da senhora Ana Lúcia. (leia sobre o milagre). Todos os 07 médicos deram voto favorável: a cura não tem explicação científica.

O Estudo do Milagre pela comissão de Cardeais da Santa Sé aconteceu em 5 de junho de 2012. 

Hoje, o Papa Bento XVI promulgou o decreto do milagre atribuído à intercessão de Nhá Chica e espera-se que em breve, ela possa ser proclamada como beata. Se for canonizada, Nhá Chica poderia ser a primeira mulher nascida no Brasil a chegar aos altares como santa.
 Até o momento o único santo nascido no Brasil é São Frei Galvão.


Para mais informação, visite: www.nhachica.org.br




Orações de Todos os Tempos


Adoro Te Devote


Eu te adoro com afeto, Deus oculto,
que te escondes nestas aparências.
A ti sujeita-se o meu coração por inteiro
e desfalece ao te contemplar.


A vista, o tato e o gosto não te alcançam,
mas só com o ouvir-te firmemente creio.
Creio em tudo o que disse o Filho de Deus,
nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade.


Na cruz estava oculta somente a tua divindade,
mas aqui se esconde também a humanidade.
Eu, porém, crendo e confessando ambas,
peço-te o que pediu o ladrão arrependido.


Tal como Tomé, também eu não vejo as tuas chagas,
mas confesso, Senhor, que és o meu Deus;
faz-me crer sempre mais em ti,
esperar em ti, amar-te.


Ó memorial da morte do Senhor,
pão vivo que dás vida ao homem,
faz que meu pensamento sempre de ti viva,
e que sempre lhe seja doce este saber.


Senhor Jesus, terno pelicano,
lava-me a mim, imundo, com teu sangue,
do qual uma só gota já pode salvar
o mundo de todos os pecados.


Jesus, a quem agora vejo sob véus,
peço-te que se cumpra o que mais anseio:
que vendo o teu rosto descoberto,
seja eu feliz contemplando a tua glória.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Novo Bispo para Diocese de Leopoldina é nomeado pelo Papa

O Santo Padre Bento XVI nomeou hoje, 27, o sacerdote José Eudes Campos do Nascimento, como o novo bispo da Diocese de Leopoldina (Minas Gerais).

 José Eudes Campos do Nascimento nasceu em 30 de abril de 1966, na cidade de Barbacena, Arquidiocese de Mariana. Seus estudos filosóficos foram realizados em 1988 no Instituto dos Padres Salesianos, em São João del Rei e no Instituto de Filosofia "Santo Tomás de Aquino", em Belo Horizonte, entre os anos de 1989 e 1990. Cursou Teologia entre 1989 e 1990 no Seminário Maior "São José", pertencente a Arquidiocese de Mariana.

Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 22 de abril de 1995, tendo sido encardinado na Arquidiocese de Mariana, onde foi Vigário Paroquial, Administrador Paroquial, Assessor Arquiepiscopal para a Pastoral Juvenil, Pároco, Diretor Espiritual do Seminário Maior, Membro do Conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores, Representante dos Presbíteros na Arquidiocese junto a entidades eclesiais regionais e nacionais.

Até o presente momento o sacerdote era pároco da igreja "Santa Efigênia" em Ouro Preto e Vigário Episcopal. (EPC)




Catequese do Papa Bento XVI

Sala Paulo VI, Vaticano
Quarta-feira, 27 de junho de 2012




Queridos irmãos e irmãs,

Nossa oração é feita, como vimos na quarta-feira passada, de silêncio e palavra, de canto e de gestos que envolvem a pessoa inteira: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro. É uma característica que encontramos na oração hebraica, especialmente nos Salmos. 

Hoje gostaria de falar sobre um dos cantos ou hinos mais antigos da tradição cristã, que São Paulo nos apresenta como aquele que é, de certo modo, o seu testamento espiritual: A Carta aos Filipenses. Trata-se, de fato, de uma Carta que o Apóstolo ditou na prisão, talvez em Roma. Ele sente que a morte se aproxima porque afirma que a vida será oferecida como libação (cf. Fil 2,17).

Apesar desta situação de grande perigo para sua integridade física, São Paulo, em tudo que escreveu expressa sua alegria de ser discípulo de Cristo, de poder ir ao Seu encontro, até o ponto de ver a morte não como uma perda, mas como ganho.

No último capítulo da Carta há um forte convite à alegria, característica fundamental do ser cristão e da nossa oração. São Paulo escreve: “alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos (Fl 4,4).

Mas como é possível se alegrar diante de uma condenação à morte então iminente? De onde, ou melhor, de quem São Paulo atrai a serenidade, a força e a coragem para ir ao encontro do martírio e do derramamento de sangue?

Encontramos a resposta no centro da Carta aos Filipenses, naquilo que a tradição cristã denomina “carmen Christo”, o canto para Cristo, ou mais comumente chamado “hino cristológico”; um canto no qual toda a atenção está centrada sobre os “sentimentos” de Cristo Jesus (Fl 2,5). 

Estes sentimentos são apresentados nos versículos sucessivos: o amor, a generosidade, a humildade, a obediência a Deus, o dom de si. Trata-se não só e não simplesmente de seguir o exemplo de Jesus, como uma coisa moral, mas de envolver toda a existência no seu modo de pensar e agir. 

A oração deve conduzir a um conhecimento e a uma união no amor sempre mais profundo com o Senhor, para poder pensar, agir e amar como Ele, Nele e por Ele. Exercer isso, aprender os sentimentos de Jesus, é o caminho da vida cristã. 

Agora, eu gostaria de explanar brevemente alguns elementos deste denso canto, que reassume todo o itinerário divino e humano do Filho de Deus e engloba toda a história humana: do ser na condição de Deus, à encarnação, à morte de cruz e à exaltação na glória do Pai está implícito também no comportamento de Adão, do homem no início.

Este hino a Cristo parte do seu ser “en morphe tou Theou”, diz o texto grego, isto é, de estar na “forma de Deus”, ou melhor, na condição de Deus. Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, não vive o seu “ser como Deus” para triunfar ou para impor sua supremacia, não o considera um poder, um privilégio ou um tesouro invejável.

Na verdade, “despiu-se”, esvaziou-se de si assumindo, como diz o texto grego, a “morphe doulos”, a “forma de escravo”, a realidade humana marcada pelo sofrimento, pela pobreza, pela morte, assimilou-se plenamente aos homens, exceto no pecado, agindo assim como verdadeiro servo a serviço dos outros. 

Neste sentido, Eusébio de Cesaréia, no século IV, afirma: “Ele tomou sobre si as fadigas daqueles que sofrem. Fez suas as nossas doenças humanas. Sofreu e passou por tribulações por nossa causa: isso em conformidade com seu grande amor pela humanidade” (A demonstração evangélica, 10, 1, 22). 

São Paulo continua traçando o quadro “histórico” no qual se realizou esta inclinação de Jesus: “humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte (Fl 2,8). O Filho de Deus se tornou verdadeiro homem e cumpriu um caminho na completa obediência e fidelidade à vontade do Pai até o sacrifício supremo da própria vida. Ainda mais, o Apóstolo especifica “até a morte, e uma morte de cruz”.  

Sobre a Cruz, Jesus Cristo chegou ao máximo grau da humilhação, porque a crucificação era a pena reservada aos escravos e não às pessoas livres: “mors turpissima crucis”, escreve Cícero (cfr In Verrem, V, 64, 165).

Na Cruz de Cristo, o homem é redimido e a experiência de Adão é remediada: Adão, criado a imagem e semelhança de Deus, afirma ser como Deus com suas próprias forças, coloca-se no lugar de Deus e assim perde sua dignidade original que lhe foi dada. 

Jesus, em vez, estava “na condição de Deus”, mas inclinou-se, colocou-se na condição humana, na total fidelidade ao Pai, para redimir o Adão que está em nós e devolver ao homem a dignidade que havia perdido. 

Os padres destacam que Ele se fez obediente, restituindo à natureza humana, através de Sua humildade e obediência, aquilo que foi perdido por causa da desobediência de Adão.

Na oração, no relacionamento com Deus, nós abrimos a mente, o coração e a vontade à ação do Espírito Santo para entrar naquela mesma dinâmica de vida, como afirma São Cirilo de Alexandria, o qual celebramos a festa hoje: “A obra do Espírito busca transformar por meio da graça na cópia perfeita de sua humilhação” (Carta Festiva 10, 4). 

A lógica humana, em vez, busca muitas vezes a autorrealização no poder, no domínio, nos meios potentes. O homem continua querendo construir com as próprias forças a torre de Babel para chegar à mesma altura de Deus, para ser como Deus. 

A Encarnação e a Cruz nos recordam que a plena realização está no conformar a própria vontade humana àquela do Pai, no esvaziar-se do próprio egoísmo para encher-se do amor e da caridade de Deus e, assim, tornar-se realmente capaz de amar os outros.

O homem não encontra a si mesmo permanecendo fechado em si, afirmando-se. O homem encontra-se somente saindo de si mesmo; somente saindo de nós mesmos nos encontramos. E se Adão queria imitar a Deus, isto em si não é ruim, mas errou na ideia de Deus. Deus não é alguém que só quer grandeza. Deus é amor que se doa já na Trindade e depois na criação. E imitar a Deus quer dizer sair de si mesmo e doar-se no amor.

Na segunda parte deste “hino cristológico” da Carta aos Filipenses, o sujeito muda, já não é Cristo, mas é Deus Pai. São Paulo destaca que é justamente por obediência à vontade do Pai que “Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes” (Fl 2,9). 

Aquele que se inclinou profundamente tomando a condição de escravo é exaltado, elevado acima de todas as coisas pelo Pai, que lhe deu o nome de “Kyrios”, “Senhor”, a suprema dignidade e senhorio.

Diante deste novo nome, de fato, que é o próprio nome de Deus, no Antigo Testamento, “todo joelho se dobrará no céu, na terra e embaixo da terra, e toda língua proclamará: ‘Jesus Cristo é Senhor’, para a glória de Deus Pai” (vv. 10-11).

O Jesus que é exaltado é aquele da Última Ceia que põe de lado suas vestes, pega uma toalha, abaixa-se para lavar os pés dos Apóstolos e pergunta a eles: “Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros (Jo 13,12-14). 

Isso é importante recordar sempre na nossa oração e na nossa vida: “a ascensão a Deus está justamente na descida ao humilde serviço, descida do amor, que é a essência de Deus e, portanto, a verdadeira força purificadora que permite ao homem perceber e ver Deus” (Jesus de Nazaré, Milão, 2007, p. 120).

O hino da Carta aos Filipenses nos oferece aqui duas indicações importantes para a nossa oração. A primeira é a invocação “Senhor” direcionada a Jesus Cristo, sentado à direita do Pai: é Ele o único Senhor da nossa vida, em meio a tantos “dominadores” que querem dirigir e guiar.

Por isso, é necessário ter uma escala de valores na qual em primeiro lugar está Deus, para afirmar como São Paulo: “julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor” (Fl 3,8). O encontro com o Ressuscitado lhe fez compreender que é Ele o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria existência. 

A segunda indicação é a prostração, o "dobrar os joelhos" na terra e no céu, que recorda uma expressão do Profeta Isaías, onde indica a adoração que todas as criaturas devem a Deus (cfr 45,23). O ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento ou colocar-se de joelhos na oração expressa justamente a atitude de adoração diante de Deus, também com o corpo. 

Daí a importância de fazer isso não por hábito, com pressa, mas com profunda consciência. Quando nos ajoelhamos diante do Senhor, nós professamos a nossa fé Nele, reconhecemos que é Ele o único Senhor da nossa vida.

Queridos irmãos e irmãs, na nossa oração fixemos o nosso olhar sobre o Crucifixo, detamo-nos em adoração mais vezes diante da Eucaristia, para colocar a nossa vida no amor de Deus, que se inclinou com humildade para elevar-nos até Ele. 

No início da catequese nos perguntamos como São Paulo podia se alegrar diante do risco iminente do martírio e do derramamento de seu sangue. Isso é possível somente porque o Apóstolo nunca afastou seu olhar de Cristo tornando-se semelhante a ele na morte, “com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos” (Fl 3,11). 

Como São Francisco diante do crucifixo, digamos também nós: Grande e magnífico Deus, iluminai o meu espírito e dissipai as trevas de minha alma; dai-me uma fé íntegra, uma esperança firme e uma caridade perfeita, para poder agir sempre segundo os vossos ensinamentos e de acordo com a vossa santíssima vontade. Amém! (cfr Oração diante do Crucifixo: FF [276]).









Bispos dos EUA: “Duas semanas pela Liberdade”


A conferência dos bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) lançou a campanha "Duas Semanas pela Liberdade", pela qual, através de mensagens de texto, os fiéis e pessoas de boa vontade poderão unir-se à luta da Igreja Católica pelas liberdade religiosa no país, ameaçada pelas medidas opressivas do Governo de Barack Obama.

Em um comunicado de 21 de junho, a USCCB convocou os estadunidenses, católicos ou não, a apoiar a liberdade religiosa, enviando uma mensagem de texto com a palavra "Liberdade" para o número 377377. Isso lhes permitirá receber informações periódicas sobre como ajudar a proteger esse direito fundamental em todo o mundo.

Essa campanha pela liberdade religiosa está acontece entre os dias 21 de junho e 4 de julho, quando se comemora a independência dos Estados Unidos.

Indicou-se também que, durante essas duas semanas, as dioceses e paróquias organizarão encontros de oração, estudo e ações públicas para destacar a herança católica e o anelo de liberdade, enraizados na identidade estadunidense.

  O Arcebispo de Baltimore e presidente do Comitê Ad Hoc para a Liberdade Religiosa, Dom William Lori, assinalou que "de um lado ao outro dos Estados Unidos nosso direito de viver a Fé vê-se ameaçado, a partir de Washington, que obriga as instituições católicas a realizar serviços que contradizem com suas crenças, até os governos estaduais, que proíbem as organizações caritativas a servirem aos mais necessitados".

"Animamos os simpatizantes de todo o país a enviar a mensagem de texto com a simples, mas significativa, palavra "Freedom" (para os de língua inglesa) ou "Libertad" (para os que falam espanhol) para o número 377377, e assim unir-se ao movimento", indicou o prelado.

Os bispos dos Estados Unidos resolveram manter contato com todos que se registraram, através de mensagens de texto, ao menos duas vezes por mês.

Para maiores informações, basta acessar o site: www.Fortnight4Freedom.org. (DA)




Contato com o Catecismo

Sobre o Espírito Santo


683. “Ninguém pode dizer "Jesus é o Senhor" a não ser pela ação do Espírito Santo” (1Cor 12, 3). “Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: "Abbá! Pai!'” (Gl 4, 6). Este conhecimento da fé só é possível no Espírito Santo. Para estar em contato com Cristo, é preciso primeiro ter sido tocado pelo Espírito Santo. É Ele que nos precede e suscita em nós a fé. Em virtude do nosso Batismo, primeiro sacramento da fé, a Vida, que tem a sua fonte no Pai e nos é oferecida no Filho, é-nos comunicada, íntima e pessoalmente, pelo Espírito Santo na Igreja:

O Batismo “dá-nos a graça do novo nascimento em Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo. Porque aqueles que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho: mas o Filho apresenta-os ao Pai, e o Pai dá-lhes a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho ninguém tem acesso ao Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus faz-se pelo Espírito Santo”.

684. O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo. No entanto, Ele é o último na revelação das Pessoas da Santíssima Trindade. São Gregário de Nazianzo, “o Teólogo”, explica esta progressão pela pedagogia da “condescendência” divina:

“O Antigo Testamento proclamava manifestamente o Pai e mais obscuramente o Filho. O Novo manifestou o Filho e fez entrever a divindade do Espírito. Agora, porém, o próprio Espírito vive conosco e manifesta-se a nós mais abertamente. Com efeito, quando ainda não se confessava a divindade do Pai, não era prudente proclamar abertamente o Filho: e quando a divindade do Filho ainda não era admitida, não era prudente acrescentar o Espírito Santo como um fardo suplementar, para empregar uma expressão um tanto ousada [...] É por avanços e progressões "de glória em glória " que a luz da Trindade brilhará em mais esplendorosas claridades”.

685. Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, “adorado e glorificado com o Pai e o Filho”. É por isso que tratamos do mistério divino do Espírito Santo na “teologia” trinitária. Portanto, aqui só trataremos do Espírito Santo no âmbito da “economia” divina.

686. O Espírito Santo age juntamente com o Pai e o Filho, desde o princípio até à consumação do desígnio da nossa salvação. Mas é nestes “últimos tempos”, inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, que Ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então, esse desígnio divino, consumado em Cristo, “Primogênito” e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito derramado: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a vida eterna.




terça-feira, 26 de junho de 2012

São Josemaria Escrivá de Balaguer



Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Huesca, na Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais, José e Dolores, tiveram seis filhos, sendo que as três meninas mais novas morreram ainda criança. O casal deu aos filhos uma profunda educação cristã. 

Em 1915, a indústria de tecido do pai faliu e a família mudou-se para Logronho, onde havia mais trabalho. Nessa cidade, Josemaría reconheceu sua vocação religiosa. Intuiu que Deus desejava algo dele, depois de observar na neve algumas pegadas dos pés descalços de um frade. Em vez de ficar tentando descobrir o que ele lhe pedia, decidiu primeiro tornar-se sacerdote. Ingressou no seminário de Saragoça, onde também cursou direito como aluno voluntário. Seu pai morreu em 1924, e ele se viu como chefe de família. No ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal e foi exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça também. 


Com autorização do seu bispo, em 1927 foi para Madri, com o objetivo de formar-se em direito. Um ano depois, durante um retiro espiritual, pediu a Deus para mostrar-lhe com clareza o que precisava ser feito e, assim, funda a Opus Dei, um caminho moderno de evangelização para a Igreja. Desde então, trabalhava na instituição, ao mesmo tempo que continuava exercendo o seu ministério, especialmente entre os pobres e doentes. Além disso, estudava na Universidade de Madrid e dava aulas para manter a família. 

A missão da Opus Dei é a de promover entre os fiéis cristãos de qualquer condição social uma vida plenamente coerente com a fé no meio do mundo e contribuir, assim, para a evangelização de todos os ambientes da sociedade. Ou seja, difundir a mensagem de que todos os batizados estão chamados a procurar a santidade e a dar a conhecer o Evangelho, tal como recordou o Concílio Vaticano II. 

Quando rebentou a Guerra Civil espanhola, e com ela a perseguição religiosa, ele exercitou o ministério na clandestinidade, até conseguir sair de Madri e fixar residência em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, regressou a Madri e obteve o doutorado em direito. Nos anos que se seguiram, dirigiu numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos. 

Em 1946, fixou residência em Roma, fazendo o doutorado em teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário do papa. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa, América Central e do Sul, a fim de impulsionar o estabelecimento e a consolidação da Opus Dei nessas regiões. 

Josemaría morreu em conseqüência de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho de 1975, em seu quarto de trabalho e aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lançou o seu último olhar. Todavia a Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, contando com mais de sessenta mil membros de oitenta nacionalidades. 

Foi Beatificado no dia 17 de maio de 1992 e foi canonizado em 6 de outurbro de 2002 pelo papa João Paulo II na praça de São Pedro em Roma. A festa litúrgica de São Josemaría Escrivá de Balaguer é celebrada no dia 26 de junho. O seu corpo repousa na igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, em Roma.


Fonte: Paulinas


Aids na África: o que funciona é a castidade

O site abaixo indicado [1] acaba de publicar uma matéria de Fábio Zanini, dando conta de que de fato a “cultura da castidade” é a que mais funciona em Uganda. O mesmo se dá em Zimbábue e Suazilândia, para conter a epidemia de AIDS ou SIDA, como se diz em Portugal. Somente agora a mídia leiga viu o que a mídia católica já tem divulgado há mais de sete anos (zenit.org e acidigital.com). Custa-se ouvir a voz da Igreja.

Sabemos que na África existe o maior número de contaminados por essa doença no planeta. A matéria de Fábio diz que a “Aids é uma obsessão neste país… o combate à Aids em Uganda é um sucesso inquestionável. Há 15 anos, cerca de 30% da população tinham o vírus; hoje, são 6,5%”. 

E isso de deu pela cultura da castidade: sexo somente no casamento; nem antes e nem fora dele. A lei de Deus. Os fatos mostram que a Igreja está certa; “não há solução fácil para problema difícil”, como disse Paulo VI.

O articulista diz que jamais faríamos um trabalho desses no Brasil por se tratar de uma opção moralista; infelizmente. Ele conta que os cartazes espalhados para a prevenção à AIDS na África não são um estímulo para usar a camisinha, mas diz: “um motorista responsável se importa com sua família; ele é fiel a sua mulher”. 

Em Uganda, a promoção dos preservativos vem só depois da promoção da abstinência e da fidelidade. O slogan do governo é ABC: A é a inicial de abstinência, B é de “be faithful”, ou seja fiel, e C é para condom, ou camisinha.

O presidente, Yoweri Museveni é cristão, protestante, e a primeira-dama, Janeth, é ainda mais religiosa. Os jovens são incentivados a chegarem virgens ao altar. Aos casais é recomendado que sejam fiéis.

Fábio Zanini diz que conversou com representantes de duas ONGs, esperando ouvir algumas críticas à política do ABC: “Nada. Aprovam 100%. Há um consenso nacional em torno do tema”. E o articulista termina dizendo que: “os números estão aí, desafiando o que diz a lógica e a convicção de muitos (como eu). São um tapa na cara dos céticos”.

Contra fatos não há argumentos. Quando o Papa Bento XVI esteve na África e propôs, mais uma vez, a castidade como prevenção segura contra a AIDS, foi criticado no mundo todo; mas estava certo como mostram esses fatos. Contra eles não adianta argumentar e sofismar. Na página do Dr. Edward Green, no site da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, ele disse:

“Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que camisinhas não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África [2].”

Para René Ecochard, professor de medicina, epidemiologista, chefe do serviço de bioestatística do Centro Hospitalar Universitário de Lyon, “as palavras de Bento XVI sobre o preservativo são simplesmente realistas”. [3]

A mesma redução da contaminação pelo HIV se deu no Zimbábue como se pode ver no excelente artigo científico intitulado “Um sucesso surpreendente Prevenção: Por que o declínio Epidemia do HIV no Zimbábue?”. [4]

Segundo um relatório de fevereiro de 2006 publicado na revista “Science”, a taxa de AIDS entre os habitantes de Zimbabwe entre 17 e 29 anos caiu em 23 por cento entre 1998 e 2003. Entre as mulheres de 15 a 24 anos, caiu em 49 por cento. [5]

Também na Suazilândia o combate à AIDS é um sucesso com a cultura da castidade, há anos. Em uma declaração de 4/12/2006, o Embaixador da Suazilândia nos Estados Unidos, Ephraim M. Hlophe, destacou que a porcentagem de pessoas infectadas neste país diminuiu graças à política que promove a abstinência. No texto emitido durante o seminário “Como o Governo da Suazilândia e a crise da AIDS se cruzam”, o Embaixador explicou que:

“Sua Majestade, o Rei Mswati III, reconheceu a profundidade do problema e está olhando a outros países africanos como Uganda, para encontrar modelos de luta contra o HIV/AIDS, aonde a noção de “abstinência, fidelidade e preservativos” é bastante sensata e por isso a estamos aplicando consistentemente como política”. “No caso da AIDS, o contágio de pessoas infectadas caiu de 42,6 por cento em 2004 para 39,2 por cento este ano.”[6]

A Fundação “Cochrane Collaboration”, uma rede internacional sem fins lucrativos, em um estudo publicado em 2007, onde analisou 14 trabalhos científicos sobre o preservativo no combate à AIDS, mostrou que em cada cinco preservativos utilizados entre heterossexuais, um falha. Isto é, 20% de falha, por má conservação, ruptura, poros maiores que o vírus da AIDS, etc. [7].

Desde 2005 Colin Mason já dizia que “um país africano tem sido bem sucedido no seu combate à AIDS: Uganda. A sua taxa de prevalência do HIV despencou nos últimos anos. Mais de 18% da população adulta tinha o HIV em 1992; em finais de 2005, a porcentagem era de 6,7%” [8].

Uma pergunta surge: Por que a África descobriu o caminha da prevenção da AIDS pela castidade? A resposta é que o Continente “entrou em desespero” e constatou que a camisinha era inócua para resolver o problema. De acordo com estatísticas publicadas em 2006 pelo UNAIDS (o programa das Nações Unidas para o combate a AIDS), cerca de 24,5 milhões de pessoas na região tinham o vírus em finais de 2005, das quais 2,7 milhões haviam contraído o vírus naquele ano.

Então, na solução moral da castidade, a vontade de Deus, a humilde África encontrou a saída que o Ocidente orgulhoso ainda não acredita. Infelizmente é assim, só no desespero parece que o homem abre o coração e a mente para Deus. E encontra a salvação.


Referências: 
http://www.harvardaidsprp.org/faculty-staff/edward-c-green-bio.html 
[3] – www.zenit.org – Paris, 15 de setembro de 2009 
[5] – www.acidigital.com, Washington, DC, 07/04/2008 
[6] – acidigital.com, 06.12.2006 





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