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terça-feira, 31 de julho de 2012

Santo Inácio de Loyola

Iñigo Lopez de Loyola, este era o seu nome de batismo, nasceu numa família cristã, nobre e muito rica, na cidade de Azpeitia, da província basca de Guipuzcoa, na Espanha, no ano de 1491. O mais novo de treze filhos, foi educado, com todo cuidado, para tornar-se um perfeito fidalgo. Cresceu apreciando os luxos da corte, praticando esportes, principalmente os equestres, seus preferidos. 

Em 1506, a família Lopez de Loyola estava a serviço de João Velásquez de Cuellar, tesoureiro do reino de Castela, do qual era aparentada. No ano seguinte, Iñigo tornou-se pagem e cortesão no castelo desse senhor. Lá, aprimorou sua cultura, fez-se um exímio cavaleiro e tomou gosto pelas aventuras militares. Era um homem que valorizava mais o orgulho do que a luxúria. 

Dez anos depois, em 1517, optou pela carreira militar. Por isso foi prestar serviços a um outro parente, não menos importante, o duque de Najera e vice-rei de Navarra, o qual defendeu em várias batalhas, militares e diplomáticas. 

Mas, em 20 de maio de 1521, uma bala de canhão mudou sua vida. Ferido por ela na tíbia da perna esquerda, durante a defesa da cidade de Pamplona, ficou um longo tempo em convalescença. Nesse meio tempo, meio por acaso, trocou a leitura dos romances de infantaria e guerra, por livros sobre a vida dos santos e a Paixão de Cristo. E assim foi tocado pela graça. Incentivado por uma de suas irmãs, que cuidava dele, não voltou mais aos livros que antes adorava, passando a ler somente livros religiosos. Já curado, trocou a vida de militar por uma vida de dedicação a Deus. Foi, então, à capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat, pendurou sua espada no altar e deu as costas ao mundo da corte e das pompas. 

Durante um ano, de 1522 a 1523, viveu retirado numa caverna em Manresa, como eremita e mendigo, o tempo todo em penitência, na solidão e passando as mais duras necessidades. Lá, durante esse período, preparou a base do seu livro mais importante: "Exercícios espirituais". E sua vida mudou tanto que do campo de batalhas passou a transitar no campo das idéias, indo estudar filosofia e teologia em Paris e Veneza. 

Em Paris, em 15 de agosto de 1534, juntaram-se a ele mais seis companheiros, e fundaram a Companhia de Jesus. Entre eles estava Francisco Xavier, que se tornou um dos maiores missionários da Ordem e também santo da Igreja. Mas todos só se ordenaram sacerdotes em 1537, quando concluíram os estudos, ocasião em que Iñigo tomou o nome de Inácio. Três anos depois, o papa Paulo III aprovou a nova Ordem e Inácio de Loyola foi escolhido para o cargo de superior-geral. 

Ele preparou e enviou os missionários jesuítas ao mundo todo, para fixarem o cristianismo, especialmente aos nativos pagãos das terras do novo continente. Entretanto, desde que esteve no cargo de geral da Ordem, Inácio nunca gozou de boa saúde. Muito debilitado, morreu no dia 31 de julho de 1556, em Roma, na Itália. 

A sua contribuição para a Igreja e para a humanidade foi a sua visão do catolicismo, que veio de sua incessante busca interior e que resultou em definições e obras cada vez mais atuais e presentes nos nossos dias. Foi canonizado pelo papa Gregório XV em 1622. A sua festa é celebrada, na data de sua morte, nos quatro cantos do planeta onde os jesuítas atuam. Santo Inácio de Loyola foi declarado Padroeiro de Todos os Retiros Espirituais pelo papa Pio XI em 1922.



Fonte: Paulinas



Dois sacerdotes darão conselho espiritual nos Museus Vaticanos

O secretário geral de Governo do Estado da Cidade do Vaticano, Dom Giuseppe Sciacca, anunciou que a partir de agosto haverá nos Museus Vaticanos dois sacerdotes a disposição para os visitantes que desejem dialogar ou inclusive que procurem conselho espiritual. 

“Não será nada institucional. Os sacerdotes estarão em dois pontos estratégicos do percurso habitual; haverá uma mesa e duas cadeiras e os que queiram poderão aproximar-se deles para intercambiar umas palavras, ou para refletir juntos”, explicou o Prelado em declarações recolhidas pelo L'Osservatore Romano.Dom Sciacca afirmou que os Museus Vaticanos são algo único dentro das instituições culturais. “São como o cofre em que, graças à sabedoria dos pontífices e ao seu amor pela beleza, custodiam-se as melhores obras que o gênero humano forjou através da história (...) e não têm medo de mostrar que são também um veículo particular através do qual a boa nova de Deus feito homem pode anunciar-se ao mundo”, afirmou





Divulgados valores das inscrições para a JMJ 2013


A partir desta terça-feira, 31, estará disponível no site oficial da JMJ Rio2013 o "Manual de Inscrições de Peregrinos". O documento pode ser encontrado na seção “Tire suas Dúvidas” no portal www.rio2013.com ou no link abaixo.

http://www.slideshare.net/fullscreen/jmj_pt/manual-de-inscries-pt/1 

No documento será possível encontrar as orientações necessárias para que o peregrino faça de forma correta a sua inscrição. A data para o início das inscrições ainda não está definida, segundo o setor responsável. 

De acordo com a diretora do Setor de Inscrições da JMJ Rio2013, Irmã Maria Shaiane Machado, o manual descreve o sistema de inscrição e ajudará o peregrino. As inscrições serão feitas em grupo por meio de um responsável (chamado de “responsável principal”). Além desse, haverá um “segundo responsável”. Para grupos mistos, preferencialmente um responsável masculino e um feminino. 

Preferencialmente, as inscrições deverão ser feitas em grupo, de até 50 pessoas, incluindo os responsáveis. Grupos maiores deverão ser divididos em subgrupos, que poderão estar vinculados entre si por um grupo principal. A vinculação entre os grupos não garante que todos ficarão juntos. A hospedagem oferecida pelo Comitê Organizador Local (COL) será por região linguística. Também outros fatores podem ser decisórios, como por exemplo, a distância dos pagamentos entre os grupos.

Caso, não tenha grupo ainda, a pessoa poderá formar um grupo de peregrinos ou participar de um grupo já formado. De acordo com o site oficial, se, em último caso, ela não conseguir se incluir em nenhum grupo, poderá fazer a inscrição individual. "Incentivamos a todos a fazerem inscrições em grupo, que podem ser formados nas paróquias, comunidades, movimentos católicos, escolas, universidades", diz irmã Shaiane.

Valor das inscrições

Os valores têm variações, tanto da modalidade dos pacotes (que poderão ou não incluir hospedagem e alimentação), quanto por classificação dos países. Para ajudar que peregrinos de países economicamente mais pobres possam participar das JMJs, eles são classificados nas classes A, B e C.

A classificação dos países e os tipos de pacotes definem os valores. Serão 21 tipos de pacotes com valores que variam de R$ 100,70 a R$ 577,60. Esses valores são válidos até 31 de janeiro de 2013, incluindo um desconto de 5%. Após esse período as variações são de R$ 106,00 a R$ 608,00.

"Hoje, a principal preocupação do peregrino é com o valor da inscrição", afirma. "Com todas as informações, ele vai conseguir organizar melhor seu grupo para se inscrever".

Inscrições online

As inscrições serão realizadas exclusivamente online, através do portal oficial da Jornada. A data do início das inscrições ainda não foi divulgada pelo Comitê. 

Os candidatos ao voluntariado que não foram selecionados deverão fazer a inscrição como peregrinos.

A formação de grupos de peregrinos reforça um dos principais frutos da JMJ, a União. "Esse é um dos valores da Jornada Mundial da Juventude", diz irmã Shaiane. "União faz parte da sua vida" é a primeira mensagem da JMJ para divulgar as inscrições, na campanha também lançada hoje. Venha para o Rio de Janeiro. Una-se a milhões de jovens do todo mundo rumo à JMJ Rio2013.






Palavra Católica - São Cirilo de Jerusalém

“A vida na sua própria realidade e verdade é o Pai que, pelo Filho e no Espírito Santo, sobre todos derrama como fonte, os seus dons celestes. E, pela sua bondade, promete verdadeiramente também a nós homens os bens divinos da vida eterna”. 

Ao catecúmeno ele diz: “Caíste na rede da Igreja (Mt 13, 47). Deixa-te, portanto, apanhar vivo; não fujas, porque é Jesus que te prende no seu anzol, para te dar não a morte mas a ressurreição depois da morte. De fato, deves morrer e ressurgir ( Rm 6, 11.14)… Morres para o pecado, e vives para a justiça a partir de hoje”.

“Invocamos Deus misericordioso para que envie o seu Santo Espírito sobre as oblações que apresentamos a fim de Ele transformar o pão em corpo de Cristo e o vinho em sangue de Cristo. O que o Espírito Santo toca, é santificado e transformado totalmente”.

“Da mesma maneira que a vitória testemunha o valor do soldado na batalha, da mesma forma se manifesta a santidade de quem sofre os problemas e as tentações com paciência inquebrantável”.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mais de 2 mil fiéis participam de consagração de santuário mariano na China

Mais de 2 mil fiéis participaram recentemente da solene celebração que consagrou o santuário mariano e Jardim do Rosário da Diocese de Wei Nan, situada na província de Shaan Xi, à noroeste da China. Segundo informações da Agência Fides, a consagração realizou o sonho de todo o povo católico local.

A cerimônia de consagração foi presidida pelo bispo local, Dom Tong Chan Ping, que, posteriormente, acompanhou a procissão mariana e concedeu a bênção ao vilarejo. O prelado teve a companhia de cerca de 30 sacerdotes de Wei Nan e de outras dioceses.

Conforme a Igreja local, a consagração do Santuário tem um significado profundo para a região, pois oferece a oportunidade de relançar a evangelização e consolidar a Fé, na China, ainda mais tendo em vista o Ano da Fé.

Gerida desde sempre pelos franciscanos italianos, a diocese de Wei Nan (originalmente Tong Zhou) é Prefeitura Apostólica desde 1935. Na atualidade, conta com mais de 12 mil fiéis, 31 igrejas e capelas, 30 sacerdotes e 40 religiosas da Congregação do Sagrado Coração de Jesus. (BD)





“A Igreja conta convosco” disse Cardeal Rylko aos jovens, que se preparam para a JMJ Rio 2013

O núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni d'Aniello, e o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, receberam neste final de semana uma mensagem do presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko. A carta foi enviada especialmente por ocasião do evento "Preparai o Caminho", que marcou o início da contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio de Janeiro 2013.

Destacando a participação ativa dos jovens no evento, o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos expressou inicialmente: "A Igreja conta convosco! Possa desde já ecoar em vossos corações o mandato de Cristo expresso no tema da JMJ 2013: 'Ide e fazei discípulos entre todas as nações!' (MT 28,19)". O purpurado destacou a série de atividades que está sendo realizada em preparação ao evento máximo da juventude católica, que conforme ele, trata-se de uma peregrinação de Fé.

Cardeal Rylko lembrou também que o acolhimento será fundamental durante a JMJ, assim como a ajuda e o engajamento nos mais diversos serviços de preparação técnica, logística e pastoral. "Mais ainda, será sobretudo o vosso entusiasmo e a alegria da vossa Fé, o vosso compromisso missionário que contagiarão os jovens vindos dos mais diversos países. A alegria é uma característica própria das JMJs. Se por um lado os jovens buscam a felicidade, de sua parte a Igreja pode oferecer o tesouro da Igreja autêntica, que nasce do encontro com Jesus", sublinhou.

Por fim, o purpurado destacou que a JMJ Rio 2013 será uma grande oportunidade de crescer na Fé e no amor pelo Senhor e pelo próximo. "Que o Cristo Redentor, do alto do Corcovado, abençoe-vos, bem como aos jovens do mundo inteiro. E que a virgem de Aparecida vos cubra com o seu manto protetor", concluiu o cardeal. (BD)

Com informações da Rádio Vaticano.





Angelus do Papa Bento XVI

Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
29 de julho de 2012




Queridos irmãos e irmãs,

Neste domingo iniciamos a leitura do capítulo 6º do Evangelho de João. O capítulo se abre com a cena da multiplicação dos pães, depois Jesus, na sinagoga de Carfanaum, indica a si mesmo como o “pão” que dá a vida.

As ações realizadas por Jesus estão paralelas àquelas da Última Ceia: “Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribui-os às pessoas que estavam sentadas” – assim diz o Evangelho (Jo 6,11).

A insistência sobre o tema do “pão” que é partilhado e o render graças (v.11, em grego eucharistesas) evocam a Eucaristia, o Sacrifício de Cristo para a salvação do mundo.

O evangelista observa que a Páscoa, a festa, estava próxima (cfr v. 4). O olhar se orienta para a Cruz, o dom de amor, e para a Eucaristia, a perpetuação deste dom: Cristo se faz pão de vida para os homens. 

Santo Agostinho diz assim: “Quem, se não Cristo, é pão do Céu? Mas para que o homem pudesse comer o pão dos anjos, o Senhor dos anjos se fez homem. Se isso não fosse feito, não teríamos o Seu corpo, não havendo Seu próprio corpo, não comeríamos o pão do altar” (Sermão 130,2). 

A Eucaristia é o permanente grande encontro do homem com Deus, no qual o Senhor se faz alimento, dá a Si mesmo para nos transformar Nele.

Na cena da multiplicação, vem destaca também a presença de um garoto que, diante da dificuldade de alimentar tanta gente, coloca em comum o pouco que tinha: cinco pães e dois peixes (cfr Jo 6,8).

O milagre não se realiza do nada, mas de uma primeira e modesta partilha daquilo que um simples garoto tinha consigo. Jesus não nos pede aquilo que não temos, mas nos faz ver que se cada um oferece aquele pouco que tem, o milagre pode sempre acontecer: Deus é capaz de multiplicar o nosso pequeno gesto de amor e nos tornar participantes do seu dom. 

A multidão ficou impressionada com o prodígio: vê em Jesus o novo Moisés, digno de poder e, no novo maná, o futuro assegurado, fica parada no elemento material, que comeram e o Senhor, “sabendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte” (Jo 6,15). 

Jesus não é um rei da terra que exerce o domínio, mas um rei que serve, que se curva até o homem para saciar não só a fome material, mas, sobretudo, a fome de algo profundo, a fome de orientação, de sentido, de verdade, a fome de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, peçamos ao Senhor que nos faça redescobrir a importância de nos nutrir do corpo de Cristo, participando fielmente e com grande consciência da Eucaristia, para estarmos sempre mais intimamente unidos a Ele. Ao mesmo tempo, rezemos para que jamais falte a ninguém o pão necessário para uma vida digna e sejam abatidas as desigualdades não com as armas da violência, mas com a compartilha e o amor.

Confiemos à Virgem Maria, enquanto invocamos, sobre nós e sobre aqueles que estimamos, sua materna intercessão.  









sexta-feira, 27 de julho de 2012

Evangelho do XVII Domingo do Tempo Comum – Ano B

São João 6, 1-15

Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: "Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?" Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: "Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um". Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: "Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?" Jesus respondeu: "Mandai sentar essa gente". Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: "Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca". Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: "Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo". Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.



Salta à vista o tema do pão na liturgia de hoje: ele aparece claramente na primeira leitura e no evangelho e, de modo implícito, está presente também no salmo. Na tradição bíblia, o pão recorda duas coisas importantíssimas. Lembra-nos, primeiramente, que não somos auto-suficientes, não possuímos a vida de modo absoluto: devemos sempre renová-la, lutar por ela. O homem não se basta a si próprio; precisa do pão de cada dia. E aqui, um segundo importante aspecto: o homem não pode, sozinho, prover-se de pão: é Deus quem faz a chuva cair, quem torna o solo fecundo, quem dá vigor à semente. Assim, a vida humana está continuamente na dependência do Senhor. Portanto, meus caros, todos necessitamos do pão nosso de cada dia – e este é dom de Deus. “O que tens tu, ó homem, que não tenhas recebido? E, se recebeste, do que, então, te glorias?”

Desse modo, caríssimos irmãos em Cristo, Jesus, ao multiplicar os pães, apresenta-se como aquele que dá vida, que nos sacia com o sentido da existência – sim, porque não há vida de verdade para quem vive sem saber o sentido do viver! – Dá-nos, Jesus a vida física, a vida saudável, mas dá-nos, mais que tudo, a razão verdadeira de viver uma vida que valha a pena!

Mas, acompanhemos com mais detalhes a narrativa do Quarto Evangelho. Jesus, num lugar deserto, estando próxima a Páscoa, Festa dos judeus, manda o povo sentar-se sobre a relva verde, toma uns pães e uns peixes, dá graças, parte, e os distribui… multiplicando os pães e os peixes. Todos comeram e ficaram saciados. Não aparece no evangelho deste Domingo, mas sabemos, pela continuação do texto de São João, que o povo, após o milagre, foi à procura do Senhor e ele recriminou duramente a multidão: “Vós me procurais não porque vistes os sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados!” Que sinal o povo deveria ter visto? Recordemos que no final do trecho que escutamos no evangelho o povo exclama: “Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo”. Eis: o povo até que começou a discernir o sentido do milagre de Jesus; mas, logo depois, fascinado simplesmente pelo pão material, pelas necessidades de cada dia, esquece o sinal. Insistimos: que sinal? Primeiro, que Jesus é o Novo Moisés, aquele profeta que o próprio Moisés havia anunciado em Dt 11,18: “O Senhor Deus suscitará no vosso meio um profeta como eu”. Pois bem: como Moisés, Jesus reúne o povo num lugar deserto, como Moisés, sacia o povo com o pão… Mas, Jesus é mais que Moisés: ele é o Deus-Pastor que faz o rebanho repousar em verdes pastagens (“Havia muita relva naquele lugar… Jesus mandou que o povo se sentasse…”) e lhe prepara uma mesa. Era isso que o povo deveria ter compreendido; foi isso que não compreendeu…

E nós, compreendemos os sinais de Cristo em nossa vida? Somos capazes de descortinar o sentido dos seus gestos, seja na alegria seja na tristeza, seja na luz seja na treva? Os gestos de Jesus na multiplicação dos pães é também prenúncio da Eucaristia. Os quatro gestos por ele realizados – tomou o pão, deu graças, partiu e deu – são os gestos da Última Ceia e de todas as ceias que celebram o sacrifício eucarístico do Senhor: na apresentação das ofertas tomamos o pão, na grande oração eucarística (do prefácio à doxologia – “Por Cristo, com Cristo…”) damos graças, no “Cordeiro de Deus” partimos e na comunhão distribuímos. Eis a Missa: o tornar-se presente dos gestos salvíficos do Senhor, dado em sacrifício e recebido em comunhão.

Vivendo intensamente esse Mistério, nos tornamos realmente membros do corpo de Cristo, que é a Igreja. Cumprem-se em nós, de modo real, as palavras do Apóstolo: “Há um só Corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos”. Eis, caríssimos! Que o bendito Pão do céu, neste sinal tão pobre e humilde do pão e do vinho eucarísticos, nos faça compreender e acolher a constante presença do Senhor entre nós e nos dê a graça de vivermos de verdade a vida de Igreja, sendo um sinal seu no meio do mundo. Amém.



Por D. Henrique Soares





Espiritismo e os Concílios

Em que aspecto a doutrina espírita é semelhante à doutrina católica? É possível que um católico seja também espírita? Qual a posição da Igreja acerca do espiritismo? Padre Paulo Ricardo, neste vídeo, responde a estas e outras perguntas acerca dessa prática tão comum em nosso país.


Site do Observatório de Nova Evangelização para a América Latina já está no ar


Como uma iniciativa da parte do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, procurando sustentar uma permanente reflexão sobre as distintas realidades da zona, criou-se recentemente o Observatório de Nova Evangelização para a América Latina.

Em um comunicado remetido ao grupo ACI pela Comissão de Comunicação Social da Conferência Episcopal Peruana, informou-se do lançamento, neste 24 de julho, do site deste observatório, desenvolvido com o apoio do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) e da Rede Informática da Igreja na América Latina (RIIAL).


O Observatório de Nova Evangelização se descreve como "uma plataforma de informação, de investigação e de estudo das diversas experiências e processos de nova evangelização já existentes ao longo da América Latina e do Caribe, como também das comunidades hispanas que se encontram, de maneira especial nos Estados Unidos e Canadá".

Este esforço servirá para acompanhar estas comunidades católicas em seu trabalho, assim como para facilitar o intercâmbio de experiências.

Além disso, o Observatório procura ajudar a aprofundar no conhecimento dos grandes desafios que se apresentam à Igreja para o cumprimento de sua missão evangelizadora e também indagar as causas que levam muitos fiéis a abandonarem a Igreja e a saciarem sua sede de Deus em outras experiências religiosas.

O Observatório está sob o cuidado e responsabilidade do presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, o secretário desse dicasterio, Dom Octavio Ruiz Arenas e o subsecretário, Dom Graham Bell.

O site que contará com versões em inglês, português e francês pode ser visto em: http://www.observatorionuevaevangelizacion.org/






Bispos da América Latina e do Caribe se preparam para próximo Sínodo


Tem início esta sexta-feira, na sede da Conferência Episcopal da Colômbia, em Bogotá, o encontro preparatório dos Bispos e Delegados das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe que participarão da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.

O Presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), Dom Carlos Aguiar Retes, explicou que esta reunião será uma oportunidade prévia para conhecer-se, intercambiar ideias e adentrar-se na metodologia do próximo Sínodo.


O Sínodo se realizará em Roma de 7 a 28 de outubro. O tema proposto pelo Santo Padre Bento XVI é "A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã".

“Nós nos atualizaremos com as reflexões mais importantes que o Celam tem feito sobre a Nova Evangelização, com a finalidade de ajudar a visão dos bispos que participarão deste Sínodo”, indicou Dom Aguiar Retes. Além disso, haverá um intercâmbio de experiências sobre o que cada bispo sabe, conhece ou realizou em seu trabalho pastoral.

O Celam estudou previamente um relatório apresentado por cada uma das Conferências Episcopais da América Latina e a partir deles dará uma iluminação aos padres sinodais como conhecimento da realidade que se vive.

Por sua vez, o Secretario do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Octavio Ruiz Arenas, que estará presente nesta reunião, declarou que “ter uma análise prévia da realidade da América Latina permitirá que a presença na sala sinodal seja uma presença onde se leve em consideração a realidade latino-americana e a grande experiência de mais de 30 anos neste campo”.

Também participará do encontro, que se realiza até terça-feira, 30 de julho, o Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Dom Nikola Eterovic.





Festival Haleluya bate recorde de participação: mais de 1 milhão de participantes

A edição de 15 anos do Festival Halleluya 2012, promovido pela comunidade católica Shalom em Fortaleza, bateu recorde de público de 1,17 milhões de pessoas nos cinco dias de evento. Realizado entre os dias 20 e 22 de julho, o maior festival de artes integradas do país coroou as atividades de comemoração dos 30 anos da comunidade Shalom, que este ano recebeu o reconhecimento pontifício definitivo de seus estatutos. 

Entre as atrações do Festival estavam 22 bandas da música católica brasileira, que se apresentaram no palco principal, e 25 grupos artísticos, que participaram de uma competição durante o evento. Além disso, o Halleluya promoveu também um talk show para tirar dúvidas dos participantes e internautas sobre a Igreja. Os entrevistados foram sacerdotes convidados entre eles o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer e o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta. 

Outro ponto forte do Festival foi o incentivo à solidariedade. De acordo com o Hemonce, foram arrecadados 665 bolsas de sangue, 90 a mais que a edição de 2011, e feitos 242 cadastros de medula óssea. “Para nós, é uma satisfação enorme ter esta parceria com a Comunidade Shalom no Halleluya e esperamos continuar com este parceria por muitos anos” afirmou, satisfeita com os números, a coordenadora de Captação de doadores do Hemoce, Nágela Lima.

A doação de alimentos também foi uma ação solidária que deu resultados concretos. Números parciais da Defesa Civil apontam que a doação chegou a 5600 quilos de alimentos não perecíveis. As doações foram destinadas às vítimas da seca e aos projetos de Promoção Humana do Shalom, que atendem pessoas em situação de risco. De acordo com a Defesa Civil, 80% das cidades do Ceará decretaram estado de emergência. 

O Festival Halleluya também foi um evento interativo. Durante os cinco dias, foram registrados mais de 200 mil acessos ao site oficial com picos de 2 mil acessos à webtv. O sucesso do Festival também contagiou as redes sociais. Por diversas vezes foi o assunto mais comentado no Trendig Topics do Twitter e mais de 18 mil pessoas citaram o Festival Halleluya no Facebook.

Segundo Vanderlúcio Souza, assessor de imprensa da comunidade Shalom, em declarações exclusivas a ACI Digital "O Festival Halleluya superou todas as nossas expectativas. O evento chegou à sua maturidade tornando-se o mais solidário do estado do Ceará e o maior festival de artes integradas do país". 

"Nesta edição contamos com a presença de convidados muito especiais e referências na Igreja do Brasil como Dom Eduardo Pinheiro, Dom Odilo Scherer e Dom Orani Tempesta", partilhou o assessor e membro da comunidade católica Shalom, fundada em 1982 pelo leigo consagrado brasileiro Moysés Azevedo.

"Hoje o Festival Halleluya prestou contas com a sociedade e fez a entrega das seis toneladas de alimentos arrecadados. Também divulgou o número oficial de bolsas de sangue colhidas: 665, 60 a mais relação ao ano passado. Cada bolsa de sangue pode salvar até 3 vidas. Também efetivamos 200 cadastros de doadores de medula óssea", acrescentou.

Em primeira mão, o assessor de imprensa da Comunidade Shalom disse à nossa agência como será a próxima edição do evento no ano da JMJ Rio 2013.

“O Festival Halleluya 2013 acontecerá de 17 a 21 de julho e será o evento oficial da Semana Missionária da arquidiocese de Fortaleza. A grande novidade é que uma semana depois da realização do Halleluya em Fortaleza teremos uma edição do Festival na JMJ RIO2013”, concluiu Vanderlúcio.






quarta-feira, 25 de julho de 2012

São Cristóvão


A devoção a são Cristóvão é uma das mais antigas e populares da Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente. São centenas de igrejas dedicadas a ele em todos os países do mundo. Também não faltam irmandades, patronatos, conventos e instituições que tomaram o seu nome, para homenageá-lo. Ele consta da relação dos "quatorze santos auxiliadores" invocados para interceder pelo povo nos momentos de aflições e dificuldades. Assim, o vigor desta veneração percorreu os tempos com igual intensidade e alcançou os nossos dias da mesma maneira. 

Entretanto são poucos os dados precisos sobre sua vida. Só se tem conhecimento comprovado de que Cristóvão era um homem alto e musculoso, extremamente forte. Alguns escritos antigos o descrevem como portador de "uma força hercúlea". Pregou na Lícia e foi martirizado, a mando do imperador Décio, no ano 250. Depois disso, as informações fazem parte da tradição oral cristã, propagada pela fé dos devotos ao longo dos tempos, e que a Igreja respeita. 

Ela nos conta que seu nome era Réprobo e que nasceu na Palestina. Como um verdadeiro gigante Golias, não havia quem lhe fizesse frente em termos de força física. Assim, só podia ter a profissão que tinha: guerreiro. Aliás, era um guerreiro indomável e invencível. A sua simples presença era garantia de vitória para o exército do qual participasse. 

Conta-se que, estando cansado de servir aos caprichos de um e outro rei, apenas porque fora contratado para lutar em seu favor, foi procurar o maior e mais poderoso de todos, para servir somente a este. Então, ele se decidiu colocar a serviço de satanás, pois não havia quem não se curvasse de medo ao ouvir seu nome. 

Mas também se decepcionou. Notou que toda vez que seu chefe tinha de passar diante da cruz, mudava de caminho, evitando o encontro com o símbolo de Jesus. Abandonou o anjo do mal e passou, então, a procurar o Senhor. Um eremita o orientou a praticar a caridade para servir ao Todo Poderoso como desejava, então ele abandonou as armas imediatamente. Integrou-se a uma instituição de caridade e passou a ajudar os viajantes. De dia ou de noite, ficava às margens de um rio onde não havia pontes e onde várias pessoas se afogaram por causa da profundidade, transportando os viajantes de uma margem à outra. 

Certo dia, fez o mesmo com um menino. Mas conforme atravessava o rio, a criança ia ficando mais pesada e só com muito custo e sofrimento ele conseguiu depositar com segurança o menino na outra margem. Então perguntou: "Como pode ser isso? Parece que carreguei o mundo nas costas". O menino respondeu: "Não carregou o mundo, mas sim seu Criador". Assim Jesus se revelou a ele e o convidou a ser seu apóstolo. 

O gigante mudou seu nome para Cristóvão, que significa algo próximo de "carregador de Cristo", e passou a peregrinar levando a palavra de Cristo. Foi à Síria, onde sua figura espetacular e nada normal chamava a atenção e atraía quem o ouvisse. Ele, então, falava do cristianismo e convertia mais e mais pessoas. Por esse seu apostolado foi denunciado ao imperador Décio, que o mandou prender. Mas não foi nada fácil, não por causa de sua força física, mas pelo poder de sua pregação. 

Os primeiros quarenta soldados que tentaram prendê-lo converteram-se e por isso foram todos martirizados. Depois, quando já estava no cárcere, mandaram duas mulheres, Nicete e Aquilina, à sua cela para testar suas virtudes. Elas também abandonaram o pecado e batizaram-se, sendo igualmente mortas. Foi quando o tirano, muito irado, mandou que ele fosse submetido a suplícios e em seguida o matassem. Cristóvão foi, então, flagelado, golpeado com flechas, jogado no fogo e por fim decapitado. 

São Cristóvão é popularmente conhecido como o protetor dos viajantes, assim como dos motoristas e dos condutores.


Fonte: Paulinas



Os cristãos são os principais promotores da solidariedade diante do terror na Síria

As comunidades cristãs e o movimento interreligioso "Mussalaha" ("Reconciliação"), que operam na Síria, estão sendo os principais órgãos de solidariedade em Damasco dentro do clima de terror e morte que assola a capital devido ao enfrentamento armado entre o regime de Bashar al-Assad e os rebeldes.

Conforme informou a agência Fides, 200 mil sírios em Damasco se mobilizam por toda a cidade tentando salvar suas vidas fugindo dos enfrentamentos. Também se reportou que a população vive aterrorizada, enquanto os revolucionários avançam em sua luta, apropriando-se de bairros, edifícios e habitações de civis que se encontram no meio da zona de fogo cruzado.

Entre este deslocamento de famílias inteiras, idosos e crianças, os bairros cristãos de Jaramana, Qassaa, e Bab Touma, converteram-se em oásis de acolhida e solidariedade, sem distinção alguma de etnia, comunidade ou religião.

Dentro deste marco que define a comunidade católica, os jovens cristãos coordenam a acolhida dos novos deslocados enviando-os a escolas, igrejas, e edifícios públicos.

As principais fontes de ajuda à população síria chegam da Cáritas e outras organizações cristãs, como a Middle East Council of Churches (Conselho de Igrejas do Oriente Médio), o Patriarcado Grego-ortodoxo, e a Comunidade de Santo Egidio.

Estes grupos cristãos não só proveem de mantimentos e alojamento os deslocados, mas devido às extremas condições de calor –42 graus de temperatura-, tomaram medidas de limpeza pública que assegure condições mínimas de salubridade à população mediante o voluntariado de coleta de lixo.

O movimento interreligioso Mussalaha chegou a Damasco recentemente para pedir aos rebeldes e ao regime a reconciliação e o abandono das armas. Enquanto isso, os cristãos seguem sendo vítimas do extremismo.

Uma família cristã em Damasco foi assassinada por radicais islâmicos nos últimos dias, um fato trágico para os cristãos de todas as denominações que habitam a capital síria.

A esta tragédia em Damasco, somam-se os recentes ataques do grupo radical islâmico "Liwa al-Islan" ("A Brigada do Islã"), que assassinou outra família cristã no bairro de Bab Touma.

Os militantes do "Liwa al-Islan" bloquearam o veículo de Nabil Zoreb, um oficial civil, e o obrigaram a descer com sua esposa Violet e seus dois filhos, George e Jimmy, matando-os a queima roupa.

Este grupo extremista assumiu a autoria do assassinato de generais de alto escalão do governo Assad, e, além de cristãos, persegue os que apoiam o regime atual, assim como os deslocados iraquianos que ocupam os subúrbios de Oujaira Zanaim e Sada.

Além disso, ao sudeste de Damasco, outros combatentes islamitas do grupo “Jehad al nosra”, atacaram casas de refugiados iraquianos, saqueando-as e queimando-as, obrigando seus ocupantes a saírem. 

Por sua parte, o Papa Bento XVI já pediu em diversas ocasiões pelo fim do conflito e seu pedido teve eco recentemente entre os bispos das conferências episcopais europeias que lançaram um pedido de oração pela situação na Síria, para se encontre uma solução pacífica para o país.





Bento XVI supera média de anos de pontificado de todos os Papas



Eleito Papa no dia 19 de abril de 2005, Bento XVI superou na última semana a média de anos de pontificado de todos os 265 Papas. O número é de sete anos e dois meses; o pontífice já está a frente da Igreja Católica há sete anos e três meses.

Entre os Papas que ocuparam o trono de Pedro por menos tempo que Bento XVI, estão, entre outros: Gregório XI, que ficou durante sete anos e dois meses; Constantino, que permaneceu no cargo por sete anos; Paulo II, que foi Papa por seis anos e 11 meses; e São Hilário, cujo pontificado durou seis anos e três meses.

Aos 85 anos, Bento XVI é o sexto Papa mais longevo da história, perdendo por exemplo para Pío IX; Clemente X; Clemente XII e Leão XIII. Este último que faleceu com 93 anos de idade. (BD)





Contato com o Catecismo


NÓS CREMOS

166. A fé é um ato pessoal, uma resposta livre do homem à proposta de Deus que Se revela. Mas não é um ato isolado. Ninguém pode acreditar sozinho, tal como ninguém pode viver só. Ninguém se deu a fé a si mesmo, como ninguém a si mesmo se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a fé; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa fé. Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé.

167. "Eu creio": é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Batismo. "Nós cremos": é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. "Eu creio": é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: "Eu creio", "Nós cremos".

I. "Olhai, Senhor, para a fé da vossa Igreja"

168. É, antes de mais, a Igreja que crê, e que assim suporta, nutre e sustenta a minha fé. É primeiro a Igreja que, por toda a parte, confessa o Senhor ("Te per orbem terrarum sancta confitetur Ecclesia" – "A Santa Igreja anuncia por toda a terra a glória do vosso nome" – como cantamos no "Te Deum"). Com ela e nela, também nós somos atraídos e levados a confessar: "Eu creio", "Nós cremos". É da Igreja que recebemos a fé e a vida nova em Cristo, pelo Batismo. No Ritual Romano, o ministro do Batismo pergunta ao catecúmeno: "Que vens pedir à Igreja de Deus?" E ele responde: – "A fé". – "Para que te serve a fé?" – "Para alcançar a vida eterna".

169. A salvação vem só de Deus. Mas porque é através da Igreja que recebemos a vida da fé, a Igreja é nossa Mãe. "Cremos que a Igreja é como que a mãe do nosso novo nascimento, mas não cremos na Igreja como se ela fosse a autora da nossa salvação". É porque é nossa Mãe, é também a educadora da nossa fé.

II. A linguagem da fé

170. Não acreditamos em fórmulas, mas sim nas realidades que as fórmulas exprimem e que a fé nos permite "tocar". "O ato [de fé] do crente não se detém no enunciado, mas na realidade [enunciada]". No entanto, é através das fórmulas da fé que nos aproximamos dessas realidades. As fórmulas permitem-nos exprimir e transmitir a fé, celebrá-la em comunidade, assimilá-la e dela viver cada vez mais.

171. A Igreja, que é "coluna e apoio da verdade" (1 Tm 3, 15), guarda fielmente a fé transmitida aos santos de uma vez por todas. É ela que guarda a memória das palavras de Cristo. É ela que transmite, de geração em geração, a confissão de fé dos Apóstolos. Tal como uma mãe ensina os seus filhos a falar e, dessa forma, a compreender e a comunicar, a Igreja, nossa Mãe, ensina-nos a linguagem da fé, para nos introduzir na inteligência e na vida da fé.

III. Uma só fé

172. Desde há séculos, através de tantas línguas, culturas, povos e nações, a Igreja não cessa de confessar a sua fé única, recebida de um só Senhor, transmitida por um só Batismo, enraizada na convicção de que todos os homens têm apenas um só Deus e Pai. Santo Ireneu de Lião, testemunha desta fé, declara:

173. "A Igreja, embora dispersa por todo o mundo até aos confins da Terra, tendo recebido dos Apóstolos e dos seus discípulos a fé, [...] guarda [esta pregação e esta fé] com tanto cuidado como se habitasse numa só casa; nela crê de modo idêntico, como tendo um só coração e uma só alma; prega-a e ensina-a e transmite-a com voz unânime, como se tivesse uma só boca".

174. "Através do mundo, as línguas diferem: mas o conteúdo da Tradição é um só e o mesmo. Nem as Igrejas estabelecidas na Germania têm outra fé ou outra tradição, nem as que se estabeleceram entre os Iberos ou entre os Celtas, as do Oriente, do Egito ou da Líbia, nem as que se fundaram no centro do mundo". "A mensagem da Igreja é verídica e sólida, porque nela aparece um só e o mesmo caminho de salvação, em todo o mundo".

175. Esta fé, "que recebemos da Igreja, guardamo-la nós cuidadosamente, porque sem cessar, sob a ação do Espírito de Deus, tal como um depósito de grande valor encerrado num vaso excelente, ela rejuvenesce e faz rejuvenescer o próprio vaso que a contém".






terça-feira, 24 de julho de 2012

Arcebispo primaz do Brasil representará o país em reunião da Fundação Populorum Progressio

O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, será o representante brasileiro da reunião do Conselho de Administração da Fundação Populorum Progressio do Pontifício Conselho Cor Unum. O evento, que será realizado no Centro de Pastoral e Espiritualidade da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), na cidade de Bogotá, tem início hoje, 24.

Os objetivos da reunião - que é realizada anualmente - são o estudo e a avaliação do financiamento de projetos apresentados para auxiliar as populações indígenas, mestiças e afro-americanas da América Latina e do Caribe. Este ano foram apresentados 203 projetos, totalizando um quantia investida de cerca de 3 milhões de dólares, provenientes de 19 países.

As nações mais "ativas" na apresentação dos projetos foram o Brasil, com 59; Colômbia, com 42; Equador, com 16; Peru, com 15, Haiti, com 12, e Bolívia, com 10. Também apresentaram projetos: El Salvador, Guatemala, Argentina, Paraguai, Chile, Cuba, Costa Rica, México, Venezuela, Nicarágua, República Dominicana, Honduras, e Uruguai.

Durante o encontro, os participantes elegerão ainda os novos presidente e vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação Popolorum Progressio. A reunião servirá também para dar encaminhamento ao processo de renovação da Fundação. Neste sentido, serão disponibilizados novos instrumentos de difusão das atividades do organismo e, possivelmente mudanças no método de trabalho da instituição.

Conforme a Rádio Vaticano, o Conselho de Administração realiza suas reuniões em um país latino-americano com a finalidade de conhecer as atividades de cada Igreja ajudada pelo fundo.




Palavra Católica - São Cirilo de Alexandria

Discurso de São Cirilo de Alexandria pronunciado no Concílio de Éfeso sobre Maria

Salve, cidade de Éfeso, mais formosa que os mares, porque em vez dos portos da terra, marcaram encontro em ti os que são portos do céu! Salve, honra desta região asiática semeada por todos os lados de templos, como preciosas jóias, e consagrada, no presente, pelos benditos pés de muitos santos Padres e Patriarcas! Com sua vinda, cumularam-te de toda bênção, porque onde eles se congregam, aumenta e multiplica-se a santidade: religiosos fiéis, anjos da terra, afugentam eles, com sua presença, todo satânico poder e toda afeição pagã. Eles, repetimos, confundem toda heresia e são glórias de nossa fé ortodoxa. 

Salve, bem-aventurado João, apóstolo e evangelista, glória da virgindade, mestre da honestidade. Salve, vaso puríssimo da temperança, a ti virgem, confiou, na cruz, nosso Senhor Jesus Cristo a Mãe de Deus, sempre virgem! 

Salve, ó Maria, Mãe de Deus, virgem e mãe, estrela e vaso de eleição! Salve, Maria, virgem, mãe e serva: virgem, na verdade, por virtude daquele que nasceu de ti; mãe por virtude daquele que cobriste com panos e nutriste em teu seio; serva, por aquele que amou de servo a forma! Como Rei, quis entrar em tua cidade, em teu seio, e saiu quando lhe aprouve, cerrando para sempre sua porta, porque concebeste sem concurso de varão, e foi divino teu parto. Salve, Maria, templo onde mora Deus, templo santo, como o chama o profeta Davi, quando diz: “O teu templo é santo e admirável em sua justiça” (Sl 64). Salve, Maria, criatura mais preciosa da criação; salve, Maria, puríssima pomba; salve, Maria, lâmpada inextinguível; salve, porque de ti nasceu o sol da Justiça! Salve, Maria, morada da infinitude, que encerraste em teu seio o Deus infinito, o Verbo unigênito, produzindo sem arado e sem semente a espiga incorruptível! Salve, Maria, mãe de Deus, aclamada pelos profetas, bendita pelos pastores, quando com os anjos cantaram o sublime hino de Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” (Lc 2,14). Salve, Maria, Mãe de Deus, alegria dos anjos, júbilo dos arcanjos que te glorificam no céu! Salve, Maria, Mãe de Deus: por ti adoraram a Cristo os Magos guiados pela estrela do Oriente; salve, Maria, Mãe de Deus, honra dos apóstolos! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem João Batista, ainda no seio de sua mãe exultou de alegria, adorando como luzeiro a perene luz! Salve, Maria, Mãe de Deus, que trouxeste ao mundo graça inefável, da qual diz são Paulo: “apareceu a todos os homens a graça de Deus salvador” (Tt 2,1). Salve, Maria, Mãe de Deus, que fizeste brilhar no mundo aquele que é luz verdadeira, a nosso Senhor Jesus Cristo, que diz em seu Evangelho: “eu sou a luz do mundo!” (Jo 8,12). Deus te salve, Mãe de Deus, que iluminaste aos que estavam em trevas e sombras de morte; porque o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz (Is 9, 2), uma luz não outra senão Jesus Cristo nosso Senhor, luz verdadeira que ilumina todo homem que vem a este mundo (Jo 1,9). Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem se apregoa nos Evangelhos: “bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 21,9), por quem se encheram de igrejas nossas cidades, campos e vilas ortodoxas! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o vencedor da morte e o destruidor do inferno! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o autor da criação e o restaurador das criaturas, o Rei dos céus! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem floresceu e refulgiu o brilho da ressurreição! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem luziu o sublime batismo de santidade no Jordão! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem o Jordão e o Batista foram santificados e o demônio foi destronado! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem é salvo todo espírito fiel! Salve, Maria, Mãe de Deus, - pois acalmaste e serenaste os mares para que pudessem nossos irmãos cooperadores e pais e defensores da fé, serem conduzidos, com alegria e júbilo espiritual, a esta assembléia de entusiásticos defensores de tua honra! 

Também aquele que, levando cartas de perseguição, sendo derrubado pela luz do céu no caminho de Damasco, falou sobre ti e confirmou para o mundo a fé na Trindade consubstancial, de um só Senhor, de um só batismo; de um só Pai, um só Filho, um só Espírito Santo; da substância inseparável e simplicíssima; da divindade incompreensível do Senhor Deus de Deus, Luz de Luz, Esplendor da Glória, que nasceu de Maria Virgem, conforme o anúncio do Arcanjo: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, o Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra, e por isso o santo que de ti nascer será chamado Filho de Deus vivo” (Lc 1,35). Não somente o sabemos pelo arcanjo Gabriel; também Davi, no vaticínio que canta diariamente a Igreja, nos diz: “O Senhor me disse: és meu filho; no dia de hoje te gerei” ( Sl 2,7). Já o sábio Isaías, filho do profeta Amós, profeta nascido de profeta, o predissera: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho e seu nome será Emanuel, que significa Deus conosco” (Mt 1,23). 

Por isso todos os que formos fieis às Escrituras, seguindo os caminhos de Paulo, ouvindo as vozes dos profetas clamar-te-ão Bem aventurada.. Todos os que formos seguidores dos Evangelhos permaneceremos como disse o profeta : seremos como “oliveira fértil na casa de Deus” (Sl 51), glorificando a Deus Pai Todo Poderoso, a seu Filho UNIGÊNITO que nasceu de Maria e ao vivificante Espírito Santo, que se comunica a todos na vida; submissos aos fidelíssimos imperadores, honrando as rainhas, discretas e santas virgens, no seu amor à fé ortodoxa de Cristo de Jesus, nosso Senhor a quem se deve a glória pelos séculos dos séculos . Amém.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Bento XVI pediu que as Olimpíadas sejam ocasião de vivência da fraternidade entre os povos da Terra

O Papa Bento XVI expressou neste domingo sua vontade de que as Olimpíadas, que serão celebradas dentro de poucos dias em Londres (Reino Unido), sejam “uma verdadeira experiência de fraternidade entre os povos da Terra”.

Em suas palavras após concluir a oração do Ângelus, no Palácio do Castel Gandolfo, o Santo Padre enviou “saudações aos organizadores, aos atletas e assim como aos espectadores.

“Rezemos para que, segundo a vontade Deus, os Jogos de Londres sejam uma autêntica experiência de fraternidade entre os povos da Terra”, pediu o Pontífice. 

Bento XVI rezou ainda “no espírito da Competição Olímpica, a boa vontade gerada por este acontecimento desportivo internacional possa dar fruto, promovendo paz e reconciliação através do mundo. Sobre todos os que participarem nos Jogos Olímpicos de Londres, invoco as abundantes bênçãos do Todo Poderoso”. 

“As Olimpíadas são um grande evento esportivo mundial, no qual participam atletas de muitíssimas nações e como tal reveste também um grande valor simbólico. Por isso, a Igreja Católica as segue com especial simpatia e atenção”, assinalou.




Angelus do Papa Bento XVI

Residência Apostólica de Castel Gandolfo
22 de julho de 2012




Queridos irmãos e irmãs!

A Palavra de Deus deste domingo nos propõe um tema fundamental e sempre fascinante da Bíblia: lembra-nos que Deus é o Pastor da humanidade. Isto significa que Deus quer para nós a vida, quer nos orientar a boas pastagens, onde poderemos nos alimentar e descansar; não quer que nos percamos e morramos, mas que cheguemos ao destino da nosso viagem, que é plenitude da vida. 

Isso é o que todo pai e toda mãe quer para seus filhos: o bem, a felicidade, a realização. No Evangelho de hoje, Jesus se apresenta como o Pastor das ovelhas perdidas de Israel. Seu olhar é um olhar sobre as pessoas como se fosse "pastoral". Por exemplo, no Evangelho deste domingo, é que dito que "ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão e encheu-se de compaixão por eles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E começou, então, a ensinar-lhes muitas coisas" (Mc 6,34). Jesus encarna Deus Pastor com sua forma de pregar e com as suas obras, tendo o cuidado com os doentes e os pecadores, aqueles que estão "perdidos" (Cf. Lc 19,10), para trazê-los de volta em segurança, na misericórdia do Pai. 

Entre as "ovelhas perdidas" que Jesus trouxe para a segurança, há também uma mulher chamada Maria, da Vila de Magdala, no Mar da Galileia, por isso Madalena. Hoje é a sua memória litúrgica no calendário da Igreja. O evangelista Lucas diz que dela Jesus expulsou sete demônios (cf. Lc 8,2), ou seja, a salvou de uma total escravidão ao mal. Em que consiste essa cura profunda que Deus realiza através de Jesus? Consiste em uma paz verdadeira, completa, fruto da reconciliação da pessoa consigo mesmo e com todas as suas relações: com Deus, com os outros e com o mundo. 

Na verdade, o diabo tenta sempre arruinar a obra de Deus, semeando divisões no coração humano, entre corpo e alma, entre o homem e Deus, nas relações interpessoais, sociais, internacionais, e também entre o homem e a criação. O maligno semeia guerra; Deus cria a paz. Com efeito, como indicou São Paulo, Cristo "é a nossa paz: de dois povos fez um só povo, em sua carne derrubando o muro da inimizade que os separava" (Ef 2,14). 

Para realizar esse trabalho de reconciliação radical Jesus, o Bom Pastor, tornou-se Cordeiro, "o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29). Apenas para que ele pudesse realizar a maravilhosa promessa do Salmo: "Felicidade e graça vão me acompanhar todos os dias da minha vida e vou morar na casa do Senhor por muitíssimos anos" (Sl 22 (23), 6).

Queridos amigos, estas palavras fazem-nos vibrar o coração, porque expressam nosso desejo mais profundo, dizendo para o que fomos feitos: a vida, a vida eterna! Estas são as palavras daqueles que, como Maria Madalena, experimentaram Deus na própria vida e conhecem a sua paz. Palavras mais verdadeiras do que nunca na boca da Virgem Maria, que já vive para sempre nas pastagens do Céu, onde a conduziu o Pastor Cordeiro. Maria, Mãe de Cristo, nossa paz, rogai por nós!.








Decisão oficial do Vaticano: universidade peruana não poderá usar os títulos de “Pontifícia” e “Católica”


Em um comunicado com data de 20 de julho a Sala de Imprensa do Vaticano informou que a Santa Sé decidiu retirar os títulos de "Pontifícia" e de "Católica" da Pontifícia Universidade Católica do Peru, com sede na cidade de Lima.

A seguir ACI Digital reproduz o texto do comunicado vaticano na íntegra:

"A Santa Sé, com Decreto do Emmo. Secretário de estado, baseada em específico mandato Pontifício, decidiu conforme à legislação canônica retirar à Pontifícia Universidade Católica do Peru o direito de usar em sua denominação os títulos de ‘Pontifícia’ e de ‘Católica’.

A mencionada Universidade, fundada em 1917 e erigida canonicamente com Decreto da Santa Sé em 1942, a partir de 1967 modificou unilateralmente seus Estatutos em diversas ocasiões prejudicando gravemente os interesses da Igreja.

A partir de 1990, a Santa Sé em múltiplas ocasione requeriu que a universidade adequasse seus Estatutos à Constituição Apostólica Ex-Corde Ecclesiae (15 de agosto de 1990), sem que ela tenha respondido a esta exigência legal.

Depois da Visita Canônica realizada em dezembro de 2011 e a reunião entre o Reitor e o Emmo. Cardeal Secretário de estado em fevereiro de 2012, houve uma ulterior tentativa de diálogo em vistas a adequar os Estatutos à lei da Igreja.

Recentemente, mediante duas cartas dirigidas ao Emmo. Secretário de estado, o Reitor manifestou a impossibilidade de realizar o que o requerimento a ele dirigido, colocando como condições a modificação dos Estatutos e inclusive a renúncia por parte da Arquidiocese de Lima ao controle da gestão dos bens da Universidade.

A participação da Arquidiocese de Lima no controle da gestão patrimonial desta entidade foi confirmada em várias ocasiões com sentenças dos Tribunais civis do Peru.

Diante desta atitude por parte da Universidade, confirmada ademais por outras iniciativas, a Santa Sé se viu obrigada a adotar as mencionadas medidas, ratificando em qualquer caso o dever que segue tendo tal Universidade de observar a legislação canônica.

A Santa Sé seguirá atentamente a evolução da situação desta Universidade, desejando que em um futuro próximo as Autoridades acadêmicas competentes reconsiderem sua posição com o fim de poder revisar as presentes medidas.

A renovação requerida pela Santa Sé fará que a Universidade responda com mais eficácia ao compromisso de levar a mensagem de Cristo ao homem, à sociedade e às culturas, segundo a missão da Igreja no mundo".




Evangelho do XVI Domingo do Tempo Comum - Ano B

São Marcos 6, 30-34

Naquele tempo, os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus disse-lhes: "Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco". De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, que eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.






Se pensarmos bem, caríssimos em Cristo, tudo quanto a Igreja tem para dizer ao mundo é Jesus: ele é a Palavra viva do Pai, ele é o Salvador e a Salvação, é a ele que a Igreja dirige continuamente o olhar e o coração, para contemplá-lo, escutá-lo e nele beber das fontes da vida e da paz! Pois bem: é de Jesus que a Palavra santa hoje nos fala – de Jesus Bom Pastor!

Em Israel, pastores do povo eram seus dirigentes: reis, aristocracia, sacerdotes, escribas, profetas. Infelizmente, de modo freqüente, esses eram pastores maus e infiéis, pois não faziam o que era de se esperar de quem apascenta: não amavam o rebanho, dele não cuidavam, com ele não se preocupavam. Faziam como os políticos brasileiros de agora, esses mesmos que irão mostrar a cara lisa no programa eleitoral gratuito, enganando, mentindo e fazendo-se passar por bons, sem, no entanto, terem outra preocupação que o próprio bem-estar e os próprios poder e prestígio… Dos maus pastores, Santo Agostinho dizia que procuram somente o leite e a lã das ovelhas, sem com elas se preocuparem. O leite simboliza os bens materiais; a lã, o prestígio e os aplausos. Pobres ovelhas, o povo brasileiro, que mais uma vez serão assaltadas por cruéis ataques de pastores maus: mensaleiros, sanguessugas e gatunos de todos os níveis e especialidades. Que Deus ajude esse povo a discernir políticos de politiqueiros e os poucos preocupados com o bem comum, dos muitos ocupados com o próprio bem!

Contudo, não devemos esquecer de modo algum que os pastores do povo de Deus, que é a Igreja, são os ministros de Cristo: Bispos, padres e diáconos. A eles também o Senhor repreende neste hoje e a eles exorta a que se convertam e sejam pastores de verdade. Mas, quem é pastor de verdade na Igreja? Quem se deixa plasmar pelo verdadeiro Pastor, pelo único Pastor, aquele que é a própria justiça, a própria santidade de Deus: “Este é o nome com que o chamarão: ‘Senhor, nossa Justiça’”. Falamos de Jesus Cristo.

Ante os maus pastores da Israel, que infestaram todo o tempo do Antigo Testamento, o Senhor prometeu, da Casa de Davi, um novo pastor: “Eis que virão dias em que farei nascer um descendente de Davi; reinará e será sábio, fará valer a justiça e a retidão na terra”. Aqui Deus fala do Messias; e esse Messias é a própria presença de Deus apascentando o seu povo: “Eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde forem expulsas, e as farei voltar a seus campos, e elas se reproduzirão e multiplicarão”. Eis, portanto: um messias, presença do próprio Deus, Pastor do seu povo, cuidador do seu rebanho… É precisamente assim que o evangelho de hoje nos apresenta Jesus: “Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas”. Que imagem sublime, que cena tão doce! Jesus cansado, pensando em algo tão humano, tão legítimo: um dia de descanso em companhia dos Doze. E quando chega ao local escolhido para o merecido repouso, lá estava a multidão cansada e acabrunhada, sedenta de luz, sedenta de vida, sedenta de verdes pastagens, desorientada, como ovelhas sem pastor… E Jesus, Bom Pastor, esquece de si mesmo, deixa de lado seu cansaço e, cheio de compaixão, vai cuidar das ovelhas… Por isso mesmo, ele é o Pastor por excelência, o Belo, Perfeito, Pleno Pastor! Ele ama o rebanho, preocupa-se com ele, dele se compadece e por ele vai dando, derramando, diariamente, a própria vida. Nunca se viu Jesus poupar-se, nunca se testemunhou Jesus fazendo um milagre em benefício próprio, nunca se apanhou o Senhor buscando algum favor para si. Não! Toda a sua vida foi vida vivida para o rebanho por amor ao Pai, vida dada, vida doada, entregue de modo total… até a morte e morte de cruz. Tem razão São Paulo, quando diz aos Efésios, na segunda leitura de hoje: “Agora, em Cristo, vós que outrora estáveis longe, vos tornastes próximos, pelo sangue de Cristo. Ele, de fato é a nossa paz!” Eis, caríssimos! O Bom Pastor, entregando a vida pela humanidade, nos atraiu, abrindo um novo caminho, suscitando uma nova esperança para judeus e pagãos, reunindo-os todos no seu aconchego, no seu coração de Pastor, dando-nos a paz e fazendo de nós a sua Igreja!

Igreja aqui reunida, em torno deste Altar, tu nasceste da dedicação do teu Pastor; tu és fruto da sua vida entregue amorosa e dolorosamente! O Apóstolo afirma, de modo profundo e comovente que Cristo “quis reconciliá-los, judeus e pagãos, com Deus, ambos em um só corpo, por meio da cruz; assim ele destruiu em si mesmo a inimizade”. Prestai bem atenção: na carne de Cristo, no corpo ferido de Cristo, na vida dilacerada de Cristo, deu-se a nossa paz! – Ó Senhor Jesus, que tu mesmo, de corpo e alma, de sonho e de dor és o nosso repouso, és nossa segurança! Tu mesmo és a nossa paz! E quão alto foi o preço dessa paz! E tudo isso para que, no teu Santo Espírito, tivéssemos acesso Àquele a quem tu chamas de Pai, fonte de toda vida!

Caríssimos, tanto para nós, pastores, quanto para vós, ovelhas, o exemplo de Cristo é motivo de questionamento e chamado à conversão. Para nós, pastores, é forte apelo a que sejamos como ele, sejamos presença dele no meio do rebanho, tendo seus sentimentos, suas atitudes, participando de sua entrega total. Pastores que não apascentam em Cristo, que não vivem a vida de Cristo na carne de sua vida, não são pastores de fato; são maus pastores, ladrões e salteadores, como aqueles do Antigo Testamento. E para vós, ovelhas, que apelos o Bom Pastor hoje vos faz? Ele que se deu todo a vós como pastor, vos convida a que vos entregueis totalmente a ele como ovelhas. Como a ovelha do Salmo da Missa de hoje, que confia totalmente no seu pastor, ainda mesmo que passe pelo vale tenebroso, porque sabe que o pastor é fiel, que o pastor haverá de defendê-la, assim também nós, ovelhas do seu pasto, confiemo-nos ao Senhor, sigamo-lo, nele coloquemos a nossa existência. E que ele, cheio de amor e misericórdia, nos conduza às campinas verdejantes, nos faça descansar, restaure nossas forças, guie-nos no caminho mais seguro, nos prepare a mesa eucarística, unja-nos com o suave óleo do seu Espírito, faça transbordar a taça da nossa exultação e nos dê habitação na sua casa pelos tempos infinitos. Amem.


Port D. Henrique Soares




quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vaticano reunirá instituições religiosas sob o mesmo domínio na internet

Com o objetivo de que a Igreja tenha uma presença cada vez mais organizada na internet, o Vaticano conseguiu que instituições religiosas do mundo todo como paróquias, dioceses, e ordens, possam estar no mundo virtual sob um mesmo domínio web: o "catholic".

De acordo com a Santa Sé, dessa maneira se dará mais confiabilidade as notícias relacionadas à Igreja Católica. Isto porque, da mesma maneira que no mundo físico o Vaticano dispende recursos para manter seus templos, no mundo digital é também necessário cuidar dos sites onde são veiculadas informações sobre a Igreja.

A compra do domínio, no entanto, pode ser um tanto cara. Os custos podem chegar a mais de 185 mil dólares e mais 25 mil anuais pela manutenção. (BD)




Prof. Felipe Aquino receberá o título de “Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno”

Autor de 78 livros já publicados e apresentador dos programas "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos", pela TV Canção Nova, professor Felipe Aquino receberá a honraria de ‘Cavaleiro de São Gregório Magno’. Um reconhecimento por seu trabalho em promover o bem e o desenvolvimento da Igreja Católica.

O título foi enviado pelo Papa Bento XVI e será outorgado pelo bispo da Diocese de Lorena (SP), Dom Benedito Beni. A solenidade de entrega da honraria acontecerá nesta quinta-feira, 19, às 16h, durante a Celebração Eucarística realizada no Acampamento PHN, na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).


Professor Felipe, que não gosta de receber homenagens por considerá-las meramente sociais, sente-se muito feliz com este título, pois, segundo ele, não se trata de um reconhecimento dos homens, mas de Deus.

“Fico feliz, porque me sinto confirmado pela Igreja em meu trabalho de cerca de 40 anos na evangelização de jovens, casais, seminaristas, pré-discípulos e discípulos, consagrados, etc.”, conta o professor.

Ao ler a carta que Dom Beni enviou ao Santo Padre, contando sobre os trabalhos realizados na Diocese de Lorena (SP), Aquino sentiu-se imensamente feliz ao saber que foi apresentado ao Pontífice como um defensor da Igreja. Ele enfatizou que este título também é uma homenagem a todos os leigos que trabalham em prol dela.

Felipe Aquino destacou que se sente ainda mais realizado por receber o título na Canção Nova, pois há 42 anos conhece e trabalha com o fundador desta Comunidade, monsenhor Jonas Abib. Ele realiza seu trabalho de evangelização também pelo Sistema Canção Nova de Comunicação.

“Eu divido esse título com monsenhor Jonas, pois, desde os meus 20 anos, ele é meu diretor espiritual. Foi ele quem presidiu meu casamento, há 40 anos, e sempre foi um pai para nós. Divido-o também com todos os membros da Canção Nova e seus sócios, amigos, internautas, telespectadores, ouvintes e cooperadores”, retribuiu o professor.

Quando questionado sobre o reflexo deste título para seu trabalho de evangelização, ele foi firme ao dizer que a sua responsabilidade diante da Igreja aumentou. Aquino, agora, sente que é preciso melhorar ainda mais sua dedicação e eficiência no zelo apostólico, na formação dos jovens consagrados, na defesa e na fidelidade à Igreja diante de tantas calúnias e perseguições que ela sofre.

Agradecimento

Felipe Aquino agradece aos cumprimentos que tem recebido, por meio do Portal da Canção Nova, pelo recebimento do título de Cavaleiro de São Gregório Magno, concedido a ele pelo Papa Bento XVI.

“Esta honraria me incentiva, ainda mais, a trabalhar pelo Reino de Deus neste mundo, pela edificação da Igreja e pela salvação das almas. Essa homenagem é também a todos os leigos que trabalham pela Igreja. Portanto, esse título é de todos nós. Muito obrigado e que Deus abençoe copiosamente a todos”, agradeceu o professor.

Honraria

O título de ‘Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno’, foi criado no dia 1º de setembro de 1831, pelo Papa Gregório XVI, como forma de manifestar o reconhecimento da Igreja por aquelas pessoas que se entregaram a ela na defesa da fé católica e da pregação do Evangelho.

A Ordem Pontifícia de São Gregório Magno possuí quatro classes: Cavaleiro/Dama grã-cruz de primeira classe; Cavaleiro/Dama grã-cruz de segunda classe; Cavaleiro/Dama Comendador (a) e Cavaleiro/Dama.

O título é conferido tanto a homens quanto a mulheres – raramente a homens não católicos – em reconhecimento aos serviços prestados à Igreja, feitos notáveis, apoio à Santa Sé e ao bom exemplo dado à sociedade.

Além do professor Felipe Aquino, outros brasileiros como o arquiteto Oscar Niemeyer também já receberam este título de honraria entregue pelo Vaticano. O título não implica nenhuma obrigação particular com a Igreja, mas é preciso manter a reputação e a confiança depositadas no escolhido, provando ser merecedor da honraria, servindo a Deus e ao Pontífice.




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