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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Quem morre sem o batismo vai para o inferno?


É possível afirmar que vai para o inferno aquele que morre sem o batismo? Como a Igreja se posiciona diante dessa afirmação? Padre Paulo Ricardo responde a essa questão com o auxílio da Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II que, por sua vez, está em profunda sintonia com dois mil anos de Tradição.



Papa deve reunir 250 mil para missa em Beirute


O comitê organizador da viagem do Santo Padre Bento XVI ao Líbano (de 14 a 16 de setembro) avança na preparação do evento não obstante o clima de tensão e episódios de violência que se verificam no norte do país. 

O Presidente do Líbano, Michel Sleiman, reuniu-se na última segunda-feira, 27, com o Núncio Apostólico, Dom Gabriel Caccia e o Arcebispo Maronita de Beirute, Dom Paul Matar. Durante o encontro, foi feita uma revisão no programa oficial da visita, nos aspectos da segurança do Pontífice e na coordenação dos meios de comunicação.

Segundo estimativas oficiais, a Santa Missa que será presidida por Bento XVI em Beirute, no último dia de sua visita, reunirá mais de 250 mil pessoas. A Rádio Vaticano vai transmitir ao vivo a celebração, a partir das 3h30, horário de Brasília, com comentários em português. 

Os demais eventos da visita apostólica terão menor participação de público: a Basílica de São Paulo, onde o Papa assinará a Exortação Apostólica "Ecclesia in Medio Oriente", tem capacidade para 450 pessoas. Número semelhante é esperado para a reunião no dia 15 no Palácio Presidencial.

Bento XVI ficará hospedado na Nunciatura Apostólica, em Harissa, próximo de onde se encontra o Santuário de Nossa Senhora do Líbano, a 20 km da capital. (CM)






Eu venci o mundo


Pouco antes de morrer, encarcerado em Roma, São Paulo escreveu sua última carta a Timóteo. Nela ele recorda que é anunciador da mensagem salvadora: “Cristo Jesus destruiu a morte, fez brilhar a vida e a imortalidade” (2Tm2, 10).

Por causa deste ministério ele sofreu muito como mostra em 2Cor 11, 23-29. Para seguir o Cristo, Paulo deixou todos os seus títulos de genuíno fariseu (Fl 3, 4-11) e enfrentou os desafios da pregação do Evangelho “loucura e escândalo” (1Cor 1, 23). Foi, por isto, acusado de subversivo contra César (cf. At 17, 7), nocivo à indústria dos ourives em Éfeso (cf. At 19, 23-40), prejudicial ao comércio dos adivinhos (cf. At 16, 16-19), traidor da Lei de Moisés (cf. At 18, 12-17). Suportou tudo por a amor a Jesus. Nunca se arrependeu de ter confiado no Cristo. Com alegria escreveu:

“Eis por que sofro estas coisas. Todavia… sei em quem pus a minha confiança, e estou certo de que Ele é capaz de guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm 1, 12).“Sei em quem acreditei”. Ele sabia que entregou a sua vida não a um mero homem, nem a uma facção poderosa, mas a Jesus Cristo, Filho de Deus. Sabia que não seria decepcionado. Paulo termina a sua vida dizendo:

“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo Juiz, naquele Dia” (2Tm 4, 7s).

Essas palavras do Apóstolo e a sua atitude, devem ser modelo de vida para nós cristãos. Quem abraça o Evangelho, deposita nas mãos de Jesus Cristo toda a sua vida; não pertence mais a si, mas é selado como propriedade dele (cf. 2Cor 1, 22; Ef 1, 13s). Esta decisão pode parecer arriscada, mas é sumamente sábia. O cristão pode e deve dizer: “Sei em quem pus a minha confiança…!” Jesus venceu o mundo, venceu o pecado, aniquilou o inferno e assim salvou a humanidade. O mundo só pode mudar, ser melhor, quando todos os homens e mulheres aceitarem Jesus como Senhor e Salvador. Não adianta apenas enchermos as nossas ruas de soldados e de polícia; é preciso mais, é preciso que todos vivam o que Jesus ensinou.

Santo Agostinho procurou durante decênios a felicidade, e só a encontrou em Jesus Cristo; depois exclamou:

“Tarde eu te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde eu Te amei. Mas como? Tu estavas dentro de mim, e eu estava fora de mim… Tu estavas comigo, e eu não estava contigo. Retinham-nos longe de Ti as criaturas, que não existiriam se não existissem em Ti… Tu me chamaste, e teu clamor venceu a minha surdez. Tu exalaste o teu perfume, eu respirei, e eis que por Ti suspiro. Provei-Te, e tenho fome de Ti. Tu me tocaste e eu ardo de amor por causa da paz que Tu me deste” (Confissões, I.X, c. 27).

O homem foi criado por Deus para o Infinito; e só Deus pode satisfazê-lo plenamente. Jesus veio nos trazer o céu, o Infinito.

Muitos, como Agostinho, procuram este Infinito, mas erradamente em bagatelas e ídolos. São enganados pelos falsos valores da vida de tal modo que se assemelham ao viajante que em sua caminhada, é seduzido pelas flores e borboletas da estrada, e esquece a meta à qual desejava chegar!

Só em Jesus Cristo está a nossa salvação. São Pedro deixou claro que “nenhum outro nome nos foi dado no qual tenhamos a salvação” (At 4,12). São Pedro explica-nos que essa salvação eterna foi conquistada “não por bens perecíveis, como a prata e o ouro… mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imolado” ( I Pe 1,18).

“Carregou os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro, para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados” (1 Pe 2,24).

Jesus, nosso Senhor e Salvador, não teve dúvidas em oferecer ao Pai o sacrifício teândrico (humano-divino) de sua Pessoa, para resgatar todos aqueles que pela sua Encarnação fez seus irmãos. É a maior prova de amor que já existiu. Esta verdade levou São Paulo a exclamar, quando escreveu aos romanos:

“Eis uma prova maravilhosa do amor de Deus para conosco: quando ainda éramos pecadores Cristo morreu por nós” (Rom 5,8).

É pela fé no sangue do Senhor que somos justificados perante Deus Pai, para vivermos uma vida nova, aqui e na eternidade. A nossa conta com a justiça foi paga por Jesus.

Apesar de toda essa prova extraordinária do amor de Deus por nós, muitos batizados renegam essa fé e vão buscar a salvação onde ela não existe. Abandonando o verdadeiro e único Salvador, e a verdadeira e única Igreja, vão buscar refúgio espiritual em tudo que é abominável a Deus, como nos ensina a Bíblia (Deut 18,10-13).

Só há uma salvação e um único salvador: Jesus Cristo! Só há uma Igreja, a qual Jesus incumbiu de levar a salvação, através dos sete Sacramentos, a Igreja Católica. “Fora da Igreja não há salvação”, nos ensina o Catecismo da Igreja ; isto é, “toda salvação vem de Cristo-Cabeça através da Igreja que é o seu Corpo” (846).

E nessa fé São Paulo caminhava, e ninguém, nada o impedia de realizar seu trabalho apostólico. Sua força era o seu Senhor: “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4,13). Sabia que não podia confiar em si mesmo; antes, preferia assumir sua fraqueza e deixar que o Senhor agisse nele livremente: “Para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21). E dizia triunfante na fé: “Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. (…) Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte! (II Cor 12,9-10).

A força do cristão está em Cristo e não nele. Enquanto não aprendermos aquilo que Jesus disse: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5), não poderemos ser instrumentos úteis para Deus implantar Seu reino entre os homens. Na medida em que nos esvaziarmos de nós mesmos, do nosso orgulho em querer ser melhores que os outros, de nossa vaidade em querer aparecer (mesmo nas coisas de Deus), ou de nossa autossuficiência em achar que só nós estamos certos, aí então poderemos ser úteis a Deus.

A História da Igreja comprova a certeza de São Paulo: “sei em quem pus a minha confiança”! Nela podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres durante 2000 mil anos; e nenhuma outra instituição humana teve uma sequência ininterrupta de governantes. Já são 266 Papas desde Pedro de Cafarnaum.

Esta façanha só foi possível porque ela é verdadeiramente divina; divindade esta que provém Daquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo (cf. Cl 1,18), para salvar toda a humanidade.

A maior graça que recebemos do Pai foi a de nos tornarmos Seus filhos, pela adoção em Jesus que assumiu a nossa natureza. São João falou disso como a maior manifestação do amor de Deus por nós: “Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós somos de fato. (…) Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus” (I Jo 3,1-2). E o mesmo Apóstolo afirmou que “a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1,12). Pela fé no nome de Jesus, tornamo-nos filhos de Deus e “predestinados a ser conformes à imagem de Seu Filho” (Rm 8,29).

Já que somos propriedade sagrada de Deus, não podemos viver de qualquer jeito, desperdiçando a vida, o tempo e os talentos. Precisamos viver para fazer a vontade de Deus. A Virgem Maria foi a criatura que melhor viveu na terra essa realidade. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38a). E então o Verbo se fez carne! Ser servo de Deus, escravo, quer dizer não ter vontade própria; quer dizer obedecer irrestritamente à ordem do Senhor.

Pertencer a Deus é viver para os outros; é servir. Sem essa preciosa auto-doação, a vida se esvazia e perde o sentido. É que Jesus nos ensinou; é a receita simples, bela e poderosa para salvar o mundo.


Por Prof. Felipe Aquino






quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Orações de Todos os Tempos - Oração para iniciar uma reunião




Oração para iniciar uma reunião


Senhor, aqui estamos reunidos em teu nome, desejoso de construir teu reino. Que o Espírito Santo, que enviaste aos nossos corações e mantém viva tua presença em nós, nos ensine o que devemos refletir e os passos que devemos dar, para que, fortalecidos com tua graça, possamos realizar teus desígnios. Sê tu, Espírito Santo, o inspirador do nosso discernimento. 
Ensina-nos a escutar os outros, a nos deixar iluminar por suas luzes. Ensina-nos a propor e não a impor e faze que busquemos sempre a verdade. Livra-nos da cegueira de quem acredita ter razão, dos favoritismos, de toda acepção de pessoas e da auto-suficiência. Une-nos a ti para que nunca nos afastemos da verdade. Amém.





Catequese do Papa Bento XVI


Praça da Liberdade - Castel Gandolfo
29 de agosto de 2012




Queridos irmãos e irmãs,

Na última quarta-feira de agosto recordamos a memória litúrgica do martírio de São João Batista, o precursor de Jesus. No calendário romano, ele é o único santo que comemoramos tanto o nascimento, 24 de junho, quanto a morte, ocorrida por meio do martírio. Recordamos hoje a memória voltada à dedicação de uma cripta de Sebaste na Samaria onde, em meados do século IV, já se venerava sua cabeça. O culto se espalhou por Jerusalém, nas Igrejas do Oriente e em Roma, com o título: Decapitação de São João Batista. O Martirológio Romano faz referência a uma segunda descoberta da relíquia preciosa, transportada, para a ocasião, à Igreja de S. Silvestre em Campo Marzio, em Roma. 

Essas pequenas referências históricas nos ajudam a entender quão antiga e profunda é a veneração de João Batista. Os Evangelhos destacam muito bem o seu papel em relação a Jesus. Em particular, São Lucas narra seu nascimento, a vida no deserto, a pregação e São Marcos narra sua morte trágica no Evangelho de hoje. João Batista inicia sua pregação sob o imperador Tibério, no ano 27-28, e o convite dirigido às pessoas que se reuniam para ouvi-lo é o de preparar o caminho para acolher o Senhor, para endireitar as veredas tortuosas da própria vida através de uma conversão radical de coração (cf. Lc 3, 4). Mas João Batista não se limita a pregar o arrependimento, mas a reconhecer Jesus como o "Cordeiro de Deus" que veio tirar o pecado do mundo (Jo 1,29). Tem em si a profunda humildade de mostrar Jesus como o verdadeiro Mensageiro de Deus, colocando-se à parte para que Cristo possa crescer, ser escutado e seguido. Como último ato, João Batista testemunha com o sangue sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem hesitar ou retroceder, cumprindo até o final sua missão. São Beda, monge do século IX, diz de João Batista em sua homilia: Para [Cristo] deu a sua vida, ainda que não tenha sido obrigado a negar Jesus Cristo, foi condenado apenas para calar a verdade (cf. Om 23..: CCL 122, 354). Mas calou a verdade, morreu por Cristo, que é a Verdade. Exatamente por amor à verdade, não cedeu a seus valores e não teve medo de dirigir palavras fortes àqueles que tinham se perdido no caminho de Deus. 

Nós vemos esta grande figura, esta força na morte, na resistência contra os poderosos. Nos perguntamos: de onde nasce esta vida, esta interioridade tão forte, tão reta, coerente, gasta tão completamente por Deus a preparar o caminho para Jesus? A resposta é simples: da relação com Deus, da oração, que é o fio condutor de toda sua existência. João é o dom divino por muito tempo pedido por seus pais, Zacarias e Isabel (cf. Lc 1,13), um grande presente, humanamente inesperável, porque ambos eram avançados em idade e Isabel era estéril (cf. Lc 1,7), mas nada é impossível para Deus (cf. Lucas 1:36). O anúncio do nascimento ocorre exatamente num lugar de oração, o templo de Jerusalém, quando toca a Zacarias o grande privilégio de entrar no lugar mais sagrado do templo para fazer a oferta do incenso ao Senhor (cf. Lc 1, 8-20). O nascimento de João Batista também foi marcado pela oração: o cântico de alegria, de louvor e de gratidão que Zacarias eleva ao Senhor e que recitamos todas as manhãs nas Laudes, o "Benedictus", exalta a ação de Deus na história e indica profeticamente a missão de seu filho João, preceder o Filho de Deus feito carne, a fim de preparar seu caminho (cf. Lc 1,67-79). Toda a existência do Precursor de Jesus é alimentada por um relacionamento com Deus, especialmente o tempo vivido no deserto (cf. Lc 1,80) regiões desérticas que são locais de tentação, mas também lugar onde o homem sente a própria pobreza por estar privado de recursos e seguranças materiais e então compreende que o único ponto de referência seguro é o próprio Deus. Mas João Batista não é apenas um homem de oração, de contato constante com Deus, mas também um guia para este relacionamento. O evangelista Lucas, recordando a oração que Jesus ensinou aos seus discípulos, o "Pai Nosso", observa que o pedido é feito pelos discípulos com estas palavras: "Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou os seus discípulos" (cf. Lc 11, 1). 

Queridos irmãos e irmãs, celebrar o martírio de São João Batista lembra também a nós, cristãos do nosso tempo, que não podemos nos esquivar do compromisso com o amor de Cristo, sua Palavra, a Verdade. Verdade é verdade, não pode ser negociada. A vida cristã exige, por assim dizer, o "martírio" da fidelidade diária ao Evangelho, que é a coragem de deixar que Cristo cresça em nós, direcione o nosso pensamento e nossas ações. Mas isso só pode acontecer em nossas vidas se for sólido o nosso relacionamento com Deus. Oração não é tempo perdido, não é tirar o tempo das nossas atividades, incluindo as apostólicas, é exatamente o contrário: só se formos capazes de ter uma fiel vida de oração, constante, confiante, será o próprio Deus a nos dar força e capacidade para viver de modo feliz e sereno, superar as dificuldades e testemunhá-Lo com coragem. São João Batista interceda por nós, para que possamos manter sempre a primazia de Deus em nossa vida. Obrigado.









Ecumenismo será tema do encontro do Papa com seus ex-alunos


A partir de quinta-feira, 30, até segunda, 3, os ex-alunos do Prof. Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, se reunirão para o tradicional encontro anual de verão, em Castel Gandolfo. O grupo é formado por docentes religiosos e leigos que discutiram teses nos anos em que Bento XVI foi professor.

A 36ª edição do encontro terá a presença, dentre outros, dos Cardeais Christoph Schoenborn, Presidente da Conferência Episcopal Austríaca, e Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Ecumênico. Também estará lá o bispo evangélico Ulrich Wilckens, que traduziu e comentou o Novo Testamento e cujas obras têm grande importância para o ecumenismo.

O encontro deste ano terá como título “Resultados ecumênicos e questões de diálogo com o Luteranismo e o Anglicanismo”, e será inspirado no livro do Cardeal Walter Kasper, Presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. 

Os participantes serão acolhidos na manhã de sábado pelo Papa, que participará do dia de trabalhos. Domingo, 2, o grupo estará no pátio da residência, para a oração do Angelus. O encontro se encerrará oficialmente segunda, 3, depois da celebração da missa. 

O primeiro encontro do Prof. Ratzinger com seus doutorandos foi depois de sua nomeação como arcebispo de Munique e Frisinga, em 1977. Desde então, o evento se repete a cada ano, centrado em um tema escolhido pelo Pontífice dentre uma terna de propostas. 
(CM)






Realizados dois importantes eventos sobre ensino religioso no Brasil


Dois eventos sobre Ensino Religioso marcaram o mês de agosto.

O primeiro deles foi o "VI Encontro de Escolas Católicas", que foi realizado no dia 11, em Belo Horizonte (MG) e teve como tema central o "Ensino Religioso - a Lei nº 9475/97 nos segmentos da Educação Pública e Católica".

O segundo evento foi o "I Seminário de Ensino Religioso", promovido no último dia 22 pela Arquidiocese de Olinda e Recife, com participação de representantes de dioceses vizinhas.


"VI Encontro de Escolas Católicas"

O VI Encontro foi realizado nas dependencias do Colégio Santa Maria, sendo coordenado pelo Padre Luiz Cézar Silva. Participaram dele professores de Ensino Religioso, Agentes de Pastoral, diretores e coordenadores de ensino das escolas católicas de Belo Horizonte. Eram 165 participantes representando 30 entidades.

A assessoria do encontro ficou a cargo da professora Anísia de Paulo Figueiredodo, assessora do Setor Ensino Religioso da CNBB.

Os participantes, entre outros assuntos, debateram sobre a Legislação do Ensino Religioso em meio a uma dialética centenária; a atuação de personagens influentes até a inserção oficial da disciplina na escola; a constatação de fatos importantes no início da implantação do regime republicano; a busca de metodologia própria para o Ensino Religioso; o Acordo Brasil/Santa Sé, entre outros.


I Seminário de Ensino Religioso

Já no 1º Seminário de Ensino Religioso, que aconteceu no Recife, dia 22 de agosto, os participantes debateram a temática "Igreja e Estado: Desafios e Perspectivas para o Ensino Religioso".

O local escolhido foi a Universidade Católica de Pernambuco e a abertura teve contou com o acolhimento de dom Antônio Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife, que fez uma breve exposição dos motivos do evento.

Os trabalhos foram coordenados por frei Rinaldo Pereira dos Santos e pelo professor Aerton Alexander de Carvalho, ambos da Comissão Arquidiocesana para a Cultura e Educação, em Recife.

Participaram desse evento professores de Ensino Religioso das Escolas gerenciadas pelas Entidades Católicas, representantes de algumas Escolas da Rede Pública, uma Escola da rede particular, Estudantes de Filosofia, Teologia e Ciências da Religião, setores do clero, além de representantes da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas e de estados vizinhos, Agentes de Pastoral, representantes de Congregações Religiosas. O número dos participantes era aproximadamente de 150 pessoas.

O Seminário contou também com a assessoria de dom Eurico dos Santos Veloso, arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG); dom Nélson Francelino Ferreira, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e da assessora da CNBB, Anísia de Paulo Figueiredo. Os três convidados contextualizaram o Ensino Religioso no Brasil com temas relacionados à origem e proveniência da problemática atual que envolve a referida área no sistema de ensino brasileiro. (JSG)






Bento XVI e jovens dos cinco continentes entre os inscritos na JMJ Rio 2013




Segundo informou hoje o Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio 2013, em menos de 24 horas após a abertura das inscrições, cerca de 220 grupos já se cadastraram para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que ocorre de 23 a 28 de julho de 2013 no Rio de Janeiro. Entretanto, o primeiro peregrino a inscrever-se para o evento foi o Papa Bento XVI.

Segundo a nota de imprensa lançada hoje no site oficial da Jornada, 112 grupos são do Brasil. 
"Para nossa alegria jovens dos cinco continentes fizeram inscrição", disse a diretora do setor de Inscrições da JMJ Rio2013 durante uma entrevista coletiva sobre o lançamento das inscrições, nesta quarta-feira (29), na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

"Temos peregrinos inscritos dos Emirados Árabes Unidos, China, África do Sul, Alemanha, Argentina, Aruba, Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, Polônia, México, Indonésia, Chile, Colômbia, Dominica, El Salvador, Equador, França, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Suíça, Uruguai e Venezuela", enumerou Ir. Shaiane. 

Entretanto, o primeiro peregrino a se inscrever foi o Papa Bento XVI, assinala a nota lançada hoje no portal oficial do evento: www.rio2013.com

Na Coletiva o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, garantiu: "Já vivemos o clima da JMJ". Para Dom Orani, a abertura das inscrições de peregrinos representa um "passo importante" para a realização do evento. "A Jornada é um investimento na juventude, construindo valores mais humanos e solidários para fazer a diferença na sociedade", afirmou. "E a Igreja é chamada a estar junto nesta construção".

Falando em exclusiva para ACI Digital a Irmã Maria Shaiane partilhou que se bem “a JMJ é um evento aberto a todas as pessoas. Todos podem participar mesmo sem ter feito a inscrição”. 

“Porém –ressaltou a Irmã- os grupos de peregrinos que desejam usufruir das vantagens que trazem os pacotes, devem inscrever-se. Quais são estas vantagens? elas dependem do tipo de pacote, que podem ou não conter alimentação e hospedagem. Grupos de peregrinos que não são inscritos deverão participar por conta própria. Além disso, todos os pacotes incluem o Kit Peregrino, que além de auxiliar durante os dias da JMJ são também uma das recordações que os jovens levam das jornadas”.

“Somente com a inscrição poderemos conhecer os grupos de peregrinos e procurar atendê-los em suas necessidades”, frisou a religiosa.

Ao responder se a inscrição garante que os jovens que completarem o precesso terão lugar assegurado nos eventos centrais com o Papa sem o risco de que estes lugares sejam tomados por outros jovens que não se inscreveram, Irmã Shaiane afirmou: “ Teremos alguns atos centrais com áreas reservadas para grupos de peregrinos inscritos, outros não, contudo a posição que o grupo ficará depende exclusiva do próprios grupo e sua chegada aos locais.”

A encarregada do setor Inscrições recordou também que “antes de efetuar a inscrição é necessário que o grupo esteja organizado e já saiba o tipo de pacote que irá adquirir. Grupos com mais de 50 peregrinos deverão ser divididos em grupos menores, de até 50 e posteriormente farão entre si uma vinculação de grupo e subgrupo”. 

Finalmente, falando sobre aquilo que todo jovem que se inscreva deve ter em conta ao planejar sua viagem ao Rio de Janeiro, Irmã Maria Shaiane afirma: É importante que, acima de tudo, ele venha como um jovem que, com alegria, deseja fazer um encontro pessoal com Cristo. Após o encontro pessoal com Cristo, ele poderá ir e fazer discípulos entre todas as nações, ajudando na construção de uma nova sociedade. Isto é Jornada Mundial da Juventude”. 

“Também é importante que os jovens saibam que a Jornada é um desafio e exige coragem, fé e ousadia. 
A JMJ Rio2013, deve ser para os peregrinos uma experiência única de vivenciar a fé e encontrar milhões de jovens que também abraçam o mesmo desafio: ser um jovem cristão no mundo de hoje”, puntou.

“Bem vindos à JMJ Rio2013!”, concluiu a religiosa em sua entrevista ao grupo ACI.








segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"Librería Editrice Vaticana" une-se à Apple para publicar livros de Bento XVI




Segundo informa o "Romereports.com", a "Librería Editrice Vaticana" acaba de assinar um acordo com "Aple", uma das empresas lideres dentro do mundo da informática, que representará um passo adiante no campo tecnológico. Por esse acordo deverão ser publicados em formato eletrônico as catequeses de Bento XVI.

O livro "O homem em oração" já está disponível em italiano para iPhone, iPad e iPod com tela táctil. O livro eletrônico já está disponível em iTunes.

Além das palavras do Santo Padre, também pode-se percorrer a história da arte através das pinturas que decoram o livro. (JSG)






Evangelho do XXI Domingo do Tempo Comum - Ano B


São João 6, 60-69

Naquele tempo, muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram: "Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?" Jesus, conhecendo interiormente que os discípulos murmuravam por causa disso, perguntou-lhes: "Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do homem subir para onde estava anteriormente? O espírito é que dá vida, a carne não serve de nada. As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam". Na verdade, Jesus bem sabia, desde o início, quais eram os que não acreditavam e quem era aquele que O havia de entregar. E acrescentou: "Por isso é que vos disse: Ninguém pode vir a Mim, se não lhe for concedido por meu Pai". A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se e já não andavam com Ele. Jesus disse aos Doze: "Também vós quereis ir embora?" Respondeu-Lhe Simão Pedro: "Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus".




Nenhum cristão jamais poderá dizer que foi enganado pelo Senhor! Deus nunca se mascarou para nós, nunca nos falou palavras agradáveis para nos seduzir, nunca agiu como os nossos políticos; Deus não usa botox! Ele é um Deus verdadeiro, leal, honesto! Não esconde suas exigências, não omite suas condições para quem deseja segui-lo e servi-lo…

Escutamos na primeira leitura de hoje Josué mandando o povo escolher: seguir os ídolos, que são de fácil manejo, que não exigem nada ou, ao invés, seguir o Senhor, que é exigente, que é Santo e corrige os que nele esperam? O próprio Josué dirá: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não tolerará as vossas transgressões, nem os vossos pecados!” (Js 24,19) Vede, meus caros, que o nosso Deus não se preocupa com popularidade, não faz conta do número de fiéis, não abranda suas exigências para ser aceito, mas sim, faz conta da fidelidade ao seu amor e ao seu chamado!

O que aparece na primeira leitura torna-se ainda mais claro e dramático no evangelho. Após dizer claramente que sua carne é verdadeira comida e seu sangue é verdadeira bebida, muitos discípulos se escandalizaram com Jesus (os protestantes ainda hoje se escandalizam e não creem na palavra do Salvador…). E Jesus, o que faz? Muda sua palavra? Volta atrás no ensinamento para ser popular, para ser compreendido e aceito, para encher as igrejas? Não! Popularidade, aceitação, bom-mocismo nunca foram seus critérios! Ainda que sua palavra escandalize, ele nunca volta atrás. O Senhor nunca se converte a nós; nós é que devemos nos converter a ele! Pode-se manipular os ídolos; nunca o Deus verdadeiro!

É importante prestar atenção! Diante dos discípulos escandalizados e murmuradores, que faz Jesus? Apresenta o critério decisivo: a cruz. Escutai, irmãos, o que diz o Senhor: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes?” Lembremo-nos que, para o Evangelho de São João, a subida de Jesus para o Pai começa na cruz: ali ele será levantado! Vede bem, meus irmãos, que não poderá seguir o Senhor, não poderá suportar as palavras do Senhor, aquele que não estiver disposta a contemplá-lo na cruz! E Jesus previne: “O Espírito é que dá vida; a carne não adianta nada! As palavras que vos falei são Espírito e vida!” Compreendei, caríssimos meus: somente se nos deixarmos educar pelo Santo Espírito, somente se deixarmos os pensamentos e a lógica à medida da carne, isto é, à medida da mera razão humana, é que poderemos compreender as coisas de Deus, coisas que passam pela cruz de Cristo! Quando se trata do escândalo do Evangelho, “a carne não adianta nada”! Não nos iludamos: entregues à nossa própria razão, pensaremos como o mundo e jamais acolheremos Jesus e suas exigências! E, no entanto, o Senhor continua: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido por meu Pai!” Vede bem, meus caros: acolher Jesus, compreender suas palavras e acolhê-las, por quanto sejam difíceis e duras, é graça de Deus e somente abertos para a graça poderemos realizá-lo! Como acolher a linguagem da cruz, sem mudar de vida? Como acolher as exigências do Senhor, sem a conversão do coração, sem nos deixarmos guiar pela imprevisível liberdade do Santo Espírito? Quando isso acontece, experimentamos como o Senhor é bom, o quanto é suave, o quando é doce segui-lo!

Um belíssimo exemplo disso, a Palavra de Deus nos dá hoje recordando a vida da família cristã. São Paulo pensa o lar cristão como uma pequena comunidade de discípulos de Cristo, uma pequena Igreja e dá conselhos estupendos! O sentimento que deve nortear o comportamento familiar é o amor. Que amor? O das músicas e das novelas? Não! Aquele amor manifestado na cruz, aquele entre Cristo e a Igreja! Que beleza, que desafio, que sonho: marido e mulher se amando como Cristo e a Igreja se amam, marido e mulher sendo felizes na felicidade um do outro: “Sede solícitos uns para com os outros!”

Para o cristianismo, meus caros, a família cristã não é primeiramente uma instituição humana, mas uma instituição divina, um sacramento da Igreja. Mais ainda: a família é a primeira Igreja, a primeira comunidade de irmãos em Cristo. Ali, é Jesus quem deve reinar, ali é o santo e doce temor de Deus quem deve regular a convivência. Que desgraça hoje em dia a paganização, a secularização, a banalização da família cristã. Atentos, cristãos: a família é santa, a família é sagrada, a família não pode ser profanada pelo desamor, pela indiferença, pela imoralidade, pela violência, pelo consumismo, pela opressão, pela divisão, pela vulgarização! Que beleza, meus caros, um homem e uma mulher unidos no amor com a bênção do Senhor gerando filhos, gerando amor feito carne, feito gente, para o mundo, para a Igreja, para a vida! Este é o sonho do Senhor para a família! Este e só este! Aos olhos de Deus, não há outra forma legítima e aceitável de união familiar! Um homem, uma mulher; um esposo, uma esposa e os filhos – eis o sonho, eis a bênção, eis a felicidade quando se vive isso de acordo com o amor de Deus em Cristo! Que bênção a convivência familiar! Que doçura poder partilhar as alegrias e tristezas, as lutas e dificuldades num lar cristão, onde juntos se rezam, juntos partilham, juntos vencem-se as dificuldades! São Paulo, encantado com essa realidade, exclama: “É grande este mistério!” Que mistério? O mistério do amor entre marido e mulher, da sua união que gera vida, que é doçura e complementaridade. E o Apóstolo continua: “E eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja!” Atenção! São Paulo está dizendo que a comunhão familiar é imagem da comunhão entre Cristo e a Igreja!

É fácil, caríssimos, viver a família assim? Não! Como não é fácil levar a sério a Palavra do Senhor! E Jesus, mais uma vez, nos pergunta: “Isto vos escandaliza?” Escandaliza-vos o matrimônio ser indissolúvel? Escandaliza-vos a fidelidade conjugal? Assusta-vos o dever de gerar filhos com generosidade e educá-los com amor e firmeza? “Quereis também ir embora?”

Caríssimos, que nossa resposta seja a de Pedro, dada em nome dos Doze e de todos os discípulos: “A quem iremos, Senhor? Caminhar contigo não é fácil; acolher tuas exigências nos custa; compreender teus motivos às vezes é-nos pesado… Mas, a quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus!”. Que as palavras de Pedro sejam as nossas e, como Josué, possamos dizer: “Eu e minha família serviremos o Senhor!” Amém.

Escolher a Deus – um Deus difícil! Os ídolos são fáceis e muitos!

O Senhor é exigente; e não volta atrás na sua palavra, mesmo quando essa escandaliza. O critério é a cruz (o Filho do homem subindo e julgando). Somente pode compreendê-lo no Espírito, a carne não serve aqui! – Ser cristão não é questão de propaganda ou munganga: é graça; é o Pai quem atrai!

Muitos já não andavam mais com ele… Quereis ir embora?

Senhor, só tu tens palavras de vida eterna: és o Santo de Deus!

Provai e vede quão suave é o Senhor!

Uma família que serve o Senhor: a lei que regula é o amor, o mesmo que se contempla na entrega de Cristo, selando a aliança com a Igreja.



Por D. Henrique Soares






quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Orações de Todos os Tempos




Oração do Enfermo


Senhor, coloco-me diante de ti em atitude de oração. Sei que tu me vês, que tu me penetras, me ouves. Sei que estou em ti e que tua força está em mim. Olha para este meu corpo marcado pelo sofrimento e triturado pela enfermidade. Tu sabes, Senhor, o quanto me custa sofrer. Sei que tu não te comprazes com o sofrimento de teus filhos.




Mais de doze mil católicos isolados pela violência na Síria


Mais de 12.000 fiéis grego-católicos estão isolados na aldeia do Rableh, na região do Homs (Síria), devido à violência que segue açoitando a este país do oriente médio.

Segundo fontes da agência Fides citadas nesta quarta-feira, os habitantes do Rableh estão sofrendo a falta de mantimentos, água e remédios, devido ao bloqueio que os grupos armados da oposição estão fazendo na aldeia.

Entretanto, apesar desta situação, alguns membros da iniciativa popular pela reconciliação "Mussalaha" conseguiram levar uma pequena quantidade de ajuda humanitária à aldeia.

Ante isto, Sua Beatitude o Patriarca Gregorios III Laham, pediu que "se salve Rableh e todas as outras aldeias que sofrem na Síria, e que a paz por fim chegue ao nosso País tão amado".

Por sua parte, o Núncio Apostólico na Síria, Dom Mario Zenari, chamou as partes implicadas no conflito a respeitar rigorosamente o direito internacional humanitário.






Catequese do Papa Bento XVI


Castel Gandolfo
Quarta-feira, 22 de agosto de 2012




Queridos irmãos e irmãs,

Hoje celebramos a festa da Santíssima Virgem Maria, invocada com o título: "Rainha". É uma festa criada recentemente, mas antiga na origem e na devoção. Foi estabelecida pelo Venerável Pio XII, em 1954, no final do Ano Mariano, para o dia 31 de maio (cf. Carta Apostólica Ad caeli Reginam, 11 octobris 1954: AAS 46 [1954], 625-640). Nesta ocasião, o Papa disse que a Maria é rainha mais que qualquer outra criatura pela elevação de sua alma e a excelência dos dons recebidos. Ela nunca deixa de conceder os tesouros de seu amor e seu cuidado para a humanidade (cf. Discurso em honra de Maria Rainha, 1º de novembro de 1954). Mas após a reforma pós-conciliar do calendário litúrgico foi estipulada para oito dias após a Solenidade da Assunção para enfatizar a estreita relação entre a realeza de Maria e sua glorificação em alma e corpo junto ao seu Filho. Na Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II lemos assim: "Maria foi assunta à glória celeste e exaltada por Deus como Rainha do universo, para que fosse plenamente conformada a seu Filho" (Lumen gentium, 59).

E esta é a origem da festa de hoje: Maria é rainha porque é associada de forma única a seu Filho, tanto na vida terrena, como na glória do céu. O grande santo da Síria, Efrém da Síria, afirma, sobre a realeza de Maria, que ela vem de sua maternidade: Ela é a Mãe do Senhor, o Rei dos reis (cf. Is 9,1-6) e nos mostra Jesus como vida, salvação e nossa esperança. O Servo de Deus Paulo VI recordou na Exortação Apostólica Marialis Cultus: "Na Virgem Maria tudo é relativo a Cristo e tudo depende dele: em vista Dele, o Pai, desde toda a eternidade, a escolheu Mãe, toda santa, e a adornou dos dons do Espírito, concedidos a mais ninguém"(n. 25).

Mas agora nos perguntamos: o que significa Maria Rainha? É apenas um título como os outros, a coroa, um ornamento como os outros? O que quer dizer? O que significa esta realeza? Como já indicado, é uma conseqüência do seu ser unido ao Filho, do seu ser no céu, que está em comunhão com Deus. Ela participa da responsabilidade de Deus para com o mundo e do amor de Deus pelo mundo. Há uma ideia comum, de rei ou rainha: seria uma pessoa com poder e riqueza. Mas este não é o tipo de realeza de Jesus e Maria. Pensemos no Senhor: a realeza, a condição de rei de Cristo é revestida de humildade, serviço, amor: é, acima de tudo, servir, ajudar, amar. Lembremo-nos de que Jesus foi proclamado rei na cruz com a inscrição escrita por Pilatos: "Rei dos Judeus" (cf. Mc. 15,26). Naquele momento na cruz se prova que Ele é rei. E como é rei? Sofrendo conosco, por nós, amando até o fim e assim governa e inaugura o amor, a verdade e a justiça. Ou pensemos também em outro momento: na Última Ceia inclina-se para lavar os pés dos seus. A realeza de Jesus não tem nada a ver com a dos poderosos da terra. É um rei que serve os seus servos, assim agiu em toda sua vida. E o mesmo vale para Maria: é Rainha no serviço a Deus para a humanidade, é rainha do amor, que vive o dom de si a Deus para entrar no plano de salvação do homem. Ao anjo responde: Eis aqui a serva do Senhor (cf. Lc. 1,38) e canta no Magnificat: Deus olhou para a humildade de sua serva (cf. Lc. 1,48). Ela nos ajuda. É rainha amando-nos, ajudando-nos em todas as nossas necessidades, é a nossa irmã, serva humilde.

E assim chegamos ao ponto: como Maria exerceu a realeza de serviço e amor? Cuidando de nós, seus filhos, os filhos que se voltam a ela em oração, para agradecer ou para pedir sua proteção maternal e ajuda celeste, talvez depois de terem se perdido no caminho, oprimidos pela dor ou angústia, pelas tristes e incômodas vicissitudes da vida. Na serenidade ou na escuridão da existência, voltamo-nos a Maria, confiando em sua contínua intercessão, para que do Filho possamos obter toda a graça e misericórdia necessária para a nossa peregrinação ao longo da estrada do mundo. A Ele, que governa o mundo e detém os destinos do universo, nós nos voltamos confiantes, através da Virgem Maria. Ela, pelos séculos, é invocada como uma rainha celeste do Céu; oito vezes, depois da oração do Santo Rosário é invocada na ladainha lauretana como a Rainha dos Anjos, dos patriarcas, profetas, apóstolos, mártires, confessores, virgens, todos os Santos e todas as famílias. O ritmo dessas invocações antigas e orações diárias como a Salve Rainha, ajuda-nos a compreender que a Virgem Santíssima, nossa Mãe junto a seu Filho Jesus na glória do céu, está sempre conosco, no desenrolar cotidiano da nossa vida.

O título de rainha é, então, título de confiança, de alegria, de amor. E sabemos que aquela que tem nas mãos o destino do mundo é boa, nos ama e nos ajuda em nossas dificuldades.

Queridos amigos, a devoção a Nossa Senhora é um elemento importante da vida espiritual. Em nossa oração, não deixemos de recorrer confiantes a ela. Maria não deixará de interceder por nós junto a seu Filho. Olhando para ela, imitemos a fé, a disponibilidade plena no projeto de amor de Deus, o generoso acolhimento de Jesus. Aprendamos a viver como Maria. Maria é a Rainha do céu perto de Deus, mas é também a mãe perto de cada um de nós, que nos ama e ouve a nossa voz. Obrigado pela atenção.











Criticam ataques à Igreja por oração a favor da família na França


Patrick Kéchichian, em um artigo publicado no jornal francês Le Monde, qualificou de "escândalo inexistente" aos ataques contra a Igreja lançados após o pedido dos Bispos da França em ocasião à festa da Assunção da Virgem Maria, em que se pediu a Deus que as crianças e jovens deixem "de ser objeto dos desejos e dos conflitos dos adultos para gozar plenamente do amor de um pai e de uma mãe".

O pedido dos bispos franceses, que foi lido em todas as paróquias do país no dia 15 de agosto, foi rapidamente criticado pelo lobby gay, que se mostrou ofendido.


Em um texto republicado pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano no dia 19 de agosto, Kéchichian, lamentou "a desproporção óbvia entre a delicadeza do texto e as acusações violentas que suscitou".

"Esta prece não ataca, nem põe em julgamento a ninguém, e certamente não julga aos homossexuais. Lembro-me da quarta prece, que gerou a polêmica, mas que destacamos que vem depois de outras três, uma das quais é por aqueles que foram ‘recentemente escolhidos para legislar e governar’", escreveu.

"Esta foi a frase escandalosa, que fez clamar as almas virtuosas seguras do seu bom julgamento: ‘Pelas crianças e pelos jovens, aos que todos ajudamos a descobrir seu próprio caminho para alcançar a felicidade; que deixem de ser objeto dos desejos e dos conflitos dos adultos para gozar plenamente do amor de um pai e de uma mãe’".

Kéchichian questionou se por acaso "não é evidente que o que se defende não vai acompanhado de nenhuma condenação às pessoas e aos grupos que não compartilham a mesma visão da humanidade e de suas leis?".

"Se estes grupos e estas pessoas não deixam de expressar suas opiniões, por que então a Igreja deveria deixar de expressar seu pensamento sobre um tema que está no primeiro lugar entre suas preocupações?".

Para o jornalista francês, quem criticou aos representantes da Igreja na França pela oração "confundem laicidade e anticlericalismo militante".

Kéchichian assinalou que "a Igreja afirma com doçura e mansidão, com santa obstinação, a permanência de uma visão antropológica na qual se enraíza a afirmação dos direitos inalienáveis de todo homem e de toda mulher".

"A Igreja sai do seu papel? Se o Governo e o Parlamento dão sua opinião sobre o matrimônio e decidem mudar a sua natureza, não é legítimo que a Igreja, que aprendeu de Cristo a dignidade do matrimônio e do vínculo entre a mulher e o homem (dignidade elevada ao nível de sacramento), faça também ela ouvir sua voz?", questionou.

O jornalista indicou que a voz da Igreja "não busca abafar às outras, mas ela mesma não aceita não ser ouvida à força de sarcasmos e de processos sem fundamento".

"O papel da Igreja não é o de evoluir com seu tempo. Se o tivesse feito nos séculos passados, faz tempo que já não seria escutada. Seu papel também não é o de tapar-se os olhos e assustar-se pela evolução dos costumes, mas sim de manter uma vigilância, um estado de atenção em função da verdade que recebeu".

"Onde está o escândalo? Onde estão os prejuízos? Possivelmente não aonde os clamores da malevolência pretendem encontrá-los", concluiu.






terça-feira, 21 de agosto de 2012

São Pio X


Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser padre. 

Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e pia, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903. 

No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo". Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença. 

Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples pároco do campo". Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de são Pedro". Quando alguém o chamava de "padre santo", ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família. 

No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.



Fonte: Paulinas



Inscrições para JMJ Rio serão abertas no dia 28 de agosto


Depois de lançar o Manual de Inscrições do Peregrino, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 dá mais um passo para garantir a participação dos jovens e organizar os grupos. As inscrições serão abertas no próximo dia 28 de agosto. Segundo a diretora do Setor de Inscrições da JMJ Rio2013, Irmã Maria Shaiane Machado, será um dia significativo para a JMJ.

"A inscrição no portal oficial da JMJ Rio2013 representa uma pré-reserva. A confirmação da inscrição é o pagamento" - disse. "O peregrino já pode optar pelo seu pacote e a JMJ está se organizando para acolhê-lo".

Desde o último dia 31 de julho, está disponível online o Manual de Inscrições de Peregrinos. Nele estão todas as orientações necessárias para preparar os grupos. As inscrições serão feitas por meio de um responsável (chamado de “responsável principal”). Além desse, haverá um “segundo responsável”. Para grupos mistos, preferencialmente um responsável masculino e um feminino. Os valores variam com a modalidade dos pacotes (que poderão ou não incluir hospedagem e alimentação), e pela classificação dos países. Para ajudar que peregrinos de países economicamente mais pobres possam participar das JMJs, eles são classificados nas classes A, B e C.

Haverá 21 tipos de pacotes com valores que variam de R$ 100,70 a R$ 577,60. Esses valores são válidos até 31 de janeiro de 2013, incluindo um desconto de 5%. Após esse período, os preços serão de R$ 106,00 a R$ 608,00.

Os grupos deverão ter até 50 peregrinos, incluindo os responsáveis. Grupos maiores deverão ser divididos em subgrupos de até 50 pessoas, que poderão estar vinculados entre si por um grupo principal. A vinculação entre os grupos não garante que todos ficarão juntos. A hospedagem oferecida pelo COL será por região linguística. 

As inscrições serão realizadas exclusivamente online, através do portal oficial da Jornada - www.rio2013.com. "Incentivamos todos a fazerem inscrições em grupo, que podem ser formados nas paróquias, comunidades, movimentos católicos, escolas, universidades", diz irmã Shaiane.






Capuchinhos realizam em Roma Capítulo Geral


Teve início nesse domingo, 19, em Roma o 84º Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. No centro da Assembleia, temáticas como a solidariedade, as missões no mundo, os desafios a serem enfrentados na aldeia global para concretizar a comunhão entre os povos e as culturas.

Nesta segunda-feira, 20, acontece a abertura oficial com uma solene celebração presidida pelo ex-Ministro Geral da Ordem, frei John Corriveau, atualmente bispo de Nelson (Canadá). O capítulo prossegue até o dia 22 de setembro. 

Segundo o atual Ministro Geral da Ordem, frei Mauro Johri, a tarefa dos Capuchinhos continua sendo em primeiro lugar buscar Deus e ser testemunha do absoluto de Deus, também neste momento da história, e ainda, como filhos de São Francisco comprometidos a viverem na simplicidade, ao lados dos pobres – pobres materiais mas pobres também de sentido, de Evangelho.

“Portanto, é minha intenção que a Ordem se compromenta profundamente em continuar a sua presença missionária em lugares longínquos, muito difíceis, ir lá onde ninguém deseja ir, mas que se comprometa também nos novos desafios que a Igreja nos pede para enfrentar, como a nova evangelização nos paises do hemisfério Norte do mundo”, disse frei Mauro.






Pesquisador perde emprego por negar-se a investigar células de bebês assassinados em aborto


O Dr. Thomas Sardella, especialista em Ciências Biológicas, licenciado na Universidade de Roma - Tor Vergata, perdeu seu emprego na Universidade de Glasgow (Reino Unido) como assistente de pesquisa, depois de negar-se a participar de um estudo que usava células de uma criança abortada.

Em uma entrevista realizada pelo John Smeaton a Sociedade para a Proteção dos Nascituros (SPUC, por suas siglas em inglês), publicada em 17 de agosto, o Dr. Sardella assinalou que ante o requisito de utilizar o tecido de crianças abortadas na oitava semana para um estudo científico, "decidi perder meu emprego".

"Como podia me convencer que estes seres humanos de oito semanas não tinham o direito de viver, e que minha carreira, meu salário e minha família eram mais importantes que suas vidas?" questionou-se.

Depois de um corte no pressuposto, o grupo do Dr. Sardella se uniu a outra equipe de pesquisa de San Diego (Estados Unidos). O estudo conjunto daria ao cientista mais seis meses de estabilidade trabalhista.

"Ainda me lembro de quando li o e-mail enviado de San Diego sobre o requisito do aborto humano nesta colaboração. Sentei-me na cadeira com um sentimento de repulsa e me disse a mim mesmo que não podia fazer isto nem o faria", disse o cientista a John Smeaton.

O Dr. Sardella assinalou que ele "não ia estar diretamente envolvido no aborto, mas como ia poder olhar pelo microscópio esquecendo que essas células foram tiradas de uma criança junto com a vida dele ou dela?".

O médico recordou que na tarde do dia em que recebeu a informação sobre o que seria a pesquisa conjunta com o grupo americano, consultou a sua esposa, que estudou Bioética e textos a respeito e confirmou que sua posição estava certa.

"Consultamos livros italianos de bioética que asseguravam que se ajudasse na pesquisa seria colaborador passivo e remoto do procedimento abortivo; por isso não conseguia deixar de me sentir tão mal", assinalou.

"Se estamos de acordo que está mal matar a um ser humano, um membro da espécie homo sapiens, então temos que nos perguntar quando é que nos fazemos homo sapiens. Para cada organismo do reino animal é a mesma resposta: quando uma célula de esperma fertiliza ao óvulo da mesma espécie, qualquer zoólogo ou embriologista afirmará que um novo organismo é concebido", disse.

O cientista explicou que "quando um óvulo humano é fertilizado por uma célula de esperma humana não podemos fazer mais nada para parar ao novo embrião de ser parte de nossa espécie. O novo indivíduo deve ser considerado um ser humano".

Depois de perder seu emprego, o Dr. Sardella se dedicou a dar palestras em distintos âmbitos sobre a realidade do aborto, e se surpreendeu que muitos jovens "verdadeiramente não tinham nem ideia do que é um aborto e de como se faz".

"Alguns alunos também vieram me falar que a sua opinião sobre o aborto mudou totalmente, assim que, me disse a mim mesmo que ‘se perdi o emprego para salvar uma vida, então valeu a pena’", assinalou.

O cientista lamentou que muitas pessoas, incluindo colegas deles, "consideram à ciência como uma entidade superior e motor immobilis que guia as decisões do gênero humano".

"Ciência é somente uma palavra, do latim scientia que significa conhecimento. O conhecimento não possui uma consciência. É o cientista o que tem uma consciência e uma ética que guia seus pensamentos e decisões", sublinhou.

O Dr. Sardella sublinhou que "primeiro vem a vida, e depois em segundo lugar vêm as melhorias à mesma. É inadmissível considerar uma vida humana como um produto e utilizá-la em programas de investigação para o hipotético melhoramento das vidas de outros".

O cientista, emocionado, assegurou que apesar das dificuldades econômicas que enfrentaram, "uma simples eleição foi uma revisão da minha vida e das minhas crenças, um momento de verdadeira unidade com minha esposa e família".

"Se a gente escolhe branco, embora pereça irracional nesse momento, embora a montanha que a gente tenha que escalar pareça tão alta, a gente está abrindo os braços a uma felicidade muitíssimo maior do que a que poderia planejar".






segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Lançado site da Pastoral Vocacional no Brasil


Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB lançou essa semana o site Pastoral Vocacional no Brasil.

Lançado com o objetivo de divulgar as atividades e notícias da Pastoral Vocacional nos Regionais e Dioceses, o endereço web será também um instrumento útil para o encontro de animadores de todo o país e a confluência de materiais e subsídios.

O Padre Valdecir Ferreira, assessor da Pastoral Vocacional da Comissão, explicou que o site "passará ainda por muitas inovações. Mas temos, sem dúvida, a consciência da importância da dimensão e do trabalho vocacional para toda a Igreja".

Esse lançamento acontece no mesmo mês em que as comunidades realizam o período de intensa reflexão e oração pelas vocações. "O mês vocacional é um período em que devemos buscar um aprofundamento da consciência e da responsabilidade de todos quanto ao chamamento de Deus", recordou o sacerdote.

Conheça o site acessando: http://pastoralvocacional.cnbb.org.br/ 






Catecismo é a pedra angular que nos mantém enraizados na fé


Com motivo da proximidade do Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, o historiador da Igreja e consultor de vários dicastérios, Dom Wilhelm Imkamp, afirmou que o Catecismo é a pedra angular que nos mantém enraizados à fé.

O Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, começará no dia 11 de outubro de 2012, no 50° aniversário da inauguração do Concílio Vaticano II e terminará em 24 de novembro de 2013, na Solenidade de Cristo Rei do Universo, também se comemorará o 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

Em uma entrevista concedida ao jornal Avvenire, Dom Imkamp recordou que "sem a assimilação do catecismo, a fé se evapora, se desvanece", mas "existe a esperança de uma correção como são, por exemplo projetos como os do YouCat", o catecismo para jovens elaborado principalmente na Alemanha e distribuído pela primeira vez entre os jovens durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madri 2011.

O Prelado ressaltou que a sociedade de hoje, necessita uma verdadeira recepção do Catecismo e que este se converta em um fundamento para a transmissão dos conteúdos da fé. Isto "servirá para a preparação para os sacramentos, para o plano de formação e para os programas didáticos dos professores de religião, obviamente até para a preparação dos sacerdotes", indicou.

Dom Imkamp, que também é reitor do Santuário de Maria Versperbild na Bavaria (Alemanha), assinalou que com ocasião da chegada do Ano da Fé no mês de outubro Maria é "a porta da fé e por isso também a porta do Céu".

Explicou que embora na Alemanha a Igreja seja pouco convincente para os jovens, as Jornadas Mundiais da Juventude e os novos movimentos eclesiais, poderiam mudar as coisas: "a contribuição eclesial com seu complicado sistema de comissões e de conselhos não é percebido na sua grandeza espiritual, mas sim como um simples ente de direito público que se esforça em todos os sentidos para ter importância social", lamentou.

Finalmente, explicou que é urgente preparar aos jovens para os sacramentos, já que "são um tesouro a ser descobertos e para oferecer".

O Catecismo fonte de fé assistida pelo Espírito Santo

A Igreja considera como propulsor do Catecismo ao Beato João Paulo II, quem em 1985, pediu a criação do Catecismo durante o vigésimo aniversário da clausura do Concílio Vaticano II em uma sessão extraordinária do Sínodo dos bispos para agradecer a Deus os enormes frutos espirituais nascidos do Concílio.

O Catecismo da Igreja Católica é a exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, iluminadas pelas Sagradas Escrituras, pela Tradição apostólica e pelo Magistério eclesiástico fruto da renovação iniciada no Concílio Vaticano II.

Sua redação junto à elaboração do novo Código de Direito Canônico, o Código de Direito das Iglesias Orientais católicas, o Compêndio de Doutrina Social da Igreja católica e o Diretório Catequético General se converteu no ponto de referência oficial para o ressurgimento da Igreja e para redação dos catecismos católicos do mundo inteiro.





sábado, 18 de agosto de 2012

Evangelho da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora


São Lucas 1, 39-56

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor". Maria disse então: "A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre". Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.



Hoje celebramos a maior de todas as solenidades da Mãe de Deus: a sua Assunção gloriosa ao céu.

A oração inicial da Missa hodierna pediu: “Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória”. A liturgia da Igreja, sempre tão sábia e tão sóbria, resumiu aqui o essencial desta solenidade santíssima. Com efeito, Deus elevou à glória do céu em corpo e alma a imaculada Virgem Maria! Ela, uma simples criatura, ela, tão pequena, tão humilde, foi eleva a Deus, ao céu, à plenitude em todo o seu ser, corpo e alma! Como isso é possível? Não é a morte o destino comum e final de tudo quanto vive? Isso dizem os pagãos, isso dizem os descrentes, os sábios segundo o mundo, que se conformam com a morte… Mas, nós, nós sabemos que não é assim! Nosso destino é a vida, nosso ponto final é a glória no coração de Deus: glória no corpo, glória na alma, glória em tudo que somos! Foi isso que Deus nos preparou – bendito seja ele para sempre!

Mas, como isso é possível? A Palavra de Deus deste hoje no-lo afirma, de modo admirável. Escutai, irmãos, escutai, irmãs, consolai-vos todos vós: “Cristo ressuscitou dos mortos, primícia dos que morreram. Em Cristo todos reviverão, cada qual segundo uma ordem determinada; em primeiro lugar Cristo, como primícia!” Eis por que, eis como ressuscitaremos: Cristo ressuscitou! Jesus de Nazaré, caríssimos, é o Senhor! O nosso Jesus é Deus bendito e foi ressuscitado pela glória do Pai! O nosso Senhor Jesus venceu e no faz participantes da sua vitória, dando-nos o seu Espírito Santo! Credes nisso, meus caros? Neste mundo que só crê no que vê, que só leva a sério o que toca, que só dá valor ao que cai no âmbito dos sentidos, credes que Cristo está vivo e é Senhor, primícia, princípio de todos os que morrem unidos a ele? Pois bem, escutai: o Cristo que ressuscitou, que venceu, concedeu plenamente a sua vitória à sua Mãe, à Santíssima Virgem Maria, que esteve sempre unida a ele. Ela, totalmente imaculada, nunca afastou-se do filho: nem na longa espera do parto, nem na pobreza de Belém, nem na fuga para o Egito, nem no período de exílio, nem na angústia de procura-lo no Templo, nem nos anos obscuros de Nazaré, nem nos tempos dolorosos da pregação do Reino, nem no desastre da cruz, nem na solidão do sepulcro no Sábado Santo… nem mesmo após, nos dias da Igreja, quando discretamente, ela permanecia em oração com os irmãos do Senhor… Sempre imaculada, sempre perfeitamente unida ao Senhor. Assim, após a sua preciosa morte, ela foi elevada à glória do céu, isto é, à glória de Cristo que ressuscitou e é primícia da nossa ressurreição!

A presente solenidade é, então, primeiramente, exaltação da glória do Cristo: nele está a vida e a ressurreição; nele, a esperança de libertação definitiva! Por isso, todo aquele que crê em Jesus e é batizado no seu Espírito Santo no sacramento do Batismo, morrerá com Cristo e com Cristo ressuscitará. Imediatamente após a morte, nossa alma será glorificada e estaremos para sempre com o Senhor. Quanto ao nosso corpo, será destruído e, no final dos tempos, quando Cristo nossa vida aparecer, será também ressuscitado em glória e unido à nossa alma. Será assim com todos nós. Mas, não foi assim com a Virgem Maria! Aquela que não teve pecado também não foi tocada pela corrupção da morte! Imediatamente após a sua passagem para Deus, ela foi ressuscitada, glorificada em corpo e alma, foi elevada ao céu! Podemos, portanto, exclamar como Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres! Bendito é o fruto do teu ventre! Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu!”

Esta é, portanto, a festa de plenitude de Nossa Senhora, a sua chegada a glória, no seu destino pleno de criatura. Nela aparece claro a obra da salvação que Cristo realizou! Ela é aquela Mulher vestida do sol, que é Cristo, pisando a instabilidade deste mundo, representada pela lua inconstante, toda coroada de doze estrelas, número da Israel e da Igreja! A leitura do Apocalipse mostra-nos tudo isso; mas, termina afirmando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo!” Eis: a plenitude da Virgem é realização da obra de Cristo, da vitória de Cristo nela!

Caríssimos, quanto nos diz esta solenidade! A oração inicial, citada no início desta homilia, pedia a Deus: “Dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória”. Eis aqui qual deve ser o nosso modo de viver: atentos às coisas do alto, onde está Cristo, onde contemplamos a Virgem totalmente glorificada em Cristo. Caminhar neste mundo sem no prendermos a ele. Aqui somos estrangeiros, aqui estamos de passagem, aqui somos peregrinos; lá é que permaneceremos para sempre: nossa pátria é o céu, onde está Cristo, nossa vida! O grande mal do mundo atual é entreter-se com seu consumismo, com sua tecnologia, com seu bem-estar, com seu divertimento excessivo e esquecer de viver atento às coisas do alto. Mas, pior ainda, os cristãos também muitas vezes são infectados por essa doença! Nós, que deveríamos ser as testemunhas do mundo que há de vir, quantas vezes vivemos imersos, metidos somente nas ocupações deste mundo – muitos até com o pretexto de que estão trabalhando pelos irmãos e por uma sociedade melhor. Nada disso! Os pés devem estar na terra, mas o coração deve estar sempre voltado para o alto! Não esqueçamos: nosso destino é o céu, participando da glória de Cristo, da qual a Virgem Maria já participa plenamente! Aí, sim, poderemos cantar com ela e como ela: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador: o poderoso fez em mim maravilhas!” Seja ele bendito agora e para sempre. Amém.


Por D. Henrique Soares






sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Todas as religiões são igualmente boas?


Nem todas as religiões pregam o amor, a concórdia, a paz. Algumas religiões objetivamente disseminam o ódio e a intolerância. Sendo assim, é possível colocar todas as religiões num mesmo nível, dizendo que todas são igualmente boas? Padre Paulo Ricardo, neste vídeo, oferece respostas a este questionamento e ainda aponta qual a diferença entre a Igreja Católica e as demais.



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