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sábado, 29 de setembro de 2012

Evangelho do XXVI Domingo do Tempo Comum - Ano B


São Marcos 9, 38-48

Naquele tempo, João disse a Jesus: "Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demônios em teu nome e procuramos impedir-lho, porque ele não anda connosco". Jesus respondeu: "Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim. Quem não é contra nós é por nós. Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que creem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena. E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo não se apaga".



Hoje, a Palavra de Deus apresenta alguns elementos importantes que nos precisam ser continuamente recordados. Tanto a primeira leitura quanto o Evangelho, recordam-nos que Deus não é propriedade de ninguém. Ante o zelo mesquinho de João, Jesus afirma:

“Quem não é contra nós é a nosso favor”. É preciso compreender bem a afirmação do Senhor. Certamente, ele é o Caminho e a Verdade da humanidade; certamente ele fundou a Igreja, comunidade de seus discípulos; dotou essa Igreja do seu Espírito, de pastores e de toda uma estrutura visível. Esta Igreja de Cristo, nós cremos que permanece de modo pleno na Igreja católica. Isto significa que os elementos essenciais da Igreja de Cristo permanecem, por graça e fidelidade do Senhor, naquela Comunidade que ele fundou desde o início, a Igreja una, santa, católica e apostólica. Quais são esses elementos essenciais? A Palavra de Deus, pregada e interpretada segundo a Tradição apostólica, a Eucaristia como banquete e sacrifício, os sete sacramentos, o ministério de Pedro, presente nos seus sucessores, os Papas de Roma, o ministério episcopal, no qual se concretiza a sucessão apostólica, a caridade fraterna, os vários dons e carismas da comunidade, o sentido da missão de anunciar Jesus ao mundo como Senhor e Salvador, o martírio como testemunho máximo de Cristo, a presença materna da Virgem Maria e dos Santos, amigos de Cristo. A Igreja católica é, portanto, Igreja de Cristo, pertence a Cristo e, por graça de Cristo, conserva e conservará sempre, sem poder perder, estes elementos. Mas, isso não significa que a Igreja seja proprietária de Cristo. Aqui é preciso dizer claramente: a Igreja pertence a Cristo, mas Cristo não é propriedade da Igreja! De fato, na força do seu Espírito Santo, ele manifesta sua ação também fora da estrutura visível da Igreja católica. Pensemos nos nossos irmãos separados, de tradição protestante. Eles têm tantos elementos da Igreja de Cristo: a Palavra de Deus, a confissão de Jesus como Senhor e Salvador, tantos dons e carismas, o amor sincero a Jesus, a caridade fraterna, o ela missionário. Tudo isso deve ser, para nós, católicos, causa de alegria. Ainda que não estejam em comunhão plena com a Igreja de Cristo e falte-lhe elementos essenciais da Igreja de Cristo, eles não estão fora do caminho da salvação! Hoje, Jesus nos convida à tolerância e ao amor a esses irmãos.

Isto não significa de modo algum dizer que está tudo bem, que tanto faz ser católico como não ser, que o importante é a fé em Jesus e pronto. Não! É preciso recordar que a divisão na Igreja é um pecado grave e contraria o desejo de unidade que o Senhor deixou como testamento: “Pai, não rogo somente por eles, mas pelos que, por meio de sua palavra, crerão em mim: a fim de que sejam um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,20s). É também absolutamente falso afirmar que as questões de doutrina não são importantes. O Novo Testamento está repleto de advertências contra os que ensinam doutrinas erradas e contrárias à fé dos apóstolos e são Paulo mesmo exorta a separar da Comunidade quem pregar um evangelho diferente do dele (cf. Gl 1,6-9). A busca de recompor a unidade visível da Igreja em torno de Cristo, com os mesmos pastores, os mesmos sacramentos e a mesma doutrina é dever de todos os cristãos! Mas, também é necessário deixar claro o dever que todos nós temos da tolerância respeitosa e amorosa para com os irmãos separados. Se nos entristece ouvi-los falar mal da Igreja – às vezes até caluniando-a e mentindo contra ela -, deve alegrar-nos ouvi-los falar bem de Cristo e pregar o Evangelho. Ainda mais: até para com os não-cristãos, como os espíritas, muçulmanos, budistas, adeptos da seicho-no-iê… temos o dever do respeito e da tolerância. Deles, o Senhor afirma no evangelho de hoje: “Quem vos der a beber um copo da água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa”. Então, que fique bem claro o dever da tolerância que nós, discípulos de Cristo, temos para com os demais.

Mas, a Palavra de Deus também fala hoje de radicalidade. Tolerância para com os outros; radicalidade para conosco, no nosso ser cristãos! Vejamos: (1) Radicalidade no respeito pela debilidade dos pequeninos e fracos na fé: “Se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço”. Deus nos livre de escandalizar, Deus nos livre de, por nossas atitudes, ser causa de tropeço para os irmãos mais fracos na fé! (2) Radicalidade para cortar o que em nós é escândalo, isto é, o que em nós leva ao pecado e ao afastamento de Cristo: “Se tua mão te leva a pecar, corta-a… Se teu pé te leva a pecar, corta-o… Se teu olho te leva a pecar, arranca-o!” Hoje, a tendência é arrancar o Evangelho para não termos que arrancar nada em nós, para não termos que nos incomodar nem mudar de vida! Jesus é claro: não entrará na vida quem sinceramente não combater aquilo que o faz tropeçar no caminho cristão. (3) Finalmente, a radicalidade de apoiar-se somente no Senhor e não nas nossas posses espirituais e materiais: espiritualmente, nunca pensar que somos proprietários do Senhor e da salvação e, materialmente, recordar que nossas riquezas apodrecem e nosso outro enferruja. São Tiago nos adverte duramente na segunda leitura de hoje: triste de quem é rico para si, desprezando os outros, mas não é rico para Deus!

Que o Senhor, pela sua graça, nos dê toda tolerância e toda intolerância. Toda tolerância com os irmãos e toda intolerância com o nosso pecado e as nossas manhas,! Que o Senhor nos converta, ele que é bendito para sempre. Amém.



Por D. Henrique Soares da Costa



Fonte: Presbíteros



CNBB repudia o uso da imagem de Cristo em capa de revista esportiva


NOTA DE REPÚDIO


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.

Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.

A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.

A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.


Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB



Fonte: CNBB



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Papa nomeia bispos para as dioceses de São José do Rio Preto e Tubarão



A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre, o papa Bento XVI, nomeou para a diocese vacante de São José do Rio Preto (SP), dom Tomé Ferreira da Silva, então bispo auxiliar de São Paulo (SP) e para a diocese de Tubarão (SC), o padre João Francisco Salm.


Dom Tomé Ferreira sucederá a dom Paulo Mendes Peixoto, transferido, no início deste ano, para a arquidiocese de Uberaba (MG). Já monsenhor João Salm sucederá a dom Wilson Tadeu Jönck, nomeado, em novembro de 2011, arcebispo de Florianópolis (SC).

Dom Tomé nasceu em 1961, na cidade mineira de Cristina. Foi ordenado bispo em 2005. Seu lema episcopal é “Santidade na verdade e caridade”.

Já para a diocese vacante de Tubarão (SC), o papa nomeou o padre João Francisco Salm, atualmente ecônomo da arquidiocese de Florianópolis (SC).



Monsenhor João Francisco nasceu em 1952, em Barro Branco, São Pedro de Alcântara (SC). Estudou Filosofia e Estudos Sociais na Fundação Educacional de Brusque (FEBE), e Teologia no Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC).

Foi ordenado presbítero no dia 30 de junho de 1979. Em janeiro de 1980, iniciou seus trabalhos no Seminário Menor Metropolitano de Azambuja, tornando-se reitor do Seminário e do Santuário de Nossa Senhora de Azambuja, em 1984.

Em 1992, assumiu a reitoria do Seminário Teológico e a coordenação da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Florianópolis. Foi pároco na Paróquia Santa Teresinha, em Brusque e exerceu a função de Administrador Arquidiocesano de Florianópolis, quando vacante.

Monsenhor João integrou ainda o Conselho de Presbíteros e foi coordenador de pastoral da Arquidiocese. Desde novembro de 2011 exercia a função de ecônomo da Mitra e coordenador da Cúria.



Fonte: CNBB



Santa Sé adere à convenção da ONU sobre a prevenção e repressão aos crimes contra os diplomatas


Ontem à tarde o Secretário para as Relações com os Estados, Mons. Dominique Mamberti, com deposição do instrumento, fez a Santa Sé aderir à Convenção sobre a prevenção e a repressão dos crimes contra as pessoas que gozam de uma proteção internacional, incluindo os agentes diplomáticos. Com tal decisão "pretende contribuir posteriormente e em modo concreto com o empenho global para a prevenção e a luta contra os crimes cometidos contra os diplomatas", afirma o comunicado da Santa Sé."


"O instrumento de adesão recorda também - prossegue o comunicado - que a promoção dos valores da fraternidade, da justiça e da paz entre as pessoas e os povos, são particularmente caros à Santa Sé e requerem a observância do estado de direito, assim como o respeito dos direitos humanos. Em tal perspectiva, a adesão à Convenção em palavra confirma a atenção da Sé Apostólica aos instrumentos internacionais de cooperação judiciária em matéria criminal, que, como a presente Convenção, constituem uma efetiva garantia diante das atividades criminosas que ameaçam a paz e a dignidade do homem".

A Santa Sé, com tal decisão, "ajuda também a comunidade internacional a manter alta a guarda contra os riscos do terrorismo. Enfim, trata-se de uma iniciativa em linha e no sulco do processo que, como é sabido, foi iniciado há tempos, para adequar a ordenação jurídica vaticana aos mais altos parâmetros internacionais que têm a finalidade de combater a grave praga". (AA/JS)









A libertação de 240 cristãos é comemorada na Síria



Ontem, os cristãos da aldeia de Rableh, no Homs (Síria), celebraram com repiques de sino, uma Missa e uma celebração inter-religiosa, a libertação de 240 fiéis –a maioria grego-católicos-, que tinham permanecido sequestrados por bandos armados durante os dois últimos dias.

Conforme informou nesta quarta-feira a agência Fides, a libertação aconteceu depois de intensas negociações entre os chefes das famílias locais comprometidas no movimento popular "Mussalaha" ("Reconciliação"), com os sírios presentes entre os sequestradores.

Uma fonte disse à Fides que o tema central das negociações foi "evitar o conflito fratricida e a guerra confessional: somos sírios, somos um só povo, estamos do mesmo lado".

A liberação foi comemorada na aldeia com uma cerimônia a qual assistiram todos os chefes das famílias e dos clãs, centenas de pessoas envolvidas e líderes religiosos, cristãos e muçulmanos. Durante o ato o Papa Bento XVI foi mencionado como um "líder espiritual que indicou o caminho da reconciliação para Síria".

O sacerdote grego-católico, Pe. Bakhos, disse à Fides que "o resultado desta história dá um grande alívio à região: esperamos que a mesma dinâmica de reconciliação possa produzir-se também no povo do Qusayr".



Fonte: ACI Digital



Catequese do Papa Bento XVI


Praça São Pedro - Vaticano
Quarta-feira, 26 de setembro de 2012




Caros irmãos e irmãs,

Neste mês percorremos um caminho à luz da Palavra de Deus, para aprender a rezar de modo sempre autêntico, olhando para alguma grande figura do Antigo Testamento, dos Salmos, das Cartas de São Paulo e do Apocalipse, mas, sobretudo, olhando para a experiência única e fundamental de Jesus, em sua relação com o Pai Celestial. Na verdade, somente em Cristo o homem é capaz de unir-se a Deus com a profundidade e a intimidade de um filho no conforto de um pai que o ama, somente Nele nós podemos nos voltar com toda a verdade a Deus chamando-O com afeto “Abbá, Pai”. Como os Apóstolos, também nós repetimos nestas semanas e repetimos a Jesus hoje: “Senhor, ensinai-nos a rezar” (Lc 11,1). 

Também, para aprender a viver ainda mais intensamente a relação pessoal com Deus, aprendemos a invocar o Espírito Santo, primeiro dom do Ressuscitado aos crentes, porque é Ele que “vem em auxílio à nossa fraqueza: nós não sabemos como rezar de modo conveniente” (Rm 8,26), diz São Paulo, e nós sabemos como ele tem razão. 

Neste ponto, depois de uma longa série sobre oração na Escritura, podemos nos perguntar: como posso eu deixar-me formar pelo Espírito Santo e assim tornar-me capaz de entrar na atmosfera de Deus, de rezar com Deus? Qual é esta escola na qual Ele me ensina a rezar, vem em auxílio ao me esforço de voltar-me de modo justo a Deus? A primeira escola para a oração – como nós vimos nestas semanas – é a Palavra de Deus, a Sagrada Escritura. A Sagrada Escritura é um permanente diálogo entre Deus e o homem, um diálogo progressivo no qual Deus se mostra sempre mais próximo, no qual podemos conhecer sempre melhor a sua face, a sua voz, o seu ser; e o homem aprende a aceitar o conhecer Deus, a falar com Deus. Também, nestas semanas, lendo a Sagrada Escritura, buscamos, na Escritura, neste diálogo permanente, aprender como podemos entrar em contato com Deus. 

Há agora um outro precioso “espaço”, uma outra preciosa “fonte” para crescer na oração, uma fonte de água viva em estreitíssima relação com a anterior. Refiro-me à liturgia, que é um âmbito privilegiado no qual Deus fala a todos nós, aqui e agora, e espera a nossa resposta. 

O que é a liturgia? Se abrirmos o Catecismo da Igreja Católica – subsídio sempre precioso, direi, e imprescindível – podemos ler que originalmente a palavra “liturgia” significa “serviço da parte do povo e em favor do povo” (n. 1069). Se a teologia cristã tomou esta palavra do mundo grego, o fez obviamente pensando no novo Povo de Deus nascido de Cristo que abriu os seus braços na Cruz para unir os homens na paz do único Deus. “Serviço em favor do povo”, um povo que não existe por si só, mas que se formou graças ao Mistério Pascal de Jesus Cristo. De fato, o Povo de Deus não existe por laços de sangue, de território, de nação, mas nasce sempre da obra do Filho de Deus e da comunhão com o Pai, concedida por Ele (Jesus). 

O Catecismo indica também que “na tradição cristã (a palavra “liturgia”) quer significar que o Povo de Deus participa da obra de Deus” (n. 1069), porque o povo de Deus como tal existe somente por obra de Deus. 

Isso nos fez lembrar do próprio desenvolvimento do Concílio Vaticano II, que iniciou os seus trabalhos, cinquenta anos atrás, com a discussão do esquema sobre a sagrada liturgia, então solenemente aprovado em 4 de dezembro de 1963, o primeiro texto aprovado pelo Concílio. Que o documento sobre a liturgia fosse o primeiro resultado da assembleia conciliar, isso talvez tenha sido considerado por alguns um acaso. Entre tantos projetos, o texto sobre a sagrada liturgia parece ser aquele menos controverso, e, por isso mesmo, capaz de constituir uma espécie de exercício para aprender a metodologia do trabalho conciliar. Mas sem dúvida alguma, isso que à primeira vista pode parecer um acaso, demonstrou-se como a escolha mais certa, também a partir da hierarquia de temas e tarefas mais importantes da Igreja. Iniciando, de fato, com o tema da “liturgia” o Concílio trouxe à luz de modo muito claro o primado de Deus, a sua prioridade absoluta. Primeiro de tudo Deus: este mesmo nos diz a escolha conciliar de partir da liturgia. Onde o olhar sobre Deus não é determinante, todas as outras coisas perdem a sua orientação. O critério fundamental para a liturgia é a sua orientação para Deus, para poder assim participar da sua obra. 

Mas podemos nos perguntar: qual é esta obra de Deus à qual somos chamados a participar? A resposta que nos oferece a Constituição conciliar sobre a sagrada liturgia é aparentemente dupla. O número 5 nos indica, de fato, que a obra de Deus são as suas ações históricas que nos levam à salvação, culminada na Morte e Ressurreição de Jesus Cristo; mas no número 7 a mesma Constituição define a própria celebração da liturgia como “obra de Cristo”. Na verdade, esses dois significados são inseparavelmente ligados. Se nos perguntamos quem salva o mundo e o homem, a única resposta é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde está presente para nós, para mim hoje o mistério da morte e ressurreição de Cristo, que traz a salvação? A resposta é: na ação de Cristo através da Igreja, na liturgia, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente esta oferta do sacrifício do Filho de Deus, que nos resgatou; no Sacramento da Reconciliação, no qual se passa da morte do pecado à vida nova; e nos outros sacramentos que nos santificam (cfr Presbyterorum ordinis, 5). Assim, o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição de Cristo é o centro da teologia litúrgica do Concílio. 

Vamos dar um passo adiante e perguntar: de que modo se faz possível esta atualização do Mistério Pascal de Cristo? O beato Papa João Paulo II, 25 anos após a Constituição Sacrosanctum Concilium, escreveu: “Para atualizar o seu Mistério Pascal, Cristo está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. A liturgia é, por consequência, o lugar privilegiado do encontro dos cristãos com Deus e com aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (cfr Gv 17,3)” (Vicesimus quintus annus, n. 7). Nessa mesma linha, lemos no Catecismo da Igreja Católica assim: “Cada celebração sacramental é um encontro dos filhos de Deus com o seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo, e tal encontro se apresenta como um diálogo, através de ações e palavras” (n. 1153). Portanto, a primeira exigência para uma boa celebração litúrgica é a oração, diálogo com Deus, antes de tudo escuta e também resposta. São Bento, em sua “Regra”, falando da oração dos Salmos, indica aos monges: mens concordet voci, “que a mente concorde com a voz”. O Santo ensina que na oração dos Salmos as palavras devem preceder a nossa mente. Geralmente não acontece assim, primeiro devemos pensar e depois, como nós pensamos, isso se converte em palavra. Mas aqui, na liturgia, é o inverso, a palavra precede. Deus nos deu a palavra e a sagrada liturgia nos oferece as palavras; nós devemos entrar no interior das palavras, no seu significado, acolhê-las em nós, colocar-nos em sintonia com estas palavras; assim nos transformamos filhos de Deus, similares a Deus. Como recorda o Sacrosanctum Concilium, para assegurar a plena eficácia da celebração “é necessário que os fiéis se aproximem da sagrada liturgia com reta disposição de espírito, colocando o próprio espírito em consonância com a própria voz e cooperar com a graça divina para não recebê-la em vão” (n. 11). Elemento fundamental, primeiro, do diálogo com Deus na liturgia, é a concordância entre o que dizemos com os lábios e o que trazemos no coração. Entrando nas palavras da grande história da oração nós mesmos estamos conformados com o espírito destas palavras e nos tornamos capazes de falar com Deus. 

Nesta linha, gostaria apenas de mencionar um momento que, durante a própria liturgia, nos chama e nos ajuda a encontrar tal concordância, esta conformidade a isso que escutamos, dizemos e fazemos na celebração da liturgia. Refiro-me ao convite que faz o Celebrante primeiro da Oração Eucarística: “Sursum corda”, elevar nossos corações fora do emaranhado de nossas preocupações, nossos desejos, nossos anseios, nossa distração. O nosso coração, o íntimo de nós mesmos, deve abrir-se obediente à Palavra de Deus e recolher-se na oração da Igreja, para receber sua orientação a Deus pelas palavras que escuta e diz. O olhar para o coração deve dirigir-se ao Senhor, que está no meio de nós: é uma disposição fundamental. 

Quando vivemos a liturgia com esta atitude básica, o nosso coração é como que retirado da força da gravidade, que o atrai para baixo, e ergue-se interiormente para o alto, para a verdade e para o amor, para Deus. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica: “A missão de Cristo e do Espírito Santo que, na Liturgia sacramental da Igreja, anuncia, atualiza e comunica o Mistério da salvação, prossegue no coração que reza. Os Pais da vida espiritual às vezes comparam o coração a um altar” (n. 2655): altare Dei est cor nostrum.

Caros amigos, celebramos e vivemos bem a liturgia somente se permanecemos em atitude de oração, não se queremos “fazer qualquer coisa”, vermos ou agir, mas se voltamos o nosso coração a Deus e estamos em atitude de oração que nos une ao mistério de Cristo e ao seu diálogo de Filho com o Pai. O próprio Deus nos ensina a rezar, afirma São Paulo (cfr Rm 8,26). Ele mesmo nos deu as palavras adequadas para nos dirigirmos a Ele, palavras que encontramos no Livro dos Salmos, nas grandes orações da sagrada liturgia e na própria Celebração eucarística. Rezemos ao Senhor para sermos cada dia mais conscientes, de fato, de que a Liturgia é ação de Deus e do homem; oração que vem do Espírito Santo e de nós mesmos, inteiramente voltada ao Pai, em união com o Filho de Deus feito homem (cfr Catecismo da Igreja Católica, n. 2564). Obrigado.










terça-feira, 25 de setembro de 2012

Palavra Católica - Santa Paulina


“A presença de Deus me é tão íntima que me parece impossível perde-la, e esta presença proporciona, à minha alma, uma alegria que não posso explicar.”

“Nosso Senhor seja conhecido, amado e adorado por todos, em todo o mundo.” 
“Nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários.” 

“Trabalhem para a glória de Deus. Iremos para as índias, para o Alaska, bem longe.” 

“A paz de Nosso Senhor esteja com todos nós e acenda em nossos corações o seu santo amor.” 

“Sede bem humildes, é Nosso Senhor quem faz tudo, nós somos seus simples instrumentos.” 

“Quantas provas de amor nos dá o Senhor; sinto-me como no céu de contentamento.” 

“Tudo por Jesus e nada para nós.” 

“Fé, fé, alma minha! Para fazer somente a Vontade de Deus.” 

“ Caridade, caridade, caridade. Enquanto tiverdes caridade, minhas filhas, tereis tudo. Ficai sempre alegres e contentes.” 

“Vamos passo a passo, mas sempre em frente.” 

“O Senhor não deixará de nos ajudar.”




Cardeal Bertone recebe Prêmio Conde de Barcelona


O secretário de estado do Vaticano, o Cardeal Tarcisio Bertone, recebe esta terça-feira de mãos do Rei Juan Carlos da Espanha o IV Prêmio Internacional Conde de Barcelona.

Este prêmio é outorgado pela fundação de mesmo nome vinculada ao Grupo Godó.

O ato contará com umas palavras do Rei, que na quinta-feira voltará para a capital catalã para inaugurar no Porto de Barcelona o terminal de contêineres mais avançado do Mediterrâneo capaz de servir vários navios de grande porte simultaneamente.

O Cardeal Bertone receberá o prêmio no Mosteiro de Pedralbes, onde estarão presentes o presidente e a vice-presidenta da Região da Catalunha, Artur Mas e Joana Ortega entre outras autoridades civis espanholas.

O juri concedeu o prêmio ao Cardeal em reconhecimento à sua "moderação, prudência e espírito de abertura em afinada sintonia com o Papa", tendo também em conta as dificuldades atuais que vive a Europa e o Mundo.

Assim, o reconhecimento sublinha seu papel na política internacional da Santa Sé e na organização das viagens de Bento XVI, incluindo suas quatro viagens à Espanha entre 2006 e 2011.

Por isso, o jurado também valorizou "o tenaz e constante" trabalho do secretário de estado sobre a situação atual de Cuba e a atuação pastoral e social que está realizando a Igreja Católica neste país.



Fonte: ACI Digital




Santa Sé em Nova York: Lei internacional seja baseada no respeito da dignidade humana


O Secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, discursou na 67ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta segunda-feira, em Nova York, sobre o Estado de Direito no âmbito nacional e internacional.

O arcebispo destacou o surpreendente e rápido progresso científico, o acesso de muitas pessoas à educação e ao bem-estar econômico, mas também a crise financeira mundial que provoca emergências humanitárias e cria novos e perigosos conflitos. 



"Neste contexto, a extensão efetiva do Estado de Direito com todos os meios se torna uma tarefa urgente por uma justa, imparcial e eficaz governabilidade global" – frisou Dom Mamberti.

O arcebispo recordou que "é essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito e que todas as pessoas físicas, instituições públicas e privadas, Estados e organizações internacionais devem estar sujeitos à lei que deve ser justa e equitativa". 

O prelado lembrou ainda o vínculo inseparável entre Estado de Direito e respeito pelos direitos humanos, salientando que para governar segundo o direito, são necessárias regras constitucionais relativas à atividade legislativa, um controle judiciário sobre as leis e sobre o poder executivo, a transparência dos atos de governo e a existência de uma opinião pública capaz de se expressar livremente. 

"Seguindo esta tendência expansiva a aplicação do Estado de Direito abrange todas as esferas da vida social" – sublinhou.

"A Santa Sé aprecia a ligação entre Estado de Direito e respeito pelos direitos humanos e ressalta que é preciso ir além do simples estabelecimento de procedimentos que garantem uma origem democrática das normas e um consenso por parte da comunidade internacional a fim de atualizar e tornar efetivos os princípios de justiça sancionados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Nessa sede citamos a dignidade inalienável e o valor de cada pessoa humana antes de qualquer lei ou consenso social, a igualdade de direitos das nações, o respeito pelos tratados e outras fontes do direito internacional" – concluiu Dom Mamberti. (MJ)






Síria: 280 cristãos permancem sequestrados


A agência Fides informou nesta terça-feira que 280 cristãos da aldeia de Rableh, na Síria ocidental, permanecem sequestrados por grupos armados da região, os quais estão esperando a chegada do seu chefe para negociar um possível resgate.

O primeiro sequestro ocorreu na segunda-feira com 150 cristãos, entre operários e camponeses, homens, jovens e mulheres, que estavam a poucos quilômetros do povoado, trabalhando nos campos recolhendo maçãs.

Abou Fadel, pai de uma das vítimas, disse à agência vaticana Fides que escutou disparos de metralhadoras, "então fomos ver o que estava acontecendo". Vimos muitas caminhonetes e pick-ups que se levavam as pessoas. Nos campos ficavam só as caixas com as maçãs recolhidas".

O segundo rapto ocorreu hoje com 130 vítimas. Os reféns foram trancados em uma escola no povoado de Gousseh, enquanto os seqüestradores libetaram as mulheres anteriormente detidas.

A agência indicou que em Rableh se vive com grande temor devido ao fato que ontem, três cristãos sequestrados na localidade de Said Naya dias atrás foram encontrados mortos perto de uma estrada.

Um sacerdote, que pediu permanecer no anonimato, disse que "não se trata de uma perseguição, mas de uma manobra para estender a suspeita e a desconfiança e incitar à guerra confessional".

Por sua parte, o Patriarca greco-católico de Damasco, Gregorios III Laham, pediu a Deus pelos sequestrados e chamou as partes beligerantes a respeitarem "os direitos civis e salvarem as vidas inocentes". Alguns líderes cristãos estão buscando entrar em contato com instituições locais e internacionais para pedir ajuda.



Fonte: ACI Digital



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pe. Zezinho recebe alta e estado de saúde é estável


Padre José Fernandes de Oliveira, 71 anos, conhecido como padre Zezinho, SCJ, recebeu alta do Hospital Pio XII nesse domingo, 23. 

O sacerdote estava internado, em São José dos Campos (SP) desde a última quarta-feira, 19, após sofrer uma isquemia cerebral. 

Segundo o boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira, o sacerdote apresentou boa evolução clínica, mostrando sinais de recuperação da leve disfunção neurológica. 

De acordo com o médico responsável, Dr. Elisio Barros Avidago, os exames realizados não mostraram alterações significativas e o estado de saúde de padre Zezinho é estável, com melhora progressiva.





Igreja na Terra Santa está morrendo e necessita ajuda, alerta sacerdote franciscano


O Pe. Peter Vasko, Presidente da Fundação Franciscana para a Terra Santa, advertiu que a Igreja na Terra Santa "está morrendo, está se desintegrando e deve ser reconstruída", devido às situações difíceis que enfrentam os fiéis cristãos na região.

Em comunicação com o grupo ACI, o Pe. Vasko alertou que "necessitamos dos nossos irmãos e irmãs de todo o mundo para que continuem com seu apoio àqueles programas que ajudam a manter a presença cristã na Terra Santa. Porque se não se faz algo rapidamente, não haverá mais cristãos na Terra Santa, a terra onde Jesus nasceu, foi crucificado, morreu e ressuscitou dentre os mortos".

A população cristã na Terra Santa diminuiu gravemente nas últimas décadas, principalmente devido à discriminação e à falta de trabalho e oportunidades econômicas que enfrentam na região. Faz 35 anos em Belém, onde Jesus nasceu, 80 por cento dos habitantes eram cristãos, enquanto que atualmente, 91 por cento dos habitantes são muçulmanos.

A população cristã nas áreas israelenses e palestinas é de mais ou menos 150,000 pessoas. Delas, quase a metade são católicos, enquanto que há ao redor de 4,000 cristãos protestantes. Em Jerusalém vivem somente aproximadamente 11,000 cristãos.

O Pe. Vasko sublinhou que todos os cristãos têm a obrigação de apoiar aos cristãos da Terra Santa, e perguntou: "Você será um instrumento de esperança para estas famílias cristãs que não têm a ninguém a quem recorrer, sem esperança, e sem meios para contar seus problemas?".

"A mãe Igreja de todos os cristãos está em crise, e possivelmente inclusive em perigo de morrer. Sem a mãe Igreja de Jerusalém, não haveria Igreja na Coréia, Estados Unidos ou Europa. Devemos tudo à mãe Igreja. E sem a mãe Igreja, não somos nada", disse o sacerdote da ordem franciscana, que custódia a Terra Santa há 800 anos.

Os cristãos na região, explicou o Pe. Vasko, estão "presos entre a espada e a parede", pelas pressões e discriminação que enfrentam por parte do governo israelense e por parte dos palestinos muçulmanos.

Muitos fiéis cristãos foram desalojados dos seus apartamentos em Belém, de propriedade de muçulmanos, porque exibiram um crucifixo ou uma imagem de Jesus.

A realidade do desemprego, a pobreza e a falta de financiamento para a educação, assim como a escassa atenção à saúde e moradia que encontram na região, empurra aos cristãos, em sua maioria com uma melhor educação que seus vizinhos muçulmanos, a procurar trabalho em outros países.

Por isso, através dos projetos da Fundação Franciscana para a Terra Santa, pode-se levar esperança e sustento digno às famílias cristãs na região, adquirindo produtos feitos a mão por eles.




Fonte: ACI Digital



sábado, 22 de setembro de 2012

Evangelho do XXV Domingo do Tempo Comum - Ano B


São Marcos 9, 30-37 

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia, mas Ele não queria que ninguém o soubesse; porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: "O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens e eles vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará". Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar. Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: "Que discutíeis no caminho?" Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: "Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos". E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: "Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou".




No domingo passado – deveis recordar – Jesus anunciou aos seus discípulos que ele era um Messias não de glória, mas de humildade e serviço até à morte de cruz. Ao final, triunfaria pela ressurreição. Pedro havia se escandalizado com tais palavras. Hoje, Jesus continua sua pregação. Ele ensinava a sós a seus discípulos: “’O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens e eles o matarão. Mas, três dias após, ele ressuscitará’. Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar”.

Vede, caríssimos, é a mesma atitude da semana passada. O ensinamento do Senhor tem como seu centro o Reino de Deus que viria pela sua cruz e ressurreição. Entrar no Reino é tomar com Jesus a cruz e com ele chegar à glória! Estejamos atentos: este não é apenas mais um dos muitos ensinamentos de Cristo; este é o ensinamento por excelência, a mensagem central que o Senhor veio nos revelar e mostrar com sua palavra, suas atitudes e sua própria vida. Repito: eis o que Jesus ensina: que o caminho do Reino passa pela cruz, passa pela morte e chega à plenitude da vida na ressurreição. Observai que ele ensina isso de modo insistente e prepara particularmente os discípulos para esse caminho… E, no entanto, os discípulos não compreendem a linguagem de Jesus, não compreendem sua missão, seu caminho! Esperavam um messias glorioso, cheio de poder, que resolvesse todos os problemas e reafirmasse orgulhosamente a glória terrena de Israel… Um messias na linha da teologia da prosperidade do Edir Macedo e do RR Soares. Nada mais distante de Cristo que esse tipo de coisa! Observai que, enquanto Jesus caminha adiante ensinando isso, os discípulos, seguindo-o com os pés, próximos fisicamente, estão com o coração muito longe do Senhor. No caminho, vão discutindo sobre quem deles era o maior! Jesus fala da humilhação e do serviço até à cruz; seus discípulos, nós, falamos de quem é o primeiro, o maior… Que perigo, caríssimos, pensarmos que somos cristãos, que seguimos Jesus, e estarmos com o coração bem longe do Mestre amado!

Temos nós essa tentação também? Certamente! A linguagem da cruz continua difícil, dura, inaceitável para nós. É claro que não teoricamente: persignamos-nos com a cruz, beijamos a cruz, trazemo-la pendurada ao pescoço, veneramos a cruz… Mas, o caminho da cruz se faz na vida, não na teoria! Essa cruz de Cristo está presente nas dificuldades, no convite à renúncia de nossa vontade para fazer a vontade do Senhor, na aceitação dos caminhos de Deus, na doença e na morte, nas perdas que a vida nos apresenta, nos momentos de escuridão, de silêncio do coração e de aparente ausência de Deus… Todas essas coisas nos põem à prova, como o justo provado da primeira leitura deste hoje. É a vida, são os acontecimentos, são os outros que nos provam:“Armemos ciladas aos justos… Vamos pô-lo à prova para ver sua serenidade e provar a sua paciência; vamos condená-lo à morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro”. Jesus passou por esse caminho, fez essa experiência em total obediência à vontade do Pai. E nos convida a segui-lo no hoje, no aqui da nossa vida. Nossa tentação é a dos primeiros discípulos: um cristianismo fácil, de acordo com a mentalidade do mundo atual; um cristianismo a baixo preço – isso: que não custe o preço da cruz! Se assim for, como estaremos longe de Jesus, como não o conheceremos! Ele nos dirá: “Apartai-vos de mim! Não vos conheço!” (Mt 7,23).

Caros irmãos, ouvindo isso, talvez digamos: mas, como suportar a dureza da cruz? Como amá-la? Não é possível! É que ninguém pode amar a cruz pela própria cruz, caríssimos. Cristo amou sua cruz e a abraçou por amor total e absoluto ao Pai, por fidelidade ao Pai. Nós, também, somente poderemos compreender a linguagem da cruz e somente não nos escandalizaremos com ela se for por um amor apaixonado pelo Senhor Jesus, para segui-lo em seu caminho, para estarmos em união com ele. Eis, portanto: é o amor ao Senhor que torna a cruz aceitável e até desejável! Sem o amor ao Senhor, a cruz é destrutiva, é louca, e desumana! Com Jesus e por causa de Jesus, a cruz é árvore bendita de libertação e de vida. É o amor a Jesus que torna doce o que é amargo neste vida!

O problema é que precisamos redescobrir a experiência tão bela e doce de amar Jesus. Não se pode ser cristão sem paixão pelo Senhor, sem um amor sincero entranhado para com ele! Como se consegue isso? Estando com ele na oração, aprendendo a contemplá-lo no Evangelho, alimentando durante o dia, dia todo, sua lembrança bendita, procurando a sua graça nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia, lutando pacientemente para vencer os vícios e colocar a vida, os sentimentos, os instintos e a vontade em sintonia com a vontade do Senhor Jesus… Sem esses exercícios não há amor, sem amor não há como compreender a linguagem da cruz e sem tomar a cruz com e por Jesus não há a mínima possibilidade de ser cristão! Quando vier a crise, largaremos tudo, trairemos o Senhor e terminaremos por fazer do nosso jeito, salvando a pele e fugiremos covardemente da cruz…

Então – pode ser que perguntemos – por que o Senhor quer nos fazer passar pela cruz? Por que escolheu e determinou um caminho tão difícil? Eis a resposta: porque somos egoístas, imaturos, quebrados interiormente! O pecado nos desfigurou profundamente! São Tiago traça um perfil muito realista e muito feio da nossa realidade: guerras interiores, paixões, disputas, auto-afirmação doentia, desordens e toda espécie de obras más… Quem tiver a coragem de entrar em si mesmo, quem for maduro para se olhar de frente verá em si todas essas tendências. Quantas vontades, quantas guerras interiores! Ora, isso tudo nos fecha para Deus, nos joga na idolatria do ter, do poder, do prazer, da auto-suficiência de pensar que somos deuses… É a cruz do Senhor quem nos purifica, nos corrige e nos liberta de verdade. Não há outro modo, não há outro caminho. Somente sentimentos, risos, cantorias e boa vontade não nos construiriam, não nos colocariam de verdade em comunhão com o Senhor no seu caminho. O mistério do pecado é sério demais, profundo demais para ser tratado com leviandade… “Quem quiser seu meu discípulo tome a sua cruz e siga-me” – diz o Senhor!

Caríssimos, tenhamos coragem! Na docilidade ao Espírito Santo que o Senhor nos concedeu, teremos tal união com o Senhor Jesus, que tudo poderemos e suportaremos. Foi esse o caminho dos santos de Deus de todos os tempos; é esse o caminho que agora nos cabe caminhar… Que o Senhor no-lo conceda por sua graça, ele que é Deus com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.



Por D. Henrique Soares



Fonte: Presbíteros



Livro de Bento XVI sobre a infância de Jesus será publicado no Natal


O terceiro volume escrito pelo Santo Padre Bento XVI sobre Jesus de Nazaré, será publicado no próximo Natal.

O livro que completa a trilogia, trata sobre a infância de Nosso Senhor Jesus Cristo nos Evangelhos. Além do idioma italiano, já está confirmada a tradução para o alemão o título definitivo da obra entretanto, permanece em reserva.

"Este novo e esperado livro sobre a figura de Jesus nos relatos evangélicos da infância, que constitui o complemento dos dois anteriores, revela-se como de grande importância desde o ponto de vista teológico e científico", declara o Serviço de Informações do Vaticano.

Bento XVI concentrou suas investigações científicas e sua obra no objetivo de dar a conhecer "a pessoa e a mensagem de Jesus".

O primeiro livro da trilogia, "Jesus de Nazaré" foi lançado em 2007 e o segundo "Jesus de Nazaré: da entrada em Jerusalém até a ressurreição" foi lançado em 2011. (EPC)






Papiro sobre "esposa de Jesus" não afeta o Cristianismo, destaca perito norte-americano




Dias atrás meios de comunicação no Brasil e no mundo informaram sobre um papiro que faz referência a uma suposta "esposa de Jesus", uma afirmação que segundo um destacado perito em Bíblia não afeta em nada o Cristianismo e a fé Católica, nem prova que Jesus esteve casado.

O texto em questão é um fragmento de um papiro escrito em idioma copto no Egito. O escrito tem 4,5 centímetros de altura por 9 centímetros de comprimento e contém as frases "Jesus lhes disse: ‘Minha esposa..." e na seguinte linha supostamente diz "ela poderá ser minha discípula". 

A origem do fragmento é desconhecida, mas foi examinado pela primeira vez em 1980. Parece ser do século IV, seu dono permanece anônimo e tenta vender sua coleção à Universidade de Harvard. A historiadora da Divinty School desta universidade norte-americana, Karen L. King, apresentou o papiro em Roma em um congresso internacional de estudos coptos.

Mark Giszczak, um perito biblista do Augustine Institute de Denver (Estados Unidos) comentou que este tipo de papiros que são usados para tentar gerar controvérsia sobre se Jesus esteve casado ou não "procuram na verdade reviver o fantasma do Código Da Vinci’, o romance de Dan Brown".

Em declarações ao grupo ACI, o catedrático assinalou que o interesse neste tipo de fontes "nasce da obsessão de tentar ver Jesus como alguém que não foi especial, um simples professor humano em vez do próprio Filho de Deus".

"Jesus, o Verbo encarnado, confronta cada nova geração com suas radicais afirmações sobre seu ser Deus e ter morrido pelo mundo. A história de sua vida não deve ser reescrita, e sim recebida e crida", ressaltou. 

Giszczak explicou ademais que a Igreja Católica desde seus tempos mais remotos jamais ensinou que Jesus esteve casado e que no Novo Testamento inteiro não se afirma uma só vez que Ele teve uma esposa.

"Um texto do século IV que afirma que Jesus disse ‘minha esposa’ não muda o que sabemos sobre Jesus no Novo Testamento. Ao contrário, isto nos mostra que alguns coptos do século IV acreditavam que Jesus esteve casado, uma crença que contradiz os Evangelhos".

O perito ressaltou que o profeta Jeremias e judeus do século I praticaram o celibato, enquanto que próprio Jesus no capítulo 19 de Mateus alenta sua prática.

Outros peritos coptos também questionaram a autenticidade do fragmento, informou a agência Associated Press. Criticam sua aparência, a gramática, a falta de contexto e sua origem ambígua.

Em declarações ao jornal americano The New York Times, a própria pesquisadora Karen L. King advertiu que o papiro não deveria ser usado como "prova" de que Jesus esteve casado. Entretanto, esse mesmo jornal e outros meios afirmaram que a descoberta poderia "reavivar" o debate sobre se Ele realmente teve esposa ou se teve discípulas.

Mark Giszczak rechaçou esta perspectiva e explicou que o Novo Testamento mostra que Jesus teve seguidoras que estiveram com ele na crucificação, incluindo Santa Maria Madalena, mas não menciona nenhuma esposa.

Giszczak disse que as pessoas devem estar "alertas" ante estas novas descobertas e por isso "devem esperar que todos os fatos sejam esclarecidos”. Novos textos devem “ser examinados à luz do Novo Testamento e dos ensinamentos da Igreja". 

Documentos não canônicos sobre Jesus já foram fonte de sensacionalismo no passado.

Um investigação na National Geographic Society sobre o evangelho de Judas, um texto escrito no século II por uma seita gnóstica herege, foi exibido no Domingo de Ramos de 2008.

O projeto afirmou que o texto mostrava Judas em uma perspectiva positiva, mas proeminentes estudiosos criticaram o documentário por promover uma tradução errônea, e acusaram a produção de exploração comercial e imperícia acadêmica.



Fonte: ACI Digital



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Orações de Todos os Tempos - Oração do Padre Diocesano




Oração do Padre Diocesano


Pai santo, no silêncio de vossa ternura que chama, tocai nossos corações para que nos deixemos seduzir pelo fascínio de gerar comunidades em Cristo Jesus, o Filho bem amado. Fecundai nosso empenho e o dos que se consagram, a fim de que, especialista no relacionamento, sejamos operários da reconciliação e motivemos, pela alegria, a resposta de muitos. Fortalecei-nos no sustento invisível da ação do vosso Santo Espírito, concedendo-nos a sabedoria de ser vértice do diálogo entre o mundo e o vosso mistério santo. Amém.



Natal sediará lançamento nacional da CF 2013


A programação de lançamento nacional da próxima Campanha da Fraternidade (CF), cuja temática será juventude, está definida. O planejamento foi feito durante reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 19 de setembro, em Natal (RN). A próxima edição da CF, em 2013, celebra os 50 anos da criação da iniciativa.

Ao abrir a reunião, o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha, falou da satisfação da Arquidiocese de Natal em sediar o lançamento da CF 2013. “Será um momento de resgate da história da Campanha da Fraternidade, que começou aqui. Ficamos muito felizes pela compreensão da CNBB em nos conceder a alegria desse momento, na história da Campanha. Para nós, é muito significativo”, disse o arcebispo.

O assessor da CF da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Luiz Carlos lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade. “A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. Ele lembrou que a decisão de fazer o lançamento da em Natal foi do Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da CNBB.

Para o lançamento, ficou definida uma visita ao município de Nísia Floresta (RN) – lugar onde a Campanha teve início, na manhã da quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013; ainda no dia 14, à tarde, haverá uma entrevista coletiva com a imprensa; no dia 15, será realizado um seminário sobre a temática da CF 2013 – “Fraternidade e Juventude”. Neste mesmo dia, às 17 horas, será realizada a solenidade oficial de lançamento, e, às 20 horas, na Catedral Metropolitana, será celebrada missa, seguida de um show.

Segundo o Padre Luiz Carlos, antes, no dia 13, quarta-feira de cinzas, em Brasília, a presidência da CNBB receberá a imprensa, em entrevista coletiva. Também participaram da reunião o assessor da Comissão Episcopal para a Juventude, Padre Carlos Sávio Ribeiro; o bispo referencial para a juventude no Regional Nordeste 2, Dom Bernardino Marchió; o bispo referencial para Campanhas para o Regional Nordeste 2, Dom Francisco Lucena; além das coordenações de Campanhas do Regional e a coordenação arquidiocesana do Setor Juventude.


Origem da CF


A primeira Campanha foi realizada na Arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico, Dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da Arquidiocese. A comunidade rural Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.

O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do Administrador Apostólico da Arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, Dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.






Papa nomeia novos Bispos para Santarém e Mogi das Cruzes


Nesta quarta-feira, Sua Santidade o Papa Bento XVI nomeou dois Bispos para o Brasil. O Pontífice nomeou como Bispo da Diocese de Santarém (PA), Dom Flavio Giovenale, SDB. Ele é Presidente da Caritas Brasileira, transferindo-o da Diocese de Abaetetuba (PA).

Para a Diocese de Mogi das Cruzes (SP) foi nomeado Dom Pedro Luiz Stringhini, transferido da Diocese de Franca (SP). Dom Stringhini é Presidente da Comissão Episcopal de Serviço da Caridade, Justiça e Paz.


Dom Flávio Giovenale

Pertence à Congregação dos Salesianos e é originário da cidade de Murello, Itália, nasceu em 6 de maio de 1954. Estudou Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia em Lorena, São Paulo e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também em São Paulo. Pós graduou-se na Universitá Pontificia Salesiana (Fac. Spiritualitá) em Roma.

Declarou seus votos religiosos em 8 de setembro de 1971 e sua ordenação Presbiteral ocorreu em 20 de dezembro de 1981 em Murello (Itália). Foi ordenado Bispo em 8 de dezembro de 1997 assumindo a Diocese de Abaetetuba.

Antes de ser nomeado Bispo, Dom Flávio Giovenale trabalhou na Pastoral Vocacional no Estado do Pará, foi Reitor do Seminário Menor em Manaus (AM), Reitor do Seminário Maior em Manaus, Ecônomo da Província e Procurador Missionário para o Brasil.

Como Bispo exerceu o cargo de Secretário Executivo e Presidente do Regional Norte 2 da CNBB.


Dom Pedro Luiz Stringhini

Ingressou no Seminário Menor São Carlos Borromeo de Sorocaba. Fez os cursos de Filosofia e Teologia Pontifícia Faculdade Nossa Senhora de Assunção, em São Paulo.

Ordenou-se em 1980 e em 1990 obteve a licença nos escritos sagrados, no Instituto Bíblico Pontifício de Roma.

Em 2001 foi nomeado, pelo Papa João Paulo II, Bispo Titular de Ita e Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo.

Foi membro do CONSEP, da CNBB, sendo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e Paz. Desde 2007 é o bispo responsável da Pastoral Carcerária a nível nacional.

Há pouco mais de dois anos foi nomeado por Bento XVI como Bispo da Diocese de Franca, no interior de São Paulo. (JSG)







Catequese do Papa Bento XVI


Sala Paulo VI - Vaticano
Quarta-feira, 19 de setembro de 2012






Caros irmãos e irmãs,

Hoje gostaria de voltar brevemente, com o pensamento e com o coração, à maravilhosa viagem apostólica que fiz ao Líbano. Uma viagem que eu realmente queria, apesar das circunstâncias difíceis, considerando que um pai deve ser sempre próximo aos seus filhos quando encontram graves problemas. Fui movido pelo desejo sincero de anunciar a paz que o Senhor ressuscitado confiou aos seus discípulos com as palavras: “Vos dou a minha paz - سَلامي أُعطيكُم » (João 14,27). Esta minha Viagem tinha como propósito principal a assinatura e entrega da Exortação Apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente aos representantes da Comunidade católica do Oriente Médio, assim como a outras Igrejas e Comunidades eclesiais e também aos Chefes muçulmanos. 

Foi um evento eclesial comovente e, ao mesmo tempo, uma ocasião providencial de diálogo vivido em um país complexo, mas emblemático para toda a região, por motivo de sua tradição de convivência e de eficaz colaboração entre os diversos componentes religiosos e sociais. Diante dos sofrimentos e dos dramas que permanecem naquela região do Oriente Médio, manifestei a minha sincera proximidade às aspirações legítimas daquelas queridas populações, levando a eles uma mensagem de encorajamento e de paz. Penso em particular sobre o terrível conflito que atormenta a Síria, causando, além de milhares de mortes, um fluxo de refugiados que se dispersam na região procurando desesperadamente segurança e futuro; e não esqueço a situação difícil do Iraque.Durante a minha visita, o povo do Líbano e do Oriente Médio – católicos, representantes de outras Igrejas e Comunidades eclesiais e de diversas Comunidades muçulmanas – viveu, com entusiasmo e em um clima descontraído e construtivo, uma importante experiência de respeito recíproco, de compreensão e de fraternidade, que constituem um forte sinal de esperança para toda a humanidade. Mas foi sobretudo o encontro com os fiéis católicos do Líbano e do Oriente Médio, presentes aos milhares, que despertou em minha alma um sentimento de profunda gratidão pelo ardor da fé deles e de seu testemunho. 

Agradeço ao Senhor por este dom precioso, que dá esperança para o futuro da Igreja naqueles territórios: jovens, adultos e famílias motivados pelo forte desejo de enraizarem suas vidas em Cristo, permanecerem ancorados ao Evangelho, caminharem juntos na Igreja. Renovo o meu reconhecimento também a quantos trabalharam incansavelmente por esta minha Visita: os Patriarcas e os Bispos do Líbano com a colaboração deles, a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, as pessoas consagradas, os fiéis leigos, que são uma realidade preciosa e significativa na sociedade libanesa. Pude constatar que as Comunidades católicas libanesas, mediante sua presença milenar e seu empenho pleno de esperança, oferecem uma significativa e valiosa contribuição no dia-a-dia de todos os habitantes do País. Um pensamento grato e respeitoso vai para as Autoridades libanesas, às instituições e associações, aos voluntários e a quantos ofereceram o apoio da oração. Não posso esquecer a cordial boas vindas que recebi do Presidente da República, Senhor Michel Sleiman, bem como de várias partes do País e do povo: foi uma acolhida calorosa, de acordo com a famosa hospitalidade libanesa. Os muçulmanos me acolheram com grande respeito e sincera consideração, sua constante e participante presença deram-me a oportunidade de deixar uma mensagem de diálogo e de colaboração entre Cristianismo e Islamismo: eu acho que chegou o momento de dar juntos um testemunho sincero e decisivo contra as divisões, contra a violência, contra as guerras. Os católicos, vindos também de Países vizinhos, manifestaram com fervor o seu profundo afeto ao Sucessor de Pedro. 

Depois da bela cerimônia na minha chegada ao aeroporto de Beirute, o primeiro encontro foi de particular solenidade: a assinatura da Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente, na Basílica Greco-Melkita de São Paulo em Harissa. Naquela circunstância convidei os católicos médio-orientais a fixarem o olhar em Cristo crucificado para encontrarem a força, também em contextos difíceis e dolorosos, de celebrar a vitória do amor sobre o ódio, do perdão sobre a vingança e da unidade sobre a divisão. A todos assegurei que a Igreja universal está mais perto do que nunca, com o afeto e a oração, às Igrejas no Oriente Médio: esse, por ser um “pequeno rebanho”, não deve temer, na certeza de que o Senhor está sempre com eles. O Papa não os esquece. 

No segundo dia da minha Viagem apostólica encontrei os representantes das Instituições da República e do mundo da cultura, o Corpo diplomático e os Chefes religiosos. A esses, entre outros, apontei um caminho para promover um futuro de paz e de solidariedade: trata-se de trabalhar para que as diferenças culturais, sociais e religiosas acabem, com o diálogo sincero, em uma nova fraternidade, onde aquilo que une é o sentimento compartilhado de grandeza e dignidade de cada pessoa, cuja vida deve ser sempre defendida e protegida. Nessa mesma jornada tive um encontro com os Chefes da Comunidades religiosas muçulmanas, que se desenvolveu em um espírito de diálogo e de benevolência recíproca. Agradeço a Deus por este encontro. O mundo de hoje precisa de sinais claros e fortes de diálogo e cooperação, do que o Líbano tem sido e deve continuar a ser um exemplo para os países árabes e para o resto do mundo.

À tarde, na residência do Patriarca Maronita, fui recebido com grande entusiasmo de milhares de jovens libaneses e de Países vizinhos, que deram vida a um festivo e orante momento, que permanecerá inesquecível nos coração de muitos. Destaquei a sorte deles de viver naquela parte do mundo que viu Jesus, morto e ressuscitado pela nossa salvação, e o desenvolvimento do cristianismo, exortando-os à fidelidade e amor por sua terra, apesar das dificuldades causadas pela falta de estabilidade e de segurança. Também os encorajei a serem firmes na fé, cofiando em Cristo, fonte da nossa alegria, e a desenvolverem um relacionamento pessoal mais profundo com Ele na oração, bem como estarem abertos para os grandes ideais de vida, da família, da amizade e da solidariedade. Vendo jovens cristãos e muçulmanos fazendo festa em grande harmonia, encorajei-os a construírem juntos o futuro do Líbano e do Oriente Médio e a oporem-se juntos à violência e à guerra. A concórdia e a reconciliação devem ser mais forte do que as forças da morte. 

Na manhã de domingo, houve um momento muito intenso e participativo na Santa Missa no City Center Waterfrontde Beirute, acompanhada de cantos evocativos, que caracterizaram também as outras celebrações. Com a presença de numerosos Bispos e de uma grande multidão de fiéis, provenientes de todas as partes do Oriente Médio, quis exortar todos a viverem a fé e a testemunhá-la sem medo, com a consciência de que a vocação do cristão e da Igreja é aquela de levar o Evangelho a todos sem distinção, a exemplo de Jesus. Em um contexto marcado por conflitos amargos, chamei a atenção para a necessidade do serviço à paz e à justiça, tornando-se instrumentos de reconciliação e construtores de comunhão. Ao término da Celebração eucarística, tive a alegria de entregar a Exortação Apostólica que reúne as conclusões da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio. Através dos Patriarcas e dos Bispos orientais e latinos, os sacerdotes, os consagrados e os leigos, este Documento quer alcançar todos os fiéis daquela querida região, para apoiá-los na fé e na comunhão e levá-los ao tão desejado caminho da nova evangelização. À tarde, na sede do Patriarcado Sírio-católico, tive, então, a alegria de um fraterno encontro ecumênico com os Patriarcas ortodoxos orientais e representantes daquelas Igrejas, assim como das comunidades eclesiais. 

Caros amigos, os dias passados no Líbano foram uma bela manifestação de fé e de intensa religiosidade e um sinal profético de paz. A multidão de crentes provenientes de todo o Oriente Médio teve a oportunidade de refletir, de dialogar e, sobretudo, de rezar juntos, renovando o empenho de enraizar a própria vida em Cristo. Tenho certeza de que o povo libanês, em sua multiforme e sólida composição religiosa e social, saberá testemunhar com um novo apreço a verdadeira paz, que nasce da confiança em Deus. Desejo que as várias mensagens de paz e de estima que quis dar possam ajudar os governantes das regiões a darem passos decisivos pela paz e por uma melhor compreensão das relações entre cristãos e muçulmanos. Da minha parte, continuo a acompanhar aquela amada população com a oração, de modo que permaneçam fiéis aos compromissos assumidos. Com a materna intercessão de Maria, venerada em tantos antigos santuários libaneses, confio os frutos desta Visita pastoral, assim como os bons propósitos e justas aspirações de todo o Oriente Médio. Obrigado.










terça-feira, 18 de setembro de 2012

Palavra Católica - Santa Margarida Maria Alacoque






"Nós não saberíamos dar maior alegria ao nosso inimigo, o demônio, do que afastando-nos de Jesus, o qual lhe tira o poder que ele tem sobre nós."






Bento XVI nomeia 36 prelados e sacerdotes para o Sínodo dos Bispos sobre Nova Evangelização


O Papa Bento XVI nomeou hoje 36 Padres Sinodais para 13ª Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que terá como tema "A nova evangelização para a transmissão da fé cristã" e será realizada no Vaticano do 7 aos 28 de outubro. Entre os prelados designados pelo Papa está o bispo de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos.

Dom Beni disse ter recebido com surpresa a nomeação para participar da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que tratará sobre a Nova Evangelização e afirmou em entrevista ao noticias.cancaonova.com, que apresentará experiências relacionadas à Nova Evangelização no Brasil.

Entre os prelados escolhidos também está o Arcebispo Filippo Santoro, atual Arcebispo de Taranto (Itália) que até o ano passado era bispo de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Em total são 12 cardeais, 20 arcebispos e bispos, e 4 sacerdotes, os designados diretamente pelo Papa Bento XVI após receber as listas de delegados que cada conferência episcopal enviou ao Vaticano.

Os participantes eleitos pelo Papa são:

Cardeais:

- Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalicio,
- Joachim Meisner, Arcebispo de Colonia (Alemanha);
- Vinko Pulji, Arcebispo de Sarajevo-Vrhbosna (Bosnia-Herzegovina);
- Polycarp Pengo, Arcebispo de Dar-es-Salaam (Tanzânia) e Presidente do Symposium das Conferências Episcopais da África e Madagascar (SCEAM);
- Christoph Schönborn OP, Arcebispo de Viena (Austria);
- George Pell, Arcebispo de Sydney (Austrália);
- Josip Bozanic, Arcebispo de Zagreb (Croácia);
- Péter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapest (Hungria), e Presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE);
- Agostino Vallini, Vigário Geral de Sua Santidade para a diocese de Roma;
- Lluis Martínez Sistach, Arcebispo de Barcelona (Espanha);
- André Vingt-Trois, Arcebispo de Paris (França);
- Oswald Gracias, Arcebispo de Bombay (Índia), e secretário geral da Federação de Conferências Episcopais da Ásia (FABC).

Arcebispos:

- Francesco Moraglia, Patriarca de Veneza (Itália);
- John Olorunfemi Onaiyekan, Arcebispo de Abuja (Nigéria);
- Héctor Rubén Aguer, Arcebispo de La Plata (Argentina)
- Antonio Arregui Yarza, Arcebispo de Guayaquil (Equador) e Presidente da Conferência Episcopal Equatoriana;
- John Atcherley Dew, Arcebispo de Wellington (Nova Zelândia) e Presidente da Federação das Conferências de Bispos Católicos da Oceania (FCBCO);
- José Octavio Ruiz Arenas, Arcebispo Emérito de Villavicencio (Colômbia) e Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização;
- José Horacio Gómez, Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos);
- Carlos Aguiar Retes, Arcebispo de Tlalnepantla (México) e Presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (C.E.L.AM.);
- Bernard Longley, Arcebispo de Birmingham (Grã-Bretanha);
- Ricardo Antonio Tobón Restrepo, Arcebispo de Medellín (Colômbia);
- Luis Antonio G. Tagle, Arcebispo de Manila (Filipinas); e
- Filippo Santoro, Arcebispo de Taranto (Itália).

Bispos:

- Javier Echevarría Rodríguez, Prelado da Prelatura pessoal do Opus Dei;
- Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon (França);
- Menghesteab Tesfamariam MCCJ, Eparca de Asmara (Eritrea);
- Benedito Beni Dois Santos, Bispo de Lorena (Brasil);
- Santiago Jaime Silva Retamales, Bispo Auxiliar de Valparaíso (Chile), e Secretário Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM);
- Luigi Negri, Bispo de São Marino-Montefeltro (Itália);
- Alberto Francisco Maria Sanguinetti Montero, Bispo de Canaletas (Uruguai); e
- Enrico Dal Covolo, SDB, Reitor Magnífico da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma.

Sacerdotes:

- Julián Carrón, Presidente da Fraternidade Comunhão e Libertação;
- Renato Salvatore, Superior Geral dos Clérigos Regulares Ministros dos Doentes (Camilos);
- Heinrich Walter, Superior Geral dos Padres de Schönstatt; e
- José Panthaplamthottiyil, Prior Geral dos Carmelitas da Bem-aventurada Virgem Maria Imaculada.






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