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sábado, 28 de dezembro de 2013

Evangelho do Domingo da Sagrada Família


São Mateus 2, 13-15.19-23

Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: "Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar". José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: "Do Egito chamei o meu filho". Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egito e disse-lhe: "Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram". José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: "Há-de chamar-Se Nazareno".




sábado, 21 de dezembro de 2013

Evangelho do IV Domingo do Advento - Ano A


São Mateus 1, 18-24

O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: "José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados". Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: "A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’". Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Catequese com o Papa Francisco - 18.12.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013







Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Este nosso encontro realiza-se no clima espiritual do Advento, que se tornou ainda mais intenso graças à Novena do Santo Natal, que estamos a viver nestes dias e que nos conduz às festividades natalícias. Por isso, hoje gostaria de meditar convosco sobre o Natal de Jesus, festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo. E a razão da nossa esperança é a seguinte: Deus está ao nosso lado, Deus ainda confia em nós! Mas pensai bem nisto: Deus está ao nosso lado, Deus ainda confia em nós! Este Deus Pai é generoso! Ele vem habitar com os homens, escolhe a terra como a sua morada para estar ao lado do homem e para se encontrar lá onde o homem transcorre os seus dias na alegria ou na dor. Portanto, a terra já não é só um «vale de lágrimas», mas o lugar onde o próprio Deus construiu a sua tenda, o lugar do encontro de Deus com o homem, da solidariedade de Deus para com os homens.

Deus quis compartilhar a nossa condição humana, a ponto de se fazer um só connosco na pessoa de Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Contudo, existe algo ainda mais surpreendente. A presença de Deus no meio da humanidade não se concretizou num mundo ideal, idílico, mas neste mundo real, marcado por muitas situações boas e más, caracterizado por divisões, maldade, pobreza, prepotências e guerras. Ele quis habitar na nossa história como ela é, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas. Agindo deste modo, demonstrou de modo insuperável a sua inclinação misericordiosa e repleta de amor pelas criaturas humanas. Ele é Deus connosco; Jesus é Deus connosco. Vós acreditais nisto? Juntos, façamos esta profissão: Jesus é Deus connosco! Jesus é Deus connosco desde sempre e para sempre ao nosso lado nos sofrimentos e nas dores da história. O Natal de Jesus é a manifestação de que Deus se «alinhou» uma vez por todas da parte do homem, para nos salvar, para nos elevar da poeira das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.

É daqui que provém o grande «presente» do Menino de Belém: Ele traz-nos uma energia espiritual, uma energia que nos ajuda a não precipitar nas nossas dificuldades, nos nossos desesperos e nas nossas amarguras, porque se trata de uma energia que aquece e transforma o coração. Com efeito, o nascimento de Jesus traz-nos a bonita notícia de que somos amados imensa e singularmente por Deus, e de que Ele não só nos faz conhecer este amor, mas também no-lo concede, no-lo comunica!

Da contemplação jubilosa do mistério do Filho de Deus que nasceu para nós, podemos fazer duas considerações.

A primeira é que, se no Natal Deus se revela não como alguém que está no alto e que domina o universo, mas como Aquele que se abaixa, que desce sobre a terra pequenino e pobre, significa que para sermos semelhantes a Ele não devemos colocar-nos acima dos outros mas, ao contrário, abaixar-nos, pôr-nos ao seu serviço, tornar-nos pequeninos com os pequeninos, pobres com os pobres. Mas é triste quando vemos um cristão que não quer humilhar-se, que não aceita servir. É triste quando o cristão se vangloria em toda a parte: ele não é cristão, mas pagão. O cristão serve, abaixa-se. Façamos com que estes nossos irmãos e irmãs nunca se sintam sozinhos!

A segunda consideração: se, através de Jesus, Deus se comprometeu com o homem a ponto de se tornar como um de nós, quer dizer que tudo o que fizermos a um irmão ou a uma irmã, a Ele o fazemos. Foi o próprio Jesus quem no-lo recordou: quem alimenta, acolhe, visita e ama um destes mais pequeninos e mais pobres entre os homens, ao Filho de Deus que o faz.

Confiemo-nos a Deus, à intercessão maternal de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, a fim de que nos ajude neste Santo Natal, já iminente, a reconhecer no rosto do nosso próximo, especialmente das pessoas mais frágeis e marginalizadas, a imagem do Filho de Deus que se fez homem.

Saudações

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para todos, em particular para os fiéis brasileiros de Chapecó, com votos de um santo Natal repleto de consolações e graças do Deus Menino. Nos vossos corações, famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o Rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Ele vos abençoe com um Ano Novo sereno e feliz!

Dirijo uma saudação especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Estimados jovens, de maneira especial vós, membros dos vários grupos de escoteiros, aproximai-vos do mistério de Belém com os mesmos sentimentos de fé e de humildade que tinha Maria. Vós, amados doentes, encontrai no presépio aquele júbilo e aquela paz íntima que Jesus vem trazer ao mundo. E vós, queridos recém-casados, contemplai o exemplo da Sagrada Família de Nazaré, imitando as suas virtudes.





Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 15.12.2013


Praça de São Pedro
III Domingo de Advento "Gaudete", 15 de Dezembro de 2013







Obrigado! Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje é o terceiro domingo do Advento, chamado também Gaudete, ou seja, domingo da alegria. Na liturgia ressoa várias vezes o convite a alegrar-se, a rejubilar, porquê? Porque o Senhor está próximo. O Natal está próximo. A mensagem cristã chama-se «evangelho», isto é, «boa nova», um anúncio de alegria para todo o povo; a Igreja não é um refúgio para pessoas tristes, a Igreja é a casa da alegria! E quantos estão tristes encontram nela a alegria, a verdadeira alegria!

Mas a alegria do Evangelho não é uma alegria qualquer! Tem a sua razão de ser no saber que se é acolhido e amado por Deus. Como nos recorda hoje o profeta Isaías (cf. 35, 1-6a, 8a.10). Deus é aquele que nos vem salvar, e socorre sobretudo os desorientados de coração. A sua vinda entre nós fortalece, torna firme, dá coragem, faz exaltar e florescer o deserto e a estepe, ou seja, a nossa vida quando se torna árida. E quando é que a nossa vida se torna árida? Quando está sem a água da Palavra de Deus e do seu Espírito de amor. Por maiores que sejam os nossos limites e as nossas desorientações, não nos é permitido ser débeis nem vacilantes face às dificuldades e às nossas próprias debilidades. Ao contrário, somos convidados a fortalecer as mãos, a tornar firmes os joelhos, a ter coragem e a não temer, porque o nosso Deus nos mostra sempre a grandeza da sua misericórdia. Ele dá-nos a força para ir em frente. Ele está sempre connosco para nos ajudar a ir em frente. É um Deus que gosta muito de nós, que nos ama e por isso está connosco, para nos ajudar, para nos fortalecer e ir em frente. Coragem! Sempre em frente! Graças à sua ajuda podemos recomeçar sempre do início. Como? Recomeçar do início? Talvez haja quem diga: «Não, Pai, eu fiz tantas... Sou um grande pecador, uma grande pecadora... Não posso recomeçar de zero!». Erras! Tu podes recomeçar de zero! Porquê? Porque Ele espera por ti, está ao teu lado, ama-te, é misericordioso, perdoa-te, dá-te a força para recomeçar de zero! A todos! Então, sejamos capazes de reabrir os olhos, de superar tristezas e choros, de entoar um cântico novo. E esta alegria verdadeira permanece também nas provações, nos sofrimentos, mas desce ao profundo da pessoa que se confia a Deus e que n’Ele confia.

A alegria cristã, como a esperança, tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, na certeza que Ele mantém sempre as suas promessas. O profeta Isaías exorta quantos perderam o caminho e estão desconfortados, a confiar na fidelidade do Senhor, porque a sua salvação não tardará a irromper na sua vida. Quantos encontraram Jesus ao longo do caminho, experimentam no coração uma serenidade e uma alegria das quais nada nem ninguém os poderá privar. A nossa alegria é Jesus Cristo, o seu amor fiel e inexaurível! Por isso, quando um cristão se torna triste, significa que se afastou de Jesus. Mas então não se deve deixá-lo sozinho! Devemos rezar por ele, e fazer-lhe sentir o calor da comunidade.

A Virgem Maria nos ajude a apressar os passos para Belém, para encontrar o Menino que nasceu para nós, para a salvação e a alegria de todos os homens. A Ela o Anjo disse: «Alegra-te, ó cheia de graça: o Senhor está contigo» (Lc1, 28). Que Ela nos obtenha viver a alegria do Evangelho em família, no trabalho, na paróquia e em todos os ambientes. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura. A que sente uma mãe quando olha para o seu filho recém-nascido, e sente que é um dom de Deus, um milagre que se deve agradecer!

Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs, lamento que estejais debaixo da chuva! Mas eu estou convosco, daqui... Sois corajosos! Obrigado!

Hoje a primeira saudação é para as crianças de Roma, que vieram para a tradicional bênção dos «Bambinelli», organizada pelo Centro dos oratórios romanos. Queridas crianças, quando rezardes diante do vosso presépio, recordai-vos também de mim, como eu me recordo de vós. Agradeço-vos, e feliz Natal!




Fonte: Vaticano





sábado, 14 de dezembro de 2013

Evangelho do III Domingo do Advento - Ano A


São Mateus 11, 2-11

Naquele tempo, João Batista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos: "És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?" Jesus respondeu-lhes: "Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo". Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: "Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que profeta. É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele".




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 11.12.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013






Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, gostaria de começar a última série de catequeses sobre a nossa profissão de fé, discorrendo sobre a afirmação: «Creio na vida eterna». Medito em particular sobre o juízo final. Mas não devemos ter medo: ouçamos o que diz a Palavra de Deus. A este propósito, lemos no Evangelho de Mateus: então, Cristo «voltará na sua glória e todos os anjos com Ele... Todas as nações se reunirão diante dele e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda... E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna» (Mt 25, 31-33.46). Quando pensamos na volta de Cristo e no seu juízo final, que manifestará até às suas últimas consequências o bem que cada um tiver realizado ou deixado de fazer durante a sua vida terrena, compreendemos que nos encontramos diante de um mistério que nos excede, que nem sequer conseguimos imaginar. Um mistério que, quase instintivamente, suscita em nós um sentido de temor e talvez até de trepidação. Contudo, se meditarmos bem, esta realidade só pode dilatar o coração do cristão, constituindo um grande motivo de consolação e confiança.

A este propósito, o testemunho das primeiras comunidades cristãs ressoa sugestivo como nunca. Com efeito, elas costumavam acompanhar as celebrações e preces com a aclamação Maranata, uma expressão constituída por duas palavras aramaicas que, segundo o modo como são cadenciadas, podem ser entendidas como uma súplica: «Vem, Senhor!», ou então como uma certeza alimentada pela fé: «Sim, o Senhor vem, o Senhor está próximo!». É a exclamação na qual culmina toda a Revelação cristã, no final da maravilhosa contemplação que nos é oferecida no Apocalipse de João (cf. Ap 22, 20). Em tal caso é a Igreja-Esposa que, em nome da humanidade inteira e enquanto suas primícias, se dirige a Cristo, seu esposo, e não vê a hora de ser envolvida pelo seu abraço: o abraço de Jesus, que é plenitude de vida e de amor. É assim que Jesus nos abraça. Se pensarmos no juízo nesta perspectiva, desaparecem o medo e a hesitação, deixando espaço à expectativa e a um júbilo profundo: será precisamente o momento em que seremos julgados finalmente prontos para ser revestidos pela glória de Cristo, como que por uma veste nupcial, e conduzidos ao banquete, imagem da comunhão plena e definitiva com Deus.

Um segundo motivo de confiança é-nos oferecido pela constatação de que, no instante no juízo, não seremos abandonados. No Evangelho de Mateus, o próprio Jesus prenuncia que no fim dos tempos aqueles que O tiverem seguido ocuparão um lugar na sua glória, para julgar juntamente com Ele (cf. Mt 19, 28). Depois, escrevendo à comunidade de Corinto, o Apóstolo Paulo afirma: «Não sabeis que os santos julgarão o mundo? [...] Quanto mais as pequenas questões desta vida!» (1 Cor 6, 2-3). Como é bom saber que naquele momento poderemos contar não só com Cristo, nosso Paráclito, nosso Advogado junto do Pai (cf. 1 Jo 2, 1), mas também com a intercessão e a benevolência de muitos dos nossos irmãos e irmãs mais velhos, que nos precederam no caminho da fé, que ofereceram a própria vida por nós e que continuam a amar-nos de modo indizível! Os santos já vivem diante de Deus, no esplendor da sua glória, intercedendo por nós que ainda vivemos na terra. Quanta consolação suscita esta certeza no nosso coração! A Igreja é verdadeiramente uma mãe e, como tal, procura o bem dos seus filhos, sobretudo dos mais distantes e aflitos, até encontrar a sua plenitude no corpo glorioso de Cristo com todos os seus membros.

Uma sugestão ulterior é-nos oferecida pelo Evangelho de João, onde se afirma explicitamente que «Deus não enviou o Filho ao mundo para o condenar, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do único Filho de Deus» (Jo 3, 17-18). Então, isto significa que aquele juízo final já está em curso, que ele começa agora, durante a nossa existência. Este juízo é pronunciado em cada instante da vida, como referência do nosso acolhimento, com fé, da salvação presente e concreta em Cristo, ou então da nossa incredulidade, com o consequente fechamento em nós mesmos. Mas se nos fecharmos no amor de Jesus, condenamo-nos a nós mesmos. A salvação é abrir-se a Jesus, e Ele salva-nos; se somos pecadores — e todos somos — peçamos-lhe perdão; e se o procurarmos com o desejo de ser bons, o Senhor perdoa-nos. Mas por isso devemos abrir-nos ao amor de Jesus, que é mais forte que todas as outras coisas. O amor de Jesus é grande, o amor de Jesus é misericordioso, o amor de Jesus perdoa; mas tu deves abrir-te, e abrir-se significa arrepender-se, acusar-se das coisas que não são boas e que fizemos. O Senhor Jesus entregou-se e continua a doar-se a nós, para nos colmar com toda a sua misericórdia e com a graça do Pai. Portanto, somos nós que podemos tornar-nos, num certo sentido, juízes de nós mesmos, autocondenando-nos à exclusão da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, não nos cansemos de velar sobre os nossos pensamentos e e atitudes, para prelibar desde já o calor e o esplendor da Face de Deus — e será maravilhoso! — que na vida eterna contemplaremos em toda a sua plenitude. Em frente, pensando neste juízo que começa agora, que já começou. Em frente, fazendo com que o nosso coração se abra a Jesus e à sua salvação; em frente sem receio, porque o amor de Jesus é maior, e se pedirmos perdão dos nossos pecados, Ele perdoa-nos. Jesus é assim. Então, em frente com esta certeza, que nos levará à glória do Céu!

Saudações

De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Não nos cansemos de vigiar sobre os nossos pensamentos e atitudes para podermos saborear desde já o calor e o esplendor do rosto de Deus, que havemos de contemplar em toda a sua beleza na vida eterna. Desça, generosa, pela intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Imperatriz das Américas, a sua Bênção sobre cada um de vós e vossas famílias!

Apelo

Ontem, a Caritas lançou uma campanha mundial contra a fome e o desperdício alimentar, com este lema: «Uma só família humana, alimento para todos». «Uma só família humana, alimento para todos»: recordá-lo-emos? Repitamos juntos: «Uma só família humana, alimento para todos». O escândalo devido a milhões de pessoas que sofrem de fome não deve paralisar-nos, mas impelir-nos a agir, todos: indivíduos, famílias, comunidades, instituições e governos, para eliminar esta injustiça. O Evangelho de Jesus indica-nos o caminho: confiar na Providência do Pai e compartilhar o pão nosso de cada dia sem o desperdiçar. Animo a Caritas a assumir este compromisso e convido todos a unir-se a esta «onda» de solidariedade.

Mensagem à América para a festa de Nossa Senhora de Guadalupe

Amanhã celebra-se a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira de toda a América. Aproveito o ensejo para saudar os irmãos e irmãs daquele Continente, e faço-o pensando na Virgem de Tepeyac.

Quando apareceu a são Juan Diego, o seu rosto era mestiço e as suas vestes, cheias de símbolos da cultura indígena. Seguindo o exemplo de Jesus, Maria está ao lado dos seus filhos, acompanha o seu caminho como mãe atenciosa, partilha as alegrias e esperanças, os sofrimentos e as angústias do Povo de Deus, do qual todos os povos da terra são chamados a fazer parte.

A aparição da imagem da Virgem na tilma [manto] de Juan Diego foi o sinal profético de um abraço, o abraço de Maria a todos os habitantes das vastas terras americanas, a quantos já estavam ali e aos que teriam chegado depois. Este abraço de Maria indicou a senda que sempre caracterizou a América: é uma terra onde podem conviver povos diversos, uma terra capaz de respeitar a vida humana em todas as suas fases, desde o ventre materno até à velhice, capaz de acolher os emigrantes, os povos, os pobres e os marginalizados de todas as épocas. A América é uma terra generosa.

Esta é a mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe, e esta é também a minha mensagem, a mensagem da Igreja. Encorajo todos os habitantes do Continente americano a manter os braços abertos como a Virgem Maria, com amor e ternura.

Caros irmãos e irmãs da América inteira, rezo por todos vós, mas também vós orai por mim! Que a alegria do Evangelho esteja sempre nos vossos corações! O Senhor vos abençoe e a Virgem vos acompanhe!





Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 08.12.2013


Praça de São Pedro
II Domingo de Advento, 8 de Dezembro de 2013






Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Este segundo domingo do Advento celebra-se no dia da festa da Imaculada Conceição de Maria, e então o nosso olhar é atraído pela beleza da Mãe de Jesus, nossa Mãe! Com grande alegria, a Igreja contempla-a «cheia de graça» (Lc 1, 28) e, começando com estas palavras, saudemo-la todos juntos: «Cheia de graça!». Digamos três vezes: «Cheia de graça!». Todos juntos: Cheia de graça! Cheia de graça! Cheia de graça! E assim Deus contemplou-a desde o primeiro instante do seu desígnio de amor. Viu-a bela, precisamente cheia de graça! A nossa Mãe é linda! Maria sustém-nos no nosso caminho rumo ao Natal, porque nos ensina a viver este tempo do Advento à espera do Senhor. Porque este tempo do Advento é uma expectativa do Senhor, que visitará todos nós na festividade, mas também cada um de nós, no nosso coração. O Senhor vem! Esperemo-lo!

O Evangelho de são Lucas apresenta-nos Maria, uma jovem de Nazaré, pequena localidade da Galileia, nos arrabaldes do império romano e também na periferia de Israel. Um pequeno povoado. E no entanto, sobre ela, uma jovem daquela aldeia pequena e longínqua, sobre ela pousou-se o olhar do Senhor, que a escolheu para ser a Mãe do seu Filho. Em vista desta maternidade, Maria foi preservada do pecado original, ou seja, daquela ruptura na comunhão com Deus, com os outros e com a criação que fere cada ser humano em profundidade. Mas esta ruptura foi curada antecipadamente na Mãe daquele que veio para nos libertar da escravidão do pecado. A Imaculada está inscrita no desígnio de Deus; é fruto do amor de Deus que salva o mundo.

E Nossa Senhora nunca se afastou daquele amor: a sua vida inteira, todo o seu ser constitui um «sim» àquele amor, é um «sim» a Deus. Mas certamente isto não foi fácil para Ela! Quando o Anjo lhe chama «cheia de graça» (Lc 1, 28), Ela permanece «muito perturbada», porque na sua humildade se sente como nada diante de Deus. O Anjo consola-a: «Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus» (vv. 30-31). Este anúncio inquieta-a ainda mais, também porque ainda não estava casada com José; mas o Anjo acrescenta: «O Espírito Santo descerá sobre ti... Por isso, Aquele que nascer de ti será santo, chamar-se-á Filho de Deus» (v. 35). Maria ouve, obedece interiormente e responde: «Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra» (v. 38).

O mistério desta jovem de Nazaré, que se encontra no Coração de Deus, não nos é alheio. Não significa que Ela está lá e nós aqui. Não, estamos unidos. Com efeito, Deus pousa o seu olhar de amor sobre cada homem e mulher! Com um nome e um sobrenome. O seu olhar de amor está sobre cada um de nós. O Apóstolo Paulo afirma que Deus «nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis» (Ef 1, 4). Também nós, desde sempre, fomos escolhidos por Deus para levar uma vida santa, livre do pecado. É um desígnio de amor que Deus renova cada vez que nós O frequentamos, especialmente nos Sacramentos.

Então na festa hodierna, contemplando a nossa bela Mãe Imaculada, reconhecemos inclusive o nosso destino mais autêntico, a nossa vocação mais profunda: sermos amados, sermos transformados pelo amor, sermos transformados pela beleza de Deus. Contemplemos a nossa Mãe, deixando que Ela olhe para nós, porque se trata da nossa Mãe, que nos ama muito; deixemo-nos velar por Ela para aprendermos a ser mais humildes, mas também mais intrépidos na sequela da Palavra de Deus; para recebermos o abraço terno do seu Filho Jesus, um abraço que nos confere vida, esperança e paz.





Fonte: Vaticano




sábado, 7 de dezembro de 2013

Evangelho da Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora


São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: "Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo". Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: "Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim". Maria disse ao Anjo: "Como será isto, se eu não conheço homem?". O Anjo respondeu-lhe: "O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril porque a Deus nada é impossível". Maria disse então: "Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra".




Catequese do Papa Francisco - 04.12.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013







Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje volto a falar ainda sobre a afirmação «Creio na ressurreição da carne». Trata-se de uma verdade que não é simples nem óbvia porque, vivendo imersos neste mundo, não é fácil compreender as realidades vindouras. Mas o Evangelho ilumina-nos: a nossa ressurreição está intimamente ligada à ressurreição de Jesus; Ele ressuscitou, e esta é a prova de que a ressurreição dos mortos existe. Então, gostaria de apresentar alguns aspectos que se referem à relação entre a ressurreição de Cristo e a nossa. Ele ressuscitou, e dado que Ele ressuscitou, também nós ressuscitaremos.

Antes de tudo, a própria Sagrada Escritura contém um caminho rumo à plena fé na ressurreição dos mortos. Ela manifesta-se como fé em Deus, Criador do homem todo — alma e corpo — e como fé em Deus Libertador, o Deus fiel à aliança com o seu povo. Numa visão, o profeta Ezequiel contempla os sepulcros dos deportados que são reabertos e os ossos áridos que voltam a viver graças ao sopro de um espírito vivificador. Esta visão manifesta a esperança na futura «ressurreição de Israel», ou seja, no renascimento do povo derrotado e humilhado (cf. Ez 37, 1-14).

No Novo Testamento, Jesus completa esta revelação e vincula a fé na ressurreição à sua própria Pessoa e diz: «Eu sou a ressurreição e a vida» (Jo 11, 25). Com efeito, será o Senhor Jesus que ressuscitará no último dia aqueles que tiverem acreditado nele. Jesus veio entre nós e fez-se homem, como nós em tudo, excepto no pecado; deste modo, levou-nos consigo no seu caminho de volta para o Pai. Ele, o Verbo encarnado, morto por nós e ressuscitado, concede aos seus discípulos o Espírito Santo como penhor da plena comunhão no seu Reino glorioso, que esperamos vigilantes. Esta expectativa é a fonte e a razão da nossa esperança: uma esperança que, se for cultivada e conservada — a nossa esperança, se nós a cultivarmos e conservarmos — tornar-se-á luz para iluminar a nossa história pessoal e também a história comunitária. Recordemo-lo sempre: somos discípulos daquele que veio, que vem cada dia e que há-de vir no fim. Se conseguíssemos estar mais conscientes desta realidade, ficaríamos menos cansados na vida diária, menos prisioneiros do efémero e mais dispostos a caminhar com o coração misericordioso pela senda da salvação.

Outro aspecto: o que significa ressuscitar? A ressurreição de todos nós acontecerá no último dia, no fim do mundo, por obra da omnipotência de Deus, que restituirá a vida ao nosso corpo, reunindo-o à alma, em virtude da ressurreição de Jesus. Esta é a explicação fundamental: dado que Jesus ressuscitou, também nós ressuscitaremos; temos a esperança na ressurreição, porque Ele nos abriu a porta para esta ressurreição. E esta transformação, esta transfiguração do nosso corpo é preparada nesta vida pela relação com Jesus, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. Nós, que nesta vida somos alimentados pelo Corpo e Sangue, ressuscitaremos como Ele, com Ele e por meio dele. Assim como Jesus ressuscitou com o seu próprio Corpo, mas não voltou a uma vida terrena, também nós ressuscitaremos com os nossos corpos, que serão transfigurados em corpos gloriosos. Não se trata de uma mentira! Isto é verdade. Acreditamos que Jesus ressuscitou, que Jesus está vivo neste momento. Mas vós credes que Jesus está vivo? E se Jesus está vivo, pensais que nos deixará morrer e não nos ressuscitará? Não! Ele espera por nós, e dado que ressuscitou, a força da sua ressurreição ressuscitará todos nós.

Um último elemento: já nesta vida temos em nós uma participação na ressurreição de Cristo. Se é verdade que Jesus nos ressuscitará no fim dos tempos, também é verdade que, sob um certo aspecto, com Ele já ressuscitamos. A vida eterna começa já neste momento, durante a vida inteira, orientada para aquele instante da ressurreição derradeira. Com efeito, já ressuscitamos mediante o Baptismo, estamos inseridos na morte e ressurreição de Cristo e participamos na vida nova, que é a sua vida. Portanto, à espera do último dia, temos em nós mesmos uma semente de ressurreição como antecipação da ressurreição completa que receberemos em herança. Por isso, também o corpo de cada um de nós é ressonância de eternidade, e por conseguinte deve ser sempre respeitado; e sobretudo, é necessário respeitar e amar a vida de quantos sofrem, para que sintam a proximidade do Reino de Deus, daquela condição de vida eterna para a qual nós caminhamos. Este pensamento infunde-nos esperança: estamos a caminho rumo à ressurreição. Ver Jesus, encontrar Jesus: nisto consiste a nossa alegria! Estaremos todos juntos — não aqui na praça, mas num outro lugar — jubilosos com Jesus. Este é o nosso destino!

Saudações

Com sentimentos de gratidão e estima, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos brasileiros de Criciúma e Ribeirão Preto e os fiéis de Leça da Palmeira, invocando sobre os vossos passos a alegria do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós; ide até Ele, vivei na sua graça e tereis a vida eterna. Desça sobre vós e vossas famílias a Bênção de Deus.

Dirijo um pensamento carinhoso aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Ontem pudemos celebrar a memória de são Francisco Xavier, padroeiro das Missões. Este santo sacerdote recorda-nos o compromisso de cada um no anúncio do Evangelho. Estimados jovens, sede corajosas testemunhas da vossa fé; amados doentes, oferecei a vossa cruz quotidiana pela conversão dos distantes, à luz do Evangelho; e vós, prezados recém-casados, sede anunciadores do amor de Cristo a partir da vossa própria família.





Fonte: Vaticano





Angelus com o Papa Francisco - 01.12.2013


Praça de São Pedro
I Domingo de Advento, 1° de Dezembro de 2013







Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Começamos hoje, primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, ou seja, um novo caminho do Povo de Deuscom Jesus Cristo, nosso Pastor, que nos guia na história rumo ao cumprimento do Reino de Deus. Por isso este dia tem um fascínio especial, faz-nos ter um sentimento profundo do significado da história. Redescobrimos a beleza de estar todos a caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e a humanidade inteira, os povos, a civilização, as culturas, todos a caminho através das veredas do tempo.

Mas a caminho para onde? Há um destino comum? E qual é este destino? O Senhor responde-nos através do profeta Isaías, e diz assim: «No fim dos tempos acontecerá que o Monte do Templo do Senhor terá os seus fundamentos no cume das montanhas, e dominará as colinas. Acorrerão a ele todas as gentes, virão muitos povos e dirão: “Vinde, subamos à montanha do Senhor, à Casa do Deus de Jacob: ele nos ensinará os seus caminhos”» (2, 2-3). Eis o que diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal rumo a uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação do rosto de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e Ele mesmo se tornou o «templo do Senhor», o Verbo feito carne: é Ele o guia e ao mesmo tempo a meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também os outros povos podem caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o Profeta: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra» (2, 4). Permito-me repetir o que diz o Profeta, ouvi bem: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra». Mas quando acontecerá isto? Será um lindo dia, no qual as armas forem desmontadas, para serem transformadas em instrumentos de trabalho! Que lindo dia será esse! E isto é possível! Isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho nunca está concluído. Como na vida de cada um de nós há sempre necessidade de voltar a partir, de se erguer, de reencontrar o sentido da meta da próxima existência, assim para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum para o qual estamos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para percorrer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque está fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não decepciona, simplesmente porque o Senhor nunca desilude! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida, é a Virgem Maria. Uma simples jovem de aldeia, que tem no coração toda a esperança de Deus! No seu seio, a esperança de Deus assumiu a carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus a caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe guiar-nos. Deixemo-nos orientar por Ela neste tempo de espera e de vigilância laboriosa.

Depois do Angelus

Celebra-se hoje o Dia mundial da luta contra o VIH/Sida. Expressamos a nossa proximidade às pessoas que por ele foram atingidas, sobretudo as crianças; uma proximidade que é muito concreta pelo compromisso silencioso de tantos missionários e trabalhadores. Rezemos por todos, também pelos médicos e pesquisadores. Cada doente, sem excluir nenhum, possa ter acesso às curas de que precisa.




Fonte: Vaticano




sábado, 30 de novembro de 2013

Evangelho do I Domingo do Advento - Ano A


São Mateus 24, 37-44

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem".



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 27.11.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013







Prezados irmãos e irmãs

Bom dia e parabéns, porque sois corajosos com este frio na praça. Muitas felicitações!

Desejo completar as catequeses sobre o «Credo», realizadas durante o Ano da Fé, que terminou no domingo passado. Nesta catequese e na próxima, gostaria de considerar o tema da ressurreição da carne, salientando dois dos seus aspectos, como os apresenta o Catecismo da Igreja Católica, ou seja, o nosso morrer e o nosso ressuscitar em Jesus Cristo. Hoje medito sobre o primeiro aspecto, «morrer em Cristo».

Entre nós, em geral existe um modo equivocado de considerar a morte. A morte diz respeito a todos e interroga-nos de modo profundo, especialmente quando nos toca de perto, ou quando atinge os pequeninos, os indefesos, de uma maneira que nos parece «escandalosa». Impressionou-me sempre a pergunta: por que as crianças sofrem, por que as crianças morrem? Se for entendida como o fim de tudo, a morte assusta, aterroriza, transforma-se em ameaça que infringe qualquer sonho, qualquer perspectiva, que interrompe qualquer relacionamento e qualquer caminho. Isto acontece quando consideramos a nossa vida como um tempo encerrado entre dois pólos: o nascimento e a morte; quando não cremos num horizonte que vai além da vida presente; quando vivemos como se Deus não existisse. Este conceito de morte é típico do pensamento ateu, que interpreta a existência como um achar-se no mundo por acaso, um caminhar rumo ao nada. Mas existe também um ateísmo prático, que é um viver só para os próprios interesses, para as coisas terrenas. Se nos deixarmos arrebatar por esta visão equivocada da morte, não teremos outra escolha, a não ser aquela de ocultar a morte, de a negar e banalizar, para que não nos amedronte.

Mas a esta solução falsa revoltam-se o «coração» do homem, o desejo que todos nós temos de infinito, a nostalgia que todos nós temos do eterno. E então, qual é o sentido cristão da morte? Se considerarmos os momentos mais dolorosos da nossa vida, quando perdemos uma pessoa querida — os pais, um irmão, uma irmã, um cônjuge, um filho, um amigo — compreenderemos que, até no drama da perda, também dilacerados pela separação, brota do coração a convicção de que não pode ser que tudo acabou, que o bem dado e recebido não foi inútil. Há um instinto poderoso dentro de nós, que nos diz que a nossa vida não acaba com a morte.

Esta sede de vida encontrou a sua resposta real e fiável na Ressurreição de Jesus Cristo. A Ressurreição de Jesus não confere apenas a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós. Se vivermos unidos a Jesus, se formos fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem da morte. Com efeito, a Igreja reza: «Embora nos entristeça a certeza de ter que morrer, consola-nos a promessa da imortalidade futura». Trata-se de uma bonita oração da Igreja! Uma pessoa tende a morrer como viveu. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, um caminho de confiança na sua misericórdia incomensurável, estarei preparado para aceitar o momento derradeiro da minha existência terrena como o definitivo abandono confidente nas suas mãos acolhedoras, à espera de contemplar o seu rosto face a face. Esta é a coisa mais bonita que nos pode acontecer: contemplar face a face aquele rosto maravilhoso do Senhor, vê-lo como Ele é, belo, repleto de luz, cheio de amor e de ternura. Nós vamos até àquele ponto: ver o Senhor!

Neste horizonte compreende-se o convite de Jesus a estar sempre pronto e vigilante, consciente de que a vida neste mundo nos é concedida também para preparar a outra vida, com o Pai celestial. E para isto existe um caminho seguro: preparar-se bem para a morte, permanecendo próximo de Jesus. Esta é a segurança: preparo-me para a morte, permanecendo perto de Jesus. E como estou próximo de Jesus? Mediante a oração, os Sacramentos e também na prática da caridade. Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados. Ele mesmo se identificou com eles, na famosa parábola do juízo final, quando diz: «Tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e acolhestes-me; estava nu e vestistes-me; enfermo e visitastes-me; estava na prisão e viestes visitar-me... Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt 25, 35-36.40). Portanto, uma vida segura significa recuperar o sentido da caridade cristã e da partilha fraternal, cuidar das chagas corporais e espirituais do nosso próximo. A solidariedade no compadecimento pela dor e na transmissão da esperança constitui a premissa e condição para receber em herança aquele Reino preparado para nós. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensai bem nisto: quem põe em prática a misericórdia não tem receio da morte! Concordais? Digamo-lo juntos, para não o esquecer? Quem pratica a misericórdia não teme a morte! E por que não teme a morte? Porque a encara nas feridas dos irmãos, superando-a com o amor de Jesus Cristo.

Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequeninos, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no céu, na pátria bem-aventurada, para a qual nos encaminhamos, aspirando a permanecer para sempre com o nosso Pai, Deus, com Jesus, com Nossa Senhor e com os santos.

Saudações

Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, presentes nesta Audiência, especialmente aos grupos vindos do Brasil. Queridos amigos, buscai ser sempre solidários com aqueles que sofrem, na certeza de que compartilhar a dor e infundir esperança é premissa e condição para receber em herança o Reino dos Céus preparado para nós. Que Deus vos abençoe!

Saúdo os peregrinos ucranianos, guiados pelo Arcebispo-Mor Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, os Prelados com os fiéis da Igreja greco-católica vindos aos túmulos dos Apóstolos para o encerramento do Ano da Fé e para o 50º aniversário da trasladação do corpo de São Josafat para a Basílica de São Pedro. O exemplo deste Santo, que ofereceu a própria vida pelo Senhor Jesus e pela unidade da Igreja, é para todos um convite a comprometer-se cada dia em prol da comunhão entre os irmãos. Através da intercessão da Virgem Maria e de São Josafat, que o Senhor abençoe todos vós!

Enfim, dirijo o meu pensamento carinhoso aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. No próximo domingo começaremos o tempo litúrgico do Advento. Caros jovens, preparai os vossos corações para receber Jesus Salvador; amados doentes, oferecei o vosso sofrimento a fim de que todos reconheçam no Natal o encontro de Cristo com a frágil natureza humana; e vós, diletos recém-casados, vivei o vosso casamento como o reflexo do amor de Deus na vossa história pessoal.




Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 24.11.2013


Praça de São Pedro
Domingo, 24 de Novembro de 2013







Antes de concluir esta celebração, desejo saudar todos os peregrinos, as famílias, os grupos paroquiais, as associações e os movimentos, vindos de tantos países. Saúdo os participantes no Congresso nacional da Misericórdia; saúdo a comunidade ucraniana, que recorda o 80º aniversário do Holodomor, a «grande fome», provocada pelo regime soviético que causou milhões de vítimas.

Neste dia, o nosso pensamento agradecido vai aos missionários que, ao longo dos séculos, anunciaram o Evangelho e espalharam a semente da fé em tantas partes do mundo; entre eles o Beato Junípero Serra, missionário franciscano espanhol, do qual se celebra o terceiro centenário do nascimento.

Não quero terminar sem um pensamento a todos os que trabalharam para levar em frente este Ano da fé. Mons. Rino Fisichella, que guiou este caminho: agradeço-lhe muito, de coração, a ele e a todos os seus colaboradores, muito obrigado!

Rezemos agora juntos o Angelus. Com esta oração invoquemos a protecção de Maria especialmente pelos nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé, e são tantos!

Angelus Domini...

Agradeço-vos a vossa presença nesta celebração. Desejo-vos bom domingo e bom almoço.





Fonte: Vaticano




sábado, 23 de novembro de 2013

Evangelho da Solenidade de Cristo Rei - Ano C


Lucas 23, 35-43

Naquele tempo, os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: "Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito". Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: "Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo". Por cima d’Ele havia um letreiro: "Este é o Rei dos judeus". Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: "Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também". Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: "Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável". E acrescentou: "Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza". Jesus respondeu-lhe: "Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso".




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 20.11.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013








Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Na quarta-feira passada falei sobre a remissão dos pecados, referida de modo especial ao Baptismo. Hoje aprofundamos o tema da remissão dos pecados, mas em referência ao chamado «poder das chaves», que é um símbolo bíblico da missão que Jesus confiou aos Apóstolos.

Antes de tudo, devemos recordar que o protagonista do perdão dos pecados é o Espírito Santo. Na sua primeira aparição aos Apóstolos, no Cenáculo, Jesus ressuscitado fez o gesto de soprar sobre eles, dizendo: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos» (Jo 20, 22-23). Transfigurado no seu corpo, Jesus já é o homem novo, que oferece os dons pascais, fruto da sua morte e ressurreição. Quais são estes dons? A paz, a alegria, o perdão dos pecados e a missão, mas sobretudo o Espírito Santo, que é fonte de tudo isto. O sopro de Jesus, acompanhado pelas palavras com as quais comunica o Espírito, indica a transmissão da vida, a vida nova regenerada pelo perdão.

Mas antes de fazer o gesto se soprar e conceder o Espírito, Jesus mostra as suas chagas, nas mãos e no lado: essas feridas representam o preço da nossa salvação. O Espírito Santo concede-nos o perdão de Deus, «passando através» das chagas de Jesus. As feridas que Ele quis conservar; também neste momento, no Céu, Ele mostra ao Pai as chagas com as quais nos resgatou. Em virtude destas feridas, os nossos pecados são perdoados: assim Jesus ofereceu a sua vida pela nossa paz, pela nossa alegria, pelo dom da graça na nossa alma, pelo perdão dos nossos pecados. É muito bom contemplar Jesus assim!

Consideremos o segundo elemento: Jesus concede aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados. É um pouco difícil compreender como um homem pode perdoar os pecados, mas Jesus confere este poder. A Igreja é depositária do poder das chaves, de abrir ou fechar ao perdão. Na sua misericórdia soberana, Deus perdoa cada homem, mas Ele mesmo quis que quantos pertencem a Cristo e à Igreja recebam o perdão mediante os ministros da Comunidade. Através do ministério apostólico, a misericórdia de Deus alcança-me, as minhas culpas são-me perdoadas e é-me conferida a alegria. Deste modo, Jesus chama a viver a reconciliação também na dimensão eclesial, comunitária. E isto é muito bom! A Igreja, que é santa e ao mesmo tempo carente de penitência, acompanha o nosso caminho de conversão durante a vida inteira. A Igreja não é senhora do poder das chaves, mas é serva do ministério da misericórdia e rejubila todas as vezes que pode oferecer este dom divino.

Talvez muitas pessoas não compreendam a dimensão eclesial do perdão, porque predominam sempre o individualismo e o subjectivismo, e até nós cristãos sentimos isto. Sem dúvida, Deus perdoa cada pecador arrependido, pessoalmente, mas o cristão está unido a Cristo, e Cristo à Igreja. Para nós cristãos há um dom a mais, há sempre um compromisso a mais: passar humildemente através do ministério eclesial. Devemos valorizá-lo; é uma dádiva, uma atenção, uma salvaguarda e também a certeza de que Deus me perdoou. Vou ter com o irmão sacerdote e digo: «Padre, cometi isto...». E ele responde: «Mas eu perdoo-te; Deus perdoa-te!». Naquele momento, estou convicto de que Deus me perdoou! E isto é bom, é ter a segurança que Deus nos perdoa sempre, nunca se cansa de perdoar. E não devemos cansar-nos de ir pedir perdão. Podemos ter vergonha de confessar os nossos pecados, mas as nossas mães e avós já diziam que é melhor corar uma vez do que empalidecer mil vezes. Coramos uma vez, mas os pecados são-nos perdoados e vamos em frente.

Enfim, um último ponto: o sacerdote, instrumento para o perdão dos pecados. O perdão de Deus, que nos é concedido na Igreja, é-nos transmitido mediante o ministério do nosso irmão, o sacerdote; também ele, um homem que como nós precisa de misericórdia, se torna verdadeiramente instrumento de misericórdia, comunicando-nos o amor ilimitado de Deus Pai. Inclusive os presbíteros e os Bispos devem confessar-se: todos nós somos pecadores. Também o Papa se confessa a cada quinze dias, porque inclusive o Papa é pecador. O confessor ouve os pecados que lhe confesso, aconselha-me e perdoa-me, porque todos nós precisamos deste perdão. Às vezes ouvimos certas pessoas afirmar que se confessam directamente com Deus... Sim, como eu dizia antes, Deus ouve sempre, mas no sacramento da Reconciliação envia um irmão a trazer-nos o perdão, a segurança do perdão em nome da Igreja.

O serviço que o sacerdote presta como ministro, por parte de Deus, para perdoar os pecados é muito delicado e exige que o seu coração esteja em paz, que o presbítero tenha o coração em paz; que não maltrate os fiéis, mas que seja manso, benévolo e misericordioso; que saiba semear esperança nos corações e sobretudo que esteja consciente de que o irmão ou a irmã que se aproxima do sacramento da Reconciliação procura o perdão, e fá-lo como as numerosas pessoas que se aproximavam de Jesus para serem curadas. O sacerdote que não tiver esta disposição de espírito é melhor que, enquanto não se corrigir, não administre este Sacramento. Os fiéis penitentes têm o direito, todos os fiéis têm o direito de encontrar nos sacerdotes servidores do perdão de Deus.

Caros irmãos, como membros da Igreja estamos conscientes da beleza desta dádiva que o próprio Deus nos concede? Sentimos a alegria deste esmero, desta atenção materna que a Igreja tem por nós? Sabemos valorizá-la com simplicidade e assiduidade? Não esqueçamos que Deus nunca se cansa de nos perdoar; mediante o ministério do sacerdote, Ele aperta-nos num novo abraço que nos regenera e nos permite erguer-se de novo e retomar o caminho. Porque esta é a nossa vida: devemos erguer-nos sempre de novo e retomar o caminho!

Saudação

Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial os membros da comitiva do Estado brasileiro de Santa Catarina e os fiéis de Matosinhos, que aqui vieram movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a sua fé e adesão a Jesus Cristo. Ele vos encha de alegria e o Espírito Santo vos ilumine para poderdes cumprir fielmente na vossa vida a vontade do Pai celeste. Rezai por mim; nunca faltará a minha oração por vós, e que a Bênção de Deus vos acompanhe!

Amanhã, 21 de Novembro, memória litúrgica da Apresentação de Maria Santíssima no Templo, celebraremos o Diapro Orantibus, dedicada à recordação das comunidades religiosas de clausura. É uma ocasião oportuna para dar graças ao Senhor pelo dom de tantas pessoas que, nos mosteiros e nos ermos, se dedicam a Deus na oração e no silêncio diligente. Demos graças ao Senhor pelos testemunhos de vida claustral e não permitamos que faltem a estes nossos irmãos e irmãs o nosso auxílio espiritual e material, a fim de que eles possam cumprir a sua importante missão.

No próximo dia 22 de Novembro será inaugurado pela ONU o «Ano Internacional da Família Rural», destinado a ressaltar também que a economia agrícola e o desenvolvimento rural encontram na família um agente respeitador da criação e atento às necessidades concretas. Inclusive no trabalho, a família é um modelo de fraternidade para viver uma experiência de unidade e de solidariedade entre todos os seus membros, com uma maior sensibilidade em relação a quantos precisam de cuidados ou de ajuda, impedindo desde o início eventuais conflitos sociais. Por estes motivos, enquanto manifesto apreço por esta iniciativa oportuna, faço votos a fim de que ela contribua para valorizar os inúmeros benefícios que a família oferece para o crescimento económico, social, cultural e moral de toda a comunidade humana.

Finalmente, dirijo o meu pensamento carinhoso aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. No mês de Novembro, a liturgia convida-nos a rezar pelos defuntos. Não esqueçamos os nossos entes queridos, os benfeitores e todos aqueles que nos precederam na fé: a Celebração eucarística é a melhor ajuda espiritual que podemos oferecer pelas suas almas, especialmente às mais abandonadas. E neste momento não podemos deixar de recordar as vítimas da recente inundação na Sardenha: oremos por elas e pelos seus familiares, e sejamos solidários com quantos tiveram prejuízos. Recitemos uma breve oração em silêncio e depois oremos a Nossa Senhora para que abençoe e ajude todos os irmãos e irmãs sardos. E agora rezemos em silêncio (...) Ave Maria...






Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 17.11.2013


Praça de São Pedro
Domingo, 17 de Novembro de 2013







Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo (cf. Lc 21, 5-19) consiste na primeira parte de um discurso de Jesus: sobre os últimos tempos. Jesus pronuncia-o Em Jerusalém, nos arredores do templo; e a oportunidade é-lhe proporcionada pelas pessoas que falavam do templo e da sua beleza, porque aquele templo era bonito! Então, Jesus disse: «Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra» (Lc 21, 6). Naturalmente, perguntam-lhe: quando acontecerá isto? Quais serão os sinais? Mas Jesus desvia a atenção destes aspectos secundários — quando será? como será? — desvia para as questões verdadeiras. E são duas. Primeira: não se deixar enganar pelos falsos messias e não se deixar paralisar pelo medo. Segunda: viver o tempo da expectativa como tempo do testemunho e da perseverança. E nós vivemos neste tempo da expectativa, da espera da vinda do Senhor.

Este discurso de Jesus é sempre actual, também para nós que vivemos no século XXI. Ele repete-nos: «Prestai atenção para não serdes enganados. Muitos virão em meu nome» (v. 8). Trata-se de um convite ao discernimento, aquela virtude cristã de compreender onde se encontra o espírito do Senhor e onde está o espírito maligno. Com efeito, também hoje existem «salvadores» falsos, que procuram substituir-se a Jesus: líderes deste mundo, santões e até feiticeiros, personagens que desejam atrair a si as mentes e os corações, especialmente dos jovens. Jesus alerta-vos: «Não os sigais! Não os sigais!».

E o Senhor ajuda-nos também a não ter medo: perante as guerras e as revoluções, mas inclusive diante das calamidades naturais e das epidemias, é Jesus quem nos liberta do fatalismo e das falsas visões apocalípticas.

O segundo aspecto interpela-nos precisamente como cristãos e como Igreja: Jesus prenuncia provações dolorosas e perseguições que os seus discípulos deverão padecer por causa d’Ele. No entanto, assegura: «Não se perderá um só cabelo da vossa cabeça» (v. 18). Ele recorda-nos que estamos totalmente nas mãos de Deus! As adversidades que encontramos devido à nossa fé e à nossa adesão ao Evangelho constituem ocasiões de testemunho; elas não devem afastar-nos do Senhor, mas impelir-nos a abandonar-nos ainda mais a Ele, à força do seu Espírito e da sua Graça.

Neste momento penso, todos nós pensemos. Façamo-lo juntos: pensemos nos numerosos irmãos e irmãs cristãos, que sofrem perseguições por causa da sua fé. Existem tantos! Talvez muito mais do que nos primeiros séculos. Jesus está com eles. Também nós estamos unidos a eles mediante a nossa oração e o nosso afecto; nutrimos admiração pela sua intrepidez e pelo seu testemunho. São os nossos irmãos e irmãs, que em numerosas partes do mundo sofrem porque permanecem fiéis a Jesus Cristo. Saudemo-los de coração e com carinho.

No final, Jesus fez uma promessa que é garantia de vitória: «É pela vossa constância que alcançareis a salvação» (v. 19). Quanta esperança há nestas palavras! Elas são um hino à esperança e à paciência, ao saber esperar os frutos seguros da salvação, confiando no sentido profundo da vida e da história: as provações e as dificuldades fazem parte de um desígnio maior; o Senhor, Dono da história, leva tudo ao seu cumprimento. Não obstante as desordens e desventuras que angustiam o mundo, o desígnio de bondade e de misericórdia de Deus há-de realizar-se! E esta é a nossa esperança: ir em frente assim, por este caminho, no desígnio de Deus que se realizará. Esta é a nossa esperança!

Esta mensagem de Jesus faz meditar sobre o nosso presente e incute-nos a força para o enfrentar com coragem e esperança, em companhia de Nossa Senhora, que caminha sempre ao nosso lado.

Depois do Angelus

Saúdo todos vós, famílias, associações e grupos, que viestes de Roma, da Itália e de muitas regiões do mundo: Espanha, França, Finlândia e Países Baixos. Em particular, saúdo os peregrinos provenientes das localidades italianas de Vercelli, Salerno e Lizzanello; o moto clube Lucania de Potenza; e os jovens de Montecassino e de Caserta.

Hoje, a comunidade eritreia de Roma celebra a festa de São Miguel. Saudemo-la de coração!

Celebra-se hoje também o «Dia dedicado às vítimas da estrada». Asseguro a minha oração e encorajo-vos a dar continuidade ao compromisso da prevenção, porque a prudência e o respeito das normas são a primeira forma de tutela pessoal e do próximo.

Neste momento, gostaria de vos aconselhar um remédio. Mas alguém pensa: «Agora o Papa é farmacêutico?». Trata-se de um remédio especial, para concretizar os frutos do Ano da fé, que se aproxima do seu termo. Mas é um remédio de 59 contas intracordiais. Trata-se de um «remédio espiritual» chamado Misericordina. Uma caixinha com 59 contas intracordiais. Esta pequena caixa contém o remédio que alguns voluntários vo-lo distribuirão ao deixardes a Praça. Tomai-o! Contém um Rosário, com o qual podeis rezar também o «terço da Misericórdia”, auxílio espiritual para a nossa alma e para propagar em toda a parte o amor, o perdão e a fraternidade. Não vos esqueçais de o tomar, porque faz bem. Faz bem ao coração, à alma e à vida inteira!

Desejo a todos vós um feliz Domingo. Bom almoço e até à vista!





Fonte: Vaticano





segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 13.11.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013







Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

No Credo, através do qual cada domingo fazemos a nossa profissão de fé, nós afirmamos: «Professo um só baptismo, para o perdão dos pecados». Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no contexto doCredo. Com efeito, o Baptismo constitui a «porta» da fé e da vida cristã. Jesus Ressuscitado deixou aos Apóstolos esta exortação: «Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo» (Mc 16, 15-16). A missão da Igreja é evangelizar e perdoar os pecados através do sacramento baptismal. No entanto, voltemos às palavras do Credo. Esta expressão pode ser dividida em três pontos: «professo»; «um só baptismo»; e «para o perdão dos pecados».

«Professo». O que quer dizer isto? É um termo solene, que indica a grande importância do objecto, ou seja, do Baptismo. Com efeito, pronunciando estas palavras, nós afirmamos a nossa verdadeira identidade de filhos de Deus. Num certo sentido, o Baptismo é o bilhete de identidade do cristão, a sua certidão de nascimento e o acto de nascimento na Igreja. Todos vós conheceis o dia em que nascestes e festejais o vosso aniversário, não é verdade? Todos nós festejamos o aniversário. Dirijo-vos uma pergunta, que já formulei outras vezes, mas volto a apresentá-la: quem de vós se recorda da data do seu próprio Baptismo? Levantem a mão: são poucos (e não o pergunto aos Bispos, para que não se envergonhem...). Mas façamos uma coisa: hoje, quando voltardes para casa, perguntai em que dia fostes baptizados, procurai, porque este é o vosso segundo aniversário. O primeiro é do nascimento para a vida e o segundo é do nascimento na Igreja. Fareis isto? É um dever que deveis fazer em casa: procuremos descobrir o dia em que nascemos na Igreja e demos graças ao Senhor porque no dia do Baptismo nos abriu a porta da sua Igreja. Ao mesmo tempo, ao Baptismo está ligada a nossa fé na remissão dos pecados. Com efeito, o Sacramento da Penitência ou Confissão é como um «segundo baptismo», que se refere sempre ao primeiro, para o consolidar e renovar. Neste sentido, o dia do nosso Baptismo é o ponto de partida de um caminho extremamente bonito, um caminho rumo a Deus que dura a vida inteira, um caminho de conversão que é continuamente fortalecido pelo Sacramento da Penitência. Pensai nisto: quando vamos confessar-nos das nossas debilidades, dos nossos pecados, vamos pedir o perdão de Jesus, mas vamos também renovar o Baptismo com este perdão. E isto é bom, é como festejar o dia do Baptismo em cada Confissão. Portanto, a Confissão não é uma sessão numa sala de torturas, mas é uma festa. A Confissão é para os baptizados, para manter limpa a veste branca da nossa dignidade cristã!

Segundo elemento: «um só baptismo». Esta expressão evoca as palavras de são Paulo: «Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo» (Ef 4, 5). Literalmente, a palavra «baptismo» significa «imersão» e, com efeito, este Sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, da qual renascemos com Ele como criaturas novas (cf.Rm 6, 4). Trata-se de um lavacro de regeneração e iluminação. Regeneração, porque realiza aquele nascimento da água e do Espírito, sem a qual ninguém pode entrar no reino dos céus (cf. Jo 3, 5). Iluminação porque, através do Baptismo, a pessoa humana se torna repleta da graça de Cristo, «a verdadeira luz que a todo o homem ilumina» (Jo1, 9), dissipando as trevas do pecado. Por isso na cerimónia do Baptismo, aos pais dá-se um círio aceso, para significar esta iluminação; o Baptismo ilumina-nos a partir de dentro com a luz de Jesus. Em virtude deste dom, o baptizado é chamado a tornar-se ele mesmo «luz» — a luz da fé que ele recebeu — para os irmãos, especialmente para quantos estão nas trevas e não vislumbram espirais de claridade no horizonte da própria vida.

Podemos interrogar-nos: para mim, o Baptismo constitui um acontecimento do passado, isolado numa data, aquela que hoje vós procurareis, ou uma realidade viva, que diz respeito ao meu presente, a cada momento? Tu sentes-te forte, com o vigor que Cristo te oferece com a sua morte e ressurreição? Ou sentes-te abatido, esgotado? O Baptismo dá-te força e luz. Sentes-te iluminado, com aquela luz que vem de Cristo? És homem e mulher de luz? Ou és uma pessoa obscura, sem a luz de Jesus? É preciso assimilar a graça do Baptismo, que constitui uma dádiva, e tornar-se luz para todos!

Finalmente, uma breve referência ao terceiro elemento: «para o perdão dos pecados». No sacramento do Baptismo são perdoados os pecados, o pecado original e todos os nossos pecados pessoais, assim como todas as penas do pecado. Mediante o Baptismo abre-se a porta a uma novidade de vida concreta, que não é oprimida pelo peso de um passado negativo, mas já pressente a beleza e a bondade do Reino dos céus. Trata-se de uma intervenção poderosa da misericórdia de Deus na nossa vida, para nos salvar. Esta intervenção salvífica não priva a nossa natureza humana da sua debilidade — todos nós somos frágeis, todos somos pecadores — e também não nos priva da responsabilidade de pedir perdão cada vez que erramos! Não me posso baptizar várias vezes, mas posso confessar-me e deste modo renovar a graça do Baptismo. É como se eu fizesse um segundo Baptismo. O Senhor Jesus é deveras bondoso e nunca se cansa de nos perdoar. Inclusive quando a porta que o Baptismo nos abriu para entrar na Igreja se fecha um pouco, por causa das nossas fraquezas e dos nossos pecados, a Confissão volta a abri-la precisamente porque é como um segundo Baptismo que nos perdoa tudo e nos ilumina para irmos em frente com a luz do Senhor. Vamos em frente assim, cheios de alegria, porque a vida deve ser vivida com o júbilo de Jesus Cristo; e esta é uma graça do Senhor!

Saudação

Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, particularmente à Delegação de Moçambique e aos diversos grupos de fiéis brasileiros. Queridos amigos, convido-vos a tornar-vos “luz” para os irmãos, especialmente para aqueles que se encontram nas trevas e não vislumbram qualquer raio de luz no horizonte de sua vida. Que Deus vos abençoe!

Irmãos e irmãs, foi com grande amargura que tomei conhecimento do facto que há dois dias, em Damasco, alguns tiros de morteiro mataram várias crianças que voltavam da escola e também o motorista que as acompanhava. Outras crianças ficaram feridas. Por favor, que estas tragédias nunca mais se verifiquem! Oremos fortemente! Nestes dias rezamos e unimos as forças para ajudar os nossos irmãos e irmãs das Filipinas, atingidos pelo furacão. Estas são as verdadeiras batalhas para combater. Pela vida! Nunca mais a morte!

Enfim, dirijo um pensamento carinhoso aos jovens, aos recém-casados e aos doentes, especialmente ao Grupo deDoentes raros da Itália, acompanhados pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, D. Zimowski, e o Grupo da União de Cegos de Vibo Valentia, com o Bispo D. Renzo. Nestes dias de Novembro, a liturgia faz memória da dedicação das Basílicas de São João de Latrão, de São Pedro e de São Paulo. A todos formulo votos a fim de que a peregrinação a Roma possa fortalecer o vínculo com a Cidade dos Apóstolos e a alegria da pertença à Igreja católica!





Fonte: Vaticano





Angelus do Papa Francisco - 10.11.2013


Praça de São Pedro
Domingo, 10 de Novembro de 2013









Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo apresenta-nos Jesus que fala com os saduceus, os quais negavam a ressurreição. E é precisamente sobre este tema que eles dirigem uma pergunta a Jesus, para o pôr em dificuldade e para ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos. Propõem um caso imaginário: «Uma mulher teve sete maridos, que morreram um depois do outro», e perguntam a Jesus: «De quem será esposa aquela mulher, depois da sua morte?». Sempre manso e paciente, Jesus primeiro responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros da vida terrena. A vida eterna é uma vida diferente, noutra dimensão na qual, de resto, já não haverá o matrimónio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados — diz Jesus — serão como anjos e viverão numa condição diferente, que agora não podemos experimentar nem sequer imaginar. Assim explica Jesus.

Mas depois Jesus, por assim dizer, passa ao contra-ataque. E fá-lo citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e originalidade que nos deixam repletos de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! Jesus encontra a prova da ressurreição no episódio de Moisés e na sarça ardente (cf. Êx 3, 1-6), onde Deus se revela como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob. O nome de Deus está ligado ao nome dos homens e das mulheres com que Ele se une, e este vínculo é mais forte do que a morte. Quanto a nós, também acerca da relação de Deus connosco, com cada um de nós, podemos dizer: Ele é o nosso Deus! Ele é o Deus de cada um de nós! Como se Ele tivesse o nosso nome. Ele gosta de o dizer, e esta é a aliança. Eis por que motivo Jesus afirma: «Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para Ele» (Lc 20, 38). E este é o vínculo decisivo, a aliança fundamental, a aliança com Jesus: Ele mesmo é a Aliança, Ele mesmo é a Vida e a Ressurreição, porque com o seu amor crucificado Ele venceu a morte. Em Jesus, Deus doa-nos a vida eterna, concede-a a todos, e graças a Ele todos têm a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta actual: ela supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e com a sua misericórdia.

Por conseguinte, o que acontecerá é precisamente o contrário daquilo que esperavam os saduceus. Não é esta vida que serve de referência para a eternidade, para a outra vida, para a vida que nos espera, mas é a eternidade — aquela vida — que ilumina e confere esperança à vida terrena de cada um de nós! Se virmos somente com olhos humanos, seremos levados a dizer que o caminho do homem vai da vida para a morte. Isto é visível! Mas só é assim se virmos com olhos humanos. Jesus inverte esta perspectiva e afirma que a nossa peregrinação vai da morte para a vida: a vida plena! Nós estamos a caminho, em peregrinação rumo à vida plena, e é esta vida plena que ilumina o nosso caminho! Por conseguinte, a morte está atrás, no passado, não diante de nós. À nossa frente está o Deus dos vivos, o Deus da aliança, o Deus que traz o meu nome, o nosso nome, como Ele mesmo disse: «Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob», também é o Deus que traz o meu nome, o teu nome, o nome de cada um..., o nosso nome. O Deus dos vivos! [...] À nossa frente está a derrota definitiva do pecado e da morte, o início de um novo tempo de alegria e de luz sem fim. Mas já nesta terra, na oração, nos Sacramentos e na fraternidade, nós encontramos Jesus e o seu amor, e deste modo podemos antegozar algo da vida ressuscitada. A experiência que vivemos do seu amor e da sua fidelidade faz arder como um fogo no nosso coração, aumentando a nossa fé na ressurreição. Com efeito, se Deus é fiel e ama, não pode sê-lo a tempo limitado: a fidelidade é eterna, não pode mudar. O amor de Deus é eterno, não pode mudar! Não é a tempo limitado: é para sempre! É para ir em frente! Ele é fiel para sempre e espera-nos, espera cada um de nós, acompanha cada um de nós com esta fidelidade eterna.



Depois do Angelus

Hoje à tarde em Paderborn, na Alemanha, será proclamada Beata Maria Teresa Bonzel, Fundadora das Pobres Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua, que viveu no século XIX. A Eucaristia era a nascente da qual ela recebia a energia espiritual, para se dedicar com caridade incansável às pessoas mais frágeis. Louvemos o Senhor pelo seu testemunho!

Desejo assegurar a minha proximidade às populações das Filipinas e daquela Região, que foram atingidas por um furacão tremendo. Infelizmente, as vítimas são numerosíssimas e os prejuízos enormes. Rezemos agora por um instante, em silêncio, e depois a Nossa Senhora, pelos nossos irmãos e irmãs, e procuremos fazer chegar a eles também a nossa ajuda concreta. Oremos em silêncio!

Recorda-se hoje o septuagésimo quinto aniversário da chamada «Noite dos cristais»: as violências perpetradas na noite entre os dias 9 e 10 de Novembro de 1938 contra os judeus, as sinagogas, as habitações e as lojas deram um triste passo rumo à tragédia do Shoah. Renovemos a nossa proximidade e solidariedade ao povo judeu, nossos irmãos mais velhos. E oremos a Deus a fim de que a memória do passado, a recordação dos pecados do passado nos ajudem a ser sempre vigilantes contra todas as formas de ódio e de intolerância.

Neste domingo, na Itália, celebra-se o Dia de acção de graças. Uno a minha voz à voz dos Bispos, manifestando a minha proximidade ao mundo agrícola, particularmente aos jovens que escolheram lavrar a terra. Encorajo todos aqueles que se comprometem a fim de que a ninguém venha a faltar uma alimentação sadia e adequada.

Saúdo todos os peregrinos provenientes de vários países, as famílias, os grupos paroquiais e as associações; de modo particular, os fiéis das Dioceses da Ligúria, na Itália, acompanhados pelo Cardeal Bagnasco e pelos demais Prelados dessa Região.

Saúdo os membros do Instituto secular das trabalhadoras paroquiais; e do Centro Académico Romano Fundación; os fiéis dos Estados Unidos da América e de Tahiti; assim como os fiéis provenientes de Riccione, de Avezzano, de Turim, de Bertonico e de Celano. Dirijo um pensamento especial aos jovens das Pontifícias Obras Missionárias; os jovens de Pescara e de Monte San Savino; e por fim os membros da Cruz Verde, de Alessandria.

Desejo bom domingo a todos. Bom almoço e até à vista!




Fonte: Vaticano




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