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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Angelus do Papa Francisco – 02.06.2013


Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 2 de junho de 2013








Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quinta-feira passada celebramos a festa de Corpus Christi, que na Itália e em outros países foi transferida para este domingo. É a festa da Eucaristia, Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo.

O Evangelho nos propõe a passagem do milagre dos pães (Lc 9, 11-17); gostaria de concentrar-me sobre um aspecto que sempre me impressiona e me faz refletir. Estamos às margens do lago da Galileia, a noite aproxima-se; Jesus se preocupa com o povo que há tantas horas está com Ele: são milhares e têm fome. O que fazer? Também os discípulos veem o problema e dizem a Jesus: “Despede a multidão” para que vá às vilas vizinhas encontrar algo para comer. Jesus, em vez disso, diz: “Vós mesmos dais a eles o que comer” (v. 13). Os discípulos permanecem confusos e respondem: “Não temos mais que cinco pães e dois peixes”, como dizer: apenas o necessário para nós.

Jesus sabe o que fazer, mas quer envolver os seus discípulos, quer educá-los. A atitude dos discípulos é aquela humana, que procura a solução mais realista, que não crie problemas: Despede a multidão – dizem – , cada um se vira como pode, de resto já fez tanto por eles: pregou, curou os doentes…Despede a multidão!

A atitude de Jesus é diferente e é ditada por sua união com o Pai e pela compaixão pelo povo, aquela piedade de Jesus para com todos nós: Jesus ouve os nossos problemas, as nossas fraquezas, as nossas necessidades. Diante daqueles cinco pães, Jesus pensa: eis a providência! Deste pouco, Deus pode tirar o necessário para todos. Jesus confia totalmente no Pai celeste, sabe que a Ele tudo é possível. Por isso diz aos discípulos para fazer o povo sentar-se em grupos de cinquenta – não é por acaso isto, porque isto significa que não são mais uma multidão, mas transformam-se em comunidade, alimentada pelo pão de Deus. Então toma aqueles pães e peixes, eleva os olhos para o céu, recita a benção – é clara a referência à Eucaristia – depois os parte e começa a dá-los a seus discípulos, e os discípulos os distribuem…e os pães e peixes não acabam, não acabam! Eis o milagre: mais que uma multiplicação é uma partilha, motivada pela fé e pela oração. Todos comeram e seguiram adiante: é o sinal de Jesus, pão de Deus para a humanidade.

Os discípulos viram, mas não entenderam bem a mensagem. Foram tomados, como a multidão, pelo entusiasmo do sucesso. Mais uma vez seguiram a lógica humana e não aquela de Deus, que é a do serviço, do amor, da fé. A festa de Corpus Christi nos pede para convertermos a fé na Providência, para saber partilhar o pouco que somos e que temos e não nos fecharmos nunca em nós mesmos. Peçamos à nossa Mãe Maria para ajudar-nos nesta conversão, para seguir verdadeiramente mais aquele Jesus que adoramos na Eucaristia. Assim seja.









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