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sábado, 30 de novembro de 2013

Evangelho do I Domingo do Advento - Ano A


São Mateus 24, 37-44

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem".



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 27.11.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013







Prezados irmãos e irmãs

Bom dia e parabéns, porque sois corajosos com este frio na praça. Muitas felicitações!

Desejo completar as catequeses sobre o «Credo», realizadas durante o Ano da Fé, que terminou no domingo passado. Nesta catequese e na próxima, gostaria de considerar o tema da ressurreição da carne, salientando dois dos seus aspectos, como os apresenta o Catecismo da Igreja Católica, ou seja, o nosso morrer e o nosso ressuscitar em Jesus Cristo. Hoje medito sobre o primeiro aspecto, «morrer em Cristo».

Entre nós, em geral existe um modo equivocado de considerar a morte. A morte diz respeito a todos e interroga-nos de modo profundo, especialmente quando nos toca de perto, ou quando atinge os pequeninos, os indefesos, de uma maneira que nos parece «escandalosa». Impressionou-me sempre a pergunta: por que as crianças sofrem, por que as crianças morrem? Se for entendida como o fim de tudo, a morte assusta, aterroriza, transforma-se em ameaça que infringe qualquer sonho, qualquer perspectiva, que interrompe qualquer relacionamento e qualquer caminho. Isto acontece quando consideramos a nossa vida como um tempo encerrado entre dois pólos: o nascimento e a morte; quando não cremos num horizonte que vai além da vida presente; quando vivemos como se Deus não existisse. Este conceito de morte é típico do pensamento ateu, que interpreta a existência como um achar-se no mundo por acaso, um caminhar rumo ao nada. Mas existe também um ateísmo prático, que é um viver só para os próprios interesses, para as coisas terrenas. Se nos deixarmos arrebatar por esta visão equivocada da morte, não teremos outra escolha, a não ser aquela de ocultar a morte, de a negar e banalizar, para que não nos amedronte.

Mas a esta solução falsa revoltam-se o «coração» do homem, o desejo que todos nós temos de infinito, a nostalgia que todos nós temos do eterno. E então, qual é o sentido cristão da morte? Se considerarmos os momentos mais dolorosos da nossa vida, quando perdemos uma pessoa querida — os pais, um irmão, uma irmã, um cônjuge, um filho, um amigo — compreenderemos que, até no drama da perda, também dilacerados pela separação, brota do coração a convicção de que não pode ser que tudo acabou, que o bem dado e recebido não foi inútil. Há um instinto poderoso dentro de nós, que nos diz que a nossa vida não acaba com a morte.

Esta sede de vida encontrou a sua resposta real e fiável na Ressurreição de Jesus Cristo. A Ressurreição de Jesus não confere apenas a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós. Se vivermos unidos a Jesus, se formos fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem da morte. Com efeito, a Igreja reza: «Embora nos entristeça a certeza de ter que morrer, consola-nos a promessa da imortalidade futura». Trata-se de uma bonita oração da Igreja! Uma pessoa tende a morrer como viveu. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, um caminho de confiança na sua misericórdia incomensurável, estarei preparado para aceitar o momento derradeiro da minha existência terrena como o definitivo abandono confidente nas suas mãos acolhedoras, à espera de contemplar o seu rosto face a face. Esta é a coisa mais bonita que nos pode acontecer: contemplar face a face aquele rosto maravilhoso do Senhor, vê-lo como Ele é, belo, repleto de luz, cheio de amor e de ternura. Nós vamos até àquele ponto: ver o Senhor!

Neste horizonte compreende-se o convite de Jesus a estar sempre pronto e vigilante, consciente de que a vida neste mundo nos é concedida também para preparar a outra vida, com o Pai celestial. E para isto existe um caminho seguro: preparar-se bem para a morte, permanecendo próximo de Jesus. Esta é a segurança: preparo-me para a morte, permanecendo perto de Jesus. E como estou próximo de Jesus? Mediante a oração, os Sacramentos e também na prática da caridade. Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados. Ele mesmo se identificou com eles, na famosa parábola do juízo final, quando diz: «Tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e acolhestes-me; estava nu e vestistes-me; enfermo e visitastes-me; estava na prisão e viestes visitar-me... Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt 25, 35-36.40). Portanto, uma vida segura significa recuperar o sentido da caridade cristã e da partilha fraternal, cuidar das chagas corporais e espirituais do nosso próximo. A solidariedade no compadecimento pela dor e na transmissão da esperança constitui a premissa e condição para receber em herança aquele Reino preparado para nós. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensai bem nisto: quem põe em prática a misericórdia não tem receio da morte! Concordais? Digamo-lo juntos, para não o esquecer? Quem pratica a misericórdia não teme a morte! E por que não teme a morte? Porque a encara nas feridas dos irmãos, superando-a com o amor de Jesus Cristo.

Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequeninos, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no céu, na pátria bem-aventurada, para a qual nos encaminhamos, aspirando a permanecer para sempre com o nosso Pai, Deus, com Jesus, com Nossa Senhor e com os santos.

Saudações

Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, presentes nesta Audiência, especialmente aos grupos vindos do Brasil. Queridos amigos, buscai ser sempre solidários com aqueles que sofrem, na certeza de que compartilhar a dor e infundir esperança é premissa e condição para receber em herança o Reino dos Céus preparado para nós. Que Deus vos abençoe!

Saúdo os peregrinos ucranianos, guiados pelo Arcebispo-Mor Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, os Prelados com os fiéis da Igreja greco-católica vindos aos túmulos dos Apóstolos para o encerramento do Ano da Fé e para o 50º aniversário da trasladação do corpo de São Josafat para a Basílica de São Pedro. O exemplo deste Santo, que ofereceu a própria vida pelo Senhor Jesus e pela unidade da Igreja, é para todos um convite a comprometer-se cada dia em prol da comunhão entre os irmãos. Através da intercessão da Virgem Maria e de São Josafat, que o Senhor abençoe todos vós!

Enfim, dirijo o meu pensamento carinhoso aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. No próximo domingo começaremos o tempo litúrgico do Advento. Caros jovens, preparai os vossos corações para receber Jesus Salvador; amados doentes, oferecei o vosso sofrimento a fim de que todos reconheçam no Natal o encontro de Cristo com a frágil natureza humana; e vós, diletos recém-casados, vivei o vosso casamento como o reflexo do amor de Deus na vossa história pessoal.




Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 24.11.2013


Praça de São Pedro
Domingo, 24 de Novembro de 2013







Antes de concluir esta celebração, desejo saudar todos os peregrinos, as famílias, os grupos paroquiais, as associações e os movimentos, vindos de tantos países. Saúdo os participantes no Congresso nacional da Misericórdia; saúdo a comunidade ucraniana, que recorda o 80º aniversário do Holodomor, a «grande fome», provocada pelo regime soviético que causou milhões de vítimas.

Neste dia, o nosso pensamento agradecido vai aos missionários que, ao longo dos séculos, anunciaram o Evangelho e espalharam a semente da fé em tantas partes do mundo; entre eles o Beato Junípero Serra, missionário franciscano espanhol, do qual se celebra o terceiro centenário do nascimento.

Não quero terminar sem um pensamento a todos os que trabalharam para levar em frente este Ano da fé. Mons. Rino Fisichella, que guiou este caminho: agradeço-lhe muito, de coração, a ele e a todos os seus colaboradores, muito obrigado!

Rezemos agora juntos o Angelus. Com esta oração invoquemos a protecção de Maria especialmente pelos nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé, e são tantos!

Angelus Domini...

Agradeço-vos a vossa presença nesta celebração. Desejo-vos bom domingo e bom almoço.





Fonte: Vaticano




sábado, 23 de novembro de 2013

Evangelho da Solenidade de Cristo Rei - Ano C


Lucas 23, 35-43

Naquele tempo, os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: "Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito". Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: "Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo". Por cima d’Ele havia um letreiro: "Este é o Rei dos judeus". Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: "Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também". Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: "Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável". E acrescentou: "Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza". Jesus respondeu-lhe: "Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso".




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 20.11.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013








Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Na quarta-feira passada falei sobre a remissão dos pecados, referida de modo especial ao Baptismo. Hoje aprofundamos o tema da remissão dos pecados, mas em referência ao chamado «poder das chaves», que é um símbolo bíblico da missão que Jesus confiou aos Apóstolos.

Antes de tudo, devemos recordar que o protagonista do perdão dos pecados é o Espírito Santo. Na sua primeira aparição aos Apóstolos, no Cenáculo, Jesus ressuscitado fez o gesto de soprar sobre eles, dizendo: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos» (Jo 20, 22-23). Transfigurado no seu corpo, Jesus já é o homem novo, que oferece os dons pascais, fruto da sua morte e ressurreição. Quais são estes dons? A paz, a alegria, o perdão dos pecados e a missão, mas sobretudo o Espírito Santo, que é fonte de tudo isto. O sopro de Jesus, acompanhado pelas palavras com as quais comunica o Espírito, indica a transmissão da vida, a vida nova regenerada pelo perdão.

Mas antes de fazer o gesto se soprar e conceder o Espírito, Jesus mostra as suas chagas, nas mãos e no lado: essas feridas representam o preço da nossa salvação. O Espírito Santo concede-nos o perdão de Deus, «passando através» das chagas de Jesus. As feridas que Ele quis conservar; também neste momento, no Céu, Ele mostra ao Pai as chagas com as quais nos resgatou. Em virtude destas feridas, os nossos pecados são perdoados: assim Jesus ofereceu a sua vida pela nossa paz, pela nossa alegria, pelo dom da graça na nossa alma, pelo perdão dos nossos pecados. É muito bom contemplar Jesus assim!

Consideremos o segundo elemento: Jesus concede aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados. É um pouco difícil compreender como um homem pode perdoar os pecados, mas Jesus confere este poder. A Igreja é depositária do poder das chaves, de abrir ou fechar ao perdão. Na sua misericórdia soberana, Deus perdoa cada homem, mas Ele mesmo quis que quantos pertencem a Cristo e à Igreja recebam o perdão mediante os ministros da Comunidade. Através do ministério apostólico, a misericórdia de Deus alcança-me, as minhas culpas são-me perdoadas e é-me conferida a alegria. Deste modo, Jesus chama a viver a reconciliação também na dimensão eclesial, comunitária. E isto é muito bom! A Igreja, que é santa e ao mesmo tempo carente de penitência, acompanha o nosso caminho de conversão durante a vida inteira. A Igreja não é senhora do poder das chaves, mas é serva do ministério da misericórdia e rejubila todas as vezes que pode oferecer este dom divino.

Talvez muitas pessoas não compreendam a dimensão eclesial do perdão, porque predominam sempre o individualismo e o subjectivismo, e até nós cristãos sentimos isto. Sem dúvida, Deus perdoa cada pecador arrependido, pessoalmente, mas o cristão está unido a Cristo, e Cristo à Igreja. Para nós cristãos há um dom a mais, há sempre um compromisso a mais: passar humildemente através do ministério eclesial. Devemos valorizá-lo; é uma dádiva, uma atenção, uma salvaguarda e também a certeza de que Deus me perdoou. Vou ter com o irmão sacerdote e digo: «Padre, cometi isto...». E ele responde: «Mas eu perdoo-te; Deus perdoa-te!». Naquele momento, estou convicto de que Deus me perdoou! E isto é bom, é ter a segurança que Deus nos perdoa sempre, nunca se cansa de perdoar. E não devemos cansar-nos de ir pedir perdão. Podemos ter vergonha de confessar os nossos pecados, mas as nossas mães e avós já diziam que é melhor corar uma vez do que empalidecer mil vezes. Coramos uma vez, mas os pecados são-nos perdoados e vamos em frente.

Enfim, um último ponto: o sacerdote, instrumento para o perdão dos pecados. O perdão de Deus, que nos é concedido na Igreja, é-nos transmitido mediante o ministério do nosso irmão, o sacerdote; também ele, um homem que como nós precisa de misericórdia, se torna verdadeiramente instrumento de misericórdia, comunicando-nos o amor ilimitado de Deus Pai. Inclusive os presbíteros e os Bispos devem confessar-se: todos nós somos pecadores. Também o Papa se confessa a cada quinze dias, porque inclusive o Papa é pecador. O confessor ouve os pecados que lhe confesso, aconselha-me e perdoa-me, porque todos nós precisamos deste perdão. Às vezes ouvimos certas pessoas afirmar que se confessam directamente com Deus... Sim, como eu dizia antes, Deus ouve sempre, mas no sacramento da Reconciliação envia um irmão a trazer-nos o perdão, a segurança do perdão em nome da Igreja.

O serviço que o sacerdote presta como ministro, por parte de Deus, para perdoar os pecados é muito delicado e exige que o seu coração esteja em paz, que o presbítero tenha o coração em paz; que não maltrate os fiéis, mas que seja manso, benévolo e misericordioso; que saiba semear esperança nos corações e sobretudo que esteja consciente de que o irmão ou a irmã que se aproxima do sacramento da Reconciliação procura o perdão, e fá-lo como as numerosas pessoas que se aproximavam de Jesus para serem curadas. O sacerdote que não tiver esta disposição de espírito é melhor que, enquanto não se corrigir, não administre este Sacramento. Os fiéis penitentes têm o direito, todos os fiéis têm o direito de encontrar nos sacerdotes servidores do perdão de Deus.

Caros irmãos, como membros da Igreja estamos conscientes da beleza desta dádiva que o próprio Deus nos concede? Sentimos a alegria deste esmero, desta atenção materna que a Igreja tem por nós? Sabemos valorizá-la com simplicidade e assiduidade? Não esqueçamos que Deus nunca se cansa de nos perdoar; mediante o ministério do sacerdote, Ele aperta-nos num novo abraço que nos regenera e nos permite erguer-se de novo e retomar o caminho. Porque esta é a nossa vida: devemos erguer-nos sempre de novo e retomar o caminho!

Saudação

Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial os membros da comitiva do Estado brasileiro de Santa Catarina e os fiéis de Matosinhos, que aqui vieram movidos pelo desejo de afirmar e consolidar a sua fé e adesão a Jesus Cristo. Ele vos encha de alegria e o Espírito Santo vos ilumine para poderdes cumprir fielmente na vossa vida a vontade do Pai celeste. Rezai por mim; nunca faltará a minha oração por vós, e que a Bênção de Deus vos acompanhe!

Amanhã, 21 de Novembro, memória litúrgica da Apresentação de Maria Santíssima no Templo, celebraremos o Diapro Orantibus, dedicada à recordação das comunidades religiosas de clausura. É uma ocasião oportuna para dar graças ao Senhor pelo dom de tantas pessoas que, nos mosteiros e nos ermos, se dedicam a Deus na oração e no silêncio diligente. Demos graças ao Senhor pelos testemunhos de vida claustral e não permitamos que faltem a estes nossos irmãos e irmãs o nosso auxílio espiritual e material, a fim de que eles possam cumprir a sua importante missão.

No próximo dia 22 de Novembro será inaugurado pela ONU o «Ano Internacional da Família Rural», destinado a ressaltar também que a economia agrícola e o desenvolvimento rural encontram na família um agente respeitador da criação e atento às necessidades concretas. Inclusive no trabalho, a família é um modelo de fraternidade para viver uma experiência de unidade e de solidariedade entre todos os seus membros, com uma maior sensibilidade em relação a quantos precisam de cuidados ou de ajuda, impedindo desde o início eventuais conflitos sociais. Por estes motivos, enquanto manifesto apreço por esta iniciativa oportuna, faço votos a fim de que ela contribua para valorizar os inúmeros benefícios que a família oferece para o crescimento económico, social, cultural e moral de toda a comunidade humana.

Finalmente, dirijo o meu pensamento carinhoso aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. No mês de Novembro, a liturgia convida-nos a rezar pelos defuntos. Não esqueçamos os nossos entes queridos, os benfeitores e todos aqueles que nos precederam na fé: a Celebração eucarística é a melhor ajuda espiritual que podemos oferecer pelas suas almas, especialmente às mais abandonadas. E neste momento não podemos deixar de recordar as vítimas da recente inundação na Sardenha: oremos por elas e pelos seus familiares, e sejamos solidários com quantos tiveram prejuízos. Recitemos uma breve oração em silêncio e depois oremos a Nossa Senhora para que abençoe e ajude todos os irmãos e irmãs sardos. E agora rezemos em silêncio (...) Ave Maria...






Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 17.11.2013


Praça de São Pedro
Domingo, 17 de Novembro de 2013







Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo (cf. Lc 21, 5-19) consiste na primeira parte de um discurso de Jesus: sobre os últimos tempos. Jesus pronuncia-o Em Jerusalém, nos arredores do templo; e a oportunidade é-lhe proporcionada pelas pessoas que falavam do templo e da sua beleza, porque aquele templo era bonito! Então, Jesus disse: «Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra» (Lc 21, 6). Naturalmente, perguntam-lhe: quando acontecerá isto? Quais serão os sinais? Mas Jesus desvia a atenção destes aspectos secundários — quando será? como será? — desvia para as questões verdadeiras. E são duas. Primeira: não se deixar enganar pelos falsos messias e não se deixar paralisar pelo medo. Segunda: viver o tempo da expectativa como tempo do testemunho e da perseverança. E nós vivemos neste tempo da expectativa, da espera da vinda do Senhor.

Este discurso de Jesus é sempre actual, também para nós que vivemos no século XXI. Ele repete-nos: «Prestai atenção para não serdes enganados. Muitos virão em meu nome» (v. 8). Trata-se de um convite ao discernimento, aquela virtude cristã de compreender onde se encontra o espírito do Senhor e onde está o espírito maligno. Com efeito, também hoje existem «salvadores» falsos, que procuram substituir-se a Jesus: líderes deste mundo, santões e até feiticeiros, personagens que desejam atrair a si as mentes e os corações, especialmente dos jovens. Jesus alerta-vos: «Não os sigais! Não os sigais!».

E o Senhor ajuda-nos também a não ter medo: perante as guerras e as revoluções, mas inclusive diante das calamidades naturais e das epidemias, é Jesus quem nos liberta do fatalismo e das falsas visões apocalípticas.

O segundo aspecto interpela-nos precisamente como cristãos e como Igreja: Jesus prenuncia provações dolorosas e perseguições que os seus discípulos deverão padecer por causa d’Ele. No entanto, assegura: «Não se perderá um só cabelo da vossa cabeça» (v. 18). Ele recorda-nos que estamos totalmente nas mãos de Deus! As adversidades que encontramos devido à nossa fé e à nossa adesão ao Evangelho constituem ocasiões de testemunho; elas não devem afastar-nos do Senhor, mas impelir-nos a abandonar-nos ainda mais a Ele, à força do seu Espírito e da sua Graça.

Neste momento penso, todos nós pensemos. Façamo-lo juntos: pensemos nos numerosos irmãos e irmãs cristãos, que sofrem perseguições por causa da sua fé. Existem tantos! Talvez muito mais do que nos primeiros séculos. Jesus está com eles. Também nós estamos unidos a eles mediante a nossa oração e o nosso afecto; nutrimos admiração pela sua intrepidez e pelo seu testemunho. São os nossos irmãos e irmãs, que em numerosas partes do mundo sofrem porque permanecem fiéis a Jesus Cristo. Saudemo-los de coração e com carinho.

No final, Jesus fez uma promessa que é garantia de vitória: «É pela vossa constância que alcançareis a salvação» (v. 19). Quanta esperança há nestas palavras! Elas são um hino à esperança e à paciência, ao saber esperar os frutos seguros da salvação, confiando no sentido profundo da vida e da história: as provações e as dificuldades fazem parte de um desígnio maior; o Senhor, Dono da história, leva tudo ao seu cumprimento. Não obstante as desordens e desventuras que angustiam o mundo, o desígnio de bondade e de misericórdia de Deus há-de realizar-se! E esta é a nossa esperança: ir em frente assim, por este caminho, no desígnio de Deus que se realizará. Esta é a nossa esperança!

Esta mensagem de Jesus faz meditar sobre o nosso presente e incute-nos a força para o enfrentar com coragem e esperança, em companhia de Nossa Senhora, que caminha sempre ao nosso lado.

Depois do Angelus

Saúdo todos vós, famílias, associações e grupos, que viestes de Roma, da Itália e de muitas regiões do mundo: Espanha, França, Finlândia e Países Baixos. Em particular, saúdo os peregrinos provenientes das localidades italianas de Vercelli, Salerno e Lizzanello; o moto clube Lucania de Potenza; e os jovens de Montecassino e de Caserta.

Hoje, a comunidade eritreia de Roma celebra a festa de São Miguel. Saudemo-la de coração!

Celebra-se hoje também o «Dia dedicado às vítimas da estrada». Asseguro a minha oração e encorajo-vos a dar continuidade ao compromisso da prevenção, porque a prudência e o respeito das normas são a primeira forma de tutela pessoal e do próximo.

Neste momento, gostaria de vos aconselhar um remédio. Mas alguém pensa: «Agora o Papa é farmacêutico?». Trata-se de um remédio especial, para concretizar os frutos do Ano da fé, que se aproxima do seu termo. Mas é um remédio de 59 contas intracordiais. Trata-se de um «remédio espiritual» chamado Misericordina. Uma caixinha com 59 contas intracordiais. Esta pequena caixa contém o remédio que alguns voluntários vo-lo distribuirão ao deixardes a Praça. Tomai-o! Contém um Rosário, com o qual podeis rezar também o «terço da Misericórdia”, auxílio espiritual para a nossa alma e para propagar em toda a parte o amor, o perdão e a fraternidade. Não vos esqueçais de o tomar, porque faz bem. Faz bem ao coração, à alma e à vida inteira!

Desejo a todos vós um feliz Domingo. Bom almoço e até à vista!





Fonte: Vaticano





segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 13.11.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013







Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

No Credo, através do qual cada domingo fazemos a nossa profissão de fé, nós afirmamos: «Professo um só baptismo, para o perdão dos pecados». Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no contexto doCredo. Com efeito, o Baptismo constitui a «porta» da fé e da vida cristã. Jesus Ressuscitado deixou aos Apóstolos esta exortação: «Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo» (Mc 16, 15-16). A missão da Igreja é evangelizar e perdoar os pecados através do sacramento baptismal. No entanto, voltemos às palavras do Credo. Esta expressão pode ser dividida em três pontos: «professo»; «um só baptismo»; e «para o perdão dos pecados».

«Professo». O que quer dizer isto? É um termo solene, que indica a grande importância do objecto, ou seja, do Baptismo. Com efeito, pronunciando estas palavras, nós afirmamos a nossa verdadeira identidade de filhos de Deus. Num certo sentido, o Baptismo é o bilhete de identidade do cristão, a sua certidão de nascimento e o acto de nascimento na Igreja. Todos vós conheceis o dia em que nascestes e festejais o vosso aniversário, não é verdade? Todos nós festejamos o aniversário. Dirijo-vos uma pergunta, que já formulei outras vezes, mas volto a apresentá-la: quem de vós se recorda da data do seu próprio Baptismo? Levantem a mão: são poucos (e não o pergunto aos Bispos, para que não se envergonhem...). Mas façamos uma coisa: hoje, quando voltardes para casa, perguntai em que dia fostes baptizados, procurai, porque este é o vosso segundo aniversário. O primeiro é do nascimento para a vida e o segundo é do nascimento na Igreja. Fareis isto? É um dever que deveis fazer em casa: procuremos descobrir o dia em que nascemos na Igreja e demos graças ao Senhor porque no dia do Baptismo nos abriu a porta da sua Igreja. Ao mesmo tempo, ao Baptismo está ligada a nossa fé na remissão dos pecados. Com efeito, o Sacramento da Penitência ou Confissão é como um «segundo baptismo», que se refere sempre ao primeiro, para o consolidar e renovar. Neste sentido, o dia do nosso Baptismo é o ponto de partida de um caminho extremamente bonito, um caminho rumo a Deus que dura a vida inteira, um caminho de conversão que é continuamente fortalecido pelo Sacramento da Penitência. Pensai nisto: quando vamos confessar-nos das nossas debilidades, dos nossos pecados, vamos pedir o perdão de Jesus, mas vamos também renovar o Baptismo com este perdão. E isto é bom, é como festejar o dia do Baptismo em cada Confissão. Portanto, a Confissão não é uma sessão numa sala de torturas, mas é uma festa. A Confissão é para os baptizados, para manter limpa a veste branca da nossa dignidade cristã!

Segundo elemento: «um só baptismo». Esta expressão evoca as palavras de são Paulo: «Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo» (Ef 4, 5). Literalmente, a palavra «baptismo» significa «imersão» e, com efeito, este Sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, da qual renascemos com Ele como criaturas novas (cf.Rm 6, 4). Trata-se de um lavacro de regeneração e iluminação. Regeneração, porque realiza aquele nascimento da água e do Espírito, sem a qual ninguém pode entrar no reino dos céus (cf. Jo 3, 5). Iluminação porque, através do Baptismo, a pessoa humana se torna repleta da graça de Cristo, «a verdadeira luz que a todo o homem ilumina» (Jo1, 9), dissipando as trevas do pecado. Por isso na cerimónia do Baptismo, aos pais dá-se um círio aceso, para significar esta iluminação; o Baptismo ilumina-nos a partir de dentro com a luz de Jesus. Em virtude deste dom, o baptizado é chamado a tornar-se ele mesmo «luz» — a luz da fé que ele recebeu — para os irmãos, especialmente para quantos estão nas trevas e não vislumbram espirais de claridade no horizonte da própria vida.

Podemos interrogar-nos: para mim, o Baptismo constitui um acontecimento do passado, isolado numa data, aquela que hoje vós procurareis, ou uma realidade viva, que diz respeito ao meu presente, a cada momento? Tu sentes-te forte, com o vigor que Cristo te oferece com a sua morte e ressurreição? Ou sentes-te abatido, esgotado? O Baptismo dá-te força e luz. Sentes-te iluminado, com aquela luz que vem de Cristo? És homem e mulher de luz? Ou és uma pessoa obscura, sem a luz de Jesus? É preciso assimilar a graça do Baptismo, que constitui uma dádiva, e tornar-se luz para todos!

Finalmente, uma breve referência ao terceiro elemento: «para o perdão dos pecados». No sacramento do Baptismo são perdoados os pecados, o pecado original e todos os nossos pecados pessoais, assim como todas as penas do pecado. Mediante o Baptismo abre-se a porta a uma novidade de vida concreta, que não é oprimida pelo peso de um passado negativo, mas já pressente a beleza e a bondade do Reino dos céus. Trata-se de uma intervenção poderosa da misericórdia de Deus na nossa vida, para nos salvar. Esta intervenção salvífica não priva a nossa natureza humana da sua debilidade — todos nós somos frágeis, todos somos pecadores — e também não nos priva da responsabilidade de pedir perdão cada vez que erramos! Não me posso baptizar várias vezes, mas posso confessar-me e deste modo renovar a graça do Baptismo. É como se eu fizesse um segundo Baptismo. O Senhor Jesus é deveras bondoso e nunca se cansa de nos perdoar. Inclusive quando a porta que o Baptismo nos abriu para entrar na Igreja se fecha um pouco, por causa das nossas fraquezas e dos nossos pecados, a Confissão volta a abri-la precisamente porque é como um segundo Baptismo que nos perdoa tudo e nos ilumina para irmos em frente com a luz do Senhor. Vamos em frente assim, cheios de alegria, porque a vida deve ser vivida com o júbilo de Jesus Cristo; e esta é uma graça do Senhor!

Saudação

Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, particularmente à Delegação de Moçambique e aos diversos grupos de fiéis brasileiros. Queridos amigos, convido-vos a tornar-vos “luz” para os irmãos, especialmente para aqueles que se encontram nas trevas e não vislumbram qualquer raio de luz no horizonte de sua vida. Que Deus vos abençoe!

Irmãos e irmãs, foi com grande amargura que tomei conhecimento do facto que há dois dias, em Damasco, alguns tiros de morteiro mataram várias crianças que voltavam da escola e também o motorista que as acompanhava. Outras crianças ficaram feridas. Por favor, que estas tragédias nunca mais se verifiquem! Oremos fortemente! Nestes dias rezamos e unimos as forças para ajudar os nossos irmãos e irmãs das Filipinas, atingidos pelo furacão. Estas são as verdadeiras batalhas para combater. Pela vida! Nunca mais a morte!

Enfim, dirijo um pensamento carinhoso aos jovens, aos recém-casados e aos doentes, especialmente ao Grupo deDoentes raros da Itália, acompanhados pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, D. Zimowski, e o Grupo da União de Cegos de Vibo Valentia, com o Bispo D. Renzo. Nestes dias de Novembro, a liturgia faz memória da dedicação das Basílicas de São João de Latrão, de São Pedro e de São Paulo. A todos formulo votos a fim de que a peregrinação a Roma possa fortalecer o vínculo com a Cidade dos Apóstolos e a alegria da pertença à Igreja católica!





Fonte: Vaticano





Angelus do Papa Francisco - 10.11.2013


Praça de São Pedro
Domingo, 10 de Novembro de 2013









Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho deste domingo apresenta-nos Jesus que fala com os saduceus, os quais negavam a ressurreição. E é precisamente sobre este tema que eles dirigem uma pergunta a Jesus, para o pôr em dificuldade e para ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos. Propõem um caso imaginário: «Uma mulher teve sete maridos, que morreram um depois do outro», e perguntam a Jesus: «De quem será esposa aquela mulher, depois da sua morte?». Sempre manso e paciente, Jesus primeiro responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros da vida terrena. A vida eterna é uma vida diferente, noutra dimensão na qual, de resto, já não haverá o matrimónio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados — diz Jesus — serão como anjos e viverão numa condição diferente, que agora não podemos experimentar nem sequer imaginar. Assim explica Jesus.

Mas depois Jesus, por assim dizer, passa ao contra-ataque. E fá-lo citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e originalidade que nos deixam repletos de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! Jesus encontra a prova da ressurreição no episódio de Moisés e na sarça ardente (cf. Êx 3, 1-6), onde Deus se revela como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob. O nome de Deus está ligado ao nome dos homens e das mulheres com que Ele se une, e este vínculo é mais forte do que a morte. Quanto a nós, também acerca da relação de Deus connosco, com cada um de nós, podemos dizer: Ele é o nosso Deus! Ele é o Deus de cada um de nós! Como se Ele tivesse o nosso nome. Ele gosta de o dizer, e esta é a aliança. Eis por que motivo Jesus afirma: «Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para Ele» (Lc 20, 38). E este é o vínculo decisivo, a aliança fundamental, a aliança com Jesus: Ele mesmo é a Aliança, Ele mesmo é a Vida e a Ressurreição, porque com o seu amor crucificado Ele venceu a morte. Em Jesus, Deus doa-nos a vida eterna, concede-a a todos, e graças a Ele todos têm a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta actual: ela supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e com a sua misericórdia.

Por conseguinte, o que acontecerá é precisamente o contrário daquilo que esperavam os saduceus. Não é esta vida que serve de referência para a eternidade, para a outra vida, para a vida que nos espera, mas é a eternidade — aquela vida — que ilumina e confere esperança à vida terrena de cada um de nós! Se virmos somente com olhos humanos, seremos levados a dizer que o caminho do homem vai da vida para a morte. Isto é visível! Mas só é assim se virmos com olhos humanos. Jesus inverte esta perspectiva e afirma que a nossa peregrinação vai da morte para a vida: a vida plena! Nós estamos a caminho, em peregrinação rumo à vida plena, e é esta vida plena que ilumina o nosso caminho! Por conseguinte, a morte está atrás, no passado, não diante de nós. À nossa frente está o Deus dos vivos, o Deus da aliança, o Deus que traz o meu nome, o nosso nome, como Ele mesmo disse: «Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob», também é o Deus que traz o meu nome, o teu nome, o nome de cada um..., o nosso nome. O Deus dos vivos! [...] À nossa frente está a derrota definitiva do pecado e da morte, o início de um novo tempo de alegria e de luz sem fim. Mas já nesta terra, na oração, nos Sacramentos e na fraternidade, nós encontramos Jesus e o seu amor, e deste modo podemos antegozar algo da vida ressuscitada. A experiência que vivemos do seu amor e da sua fidelidade faz arder como um fogo no nosso coração, aumentando a nossa fé na ressurreição. Com efeito, se Deus é fiel e ama, não pode sê-lo a tempo limitado: a fidelidade é eterna, não pode mudar. O amor de Deus é eterno, não pode mudar! Não é a tempo limitado: é para sempre! É para ir em frente! Ele é fiel para sempre e espera-nos, espera cada um de nós, acompanha cada um de nós com esta fidelidade eterna.



Depois do Angelus

Hoje à tarde em Paderborn, na Alemanha, será proclamada Beata Maria Teresa Bonzel, Fundadora das Pobres Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua, que viveu no século XIX. A Eucaristia era a nascente da qual ela recebia a energia espiritual, para se dedicar com caridade incansável às pessoas mais frágeis. Louvemos o Senhor pelo seu testemunho!

Desejo assegurar a minha proximidade às populações das Filipinas e daquela Região, que foram atingidas por um furacão tremendo. Infelizmente, as vítimas são numerosíssimas e os prejuízos enormes. Rezemos agora por um instante, em silêncio, e depois a Nossa Senhora, pelos nossos irmãos e irmãs, e procuremos fazer chegar a eles também a nossa ajuda concreta. Oremos em silêncio!

Recorda-se hoje o septuagésimo quinto aniversário da chamada «Noite dos cristais»: as violências perpetradas na noite entre os dias 9 e 10 de Novembro de 1938 contra os judeus, as sinagogas, as habitações e as lojas deram um triste passo rumo à tragédia do Shoah. Renovemos a nossa proximidade e solidariedade ao povo judeu, nossos irmãos mais velhos. E oremos a Deus a fim de que a memória do passado, a recordação dos pecados do passado nos ajudem a ser sempre vigilantes contra todas as formas de ódio e de intolerância.

Neste domingo, na Itália, celebra-se o Dia de acção de graças. Uno a minha voz à voz dos Bispos, manifestando a minha proximidade ao mundo agrícola, particularmente aos jovens que escolheram lavrar a terra. Encorajo todos aqueles que se comprometem a fim de que a ninguém venha a faltar uma alimentação sadia e adequada.

Saúdo todos os peregrinos provenientes de vários países, as famílias, os grupos paroquiais e as associações; de modo particular, os fiéis das Dioceses da Ligúria, na Itália, acompanhados pelo Cardeal Bagnasco e pelos demais Prelados dessa Região.

Saúdo os membros do Instituto secular das trabalhadoras paroquiais; e do Centro Académico Romano Fundación; os fiéis dos Estados Unidos da América e de Tahiti; assim como os fiéis provenientes de Riccione, de Avezzano, de Turim, de Bertonico e de Celano. Dirijo um pensamento especial aos jovens das Pontifícias Obras Missionárias; os jovens de Pescara e de Monte San Savino; e por fim os membros da Cruz Verde, de Alessandria.

Desejo bom domingo a todos. Bom almoço e até à vista!




Fonte: Vaticano




Evangelho do XXXIII Domingo do Tempo Comum - Ano C


Lucas 21, 5-19

Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: "Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído". Eles perguntaram-Lhe: "Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?" Jesus respondeu: "Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim". Disse-lhes ainda: "Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenômenos espantosos e grandes sinais no céu. Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas.




sábado, 9 de novembro de 2013

Evangelho do XXXII Domingo do Tempo Comum - Ano C


São Lucas 20, 27-38

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus — que negam a ressurreição — e fizeram-lhe a seguinte pergunta: "Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. Por fim, morreu também a mulher. De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?» Disse-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos".





Catequese com o Papa Francisco - 06.11.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 6 de Novembro de 2013







Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Na quarta-feira passada falei sobre a comunhão dos santos, entendida como comunhão entre as pessoas santas, ou seja entre nós, crentes. Hoje gostaria de aprofundar o outro aspecto desta realidade. Como recordais, havia dois aspectos: o primeiro, a comunhão, a unidade entre nós; e o outro aspecto, a comunhão nas coisas sagradas, nos bens espirituais. Estes dois aspectos estão intimamente ligados entre si; com efeito, a comunhão entre os cristãos aumenta mediante a participação nos bens espirituais. De modo particular, consideremos: os Sacramentos, os carismas e a caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 949-953). Nós crescemos em unidade, em comunhão, mediante os Sacramentos, os carismas que cada um recebe do Espírito santo, e a caridade.

Antes de tudo, a comunhão nos Sacramentos. Os Sacramentos expressam e realizam uma comunhão concreta e profunda entre nós, porque neles nós encontramos Cristo Salvador e, através dele, os nossos irmãos na fé. Os Sacramentos não são aparências, não são ritos, mas constituem a força de Cristo; Jesus Cristo está presente nos Sacramentos. Quando celebramos a Eucaristia, é Jesus vivo que nos congrega, que faz de nós uma comunidade, que nos leva a adorar o Pai. Com efeito, cada um de nós, mediante o Baptismo, a Confirmação e a Eucaristia, é incorporado em Cristo e unido a toda a comunidade dos fiéis. Por conseguinte, se por um lado é a Igreja que «faz» os Sacramentos, por outro são os Sacramentos que «fazem» a Igreja, que a edificam, gerando novos filhos, agregando-os ao povo santo de Deus e consolidando a sua pertença.

Cada encontro com Cristo, que nos Sacramentos nos concede a salvação, convida-nos a «ir» e comunicar aos outros uma salvação que pudemos ver, tocar, encontrar e receber, e que é verdadeiramente credível porque é amor. Deste modo, os Sacramentos impelem-nos a ser missionários, e o compromisso apostólico de levar o Evangelho a todos os ambientes, até àqueles mais hostis, constitui o fruto mais autêntico de uma vida sacramental assídua, enquanto significa participação na iniciativa salvífica de Deus, que quer oferecer a salvação a todos. A graça dos Sacramentos alimenta em nós uma fé forte e jubilosa, uma fé que sabe admirar-se diante das «maravilhas» de Deus e sabe resistir aos ídolos do mundo. Por isso, é relevante fazer Comunhão, é importante que as crianças sejam baptizadas cedo, que sejam crismadas, porque os Sacramentos constituem a presença de Jesus Cristo em nós, uma presença que nos ajuda. Quando nos sentimos pecadores, é importante que nos aproximemos do sacramento da Reconciliação. Alguém poderá dizer: «Mas tenho medo, porque o sacerdote repreender-me-á». Não, o presbítero não te censurará; sabes quem encontrarás no sacramento da Reconciliação? Encontrarás Jesus que te perdoa! É Jesus que te espera ali; trata-se de um Sacramento que faz crescer a Igreja inteira.

Um segundo aspecto da comunhão nas coisas sagradas é o da comunhão dos carismas. O Espírito Santo dispensa aos fiéis uma miríade de dons e de graças espirituais; esta riqueza, digamos «fantasiosa» dos dons do Espírito Santo, tem como finalidade a edificação da Igreja. Os carismas — palavra um pouco difícil — são as dádivas que o Espírito Santo nos concede, habilidades, possibilidades... Dons oferecidos não para permanecer escondidos, mas para serem comunicados aos outros. Eles não são concedidos em benefício de quantos os recebem, mas para a utilidade do povo de Deus. Ao contrário, se um carisma, um destes dons, servir para nos afirmarmos a nós mesmos, há que duvidar que se trate de um carisma autêntico, ou que seja vivido fielmente. Os carismas são graças especiais, concedidas a algumas pessoas para fazer o bem a muitas outras. Trata-se de atitudes, de inspirações e de ímpetos interiores, que nascem na consciência e na experiência de determinadas pessoas, que são chamadas a colocá-los ao serviço da comunidade. De modo particular, estes dons espirituais beneficiam a santidade da Igreja e da sua missão. Todos somos chamados a respeitá-los em nós mesmos e nos outros, a recebê-los como estímulos úteis para uma presença e uma obra fecunda da Igreja. São Paulo admoestava: «Não extingais o Espírito» (1 Ts 5, 19). Não extingamos o Espírito que nos oferece estas dádivas, estas capacidades e estas virtudes tão boas, que fazem crescer a Igreja.

Qual é a nossa atitude perante estes dons do Espírito Santo? Estamos conscientes de que o Espírito de Deus é livre de os conceder a quem quiser? Consideramo-los como um auxílio espiritual, através do qual o Senhor sustém a nossa fé e fortalece a nossa missão no mundo?

Vejamos agora o terceiro aspecto da comunhão nas coisas sagradas, ou seja a comunhão da caridade, a unidade entre nós que faz a caridade, o amor. Os pagãos, observando os primeiros cristãos, diziam: mas como se amam, como se estimam mutuamente! Não se odeiam, não falam mal uns dos outros. Esta é a caridade, o amor de Deus que o Espírito Santo insere no nosso coração. Os carismas são importantes na vida da comunidade cristã, mas são sempre meios para crescer na caridade, no amor, que são Paulo coloca acima dos carismas (cf. 1 Cor 13, 1-13). Com efeito, sem amor até os dons mais extraordinários são vãos; este homem cura as pessoas, tem esta qualidade, esta virtude... mas tem amor e caridade no seu coração? Se os tiver é um bem, mas se não os tem, não é útil para a Igreja. Sem o amor, todas estas dádivas e carismas não servem para a Igreja, pois onde não há amor, cria-se um vazio que é preenchido pelo egoísmo. E pergunto-me: se todos nós somos egoístas, podemos viver em comunhão e em paz? Não se pode, e por isso é necessário o amor que nos une. O mais pequenino dos nossos gestos de amor tem efeitos positivos para todos! Portanto, viver a unidade na Igreja e a comunhão da caridade significa não procurar o próprio interesse, mas participar nos sofrimentos e nas alegrias dos irmãos (cf. 1 Cor 12, 26), prontos para carregar os fardos dos mais frágeis e pobres. Esta solidariedade fraterna não é uma figura retórica, um modo de dizer, mas faz parte integrante da comunhão entre os cristãos. Se a vivermos, seremos no mundo sinal, «sacramento» do amor de Deus. Sê-lo-emos uns para os outros e para todos! Não se trata apenas daquela caridade superficial que podemos oferecer-nos uns aos outros, mas trata-se de algo mais profundo: é uma comunhão que nos torna capazes de entrar na alegria e no sofrimento do próximo para os tornar sinceramente nossos.

E com frequências somos demasiado áridos, indiferentes e desinteressados, e em vez de transmitir fraternidade, transmitimos mau humor, insensibilidade e egoísmo. E com mau humor, insensibilidade e egoísmo não se pode fazer crescer a Igreja; a Igreja cresce unicamente com o amor que deriva do Espírito Santo. O Senhor convida-nos a abrir-nos à comunhão com Ele nos Sacramentos, nos carismas e na caridade, para vivermos de maneira digna da nossa vocação cristã!

E agora permito-me pedir-vos um gesto de caridade: estai tranquilos, não se trata da colecta! Antes de vir à praça, fui visitar uma criança de um ano e meio, com uma doença extremamente grave. O seu pai e a sua mãe rezam e pedem ao Senhor a saúde para esta bonita menina. Ela chama-se Noemi. Sorria, pobrezinha! Façamos um gesto de amor. Nós não a conhecemos, mas é uma criança baptizada, é uma de nós, é uma cristã. Façamos um gesto de amor por ela e, em silêncio, peçamos ao Senhor que a ajude neste momento e que lhe conceda a saúde. Em silêncio, por um instante, e depois recitaremos a Ave-Maria. E agora todos juntos, roguemos a Nossa Senhora pela saúde de Noemi. Ave Maria... Obrigado por este gesto de caridade!

Saudações

Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao grupo inaciano de Portugal e aos fiéis brasileiros de Bauru e de São Bernardo do Campo. Agradeço a vossa presença e encorajo-vos a continuar a dar o vosso fiel testemunho cristão na sociedade. A vós e a todos, eu digo: deixai-vos guiar pelo Espírito Santo para crescerdes repletos dos seus frutos. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos.

Enfim, saúdo os jovens, os doentes e os recém-casados. O mês de Novembro, dedicado à memória e à oração pelos finados, oferece-nos a oportunidade de ponderar mais profundamente sobre o significado da existência terrena e sobre o valor da vida eterna. Estes dias sejam para todos um estímulo a compreender que a vida tem valor, se for vivida para amar a Deus e ao próximo.





Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 03.11.2013


Praça de São Pedro
Domingo, 3 de Novembro de 2013







Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

A página do Evangelho de Lucas deste domingo mostra-nos Jesus que, no seu caminho rumo a Jerusalém, entra na cidade de Jericó. Esta é a última etapa de uma viagem que resume em si o sentido de toda a vida de Jesus, dedicada à procura e à salvação das ovelhas perdidas da casa de Israel. Mas quanto mais o caminho se aproxima da meta, tanto mais se vai estreitando ao redor de Jesus um círculo de hostilidades.

E no entanto, em Jericó tem lugar um dos acontecimentos mais jubilosos narrados por são Lucas: a conversão de Zaqueu. Esse homem é uma ovelha perdida, é desprezado, é um «excomungado» porque é um publicano; aliás, é o chefe dos publicanos da cidade, amigo dos odiados ocupantes romanos, é um ladrão e um explorador.

Impedido de se aproximar de Jesus, provavelmente por causa da sua má fama, e dado que era pequeno de estatura, Zaqueu sobe a uma árvore para poder ver o Mestre que passa. Este gesto exterior, um pouco ridículo, exprime contudo a atitude interior do homem que procura elevar-se acima da multidão para entrar em contacto com Jesus. O próprio Zaqueu não conhece o sentido profundo deste seu gesto, não sabe por que o faz, mas fá-lo; nem sequer ousa esperar que possa ser superada a distância que o separa do Senhor; resigna-se a vê-lo só de passagem. Mas quando chega perto daquela árvore, Jesus chama-o pelo nome: «Zaqueu, desce depressa, porque hoje tenho que ficar em tua casa» (Lc 19, 5). Aquele homem pequeno de estatura, rejeitado por todos e distante de Jesus, vive como que perdido no anonimato; mas Jesus chama-o, e aquele nome, «Zaqueu», na língua daquela época tem um significado bonito, cheio de alusões: com efeito, «Zaqueu» quer dizer «Deus recorda».

E Jesus vai à casa de Zaqueu, suscitando as críticas de todos os habitantes de Jericó (porque também naquele tempo as pessoas bisbilhotavam muito!), que diziam: — Mas como? Com todas as pessoas boas que vivem na cidade, Ele vai ter precisamente com aquele publicano? Sim, porque ele estava perdido; e Jesus diz: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão» (Lc 19, 9). A partir daquele dia, na casa de Zaqueu entrou a alegria, entrou a paz, entrou a salvação, entrou Jesus.

Não há profissão nem condição social, não existe pecado nem crime de qualquer tipo que possa eliminar da memória e do coração de Deus um só dos seus filhos. «Deus recorda» sempre, não se esquece de nenhum daqueles que Ele criou; Ele é Pai, sempre à espera vigilante e amorosa de ver renascer no coração do filho o desejo de voltar para casa. E quando reconhece aquele desejo, embora simplesmente mencionado, e muitas vezes quase inconsciente, põe-se imediatamente ao seu lado e, com o seu perdão, faz com que o seu caminho de conversão e de volta seja mais suave. Olhemos para Zaqueu hoje, na árvore: o seu gesto é ridículo, mas é uma atitude de salvação. E eu digo-te: se tiveres um peso na consciência, se sentires vergonha de tantas coisas que cometeste, pára um pouco, não te assustes. Pensa que alguém te espera, porque nunca deixou de se recordar de ti; e este alguém é o teu Pai, é Deus que te espera! A exemplo de Zaqueu, também tu sobe na árvore do desejo de ser perdoado; garanto-te que não ficarás decepcionado. Jesus é misericordioso e nunca se cansa de perdoar! Recordai-vos bem disto, Jesus é assim.

Irmãos e irmãs, deixemos também nós que Jesus nos chame pelo nome! No fundo do nosso coração, ouçamos a sua voz que nos diz: «Hoje tenho que ficar em tua casa», ou seja, no teu coração, na tua vida. E acolhamo-lo com alegria: Ele pode mudar-nos, pode transformar o nosso coração de pedra em coração de carne, pode libertar-nos do egoísmo e fazer da nossa vida uma dádiva de amor. Jesus pode fazê-lo; deixa-te olhar por Jesus!

Depois do Angelus

Saúdo com carinho todos os romanos e os peregrinos presentes, de modo particular as famílias, as paróquias e os grupos provenientes de muitos países do mundo.

Desejo a todos feliz domingo e bom almoço. Adeus!




Fonte: Vaticano




sábado, 2 de novembro de 2013

Evangelho da Solenidade de Todos os Santos


São Mateus 5, 1-12a

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo: "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa".




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