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sábado, 28 de dezembro de 2013

Evangelho do Domingo da Sagrada Família


São Mateus 2, 13-15.19-23

Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: "Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar". José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: "Do Egito chamei o meu filho". Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egito e disse-lhe: "Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram". José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: "Há-de chamar-Se Nazareno".




sábado, 21 de dezembro de 2013

Evangelho do IV Domingo do Advento - Ano A


São Mateus 1, 18-24

O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: "José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados". Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: "A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’". Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Catequese com o Papa Francisco - 18.12.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013







Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Este nosso encontro realiza-se no clima espiritual do Advento, que se tornou ainda mais intenso graças à Novena do Santo Natal, que estamos a viver nestes dias e que nos conduz às festividades natalícias. Por isso, hoje gostaria de meditar convosco sobre o Natal de Jesus, festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo. E a razão da nossa esperança é a seguinte: Deus está ao nosso lado, Deus ainda confia em nós! Mas pensai bem nisto: Deus está ao nosso lado, Deus ainda confia em nós! Este Deus Pai é generoso! Ele vem habitar com os homens, escolhe a terra como a sua morada para estar ao lado do homem e para se encontrar lá onde o homem transcorre os seus dias na alegria ou na dor. Portanto, a terra já não é só um «vale de lágrimas», mas o lugar onde o próprio Deus construiu a sua tenda, o lugar do encontro de Deus com o homem, da solidariedade de Deus para com os homens.

Deus quis compartilhar a nossa condição humana, a ponto de se fazer um só connosco na pessoa de Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Contudo, existe algo ainda mais surpreendente. A presença de Deus no meio da humanidade não se concretizou num mundo ideal, idílico, mas neste mundo real, marcado por muitas situações boas e más, caracterizado por divisões, maldade, pobreza, prepotências e guerras. Ele quis habitar na nossa história como ela é, com todo o peso dos seus limites e dos seus dramas. Agindo deste modo, demonstrou de modo insuperável a sua inclinação misericordiosa e repleta de amor pelas criaturas humanas. Ele é Deus connosco; Jesus é Deus connosco. Vós acreditais nisto? Juntos, façamos esta profissão: Jesus é Deus connosco! Jesus é Deus connosco desde sempre e para sempre ao nosso lado nos sofrimentos e nas dores da história. O Natal de Jesus é a manifestação de que Deus se «alinhou» uma vez por todas da parte do homem, para nos salvar, para nos elevar da poeira das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.

É daqui que provém o grande «presente» do Menino de Belém: Ele traz-nos uma energia espiritual, uma energia que nos ajuda a não precipitar nas nossas dificuldades, nos nossos desesperos e nas nossas amarguras, porque se trata de uma energia que aquece e transforma o coração. Com efeito, o nascimento de Jesus traz-nos a bonita notícia de que somos amados imensa e singularmente por Deus, e de que Ele não só nos faz conhecer este amor, mas também no-lo concede, no-lo comunica!

Da contemplação jubilosa do mistério do Filho de Deus que nasceu para nós, podemos fazer duas considerações.

A primeira é que, se no Natal Deus se revela não como alguém que está no alto e que domina o universo, mas como Aquele que se abaixa, que desce sobre a terra pequenino e pobre, significa que para sermos semelhantes a Ele não devemos colocar-nos acima dos outros mas, ao contrário, abaixar-nos, pôr-nos ao seu serviço, tornar-nos pequeninos com os pequeninos, pobres com os pobres. Mas é triste quando vemos um cristão que não quer humilhar-se, que não aceita servir. É triste quando o cristão se vangloria em toda a parte: ele não é cristão, mas pagão. O cristão serve, abaixa-se. Façamos com que estes nossos irmãos e irmãs nunca se sintam sozinhos!

A segunda consideração: se, através de Jesus, Deus se comprometeu com o homem a ponto de se tornar como um de nós, quer dizer que tudo o que fizermos a um irmão ou a uma irmã, a Ele o fazemos. Foi o próprio Jesus quem no-lo recordou: quem alimenta, acolhe, visita e ama um destes mais pequeninos e mais pobres entre os homens, ao Filho de Deus que o faz.

Confiemo-nos a Deus, à intercessão maternal de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, a fim de que nos ajude neste Santo Natal, já iminente, a reconhecer no rosto do nosso próximo, especialmente das pessoas mais frágeis e marginalizadas, a imagem do Filho de Deus que se fez homem.

Saudações

Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para todos, em particular para os fiéis brasileiros de Chapecó, com votos de um santo Natal repleto de consolações e graças do Deus Menino. Nos vossos corações, famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o Rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Ele vos abençoe com um Ano Novo sereno e feliz!

Dirijo uma saudação especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Estimados jovens, de maneira especial vós, membros dos vários grupos de escoteiros, aproximai-vos do mistério de Belém com os mesmos sentimentos de fé e de humildade que tinha Maria. Vós, amados doentes, encontrai no presépio aquele júbilo e aquela paz íntima que Jesus vem trazer ao mundo. E vós, queridos recém-casados, contemplai o exemplo da Sagrada Família de Nazaré, imitando as suas virtudes.





Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 15.12.2013


Praça de São Pedro
III Domingo de Advento "Gaudete", 15 de Dezembro de 2013







Obrigado! Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje é o terceiro domingo do Advento, chamado também Gaudete, ou seja, domingo da alegria. Na liturgia ressoa várias vezes o convite a alegrar-se, a rejubilar, porquê? Porque o Senhor está próximo. O Natal está próximo. A mensagem cristã chama-se «evangelho», isto é, «boa nova», um anúncio de alegria para todo o povo; a Igreja não é um refúgio para pessoas tristes, a Igreja é a casa da alegria! E quantos estão tristes encontram nela a alegria, a verdadeira alegria!

Mas a alegria do Evangelho não é uma alegria qualquer! Tem a sua razão de ser no saber que se é acolhido e amado por Deus. Como nos recorda hoje o profeta Isaías (cf. 35, 1-6a, 8a.10). Deus é aquele que nos vem salvar, e socorre sobretudo os desorientados de coração. A sua vinda entre nós fortalece, torna firme, dá coragem, faz exaltar e florescer o deserto e a estepe, ou seja, a nossa vida quando se torna árida. E quando é que a nossa vida se torna árida? Quando está sem a água da Palavra de Deus e do seu Espírito de amor. Por maiores que sejam os nossos limites e as nossas desorientações, não nos é permitido ser débeis nem vacilantes face às dificuldades e às nossas próprias debilidades. Ao contrário, somos convidados a fortalecer as mãos, a tornar firmes os joelhos, a ter coragem e a não temer, porque o nosso Deus nos mostra sempre a grandeza da sua misericórdia. Ele dá-nos a força para ir em frente. Ele está sempre connosco para nos ajudar a ir em frente. É um Deus que gosta muito de nós, que nos ama e por isso está connosco, para nos ajudar, para nos fortalecer e ir em frente. Coragem! Sempre em frente! Graças à sua ajuda podemos recomeçar sempre do início. Como? Recomeçar do início? Talvez haja quem diga: «Não, Pai, eu fiz tantas... Sou um grande pecador, uma grande pecadora... Não posso recomeçar de zero!». Erras! Tu podes recomeçar de zero! Porquê? Porque Ele espera por ti, está ao teu lado, ama-te, é misericordioso, perdoa-te, dá-te a força para recomeçar de zero! A todos! Então, sejamos capazes de reabrir os olhos, de superar tristezas e choros, de entoar um cântico novo. E esta alegria verdadeira permanece também nas provações, nos sofrimentos, mas desce ao profundo da pessoa que se confia a Deus e que n’Ele confia.

A alegria cristã, como a esperança, tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, na certeza que Ele mantém sempre as suas promessas. O profeta Isaías exorta quantos perderam o caminho e estão desconfortados, a confiar na fidelidade do Senhor, porque a sua salvação não tardará a irromper na sua vida. Quantos encontraram Jesus ao longo do caminho, experimentam no coração uma serenidade e uma alegria das quais nada nem ninguém os poderá privar. A nossa alegria é Jesus Cristo, o seu amor fiel e inexaurível! Por isso, quando um cristão se torna triste, significa que se afastou de Jesus. Mas então não se deve deixá-lo sozinho! Devemos rezar por ele, e fazer-lhe sentir o calor da comunidade.

A Virgem Maria nos ajude a apressar os passos para Belém, para encontrar o Menino que nasceu para nós, para a salvação e a alegria de todos os homens. A Ela o Anjo disse: «Alegra-te, ó cheia de graça: o Senhor está contigo» (Lc1, 28). Que Ela nos obtenha viver a alegria do Evangelho em família, no trabalho, na paróquia e em todos os ambientes. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura. A que sente uma mãe quando olha para o seu filho recém-nascido, e sente que é um dom de Deus, um milagre que se deve agradecer!

Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs, lamento que estejais debaixo da chuva! Mas eu estou convosco, daqui... Sois corajosos! Obrigado!

Hoje a primeira saudação é para as crianças de Roma, que vieram para a tradicional bênção dos «Bambinelli», organizada pelo Centro dos oratórios romanos. Queridas crianças, quando rezardes diante do vosso presépio, recordai-vos também de mim, como eu me recordo de vós. Agradeço-vos, e feliz Natal!




Fonte: Vaticano





sábado, 14 de dezembro de 2013

Evangelho do III Domingo do Advento - Ano A


São Mateus 11, 2-11

Naquele tempo, João Batista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos: "És Tu Aquele que há-de vir ou devemos esperar outro?" Jesus respondeu-lhes: "Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres. E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo". Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: "Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim, Eu vo-lo digo, e mais que profeta. É dele que está escrito: ‘Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para te preparar o caminho’. Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele".




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Catequese do Papa Francisco - 11.12.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013






Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, gostaria de começar a última série de catequeses sobre a nossa profissão de fé, discorrendo sobre a afirmação: «Creio na vida eterna». Medito em particular sobre o juízo final. Mas não devemos ter medo: ouçamos o que diz a Palavra de Deus. A este propósito, lemos no Evangelho de Mateus: então, Cristo «voltará na sua glória e todos os anjos com Ele... Todas as nações se reunirão diante dele e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda... E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna» (Mt 25, 31-33.46). Quando pensamos na volta de Cristo e no seu juízo final, que manifestará até às suas últimas consequências o bem que cada um tiver realizado ou deixado de fazer durante a sua vida terrena, compreendemos que nos encontramos diante de um mistério que nos excede, que nem sequer conseguimos imaginar. Um mistério que, quase instintivamente, suscita em nós um sentido de temor e talvez até de trepidação. Contudo, se meditarmos bem, esta realidade só pode dilatar o coração do cristão, constituindo um grande motivo de consolação e confiança.

A este propósito, o testemunho das primeiras comunidades cristãs ressoa sugestivo como nunca. Com efeito, elas costumavam acompanhar as celebrações e preces com a aclamação Maranata, uma expressão constituída por duas palavras aramaicas que, segundo o modo como são cadenciadas, podem ser entendidas como uma súplica: «Vem, Senhor!», ou então como uma certeza alimentada pela fé: «Sim, o Senhor vem, o Senhor está próximo!». É a exclamação na qual culmina toda a Revelação cristã, no final da maravilhosa contemplação que nos é oferecida no Apocalipse de João (cf. Ap 22, 20). Em tal caso é a Igreja-Esposa que, em nome da humanidade inteira e enquanto suas primícias, se dirige a Cristo, seu esposo, e não vê a hora de ser envolvida pelo seu abraço: o abraço de Jesus, que é plenitude de vida e de amor. É assim que Jesus nos abraça. Se pensarmos no juízo nesta perspectiva, desaparecem o medo e a hesitação, deixando espaço à expectativa e a um júbilo profundo: será precisamente o momento em que seremos julgados finalmente prontos para ser revestidos pela glória de Cristo, como que por uma veste nupcial, e conduzidos ao banquete, imagem da comunhão plena e definitiva com Deus.

Um segundo motivo de confiança é-nos oferecido pela constatação de que, no instante no juízo, não seremos abandonados. No Evangelho de Mateus, o próprio Jesus prenuncia que no fim dos tempos aqueles que O tiverem seguido ocuparão um lugar na sua glória, para julgar juntamente com Ele (cf. Mt 19, 28). Depois, escrevendo à comunidade de Corinto, o Apóstolo Paulo afirma: «Não sabeis que os santos julgarão o mundo? [...] Quanto mais as pequenas questões desta vida!» (1 Cor 6, 2-3). Como é bom saber que naquele momento poderemos contar não só com Cristo, nosso Paráclito, nosso Advogado junto do Pai (cf. 1 Jo 2, 1), mas também com a intercessão e a benevolência de muitos dos nossos irmãos e irmãs mais velhos, que nos precederam no caminho da fé, que ofereceram a própria vida por nós e que continuam a amar-nos de modo indizível! Os santos já vivem diante de Deus, no esplendor da sua glória, intercedendo por nós que ainda vivemos na terra. Quanta consolação suscita esta certeza no nosso coração! A Igreja é verdadeiramente uma mãe e, como tal, procura o bem dos seus filhos, sobretudo dos mais distantes e aflitos, até encontrar a sua plenitude no corpo glorioso de Cristo com todos os seus membros.

Uma sugestão ulterior é-nos oferecida pelo Evangelho de João, onde se afirma explicitamente que «Deus não enviou o Filho ao mundo para o condenar, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do único Filho de Deus» (Jo 3, 17-18). Então, isto significa que aquele juízo final já está em curso, que ele começa agora, durante a nossa existência. Este juízo é pronunciado em cada instante da vida, como referência do nosso acolhimento, com fé, da salvação presente e concreta em Cristo, ou então da nossa incredulidade, com o consequente fechamento em nós mesmos. Mas se nos fecharmos no amor de Jesus, condenamo-nos a nós mesmos. A salvação é abrir-se a Jesus, e Ele salva-nos; se somos pecadores — e todos somos — peçamos-lhe perdão; e se o procurarmos com o desejo de ser bons, o Senhor perdoa-nos. Mas por isso devemos abrir-nos ao amor de Jesus, que é mais forte que todas as outras coisas. O amor de Jesus é grande, o amor de Jesus é misericordioso, o amor de Jesus perdoa; mas tu deves abrir-te, e abrir-se significa arrepender-se, acusar-se das coisas que não são boas e que fizemos. O Senhor Jesus entregou-se e continua a doar-se a nós, para nos colmar com toda a sua misericórdia e com a graça do Pai. Portanto, somos nós que podemos tornar-nos, num certo sentido, juízes de nós mesmos, autocondenando-nos à exclusão da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, não nos cansemos de velar sobre os nossos pensamentos e e atitudes, para prelibar desde já o calor e o esplendor da Face de Deus — e será maravilhoso! — que na vida eterna contemplaremos em toda a sua plenitude. Em frente, pensando neste juízo que começa agora, que já começou. Em frente, fazendo com que o nosso coração se abra a Jesus e à sua salvação; em frente sem receio, porque o amor de Jesus é maior, e se pedirmos perdão dos nossos pecados, Ele perdoa-nos. Jesus é assim. Então, em frente com esta certeza, que nos levará à glória do Céu!

Saudações

De coração saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Não nos cansemos de vigiar sobre os nossos pensamentos e atitudes para podermos saborear desde já o calor e o esplendor do rosto de Deus, que havemos de contemplar em toda a sua beleza na vida eterna. Desça, generosa, pela intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, Imperatriz das Américas, a sua Bênção sobre cada um de vós e vossas famílias!

Apelo

Ontem, a Caritas lançou uma campanha mundial contra a fome e o desperdício alimentar, com este lema: «Uma só família humana, alimento para todos». «Uma só família humana, alimento para todos»: recordá-lo-emos? Repitamos juntos: «Uma só família humana, alimento para todos». O escândalo devido a milhões de pessoas que sofrem de fome não deve paralisar-nos, mas impelir-nos a agir, todos: indivíduos, famílias, comunidades, instituições e governos, para eliminar esta injustiça. O Evangelho de Jesus indica-nos o caminho: confiar na Providência do Pai e compartilhar o pão nosso de cada dia sem o desperdiçar. Animo a Caritas a assumir este compromisso e convido todos a unir-se a esta «onda» de solidariedade.

Mensagem à América para a festa de Nossa Senhora de Guadalupe

Amanhã celebra-se a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira de toda a América. Aproveito o ensejo para saudar os irmãos e irmãs daquele Continente, e faço-o pensando na Virgem de Tepeyac.

Quando apareceu a são Juan Diego, o seu rosto era mestiço e as suas vestes, cheias de símbolos da cultura indígena. Seguindo o exemplo de Jesus, Maria está ao lado dos seus filhos, acompanha o seu caminho como mãe atenciosa, partilha as alegrias e esperanças, os sofrimentos e as angústias do Povo de Deus, do qual todos os povos da terra são chamados a fazer parte.

A aparição da imagem da Virgem na tilma [manto] de Juan Diego foi o sinal profético de um abraço, o abraço de Maria a todos os habitantes das vastas terras americanas, a quantos já estavam ali e aos que teriam chegado depois. Este abraço de Maria indicou a senda que sempre caracterizou a América: é uma terra onde podem conviver povos diversos, uma terra capaz de respeitar a vida humana em todas as suas fases, desde o ventre materno até à velhice, capaz de acolher os emigrantes, os povos, os pobres e os marginalizados de todas as épocas. A América é uma terra generosa.

Esta é a mensagem de Nossa Senhora de Guadalupe, e esta é também a minha mensagem, a mensagem da Igreja. Encorajo todos os habitantes do Continente americano a manter os braços abertos como a Virgem Maria, com amor e ternura.

Caros irmãos e irmãs da América inteira, rezo por todos vós, mas também vós orai por mim! Que a alegria do Evangelho esteja sempre nos vossos corações! O Senhor vos abençoe e a Virgem vos acompanhe!





Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 08.12.2013


Praça de São Pedro
II Domingo de Advento, 8 de Dezembro de 2013






Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Este segundo domingo do Advento celebra-se no dia da festa da Imaculada Conceição de Maria, e então o nosso olhar é atraído pela beleza da Mãe de Jesus, nossa Mãe! Com grande alegria, a Igreja contempla-a «cheia de graça» (Lc 1, 28) e, começando com estas palavras, saudemo-la todos juntos: «Cheia de graça!». Digamos três vezes: «Cheia de graça!». Todos juntos: Cheia de graça! Cheia de graça! Cheia de graça! E assim Deus contemplou-a desde o primeiro instante do seu desígnio de amor. Viu-a bela, precisamente cheia de graça! A nossa Mãe é linda! Maria sustém-nos no nosso caminho rumo ao Natal, porque nos ensina a viver este tempo do Advento à espera do Senhor. Porque este tempo do Advento é uma expectativa do Senhor, que visitará todos nós na festividade, mas também cada um de nós, no nosso coração. O Senhor vem! Esperemo-lo!

O Evangelho de são Lucas apresenta-nos Maria, uma jovem de Nazaré, pequena localidade da Galileia, nos arrabaldes do império romano e também na periferia de Israel. Um pequeno povoado. E no entanto, sobre ela, uma jovem daquela aldeia pequena e longínqua, sobre ela pousou-se o olhar do Senhor, que a escolheu para ser a Mãe do seu Filho. Em vista desta maternidade, Maria foi preservada do pecado original, ou seja, daquela ruptura na comunhão com Deus, com os outros e com a criação que fere cada ser humano em profundidade. Mas esta ruptura foi curada antecipadamente na Mãe daquele que veio para nos libertar da escravidão do pecado. A Imaculada está inscrita no desígnio de Deus; é fruto do amor de Deus que salva o mundo.

E Nossa Senhora nunca se afastou daquele amor: a sua vida inteira, todo o seu ser constitui um «sim» àquele amor, é um «sim» a Deus. Mas certamente isto não foi fácil para Ela! Quando o Anjo lhe chama «cheia de graça» (Lc 1, 28), Ela permanece «muito perturbada», porque na sua humildade se sente como nada diante de Deus. O Anjo consola-a: «Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus» (vv. 30-31). Este anúncio inquieta-a ainda mais, também porque ainda não estava casada com José; mas o Anjo acrescenta: «O Espírito Santo descerá sobre ti... Por isso, Aquele que nascer de ti será santo, chamar-se-á Filho de Deus» (v. 35). Maria ouve, obedece interiormente e responde: «Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra» (v. 38).

O mistério desta jovem de Nazaré, que se encontra no Coração de Deus, não nos é alheio. Não significa que Ela está lá e nós aqui. Não, estamos unidos. Com efeito, Deus pousa o seu olhar de amor sobre cada homem e mulher! Com um nome e um sobrenome. O seu olhar de amor está sobre cada um de nós. O Apóstolo Paulo afirma que Deus «nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis» (Ef 1, 4). Também nós, desde sempre, fomos escolhidos por Deus para levar uma vida santa, livre do pecado. É um desígnio de amor que Deus renova cada vez que nós O frequentamos, especialmente nos Sacramentos.

Então na festa hodierna, contemplando a nossa bela Mãe Imaculada, reconhecemos inclusive o nosso destino mais autêntico, a nossa vocação mais profunda: sermos amados, sermos transformados pelo amor, sermos transformados pela beleza de Deus. Contemplemos a nossa Mãe, deixando que Ela olhe para nós, porque se trata da nossa Mãe, que nos ama muito; deixemo-nos velar por Ela para aprendermos a ser mais humildes, mas também mais intrépidos na sequela da Palavra de Deus; para recebermos o abraço terno do seu Filho Jesus, um abraço que nos confere vida, esperança e paz.





Fonte: Vaticano




sábado, 7 de dezembro de 2013

Evangelho da Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora


São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: "Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo". Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: "Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim". Maria disse ao Anjo: "Como será isto, se eu não conheço homem?". O Anjo respondeu-lhe: "O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril porque a Deus nada é impossível". Maria disse então: "Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra".




Catequese do Papa Francisco - 04.12.2013


Praça de São Pedro
Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013







Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje volto a falar ainda sobre a afirmação «Creio na ressurreição da carne». Trata-se de uma verdade que não é simples nem óbvia porque, vivendo imersos neste mundo, não é fácil compreender as realidades vindouras. Mas o Evangelho ilumina-nos: a nossa ressurreição está intimamente ligada à ressurreição de Jesus; Ele ressuscitou, e esta é a prova de que a ressurreição dos mortos existe. Então, gostaria de apresentar alguns aspectos que se referem à relação entre a ressurreição de Cristo e a nossa. Ele ressuscitou, e dado que Ele ressuscitou, também nós ressuscitaremos.

Antes de tudo, a própria Sagrada Escritura contém um caminho rumo à plena fé na ressurreição dos mortos. Ela manifesta-se como fé em Deus, Criador do homem todo — alma e corpo — e como fé em Deus Libertador, o Deus fiel à aliança com o seu povo. Numa visão, o profeta Ezequiel contempla os sepulcros dos deportados que são reabertos e os ossos áridos que voltam a viver graças ao sopro de um espírito vivificador. Esta visão manifesta a esperança na futura «ressurreição de Israel», ou seja, no renascimento do povo derrotado e humilhado (cf. Ez 37, 1-14).

No Novo Testamento, Jesus completa esta revelação e vincula a fé na ressurreição à sua própria Pessoa e diz: «Eu sou a ressurreição e a vida» (Jo 11, 25). Com efeito, será o Senhor Jesus que ressuscitará no último dia aqueles que tiverem acreditado nele. Jesus veio entre nós e fez-se homem, como nós em tudo, excepto no pecado; deste modo, levou-nos consigo no seu caminho de volta para o Pai. Ele, o Verbo encarnado, morto por nós e ressuscitado, concede aos seus discípulos o Espírito Santo como penhor da plena comunhão no seu Reino glorioso, que esperamos vigilantes. Esta expectativa é a fonte e a razão da nossa esperança: uma esperança que, se for cultivada e conservada — a nossa esperança, se nós a cultivarmos e conservarmos — tornar-se-á luz para iluminar a nossa história pessoal e também a história comunitária. Recordemo-lo sempre: somos discípulos daquele que veio, que vem cada dia e que há-de vir no fim. Se conseguíssemos estar mais conscientes desta realidade, ficaríamos menos cansados na vida diária, menos prisioneiros do efémero e mais dispostos a caminhar com o coração misericordioso pela senda da salvação.

Outro aspecto: o que significa ressuscitar? A ressurreição de todos nós acontecerá no último dia, no fim do mundo, por obra da omnipotência de Deus, que restituirá a vida ao nosso corpo, reunindo-o à alma, em virtude da ressurreição de Jesus. Esta é a explicação fundamental: dado que Jesus ressuscitou, também nós ressuscitaremos; temos a esperança na ressurreição, porque Ele nos abriu a porta para esta ressurreição. E esta transformação, esta transfiguração do nosso corpo é preparada nesta vida pela relação com Jesus, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. Nós, que nesta vida somos alimentados pelo Corpo e Sangue, ressuscitaremos como Ele, com Ele e por meio dele. Assim como Jesus ressuscitou com o seu próprio Corpo, mas não voltou a uma vida terrena, também nós ressuscitaremos com os nossos corpos, que serão transfigurados em corpos gloriosos. Não se trata de uma mentira! Isto é verdade. Acreditamos que Jesus ressuscitou, que Jesus está vivo neste momento. Mas vós credes que Jesus está vivo? E se Jesus está vivo, pensais que nos deixará morrer e não nos ressuscitará? Não! Ele espera por nós, e dado que ressuscitou, a força da sua ressurreição ressuscitará todos nós.

Um último elemento: já nesta vida temos em nós uma participação na ressurreição de Cristo. Se é verdade que Jesus nos ressuscitará no fim dos tempos, também é verdade que, sob um certo aspecto, com Ele já ressuscitamos. A vida eterna começa já neste momento, durante a vida inteira, orientada para aquele instante da ressurreição derradeira. Com efeito, já ressuscitamos mediante o Baptismo, estamos inseridos na morte e ressurreição de Cristo e participamos na vida nova, que é a sua vida. Portanto, à espera do último dia, temos em nós mesmos uma semente de ressurreição como antecipação da ressurreição completa que receberemos em herança. Por isso, também o corpo de cada um de nós é ressonância de eternidade, e por conseguinte deve ser sempre respeitado; e sobretudo, é necessário respeitar e amar a vida de quantos sofrem, para que sintam a proximidade do Reino de Deus, daquela condição de vida eterna para a qual nós caminhamos. Este pensamento infunde-nos esperança: estamos a caminho rumo à ressurreição. Ver Jesus, encontrar Jesus: nisto consiste a nossa alegria! Estaremos todos juntos — não aqui na praça, mas num outro lugar — jubilosos com Jesus. Este é o nosso destino!

Saudações

Com sentimentos de gratidão e estima, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os grupos brasileiros de Criciúma e Ribeirão Preto e os fiéis de Leça da Palmeira, invocando sobre os vossos passos a alegria do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós; ide até Ele, vivei na sua graça e tereis a vida eterna. Desça sobre vós e vossas famílias a Bênção de Deus.

Dirijo um pensamento carinhoso aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Ontem pudemos celebrar a memória de são Francisco Xavier, padroeiro das Missões. Este santo sacerdote recorda-nos o compromisso de cada um no anúncio do Evangelho. Estimados jovens, sede corajosas testemunhas da vossa fé; amados doentes, oferecei a vossa cruz quotidiana pela conversão dos distantes, à luz do Evangelho; e vós, prezados recém-casados, sede anunciadores do amor de Cristo a partir da vossa própria família.





Fonte: Vaticano





Angelus com o Papa Francisco - 01.12.2013


Praça de São Pedro
I Domingo de Advento, 1° de Dezembro de 2013







Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Começamos hoje, primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, ou seja, um novo caminho do Povo de Deuscom Jesus Cristo, nosso Pastor, que nos guia na história rumo ao cumprimento do Reino de Deus. Por isso este dia tem um fascínio especial, faz-nos ter um sentimento profundo do significado da história. Redescobrimos a beleza de estar todos a caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e a humanidade inteira, os povos, a civilização, as culturas, todos a caminho através das veredas do tempo.

Mas a caminho para onde? Há um destino comum? E qual é este destino? O Senhor responde-nos através do profeta Isaías, e diz assim: «No fim dos tempos acontecerá que o Monte do Templo do Senhor terá os seus fundamentos no cume das montanhas, e dominará as colinas. Acorrerão a ele todas as gentes, virão muitos povos e dirão: “Vinde, subamos à montanha do Senhor, à Casa do Deus de Jacob: ele nos ensinará os seus caminhos”» (2, 2-3). Eis o que diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal rumo a uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação do rosto de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e Ele mesmo se tornou o «templo do Senhor», o Verbo feito carne: é Ele o guia e ao mesmo tempo a meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também os outros povos podem caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o Profeta: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra» (2, 4). Permito-me repetir o que diz o Profeta, ouvi bem: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra». Mas quando acontecerá isto? Será um lindo dia, no qual as armas forem desmontadas, para serem transformadas em instrumentos de trabalho! Que lindo dia será esse! E isto é possível! Isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho nunca está concluído. Como na vida de cada um de nós há sempre necessidade de voltar a partir, de se erguer, de reencontrar o sentido da meta da próxima existência, assim para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum para o qual estamos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para percorrer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque está fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não decepciona, simplesmente porque o Senhor nunca desilude! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida, é a Virgem Maria. Uma simples jovem de aldeia, que tem no coração toda a esperança de Deus! No seu seio, a esperança de Deus assumiu a carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus a caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe guiar-nos. Deixemo-nos orientar por Ela neste tempo de espera e de vigilância laboriosa.

Depois do Angelus

Celebra-se hoje o Dia mundial da luta contra o VIH/Sida. Expressamos a nossa proximidade às pessoas que por ele foram atingidas, sobretudo as crianças; uma proximidade que é muito concreta pelo compromisso silencioso de tantos missionários e trabalhadores. Rezemos por todos, também pelos médicos e pesquisadores. Cada doente, sem excluir nenhum, possa ter acesso às curas de que precisa.




Fonte: Vaticano




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