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domingo, 24 de maio de 2015

Evangelho da Solenidade de Pentecostes


São João 20, 19-23



Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: "A paz esteja convosco". Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: "A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós". Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos".








Catequese com o Papa Francisco - 20.05.2015


Quarta-feira, 20 de Maio de 2015








Estimados irmãos e irmãs, hoje quero dar-vos as boas-vindas porque vi entre vós numerosas famílias: bom dia a todas as famílias!

Continuemos a meditar sobre a família. Hoje ponderaremos acerca de uma característica essencial da família, ou seja, a sua vocação natural para educar os filhos a fim de que cresçam na responsabilidade por si mesmos e pelo próximo. O que ouvimos do apóstolo Paulo, no início, e muito bonito: «Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que eles não desanimem» (Cl 3, 20-21) . Trata-se de uma regra sábia: o filho que é educado a ouvir e a obedecer aos pais, os quais não devem mandar de uma maneira inoportuna, para não desencorajar os filhos. Com efeito, os filhos devem crescer passo a passo, sem desanimar. Se vós, pais, dizeis aos vossos filhos: «Subamos por esta escada» e pegais na sua mão, ajudando-os a subir passo a passo, as coisas correrão bem. Mas se vós dizeis: «Sobe!» — «Mas não consigo» — «Vai!», isto chama-se exasperar os filhos, pedindo-lhes aquilo que eles não são capazes de fazer. Por isso, a relação entre pais e filhos deve ser sábia, profundamente equilibrada. Filhos, obedecei aos vossos pais, porque isto agrada a Deus. E vós, pais, não exaspereis os vossos filhos, pedindo-lhes coisas que eles não conseguem fazer. É preciso agir assim, para que os filhos cresçam na responsabilidade por si mesmos e pelo próximo.

Poderia parecer uma constatação óbvia, e no entanto também na nossa época não faltam problemas. É difícil educar para os pais que se encontram com os filhos só à noite, quando voltam para casa do trabalho cansados. Aqueles que têm a sorte de dispor de um trabalho! É ainda mais difícil para os pais separados, sob o peso desta sua condição: coitados, enfrentaram dificuldades, separaram-se e muitas vezes o filho é tomado como refém; o pai fala-lhe mal da mãe, a mãe fala-lhe mal do pai, e assim ferem-se tanto. Mas aos pais separados digo: nunca tomeis o filhos como refém! Separastes-vos devido a muitas dificuldades e motivos, a vida deu-vos esta provação, mas os filhos não devem carregar o fardo desta separação, que eles não sejam usados como reféns contra o outro cônjuge, mas cresçam ouvindo a mãe falar bem do pai, embora já não estejam juntos, e o pai falar bem da mãe. Para os pais separados, isto é muito importante e deveras difícil, mas podem fazê-lo.

Mas sobretudo uma pergunta: como educar? Que tradição temos hoje para transmitir aos nossos filhos?

Intelectuais «críticos» de todos os tipos silenciaram os pais de mil maneiras, para defender as jovens gerações contra os danos — verdadeiros ou presumíveis — da educação familiar. A família foi acusada, entre outros, de autoritarismo, favoritismo, conformismo e repressão afectiva que gera conflitos.

Com efeito, abriu-se uma ruptura entre família e sociedade, entre família e escola; hoje o pacto educativo interrompeu-se; e assim, a aliança educativa da sociedade com a família entrou em crise, porque foi minada a confiança recíproca. Os sintomas são numerosos. Por exemplo, na escola comprometeram-se as relações entre os pais e os professores. Às vezes existem tensões e desconfiança mútua; e naturalmente as consequências recaem sobre os filhos. Por outro lado, multiplicaram-se os chamados «peritos», que passaram a ocupar o papel dos pais até nos aspectos mais íntimos da educação. Sobre a vida afectiva, a personalidade e o desenvolvimento, sobre os direitos e os deveres, os «peritos» sabem tudo: finalidades, motivações, técnicas. E os pais só devem ouvir, aprender a adaptar-se. Privados da sua função, tornam-se muitas vezes excessivamente apreensivos e possessivos em relação aos seus filhos, a ponto de nunca os corrigir: «Tu não podes corrigir o teu filho!». Tendem a confiá-los cada vez mais aos «peritos», até nos aspectos mais delicados e pessoais da sua vida, pondo-se de parte sozinhos; e assim, hoje, os pais correm o risco de se auto-excluir da vida dos próprios filhos. E isto é gravíssimo! Hoje existem casos deste tipo. Não digo que acontece sempre, mas existem. Na escola, a professora repreende a criança e manda uma nota aos pais. Recordo-me de uma anedota pessoal. Certa vez, quando estava na quarta classe, eu disse uma palavra feia à professora e ela, uma mulher boa, mandou chamar a minha mãe. No dia seguinte ela veio, falaram entre elas e depois chamaram-me. Diante da professora, a minha mãe explicou-me que aquilo que eu tinha feito era feio, algo que não se devia fazer; mas a minha mãe fê-lo com muita delicadeza, dizendo-me que devia pedir desculpa à professora à sua frente. Fi-lo e depois senti-me feliz e disse: a história acabou bem! Mas aquele era o primeiro capítulo! Quando voltei para casa, teve início o segundo... Imaginai hoje, se a professora faz algo assim; no dia seguinte encontra os pais ou um deles a repreendê-la, porque os «peritos» dizem que as crianças não devem ser repreendidas assim... A situação mudou! Portanto, os pais não devem auto-excluir-se da educação dos filhos.

É evidente que esta organização não é boa: não é harmoniosa, nem dialógica, e em vez de favorecer a colaboração entre a família e as demais agências educativas, as escolas, os ginásios... contrapõe-nas.

Como pudemos chegar a este ponto? Não há dúvida de que os pais, ou melhor certos modelos educativos do passado, tinham alguns limites, não há dúvida! Mas também é verdade que alguns erros só os pais são autorizados a fazê-los, porque podem compensá-los de um modo que é impossível a qualquer outra pessoa. Por outro lado, como bem sabemos, a vida tornou-se avara de tempo para falar, meditar, confrontar-se. Muitos pais são «raptados» pelo trabalho — o pai e a mãe devem trabalhar — e por outras preocupações, confusos pelas novas exigências dos filhos e pela complexidade da vida moderna — que é assim, devemos aceitá-la como é — e encontram-se como que paralisados pelo medo de errar. Mas o problema não é só falar. Aliás, um «dialogismo» superficial não leva a um encontro genuíno entre a mente e o coração. Ao contrário, perguntemo-nos: procuramos entender «onde» estão deveras os filhos no seu caminho? Sabemos onde realmente está a sua alma? E sobretudo: queremos sabê-lo? Estamos convictos de que eles, na realidade, não estão à espera de algo mais?

As comunidades cristãs são chamadas a oferecer ajuda à missão educativa das famílias, e fazem-no principalmente à luz da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo recorda a reciprocidade dos deveres entre pais e filhos: «Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que eles não desanimem» (Cl 3, 20-21). Na base de tudo está o amor, a caridade que Deus nos concede, a qual «não é arrogante, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor... Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 5-7). Até nas melhores famílias é preciso suportar-se uns aos outros, e é necessária tanta paciência para isto! Mas a vida é mesmo assim. A vida não se faz no laboratório, mas na realidade. O próprio Jesus passou através da educação familiar.

Também neste caso, a graça do amor de Cristo cumpre aquilo que está inscrito na natureza humana. Quantos exemplos maravilhosos temos de pais cristãos cheios de sabedoria humana! Eles demonstram que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo. A sua propagação social constitui o recurso que permite compensar as lacunas, as feridas, os vazios de paternidade e maternidade que atingem os filhos menos felizardos. Esta irradiação pode fazer autênticos milagres. E na Igreja estes milagres acontecem todos os dias!

Faço votos a fim de que o Senhor conceda às famílias cristãs a fé, a liberdade e a coragem necessários para a sua missão. Se a educação familiar resgatar o orgulho do seu protagonismo, os pais incertos e os filhos decepcionados serão grandemente beneficiados. Chegou a hora de os pais e as mães voltarem do seu exílio — porque se auto-exilaram da educação dos próprios filhos — e recuperarem a sua função educativa. Oremos para que o Senhor conceda aos pais esta graça: a de não se auto-exilarem da educação dos seus filhos. E isto só pode ser feito com amor, ternura e paciência.

Saudações

Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, especialmente os grupos vindos do Brasil, Cabo Verde e Portugal. Supliquemos a vinda do Espírito Santo sobre todos os educadores, em particular os pais para que, com o seu exemplo, ajudem os mais jovens a crescer em sabedoria, estatura e graça. Que Deus vos abençoe!

Apelo

A 24 de Maio, na China os católicos rezarão com devoção à Bem-Aventurada Virgem Maria Auxílio dos Cristãos, venerada no Santuário de Sheshan em Shanghai. Na imagem, que predomina no Santuário, Maria eleva o seu Filho apresentando-o ao mundo de braços abertos em gesto de amor e misericórdia. Também nós pediremos a Maria que ajude os católicos na China a ser sempre testemunhas credíveis deste amor misericordioso no meio do seu Povo e a viver espiritualmente unidos à rocha de Pedro sobre a qual está edificada a Igreja.




Fonte: Vaticano




Regina Coeli com o Papa Francisco - 17.05.2015


Praça São Pedro
Domingo, 17 de Maio de 2015








Caros irmãos e irmãs

No final desta celebração, desejo saudar todos vós que viestes prestar homenagem às novas Santas, de maneira particular as Delegações oficiais da Palestina, da França, da Itália, de Israel e da Jordânia. Saúdo carinhosamente os Cardeais, os Bispos e os sacerdotes, assim como as filhas espirituais das quatro Santas. Por sua intercessão, o Senhor conceda um renovado impulso missionário aos respectivos países de origem. Inspirando-se no seu exemplo de misericórdia, de caridade e de reconciliação, os cristãos destas terras olhem com esperança para o futuro, continuando a percorrer o caminho da solidariedade e da convivência fraterna.

Faço extensivas as minhas saudações às famílias, aos grupos paroquiais, às associações e às escolas aqui presentes, de forma particular aos crismandos da Arquidiocese de Génova. Dirijo um pensamento especial aos fiéis da República Checa, congregados no santuário de Svaty Kopećek, nos arredores da cidade de Olomuc, que hoje recordam o vigésimo aniversário da visita de são João Paulo II.

Ontem, em Veneza, foi proclamado Beato o presbítero Luigi Caburlotto, pároco, educador e fundador das filhas de São José. Demos graças a Deus por este Pastor exemplar, que levou uma intensa vida espiritual e apostólica, dedicando-se totalmente ao bem das almas.

Gostaria de convidar também a rezar pela amada população do Burundi, que está a viver um momento delicado: que o Senhor ajude todos a evitar a violência e a agir de maneira responsável, para o bem do país.

Com amor filial, dirijamo-nos agora à Virgem Maria, Mãe da Igreja, Rainha dos Santos e modelo de todos os cristãos.




Fonte: Vaticano




domingo, 17 de maio de 2015

Evangelho da Solenidade da Ascensão do Senhor - Ano B


São Marcos 16, 15-20

Naquele tempo, Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demônios em meu nome falarão novas línguas, se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados". E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.








domingo, 10 de maio de 2015

Evangelho do VI Domingo de Páscoa - Ano B


São João 15, 9-17

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros".





Catequese com o Papa Francisco - 06.05.2015


Quarta-feira, 6 de Maio de 2015








Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No nosso caminho de catequeses acerca da família, hoje meditaremos diretamente sobre a beleza do matrimonio cristão. Não se trata de uma simples cerimônia que se faz na igreja, com flores, o vestido, as fotografias... O matrimônio cristão é um sacramento que tem lugar na Igreja, e que também faz a Igreja, dando início a uma nova comunidade familiar.

É quanto resume o Apóstolo Paulo na sua célebre expressão: «Este mistério é grande; digo-o com referência a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 32). Inspirado pelo Espírito Santo, Paulo afirma que o amor entre os cônjuges é imagem do amor entre Cristo e a Igreja. Uma dignidade impensável! Mas na realidade ela está inscrita no desígnio criador de Deus e, com a graça de Cristo, foram inúmeros os casais cristãos que a realizaram, não obstante os seus limites e pecados!

Falando sobre a nova vida em Cristo, são Paulo afirma que os cristãos — todos — são chamados a amar-se como Cristo os amou, ou seja, a «submeter-se uns aos outros» (Ef 5, 21), que significa pôr-se ao serviço uns dos outros. E aqui ele introduz a analogia entre o casal marido-esposa e Cristo-Igreja. É claro que se trata de uma analogia imperfeita, mas devemos entender o seu sentido espiritual, que é deveras excelso e revolucionário, e ao mesmo templo simples, ao alcance de cada homem e mulher que confia na graça de Deus.

O marido — diz Paulo — deve amar a esposa «como ao seu próprio corpo» (Ef 5, 28); amá-la como Cristo «amou a Igreja e se entregou por ela» (v. 25). Mas vós maridos, que estais aqui presentes, compreendeis isto? Amar a vossa esposa como Cristo ama a Igreja? Não se trata de uma brincadeira, mas de algo sério! O efeito deste radicalismo da dedicação exigida do homem, para o amor e a dignidade da mulher, segundo o exemplo de Cristo, deve ter sido enorme, na própria comunidade cristã!

Esta semente da novidade evangélica, que restabelece a reciprocidade originária da dedicação e do respeito, amadureceu lentamente na história, mas no fim prevaleceu.

O sacramento do matrimônio é um grande ato de fé e de amor: dá testemunho da coragem de acreditar na beleza do gesto criador de Deus e de viver aquele amor que impele a ir sempre além, além de nós mesmos e da própria família. A vocação cristã para amar de modo incondicional e incomensurável é, com a graça de Cristo, quanto está também na base do livre consenso que constitui o matrimônio.

A própria Igreja é plenamente partícipe na história de cada matrimônio cristão: ela edifica-se com os seus sucessos e padece com os seus fracassos. Mas devemos interrogar-nos com seriedade: nós mesmos aceitamos até ao fundo, como crentes e como pastores, também este vínculo indissolúvel da história de Cristo e da Igreja com a história do matrimônio e da família humana? Estamos dispostos a assumir seriamente esta responsabilidade, ou seja, que cada matrimônio percorra o caminho do amor que Cristo tem pela Igreja? Isto é grandioso!

Nesta profundidade do mistério da criação, reconhecido e restabelecido na sua pureza, abre-se um segundo grande horizonte que caracteriza o sacramento do matrimônio. A decisão de «desposar no Senhor» contém inclusive uma dimensão missionária, que significa ter no coração a disponibilidade a ser porta-voz da Bênção de Deus e da graça do Senhor para todos. Com efeito,enquanto esposos, os cônjuges cristãos participam na missão da Igreja. É preciso ter coragem para isto! Por isso, quando saúdo os recém-casados, digo: «Eis os intrépidos!», porque é necessário ter coragem para se amar do modo como Cristo ama a Igreja.

A celebração do sacramento não pode excluir esta co-responsabilidade da vida familiar, em relação à grande missão de amor da Igreja. É assim que a vida da Igreja se enriquece todas as vezes com a beleza desta aliança esponsal, do mesmo modo como se depaupera cada vez que ela é desfigurada. Para oferecer a todos os dons da fé, do amor e da esperança, a Igreja precisa também da corajosa fidelidade dos esposos à graça do seu sacramento! O povo de Deus tem necessidade do seu caminho quotidiano na fé, no amor e na esperança, com todas as alegrias e dificuldades que este caminho comporta num matrimônio e numa família.

Assim, a rota é marcada para sempre, trata-se da rota do amor: ama-se como Deus ama, para sempre! Cristo não cessa de cuidar da Igreja: ama-a sempre, preserva-a sempre, como a si mesmo. Cristo não deixa de eliminar o semblante humano as manchas e as rugas de todos os tipos. É comovedora e muito bonita esta irradiação da força e da ternura de Deus, que se transmite de casal para casal, de família para família. São Paulo tem razão: trata-se mesmo de um «mistério grandioso»! Homens e mulheres, suficientemente intrépidos para levar este tesouro nos «vasos de barro» da nossa humanidade — homens e mulheres tão corajosos! — constituem um recurso essencial para a Igreja e também para o mundo inteiro. Deus os abençoe mil vezes por isto!

Saudações

Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis brasileiros de Ribeirão Preto, sede bem-vindos! Lembrai-vos que nunca estais sós: o Senhor crucificado e ressuscitado vos guia, nas vossas famílias e no trabalho, nas dificuldades e nas alegrias, para que leveis ao mundo a primazia do amor de Deus. Obrigado pela vossa presença!

Dou agora cordiais boas-vindas aos peregrinos de expressão árabe, de modo particular aos provenientes do Médio Oriente! Amados esposos, a Igreja tem necessidade da vossa fidelidade intrépida ao matrimônio: então, manifestai este «mistério grandioso» e sede a irradiação do amor e da ternura de Deus. Que o Senhor vos abençoe!

Nos próximos dias, nalgumas capitais, será comemorado o 70º aniversário do fim da segunda guerra mundial na Europa. Nessa ocasião confio ao Senhor, por intercessão de Maria Rainha da Paz, os bons votos a fim de que a sociedade humana aprenda dos erros do passado e que também diante dos conflitos de hoje, que dilaceram algumas regiões do mundo, todos os responsáveis civis se comprometam na busca do bem comum e na promoção da cultura da paz.

Dirijo um pensamento particular aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. O mês mariano teve início na sexta-feira passada. Estimados jovens, a Mãe de Deus seja o vosso refúgio nos momentos mais difíceis; que vos sustente para enfrentar com coragem a vossa cruz quotidiana e seja a vossa referência, caros recém-casados, a fim de que a vossa família seja um lar de oração e de compreensão recíproca.




Fonte: Vaticano



Regina Coeli com o Papa Francisco - 03.05.2015


Praça São Pedro
Domingo, 3 de Maio de 2015








Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus durante a Última Ceia, no momento em que sabe que a morte já está perto. Tinha chegado a sua «hora». Pela última vez Ele estava com os seus discípulos, e então quis deixar bem claro nas suas mentes uma verdade fundamental: também quando Ele não estiver fisicamente no meio deles, ainda assim eles poderão permanecer unidos a Ele de um modo novo, e produzir muitos frutos. Todos podemos estar unidos a Jesus de um modo novo. Se, ao contrário, alguém perdesse esta união com Ele, esta comunhão com Ele, tornar-se-ia estéril, aliás, prejudicial para a comunidade. Para exprimir esta realidade, este modo novo de estar unido a Ele, Jesus usa a imagem da videira e dos rebentos, dizendo: «Como o ramo não pode dar fruto por si mesma se não estiver na videira, assim acontecerá convosco se não estiverdes em Mim. Eu sou a videira, vós os ramos» (Jo 15, 4-5). Com esta imagem ensina-nos o modo como permanecer n’Ele, estar unidos a Ele, mesmo que não esteja fisicamente presente.

Jesus é a videira, e através d’Ele — como a linfa na árvore — passa para os rebentos o amor de Deus, o Espírito Santo. Eis, então: somos os rebentos, e através desta parábola Jesus quis que entendêssemos a importância de permanecer unidos a Ele. Os rebentos não são auto-suficientes, dependem totalmente da videira na qual se encontra a fonte da sua vida. Assim é também para nós, cristãos. Enxertados em Cristo com o Baptismo, recebemos gratuitamente d’Ele o dom da vida nova; e podemos permanecer em comunhão vital com Cristo. É preciso que nos mantenhamos fiéis ao Baptismo e cresçamos na amizade com o Senhor mediante a oração diária, a escuta e a docilidade à sua Palavra — lendo o Evangelho — a participação nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia e na Reconciliação.

Se alguém estiver intimamente unido a Jesus, usufruirá dos dons do Espírito Santo, que — como nos diz são Paulo — são: «caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança» (cf. Gl 5, 22); e por conseguinte faz muito bem ao próximo e à sociedade, é uma pessoa cristã. De facto, a partir destes comportamentos reconhece-se se uma pessoa é um cristão verdadeiro, como dos frutos se reconhece a árvore. Os frutos desta união profunda com Jesus são maravilhosos: toda a nossa pessoa é transformada pela graça do Espírito: alma, inteligência, vontade, afectos e até o corpo, porque somos unidade de espírito e corpo. Recebemos um novo modo de ser, a vida de Cristo torna-se nossa: podemos pensar, agir, ver o mundo e a realidade com os seus olhos, como Ele. Consequentemente, podemos amar os nossos irmãos, a partir dos mais pobres e sofredores, como Ele fez, amando-os com o seu coração e assim produzir frutos de bondade, caridade e paz.

Cada um de nós é um rebento da única videira e todos juntos somos chamados a produzir os frutos desta comum pertença a Cristo e à Igreja. Confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria, a fim de podermos ser rebentos vivos na Igreja e testemunhar de modo coerente a nossa fé — precisamente coerência de vida e pensamento, de vida e fé — cientes de que todos, de acordo com as nossas vocações particulares, participam na única missão salvífica de Cristo.

Depois do Regina Coeli:

Queridos irmãos e irmãs!

Provenientes da Itália e de muitas partes do mundo, a todos e a cada um dirijo uma cordial saudação!

Ontem em Turim foi proclamado Beato Luís Bordino, leigo consagrado da Congregação dos Irmãos de São José Bento «Cottolengo». Ele dedicou a sua vida às pessoas doentes e sofredoras, e trabalhou incansavelmente a favor dos mais pobres, medicando e curando as suas chagas. Demos graças ao Senhor por este seu discípulo humilde e generoso.

Dirijo uma saudação especial à Associação Méter, no Dia das crianças vítimas da violência. Agradeço-vos o compromisso com o qual procurais prevenir estes crimes. Devemos comprometer-nos para que cada pessoa humana, e especialmente as crianças, sejam defendidas e protegidas.

Saúdo com afeto todos os peregrinos aqui presentes, são deveras muitíssimos para mencionar cada grupo! Mas pelo menos espero que o Coro São Brás cante um pouco. Saúdo os fiéis provenientes de Amsterdão, Zagrábia, Litija (Eslovénia), Madrid e Lugo, na Espanha. Acolho com alegria os numerosos os italianos: as paróquias, associações e escolas. Dirijo um pensamento particular aos jovens que receberam ou receberão a Crisma.

A todos desejo feliz domingo. E por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!




Fonte: Vaticano



domingo, 3 de maio de 2015

Evangelho do V Domingo de Páscoa - Ano B


São João 15, 1-8

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos".





Catequese com o Papa Francisco - 29.04.2015


Quarta-feira, 29 de Abril de 2015








Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Depois de ter considerado as duas narrações do Livro do Gênesis, agora a nossa reflexão acerca do desígnio originário de Deus sobre o casal homem-mulher dirige-se diretamente a Jesus.

No início do seu Evangelho, o evangelista João narra o episódio das bodas de Caná, nas quais estavam presentes a Virgem Maria e Jesus, com os seus primeiros discípulos (cf. Jo 2, 1-11). Jesus não só participou naquele matrimônio, mas «salvou a festa» com o milagre do vinho! Portanto, Ele realizou o primeiro dos seus sinais prodigiosos, com o qual revela a sua glória, no contexto de um casamento, e foi um gesto de grande simpatia por aquela família nascente, solicitado pelos cuidados maternos de Maria. Isto faz-nos recordar o livro do Gênesis, quando Deus conclui a obra de criação e faz a sua obra-prima; a sua obra-prima é o homem e a mulher. E aqui Jesus começa os seus milagres, precisamente com esta obra-prima, num casamento, numa festa de núpcias: um homem e uma mulher. Assim, ensina que a obra-prima da sociedade é a família: o homem e a mulher que se amam. Esta é a obra-prima!

Desde a época das bodas de Caná muitas coisas mudaram, mas aquele «sinal» de Cristo contém uma mensagem sempre válida.

Hoje não parece fácil falar do matrimônio como de uma festa que se renova no tempo, nas várias fases da vida inteira dos cônjuges. É uma realidade que as pessoas se casam cada vez menos; é real: os jovens não querem casar. Por outro lado, em muitos países aumenta o número de separações, e diminui o número de filhos. A dificuldade de permanecer unidos — quer como casal, quer como família — leva a interromper os vínculos com frequência e rapidez cada vez maiores, e são precisamente os filhos os primeiros a sofrer as consequências. Mas devemos pensar nisto, as primeiras vítimas, as vítimas mais importantes, as vítimas que mais padecem numa separação são os filhos. Se alguém experimenta desde a infância que o matrimônio é um vínculo «temporário», inconscientemente para esta pessoa será assim. Com efeito, muitos jovens são impelidos a renunciar ao próprio programa de um vínculo irrevogável e de uma família duradoura. Acho que devemos meditar com grande seriedade sobre o motivo pelo qual tantos jovens «não estão dispostos» a casar. Existe uma cultura do provisório... tudo é provisório, parece que não existe algo definitivo.

Uma das preocupações que sobressaem nos dias de hoje é a dos jovens que não querem casar: por que razão os jovens não se casam? Por que motivo, muitas vezes, preferem uma convivência, «com uma responsabilidade limitada»? Por que muitos — inclusive entre os baptizados — têm pouca confiança no matrimônio e na família? É importante procurarmos compreender, se quisermos que os jovens encontrem o caminho recto para seguir. Por que razão não têm confiança na família?

As dificuldades não são apenas de natureza econômica, embora elas sejam verdadeiramente sérias. Muitos julgam que a mudança ocorrida nestas últimas décadas foi causada pela emancipação da mulher. Mas nem sequer este argumento é válido, é falso, não é verdade! Trata-se de uma forma de machismo, que quer sempre dominar a mulher. Nós fazemos a má figura que fez Adão, quando Deus lhe disse: «Por que motivo comeste o fruto da árvore», e ele retorquiu: «Foi a mulher que mo deu». E a culpa é da mulher. Coitada da mulher! Devemos defender as mulheres! Na realidade, quase todos os homens e mulheres gostariam de ter uma segurança afetiva estável, um matrimônio sólido e uma família feliz. A família ocupa o primeiro lugar em todos os índices de agradabilidade entre os jovens; contudo, pelo receio de errar, muitos nem sequer desejam pensar nisto; não obstante sejam cristãos, não pensam no matrimônio sacramental, sinal singular e irrepetível da aliança, que se torna testemunho de fé. Talvez precisamente este medo de fracassar seja o maior obstáculo para receber a palavra de Cristo, que promete a sua graça à união conjugal e à família.

O testemunho mais persuasivo da bênção do matrimônio cristão é a vida boa dos esposos cristãos e da família. Não há modo melhor para transmitir a beleza do Sacramento! O matrimônio consagrado por Deus preserva o vínculo entre o homem e a mulher que Deus abençoou desde a criação do mundo; e é manancial de paz e de bem para toda a vida conjugal e familiar. Por exemplo, nos primeiros tempos do Cristianismo, esta grande dignidade do vínculo entre o homem e a mulher debelou um abuso então considerado totalmente normal, ou seja, o direito que os maridos tinham de repudiar as esposas, até pelos motivos mais pretensiosos e humilhantes. O Evangelho da família, o Evangelho que anuncia precisamente este Sacramento derrotou a cultura do repúdio habitual.

Hoje, a semente cristã da igualdade radical entre os cônjuges deve dar novos frutos. O testemunho da dignidade social do matrimônio tornar-se-á persuasivo precisamente deste modo, pela via do testemunho que atrai, pela senda da reciprocidade e da complementaridade entre si.

Por isso, como cristãos, devemos tornar-nos mais exigentes a este propósito. Por exemplo: defender com determinação o direito à igual remuneração por um trabalho igual; por que razão se dá por certo que as mulheres devem ganhar menos do que os homens? Não! Têm os mesmos direitos! A desigualdade é um puro escândalo! Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer como riqueza sempre válida a maternidade das mulheres e a paternidade dos homens, sobretudo em benefício dos filhos. De igual modo, hoje em dia a virtude da hospitalidade das famílias cristãs tem uma importância crucial, especialmente em situações de pobreza, de degradação e de violência familiar.

Caros irmãos e irmãs, não tenhamos medo de convidar Jesus para as bodas, de o convidar para vir à nossa casa, a fim de permanecer ao nosso lado e preservar a família. E não tenhamos receio de convidar também a sua Mãe Maria! Quando se casam «no Senhor», os cristãos são transformados num sinal eficaz do amor de Deus. Os cristãos não se casam exclusivamente para si mesmos: casam no Senhor, a favor de toda a comunidade, da sociedade inteira.

Também na próxima catequese falarei sobre esta bonita vocação do matrimônio cristão.

Saudações

Queridos peregrinos de língua portuguesa, em particular os sacerdotes de Aracaju e os diversos grupos paroquiais do Brasil e de Portugal, sede bem-vindos! De coração vos saúdo a todos, confiando ao bom Deus a vossa vida e a dos vossos familiares. Rezai também vós por mim! Que as vossas famílias se reúnam diariamente para a reza do terço sob o olhar da Virgem Mãe, para que nelas não se esgote jamais o «vinho bom» de Jesus!

Dirijo um pensamento especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Hoje celebramos a festividade de santa Catarina de Sena, padroeira da Itália e da Europa. Saudemos a nossa padroeira com um aplauso! Que a sua existência vos leve a entender, amados jovens, o significado de uma vida dedicada a Deus; a sua fé inabalável vos ajude, diletos enfermos, a confiar no Senhor nos momentos de desânimo; e a sua força com os poderosos vos indique, estimados recém-casados, os valores que verdadeiramente contam na vida familiar.




Fonte: Vaticano




Regina Coeli com o Papa Francisco - 26.04.2015


Praça São Pedro
Domingo, 26 de Abril de 2015








Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

O quarto Domingo de Páscoa — este — chamado «Domingo do Bom Pastor», convida-nos todos os anos a descobrir novamente, com enlevo sempre novo, esta definição que Jesus deu de si mesmo, relendo-a à luz da sua paixão, morte e ressurreição. «O bom pastor oferece a sua vida pelas ovelhas» (Jo 10, 11): estas palavras realizaram-se plenamente quando Cristo, obedecendo de maneira livre à vontade do Pai, se imolou na Cruz. Então, torna-se totalmente claro o que significa que Ele é «o bom Pastor»: Ele deu a sua vida, ofereceu a sua vida em sacrifício por todos nós: por ti, por ti, por ti, por mim, por todos! E por isso Ele é o bom Pastor!

Cristo é o Pastor autêntico, que concretiza o modelo de amor mais excelso pelo rebanho: Ele dispõe livremente da sua própria vida, ninguém lha tira (cf. v. 18), mas é Ele que a oferece a favor das ovelhas (cf. v. 17). Em aberta oposição aos falsos pastores, Jesus apresenta-se como o verdadeiro e único Pastor do povo: o mau pastor pensa em si mesmo e explora as ovelhas; o bom pastor pensa nas ovelhas e oferece-se a si mesmo. Diversamente do mercenário, Cristo Pastor é um guia atencioso que participa na vida da sua grei, não procura outros interesses e a sua única intenção consiste em guiar, alimentar e proteger as suas ovelhas. E tudo isto ao preço mais elevado, que é aquele do sacrifício da própria vida.

Na figura de Jesus, bom Pastor, nós contemplamos a Providência de Deus, a sua solicitude paternal por cada um de nós. Ele não nos deixa sozinhos! A consequência desta contemplação de Jesus, verdadeiro e bom Pastor, é a exclamação de enlevo comovido que encontramos na segunda Leitura da liturgia de hoje: «Vede com que amor nos amou o Pai...» (1 Jo 3, 1). Trata-se verdadeiramente de um amor surpreendente e misterioso, pois oferecendo-nos Jesus como Pastor que dá a sua vida por nós, o Pai concedeu-nos tudo aquilo que de maior e de mais precioso nos podia oferecer! Trata-se do amor mais elevado e mais puro, porque não é motivado por necessidade alguma, não é condicionado por cálculo algum, não se sente atraído por qualquer interessado desejo de intercâmbio. Perante este amor de Deus, nós experimentamos uma alegria imensa e abrimo-nos ao reconhecimento por aquilo que recebemos gratuitamente.

No entanto, não é suficiente contemplar e agradecer. É necessário também seguir o bom Pastor. De modo especial, quantos têm a missão de guia na Igreja — sacerdotes, Bispos e Papas — são chamados a assumir não a mentalidade do manager mas do servo,à imitação de Jesus que, despojando-se a si mesmo, nos salvou mediante a sua misericórdia. A este estilo de vida pastoral, de bom pastor, são chamados também os novos sacerdotes da diocese de Roma, que hoje de manhã tive a alegria de ordenar na Basílica de São Pedro.

E dois deles apresentar-se-ão para vos dar graças pelas vossas orações e para vos saudar...

[dois presbíteros recém-ordenados apresentam-se ao lado do Santo Padre]

Maria Santíssima obtenha para mim, para os Bispos e para os sacerdotes do mundo inteiro a graça de servir o santo povo de Deus através da jubilosa pregação do Evangelho, a sentida celebração dos Sacramentos e a paciente e suave guia pastoral.

Depois do Regina Coeli:

Desejo assegurar a minha proximidade às populações atingidas por um forte sismo no Nepal e nos países limítrofes. Rezo pelas vítimas, pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa desta calamidade. Que eles recebam a assistência da solidariedade fraternal. E agora oremos a Nossa Senhora, a fim de que permaneça ao seu lado. «Ave Maria...».

Hoje, no Canadá, será proclamada Beata Maria Elisa Turgeon, fundadora das Irmãs de Nossa Senhora do Santo Rosário de São Germano: uma religiosa exemplar, dedicada à oração, ao ensino nos pequenos centros da sua diocese e às obras de caridade. Demos graças ao Senhor por esta mulher, modelo de vida consagrada a Deus e de compromisso generoso ao serviço do próximo.

Saúdo carinhosamente todos os peregrinos de Roma, da Itália e de diversos países, em particular os provenientes em grande número da Polônia, por ocasião do primeiro aniversário da canonização de João Paulo II. Caríssimos, ressoe sempre nos vossos corações esta exortação: «Abri as portas a Cristo!», que ele dizia com aquela sua voz firme e santa. Que o Senhor vos abençoe, bem como às vossas famílias, e que Nossa Senhora vos proteja.

Desejo feliz domingo a todos vós. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à próxima!




Fonte: Vaticano




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