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domingo, 27 de março de 2016

Evangelho do Domingo de Páscoa



São Lucas 24, 13-35

Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a duas léguas de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes: "Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?" Pararam, com ar muito triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu: "Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias". E Ele perguntou: "Que foi?" Responderam-Lhe: "O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas a Ele não O viram". Então Jesus disse-lhes: "Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" Depois, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito. Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de seguir para diante. Mas eles convenceram-n’O a ficar, dizendo: "Ficai connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite". Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro: "Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com eles, que diziam: "Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão". E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão.




domingo, 20 de março de 2016

Evangelho do Domingo de Ramos - Ano C


São Lucas 22, 14 – 23, 56

Quando chegou a hora, Jesus sentou-Se à mesa com os seus Apóstolos e disse-lhes: "Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer; pois digo-vos que não tornarei a comê-la, até que se realize plenamente no reino de Deus". Então, tomando um cálice, deu graças e disse: "Tomai e reparti entre vós, pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o reino de Deus". Depois tomou o pão e, dando graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: "Isto é o meu corpo entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim". No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: "Este cálice é a nova aliança no meu Sangue, derramado por vós. Entretanto, está comigo à mesa a mão daquele que Me vai entregar. O Filho do homem vai partir, como está determinado. Mas ai daquele por quem Ele vai ser entregue!" Começaram então a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa. Levantou-se também entre eles uma questão: qual deles se devia considerar o maior? Disse-lhes Jesus: "Os reis das nações exercem domínio sobre elas e os que têm sobre elas autoridade são chamados benfeitores. Vós não deveis proceder desse modo. O maior entre vós seja como o menor e aquele que manda seja como quem serve. Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Ora Eu estou no meio de vós como aquele que serve. Vós estivestes sempre comigo nas minhas provações. E Eu preparo para vós um reino, como meu Pai o preparou para Mim: comereis e bebereis à minha mesa, no meu reino, e sentar-vos-eis em tronos, a julgar as doze tribos de Israel. Simão, Simão, Satanás vos reclamou para vos agitar na joeira como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos". Pedro respondeu-Lhe: "Senhor, eu estou pronto a ir contigo, até para a prisão e para a morte". Disse-lhe Jesus: "Eu te digo, Pedro: não cantará hoje o galo, sem que tu, por três vezes, negues conhecer-Me". Depois acrescentou: "Quando vos enviei sem bolsa nem alforge nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?". Eles responderam que não lhes faltara nada. Disse-lhes Jesus: "Mas agora, quem tiver uma bolsa pegue nela, bem como no alforge; e quem não tiver espada venda a capa e compre uma. Porque Eu vos digo que se deve cumprir em Mim o que está escrito: ‘Foi contado entre os malfeitores’. Na verdade, o que Me diz respeito está a chegar ao fim". Eles disseram: "Senhor, estão aqui duas espadas". Mas Jesus respondeu: "Basta". Então saiu e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras e os discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou ao local, disse-lhes: "Orai, para não entrardes em tentação". Depois afastou-Se deles cerca de um tiro de pedra e, pondo-Se de joelhos, começou a orar, dizendo: "Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice. Todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua". Então apareceu-Lhe um Anjo, vindo do Céu, para O confortar. Entrando em angústia, orava mais instantemente e o suor tornou-se-Lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra. Depois de ter orado, levantou-Se e foi ter com os discípulos, que encontrou a dormir, por causa da tristeza. Disse-lhes Jesus: "Porque estais a dormir? Levantai-vos e orai, para não entrardes em tentação". Ainda Ele estava a falar, quando apareceu uma multidão de gente. O chamado Judas, um dos Doze, vinha à sua frente e aproximou-se de Jesus, para O beijar. Disse-lhe Jesus: "Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?". Ao verem o que ia suceder, os que estavam com Jesus perguntaram-Lhe: "Senhor, vamos feri-los à espada?" E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio, dizendo: "Basta! Deixai-os". E, tocando na orelha do homem, curou-o. Disse então Jesus aos que tinham vindo ao seu encontro, príncipes dos sacerdotes, oficiais do templo e anciãos: "Vós saístes com espadas e varapaus, como se viésseis ao encontro dum salteador. Eu estava todos os dias convosco no templo e não Me deitastes as mãos. Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas. Apoderaram-se então de Jesus, levaram-n’O e introduziram-n’O em casa do sumo sacerdote. Pedro seguia-os de longe. Acenderam uma fogueira no meio do pátio, sentaram-se em volta dela e Pedro foi sentar-se no meio deles. Ao vê-lo sentado ao lume, uma criada, fitando os olhos nele, disse: "Este homem também andava com Jesus" Mas Pedro negou: "Não O conheço, mulher". Pouco depois, disse outro, ao vê-lo: "Tu também és um deles". Mas Pedro disse: "Homem, não sou". Passada mais ou menos uma hora, afirmava outro com insistência: "Esse homem, com certeza, também andava com Jesus, pois até é galileu". Pedro respondeu: "Homem, não sei o que dizes". Nesse instante, ainda ele falava, um galo cantou. O Senhor voltou-Se e fitou os olhos em Pedro. Então Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: ‘Antes do galo cantar, Me negarás três vezes’. E, saindo para fora, chorou amargamente. Entretanto, os homens que guardavam Jesus troçavam d’Ele e maltratavam-n’O. Cobrindo-Lhe o rosto, perguntavam-Lhe: "Adivinha, profeta: Quem Te bateu?" E dirigiam-Lhe muitos outros insultos. Ao romper do dia, reuniu-se o conselho dos anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas. Levaram-n’O ao seu tribunal e disseram-Lhe: "Diz-nos se Tu és o Messias". Jesus respondeu-lhes: "Se Eu vos disser, não acreditareis e, se fizer alguma pergunta, não respondereis. Mas o Filho do homem sentar-Se-á doravante à direita do poder de Deus". Disseram todos: "Tu és então o Filho de Deus?" Jesus respondeu-lhes: "Vós mesmos dizeis que Eu sou". Então exclamaram: "Que necessidade temos ainda de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da sua boca". Levantaram-se todos e levaram Jesus a Pilatos. Começaram a acusá-l’O, dizendo: "Encontramos este homem a sublevar o nosso povo, a impedir que se pagasse o tributo a César e dizendo ser o Messias-Rei". Pilatos perguntou-Lhe: "Tu és o Rei dos judeus?" Jesus respondeu-lhe: "Tu o dizes". Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e à multidão: "Não encontro nada de culpável neste homem". Mas eles insistiam: "Amotina o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui". Ao ouvir isto, Pilatos perguntou se o homem era galileu; e, ao saber que era da jurisdição de Herodes, enviou-O a Herodes, que também estava nesses dias em Jerusalém. Ao ver Jesus, Herodes ficou muito satisfeito. Havia bastante tempo que O queria ver, pelo que ouvia dizer d’Ele, e esperava que fizesse algum milagre na sua presença. Fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas que lá estavam acusavam-n’O com insistência. Herodes, com os seus oficiais, tratou-O com desprezo e, por troça, mandou-O cobrir com um manto magnífico e remeteu-O a Pilatos. Herodes e Pilatos, que eram inimigos, ficaram amigos nesse dia. Pilatos convocou os príncipes dos sacerdotes, os chefes e o povo, e disse-lhes: "Trouxestes este homem à minha presença como agitador do povo. Interroguei-O diante de vós e não encontrei n’Ele nenhum dos crimes de que O acusais. Herodes também não, uma vez que no-l’O mandou de novo. Como vedes, não praticou nada que mereça a morte. Vou, portanto, soltá-l’O, depois de O mandar castigar". Pilatos tinha obrigação de lhes soltar um preso por ocasião da festa. E todos se puseram a gritar: "Mata Esse e solta-nos Barrabás". Barrabás tinha sido metido na cadeia por causa de uma insurreição desencadeada na cidade e por assassínio. De novo Pilatos lhes dirigiu a palavra, querendo libertar Jesus. Mas eles gritavam: "Crucifica-O! Crucifica-O!" Pilatos falou-lhes pela terceira vez: "Mas que mal fez este homem? Não encontrei n’Ele nenhum motivo de morte. Por isso vou soltá-l’O, depois de O mandar castigar". Mas eles continuavam a gritar, pedindo que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de violência. Então Pilatos decidiu fazer o que eles pediam: soltou aquele que fora metido na cadeia por insurreição e assassínio, como eles reclamavam, e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam. Quando O conduziam, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para a levar atrás de Jesus. Seguia-O grande multidão de povo e mulheres que batiam no peito e se lamentavam, chorando por Ele. Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes: "Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos; pois dias virão em que se dirá: ‘Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram’. Começarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós’; e às colinas: ‘Cobri-nos’. Porque, se tratam assim a madeira verde, que acontecerá à seca?". Levavam ainda dois malfeitores para serem executados com Jesus. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-n’O a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". Depois deitaram sortes, para repartirem entre si as vestes de Jesus. O povo permanecia ali a observar. Por sua vez, os chefes zombavam e diziam: "Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito". Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: "Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo". Por cima d’Ele havia um letreiro: "Este é o Rei dos judeus". Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: "Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também". Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: "Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más ações. Mas Ele nada praticou de condenável". E acrescentou: "Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza". Jesus respondeu-lhe: "Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso". Era já quase meio-dia, quando as trevas cobriram toda a terra, até às três horas da tarde, porque o sol se tinha eclipsado. O véu do templo rasgou-se ao meio. E Jesus exclamou com voz forte: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito". Dito isto, expirou. (Todos ajoelham para uma pausa em silêncio) Vendo o que sucedera, o centurião deu glória a Deus, dizendo: "Realmente este homem era justo". E toda a multidão que tinha assistido àquele espetáculo, ao ver o que se passava, regressava batendo no peito. Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que O acompanhavam desde a Galileia, mantinham-se à distância, observando estas coisas. Havia um homem chamado José, da cidade de Arimateia, que era pessoa recta e justa e esperava o reino de Deus. Era membro do Sinédrio, mas não tinha concordado com a decisão e o proceder dos outros. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. E depois de o ter descido da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado. Era o dia da Preparação e começavam a aparecer as luzes do sábado. Entretanto, as mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia acompanharam José e observaram o sepulcro e a maneira como fora depositado o corpo de Jesus. No regresso, prepararam aromas e perfumes. E no sábado guardaram o descanso, conforme o preceito."






domingo, 13 de março de 2016

Evangelho do V Domingo da Quaresma - Ano C


São João 8, 1-11

Naquele tempo, Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?". Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. Como persistiam em interrogá-lo, ergueu-Se e disse-lhes: "Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra". Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. Jesus ergueu-Se e disse-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?". Ela respondeu: "Ninguém, Senhor". Disse então Jesus: "Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar".





Angelus com o Papa Francisco - 06.03.2016


Praça São Pedro
IV Domingo de Quaresma, 6 de março de 2016







Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

No capítulo 15 do Evangelho de Lucas encontramos três parábolas da misericórdia: a da ovelha reencontrada (vv. 4-7), a da moeda reencontrada (vv. 8-10), e a grande parábola do filho pródigo, ou melhor, do pai misericordioso (vv. 11-32). Hoje, seria bom que cada um de nós pegasse no Evangelho, este capítulo 15 do Evangelho segundo Lucas, e lesse as três parábolas. Dentro do percurso quaresmal, o Evangelho apresenta-nos precisamente esta última parábola do pai misericordioso, que tem por protagonista um pai com os seus dois filhos. A narração faz-nos compreender algumas caraterísticas deste pai: é um homem sempre disposto a perdoar e que espera contra qualquer esperança. Antes de tudo faz admirar a sua tolerância face à decisão do filho mais jovem de ir embora de casa: teria podido opor-se, sabendo que era muito imaturo, um jovem, ou procurar algum advogado para não lhe dar a herança, estando ainda vivo. Ao contrário, permite que ele parta, mesmo prevendo os riscos possíveis. Assim age Deus connosco: deixa-nos livres, até de errar, porque ao criar-nos concedeu-nos o grande dom da liberdade. Compete a nós fazer dela um bom uso. Este dom da liberdade que Deus nos concede surpreende-me sempre.

Mas o afastamento daquele filho é só físico; o pai leva-o sempre no coração; espera confiante o seu regresso; perscruta a estrada na esperança de o ver. E um dia o vê comparecer ao longe (cf. v. 20). Mas isto significa que este pai, todos os dias, subia ao terraço para ver se o filho voltava! Então comove-se ao vê-lo, corre ao seu encontro, abraça-o e beija-o. Quanta ternura! E este filho tinha-se comportado muito mal. Mas o pai recebe-o assim.

O pai tem para com o filho maior, que ficou sempre em casa, a mesma atitude, o qual agora está indignado e contesta porque não compreende e não partilha toda aquela bondade em relação ao irmão que tinha errado. O pai vai ao encontro também deste filho e recorda-lhe que eles estiveram sempre juntos, têm tudo em comum (v. 31), mas é preciso receber com alegria o irmão que finalmente voltou para casa. E isto faz-me pensar numa coisa: quando alguém se sente pecador, se sente deveras insignificante, ou como ouvi alguém dizer — tantos: «Padre, eu sou uma imundície!», então chegou o momento de ir ter com o Pai. Ao contrário, quando alguém se sente justo — «Eu fiz sempre tudo bem...» —, o Pai vem de igual modo procurar-nos, porque aquela atitude de se sentir justo não é boa: é a soberba! Vem do diabo. O Pai espera aqueles que se reconhecem pecadores e vai procurar os que se sentem justos. É assim o nosso Pai!

Pode-se divisar nesta parábola também um terceiro filho. Um terceiro filho? E onde? Está escondido! É aquele que «não considera privilégio ser igual a Deus... aniquilou-se a si mesmo, tomando a condição de servo» (Fl 2, 6-7). Este Filho-Servo é Jesus! É a extensão dos braços e do coração do Pai: Ele acolheu o pródigo e lavou os seus pés sujos; Ele preparou o banquete para a festa do perdão. Ele, Jesus, ensina-nos a ser «misericordiosos como o Pai».

A figura do pai da parábola revela o coração de Deus. Ele é o Pai misericordioso que em Jesus nos ama além de qualquer medida, espera sempre a nossa conversão todas as vezes que erramos; aguarda a nossa volta quando nos afastamos d’Ele pensando que O podemos dispensar; está sempre pronto a abrir-nos os seus braços independentemente do que tiver acontecido. Como o pai do Evangelho, também Deus continua a considerar-nos seus filhos quando nos perdemos, e vem ao nosso encontro com ternura quando voltamos para Ele. E fala-nos com tanta bondade quando nós pensamos que somos justos. Os erros que cometemos, mesmo se forem grandes, não afetam a fidelidade do seu amor. Que no sacramento da Reconciliação possamos voltar a partir sempre de novo: Ele acolhe-nos, restitui-nos a dignidade de seus filhos e diz-nos: «Vai em frente! Fica em paz! Levanta-te, vai em frente!».

Neste espaço de Quaresma que ainda nos separa da Páscoa, somos chamados a intensificar o caminho interior de conversão. Deixemo-nos alcançar pelo olhar cheio de amor do nosso Pai, e voltemos para Ele com todo o coração, rejeitando qualquer compromisso com o pecado. A Virgem Maria nos acompanhe até ao abraço regenerador com a Misericórdia Divina.


Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs!

Expresso a minha proximidade às Missionárias da Caridade pelo grave luto que as atingiu há dois dias com o assassínio de quatro Religiosas em Áden, no Iémen, onde prestavam assistência aos idosos. Rezo por elas e pelas outras pessoas vítimas do ataque, e pelos familiares. Estes são os mártires de hoje! Não são capas de jornais, não são notícias: eles derramam o seu sangue pela Igreja. Estas pessoas são vítimas do ataque daqueles que os assassinaram e também da indiferença, desta globalização da indiferença, à qual não importa... A Madre Teresa acompanhe ao paraíso estas suas filhas mártires da caridade, e interceda pela paz e pelo sagrado respeito da vida humana.

Como sinal concreto de compromisso pela paz e pela vida gostaria de citar e expressar admiração pela iniciativa dos corredores humanitários para os refugiados, inaugurada recentemente na Itália. Este projeto-piloto, que une a solidariedade e a segurança, permite ajudar pessoas que fogem da guerra e da violência, como os cem refugiados já transferidos para a Itália, entre os quais crianças doentes, pessoas deficientes, viúvas de guerra com filhos e idosos. Alegro-me também porque esta iniciativa é ecuménica, sendo apoiada pela Comunidade de Santo Egídio, Federação das Igrejas Evangélicas Italianas, Igrejas Valdenses e Metodistas.

Peço-vos por favor uma recordação na oração por mim e pelos meus colaboradores, que a partir de hoje à tarde até sexta-feira faremos os Exercícios Espirituais.

A todos desejo bom domingo. Bom almoço e até à próxima!




Fonte: Vaticano




domingo, 6 de março de 2016

Evangelho do IV Domingo da Quaresma - Ano C


São Lucas 15, 1-3.11-32

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: "Este homem acolhe os pecadores e come com eles". Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: 'Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejamos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’. Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’".




Catequese com o Papa Francisco - 02.03.2016


Quarta-feira, 2 de Março de 2016








Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Falando da misericórdia divina, evocamos várias vezes a figura de família que ama os seus filhos, os ajuda, cuida deles, os perdoa. E como pai, educa-os e corrige-os quando erram, favorecendo o seu crescimento no bem.

É assim que Deus é apresentado no primeiro capítulo do profeta Isaías, no qual o Senhor, como pai afetuoso mas também atento e severo, se dirige a Israel acusando-o de infidelidade e corrupção, para o reconduzir ao caminho da justiça. O nosso texto começa assim: «Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu, ó terra, / porque fala o Senhor: / “Criei filhos e cuidei deles, / mas eles prevaricaram contra mim. / O boi conhece o seu possuidor, / e o jumento, a manjedoura do seu dono, / mas Israel não tem conhecimento, / o meu povo não entende”» (1, 2-3).

Deus, mediante o profeta fala ao povo com a amargura de um pai desiludido: fez crescer os seus filhos, e agora eles revoltaram-se contra Ele. Até os animais são fiéis ao seu dono e reconhecem a mão que os alimenta; ao contrário, o povo já não reconhece Deus, recusa compreender. Mesmo se ferido, Deus deixa falar o homem, e apela-se à consciência destes filhos degenerados para que se corrijam e se deixem amar de novo. Eis o que Deus faz! Vem ao nosso encontro para que nos deixemos amar por Ele, pelo nosso Deus.

A relação pai-filho, à qual com frequência os profetas fazem referência ao falar da relação da aliança entre Deus e o seu povo, desvirtuou-se. A missão educativa dos pais tem por finalidade fazê-los crescer na liberdade, torná-los responsáveis, capazes de realizar obras de bem para si e para os outros. Ao contrário, por causa do pecado, a liberdade torna-se pretensão de autonomia, pretensão de orgulho, e o orgulho leva à contraposição e à ilusão de autossuficiência.

Eis então que Deus chama o seu povo: «Erraste o caminho». Afectuosa e amargamente diz o «meu» povo. Deus nunca nos renega; nós somos o seu povo, o mais malvado dos homens, a mais maldosa das mulheres, os mais malvados dos povos são seus filhos. E este é Deus: nunca, nunca nos renega! Diz sempre: «Vem, filho». E este á o amor do nosso Pai; esta é a misericórdia de Deus. Ter um pai assim que nos dá esperança, nos dá confiança. Esta pertença deveria ser vivida na confiança e na obediência, com a consciência de que tudo é dom que vem do amor do Pai. E ao contrário, eis a vaidade, a estultícia e a idolatria.

Por isso agora o profeta dirige-se diretamente a este povo com palavras severas a fim de o ajudar a compreender a gravidade da sua culpa: «Ai da nação pecadora [...] dos filhos corruptos! / Deixaram o Senhor, / blasfemaram do Santo de Israel, / voltaram para trás» (v. 4).

A consequência do pecado é um estado de sofrimento, do qual sofre as consequências também o país, devastado e desertificado, a ponto que Sião — ou seja Jerusalém — se torna inabitável. Onde há a recusa de Deus, da sua paternidade, deixa de haver possibilidade de vida, a existência perde as suas raízes, tudo parece pervertido e aniquilado. Todavia, também este momento doloroso é em vista da salvação. A prova é dada para que o povo possa experimentar a amargura de quem abandona Deus, e por conseguinte confrontar-se com o vazio desolador de uma escolha de morte. O sofrimento, consequência inevitável de uma decisão autodestruidora, deve fazer refletir o pecador a fim de o abrir à conversão e ao perdão.

É este o caminho da misericórdia divina: Deus não nos trata segundo as nossas culpas (cf. Sl 103, 10). A punição torna-se o instrumento para provocar e refletir. Compreende-se assim que Deus perdoa o seu povo, concede a graça e não destrói tudo, mas deixa sempre aberta a porta à esperança. A salvação implica a decisão de ouvir e deixar-se converter, mas permanece sempre dom gratuito. Por conseguinte, o Senhor na sua misericórdia, indica um caminho que não é o dos sacrifícios rituais, mas antes o da justiça. O culto é criticado não por ser inútil em si mesmo, mas porque, em vez de expressar a conversão, pretende substituí-la; e torna-se assim busca da própria justiça, criando a enganadora convicção que aquilo que salva são os sacrifícios e não a misericórdia divina que perdoa o pecado. Para a compreender bem: quando alguém está doente vai ao médico; quando alguém se sente pecador vai ter com o Senhor. Mas se em vez de ir ao médico, procura o curandeiro não se restabelece. Muitas vezes não vamos ao encontro do Senhor, mas preferimos percorrer veredas erradas, procurando fora d’Ele uma justificação, uma justiça, uma paz. A Deus, diz o profeta Isaías, não agrada o sangue de touros e de cordeiros (v. 11), sobretudo se a oferta é feita com mãos manchadas com o sangue dos irmãos (v. 15). Mas eu penso que alguns benfeitores da Igreja vêm com a oferta — «Tome esta oferta para a Igreja» — que é fruto do sangue de tanta gente explorada, maltratada, escravizada com o trabalho mal pago! Eu diria a estas pessoas: «Por favor, leva de volta contigo o teu cheque, queima-o» O povo de Deus, isto é, a Igreja, não precisa de dinheiro sujo, precisa de corações abertos à misericórdia de Deus. É preciso aproximar-se de Deus com mãos purificadas, evitando o mal e praticando o bem e a justiça. Admirável o modo como o profeta termina: «...cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; / praticai o que é reto; / ajudai o oprimido; / fazei justiça ao órfão; / tratai da causa das viúvas» (vv. 16-17).

Pensai nos tantos refugiados que desembarcam na Europa e não sabem para onde ir. Então, diz o Senhor, os pecados, mesmo que sejam vermelho escarlate, eles se tornarão brancos como a neve, e cândidos como a lã, e o povo poderá alimentar-se dos bens da terra e viver em paz (v. 19).

Eis o milagre do perdão de Deus; o perdão que Deus como Pai, deseja doar ao seu povo. A misericórdia de Deus é oferecida a todos, e estas palavras do profeta são válidas também hoje para todos nós, chamados a viver como filhos de Deus.

Saudações

Amados peregrinos de língua portuguesa, cordiais saudações para todos vós, de modo especial para os fiéis da paróquia de Nossa Senhora do Lago de Brasília. Sobre os vossos passos, invoco a graça do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós. Ide até Ele, vivei na sua amizade e tereis a vida eterna. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção de Deus!




Fonte: Vaticano




Angelus com o Papa Francisco - 28.02.2016


Praça São Pedro
III Domingo de Quaresma, 28 de Fevereiro de 2016









Amados irmãos e irmãs, bom dia!

Infelizmente todos os dias, as crónicas relatam más notícias: homicídios, desastres, catástrofes... No trecho evangélico de hoje, Jesus menciona dois acontecimentos trágicos que naquela época tinham suscitado muito alvoroço: uma repressão cruel feita pelos soldados romanos dentro do templo; e o desabamento da torre de Siloé, em Jerusalém, que tinha causado dezoito vítimas (cf. Lc13, 1-5).

Jesus conhece a mentalidade supersticiosa dos seus e sabe que eles interpretam aquele tipo de acontecimento de modo errado. Com efeito, pensam que se aqueles homens morreram de maneira tão cruel, é sinal de que Deus os castigou por alguma culpa grave que tinham cometido; seria como dizer: «mereciam-no». E ao contrário o facto de terem sido poupados à desgraça equivalia a sentir-se «justos». Eles «mereciam-no»; eu sou «justo».

Jesus rejeita decididamente esta visão, porque Deus não permite as tragédias para punir as culpas, e afirma que aquelas pobres vítimas não eram minimamente piores que os outros. Antes, Ele convida a ver nestes factos dolorosos uma admoestação que diz respeito a todos, porque todos somos pecadores; com efeito ele dizia a quantos o tinham interpelado: «Se não vos converterdes, morrereis todos do mesmo modo» (v. 3).

Também hoje, face a certas desgraças e a eventos de luto, podemos ter a tentação de «descarregar» a responsabilidade sobre as suas vítimas, ou até sobre o próprio Deus. Mas o Evangelho convida-nos a refletir: que ideia temos de Deus? Temos mesmo a certeza de que Deus é assim, ou não se trata antes de uma nossa projeção, um deus feito «à nossa imagem e semelhança»? Ao contrário, Jesus chama-nos a mudar o coração, a fazer uma inversão radical no caminho da nossa vida, abandonando o conformismo com o mal — e isto todos os fazemos, conformar-se com o mal — as hipocrisias — eu penso que todos temos pelo menos um pouquinho de hipocrisia — para seguir decididamente o caminho do Evangelho. Mas eis de novo a tentação de nos justificarmos: «Mas do que nos devemos converter? Afinal não somos todos boas pessoas?». Quantas vezes pensamos isto: «Mas, afinal não sou eu uma boa pessoa — não é assim? — não somos crentes, até bastante praticantes?». E pensamos que deste modo estamos justificados.

Infelizmente, cada um de nós se parece muito com uma árvore que, durante anos, deu numerosas provas da sua esterilidade. Mas, por sorte, Jesus é semelhante àquele camponês que, com uma paciência infinita, obtém mais um prazo para a figueira infecunda: «Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Se não der frutos no ano que vem... (v. 9). Um «ano» de graça: o tempo do ministério de Cristo, o tempo da Igreja antes do sua vinda gloriosa, o tempo da nossa vida, ritmado por um certo número de Quaresmas, que nos são oferecidas como ocasiões de arrependimento e de salvação, o tempo de um Ano Jubilar da Misericórdia. A paciência insuperável de Jesus! Vós pensastes na paciência de Deus? Considerastes também a irredutível preocupação pelos pecadores, como nos deveriam provocar à impaciência em relação a nós mesmos! Nunca é demasiado tarde para nos convertermos, nunca! Até ao último momento: a paciência de Deus que nos espera. Recordai-vos desta pequena história de santa Teresa do Menino Jesus, quando rezava por aquele homem condenado à morte, um criminoso, que não queria receber o conforto da Igreja, rejeitava o sacerdote, não aceitava: queria morrer assim. E ela rezava, no convento. E quando aquele homem estava ali, precisamente no momento de ser executado, dirige-se ao sacerdote, pega no Crucifixo e beija-o. A paciência de Deus! E faz o mesmo também connosco, com todos nós! Quantas vezes — nós aqui não o sabemos, só no Céu — quantas vezes nós estamos ali... [a ponto de cair] e o Senhor nos salva: salva-nos porque tem grande paciência connosco. É esta a sua misericórdia. Nunca é tarde para nos convertermos, mas é urgente, é agora! Comecemos hoje.

A Virgem Maria nos ampare, para que possamos abrir o coração à graça de Deus, à sua misericórdia; e nos ajude a nunca julgar os outros, mas a deixar-nos interpelar pelas desgraças diárias a fim de fazermos um sério exame de consciência e nos corrigirmos.

Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs!

A minha oração, e também a vossa, tem sempre presente o drama dos refugiados que fogem de guerras e de outras situações desumanas. Em particular, a Grécia e os outros países que estão na primeira linha prestando-lhes um generoso socorro, que necessita da colaboração de todas as nações. Uma resposta unânime pode ser eficaz e distribuir equitativamente os pesos. Por isso é necessário apostar com decisão e sem hesitações nas negociações. Ao mesmo tempo, recebi com esperança a notícia acerca da cessação das hostilidades na Síria, e convido todos a rezar para que esta abertura possa dar alívio à população sofredora, favorecendo as necessárias ajudas humanitárias, e abra o caminho ao diálogo e à paz tão desejada.

Desejo garantir também a minha proximidade ao povo das Ilhas Fiji, duramente atingido por um ciclone devastador. Rezo pelas vítimas e por quantos estão a prestar-lhe socorro.

A todos desejo bom domingo. Não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!




Fonte: Vaticano




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