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domingo, 29 de maio de 2016

Evangelho do IX Domingo do Tempo Comum - Ano C


São Lucas 7, 1-10

Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum. Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer. Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo. Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: "Ele é digno de que lho concedas, pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga". Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: "Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado. Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um ‘Vai’ e ele vai, e a outro ‘Vem’ e ele vem, e ao meu servo ‘Faz isto’ e ele faz". Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: "Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé". Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.





domingo, 22 de maio de 2016

Evangelho da Solenidade da Santíssima Trindade - Ano C


São João 16, 12-15



Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará".












Catequese com o Papa Francisco - 18.05.2016


Quarta-feira, 18 de Maio de 2016








Bom dia, estimados irmãos e irmãs!

Hoje desejo meditar convosco sobre a parábola do homem rico e do pobre Lázaro. A vida destas duas pessoas parece correr por vias paralelas: as suas condições de vida são opostas e totalmente incomunicantes. O portão da casa do rico está sempre fechado ao pobre, que permanece ali, fora, procurando comer algumas migalhas que caem da mesa do rico. O rico veste-se com roupas de luto, enquanto Lázaro está coberto de chagas; cada dia o rico dá banquetes requintados, enquanto Lázaro morre de fome. Só os cães cuidam dele e vão lamber as suas feridas. Esta cena recorda a dura admoestação do Filho do homem no Juízo final: «Tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, estava [...] nu e não me revestistes» (Mt 25, 42-43). Lázaro representa bem o grito silencioso dos pobres de todos os tempos e a contradição de um mundo em que riquezas e recursos imensos se encontram nas mãos de poucos.

Jesus diz que um dia aquele homem rico faleceu: os pobres e os ricos morrem, têm o mesmo destino, como todos nós, para isto não há exceção. E então aquele homem dirigiu-se a Abraão, suplicando-o com o apelativo de «pai» (vv. 24.27). Portanto, reivindica ser seu filho, pertencente ao povo de Deus. E no entanto, durante a vida não demonstrou consideração alguma por Deus, ao contrário, fez de si mesmo o centro de tudo, fechado no seu mundo de luxo e de desperdício. Excluindo Lázaro, não teve em conta nem o Senhor, nem a sua lei. Ignorar o pobre significa desprezar a Deus! Devemos aprender bem isto. Ignorar o pobre significa desprezar a Deus! Há um pormenor na parábola que deve ser observado: o rico não tem um nome, mas somente um adjetivo: «o rico»; enquanto o nome do pobre é repetido cinco vezes, e «Lázaro» quer dizer «Deus ajuda». Lázaro, que jaz diante da porta, é uma evocação viva ao rico, para se recordar de Deus, mas o rico não aceita tal evocação. Portanto, será condenado não pelas suas riquezas, mas por ter sido incapaz de sentir compaixão por Lázaro e de o socorrer.

Na segunda parte da parábola, voltamos a encontrar Lázaro e o rico, depois da sua morte (vv. 22-31). No além, a situação inverteu-se: o pobre Lázaro é levado pelos anjos para o céu, para junto de Abraão, enquanto que o rico precipita no meio dos tormentos. Então, o rico «ergueu o olhar e viu Abraão à distância, e Lázaro ao seu lado». Parece que ele vê Lázaro pela primeira vez, mas as suas palavras atraiçoam-no: «Pai Abraão — diz — compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas». Agora, o rico reconhece Lázaro e pede-lhe ajuda, mas quando vivia fingia que não o via. Quantas vezes tantas pessoas fingem que não veem os pobres! Para elas, os pobres não existem. Antes, negava-lhe até as migalhas da sua mesa, e agora gostaria que ele lhe desse de beber! Ainda crê que pode aduzir direitos, devido à sua condição social precedente. Declarando que é impossível atender ao seu pedido, o próprio Abraão oferece a chave de toda a narração: explica que bens e males foram distribuídos de modo a compensar a injustiça terrena, e a porta que durante a vida separava o rico do pobre transformou-se num «grande abismo». Enquanto Lázaro jazia diante da sua casa, para o rico havia a possibilidade de salvação, de abrir a porta de par em par e de ajudar Lázaro, mas agora que ambos faleceram, a situação tornou-se irreparável. Deus nunca é diretamente interpelado, mas a parábola alerta de maneira clara: a misericórdia de Deus por nós está vinculada à nossa misericórdia pelo próximo; quando esta falta, também aquela não encontra espaço no nosso coração fechado, não pode entrar. Se eu não escancarar a porta do meu coração ao pobre, aquela porta permanece fechada. Inclusive para Deus. E isto é terrível!

Nesta altura, o rico pensa nos seus irmãos, que correm o risco de ter o mesmo destino, e pede que Lázaro possa voltar ao mundo para os repreender. Mas Abraão responde: «Eles têm Moisés e os profetas; que os ouçam!». Para nos convertermos, não devemos aguardar acontecimentos prodigiosos, mas abrir o nosso coração à Palavra de Deus, que nos chama a amar a Deus e ao próximo. A Palavra de Deus pode fazer renascer um coração que se tornou insensível e curá-lo da sua cegueira. O rico conhecia a Palavra de Deus, mas não permitiu que ela entrasse no seu coração, não a ouviu, e por isso foi incapaz de abrir os olhos e de sentir compaixão pelo pobre. Nenhum mensageiro nem mensagem alguma poderão substituir os pobres que encontramos no caminho, porque neles é o próprio Jesus que vem ao nosso encontro: «Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt 25, 40), diz Jesus. Assim, na inversão dos destinos que a parábola descreve está escondido o mistério da nossa salvação, na qual Cristo une a pobreza à misericórdia.

Caros irmãos e irmãs, ouvindo este Evangelho, todos nós, juntamente com os pobres da terra, podemos entoar com Maria: «Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos» (Lc 1, 52-53).



Saudações

Amados peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Com afeto saúdo a todos, em particular as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição e os grupos paroquiais de Porto Nacional e da Póvoa de Varzim, desejando-vos que a peregrinação ao túmulo dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo fortaleça nos vossos corações o sentir e o viver em Igreja, sob o terno olhar da Virgem Mãe. Aprendamos com Ela a ler os sinais de Deus na história, para ser construtores de uma humanidade nova. Deus vos abençoe, a vós e aos vossos familiares.

Dou as mais cordiais boas-vindas aos peregrinos de expressão árabe, de maneira particular aos fiéis provenientes do Egito. A Misericórdia de Deus, que nos é concedida gratuitamente, está vinculada pela nossa própria misericórdia em relação ao próximo, ao necessitado e ao indigente. Deus não nos pede unicamente que conheçamos os seus Livros e os seus mandamentos, mas que os coloquemos em prática e os observemos com cada Lázaro que o Senhor põe à porta da nossa casa, como invocação ao arrependimento e como apelo à misericórdia, a fim de que tratemos os outros como nós mesmos desejamos ser tratados. Que o Senhor abençoe todos vós e vos salvaguarde do maligno!

Saúdo com carinho especial as crianças ucranianas, órfãs e refugiadas por causa do conflito armado que ainda perdura no leste do país. Por intercessão de Maria Santíssima renovo a minha prece a fim de que se alcance uma paz duradoura que possa aliviar a população tão provada e ofereça um futuro sereno às novas gerações.

Hoje, dia do nascimento de são João Paulo II, saúdo do íntimo do coração todos os polacos aqui presentes. Uno-me espiritualmente ao presidente da República da Polónia, com os combatentes e os participantes na Santa Missa no cemitério polaco de Montecassino em memória das vítimas da guerra, assim como a quantos estão reunidos em Toruń para a consagração do Santuário da «Bem-Aventurada Virgem Maria Estrela da Nova Evangelização e de São João Paulo II». Que estes acontecimentos importantes sejam para vós um convite a rezar pela paz, pela Igreja na Polónia e pela prosperidade da vossa Pátria. Louvado seja Jesus Cristo!

Dirijo uma saudação especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Caros jovens, aprendei de são Francisco de Paula que a humildade é força e não debilidade! Amados enfermos, não vos canseis de pedir na oração a ajuda do Senhor, especialmente nas dificuldades. E vós, prezados recém-casados, competi como os santos na estima e ajuda recíprocas.




Fonte: Vaticano



Regina Coeli com o Papa Francisco - 15.05.2016


Praça São Pedro
Domingo, 15 de Maio de 2016








Bom dia, amados irmãos e irmãs!

Hoje celebramos a grandiosa solenidade de Pentecostes, que completa o Tempo pascal, cinquenta dias depois da Ressurreição de Cristo. A liturgia convida-nos a abrir a nossa mente e o nosso coração ao dom do Espírito Santo, que Jesus prometeu muitas vezes aos seus discípulos, a primeira e principal dádiva que Ele nos concedeu mediante a sua Ressurreição. Este dom foi implorado ao Pai pelo próprio Jesus, como testemunha o Evangelho hodierno, ambientado na última Ceia. Jesus diz aos seus discípulos: «Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Eu rogarei ao Pai e Ele dar-vos-á outro Paráclito, para que permaneça eternamente convosco» (Jo 14, 15-16).

Estas palavras recordam-nos acima de tudo que o amor por uma pessoa, e também pelo Senhor, não se demonstra com palavras, mas com gestos; e inclusive «observar os mandamentos» deve ser entendido em sentido existencial, de modo que seja envolvida a vida inteira. Com efeito, ser cristão não significa principalmente pertencer a uma certa cultura, nem aderir a uma determinada doutrina, mas sobretudo ligar a própria vida, em todos os seus aspetos, à Pessoa de Jesus e, através dele, ao Pai. Para esta finalidade Jesus promete aos seus discípulos a efusão do Espírito Santo. Precisamente graças ao Espírito Santo, Amor que une o Pai e o Filho, e deles procede, todos nós podemos levar a mesma vida de Jesus. Com efeito, o Espírito ensina-nos tudo, ou seja, a única coisa indispensável: amar como Deus ama.

Quando promete o Espírito Santo, Jesus define-o «outro Paráclito» (v. 16), que significa Consolador, Advogado, Intercessor, ou seja, Aquele que nos assiste e defende, que está ao nosso lado ao longo do caminho da vida e na luta pelo bem e contra o mal. Jesus diz «outro Paráclito» porque o primeiro é Ele mesmo, que se fez carne precisamente para assumir sobre si a nossa condição humana e para a libertar da escravidão do pecado.

Além disso, o Espírito Santo exerce uma função de ensinamento e de memória. Ensinamento e memória: Foi o próprio Jesus que nos disse: «O Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e recordar-vos-á tudo quanto vos tenho dito» (v. 26). O Espírito Santo não traz um ensinamento diferente, mas torna vivo e concreto o ensinamento de Jesus, a fim de que o tempo que passa não o anule, nem o faça desvanecer. O Espírito Santo instila este ensinamento no nosso coração, ajuda-nos a interiorizá-lo, levando-o a tornar-se uma parte de nós, carne da nossa carne. Ao mesmo tempo, prepara o nosso coração para que se torne verdadeiramente capaz de acolher as palavras e os exemplos do Senhor. Todas as vezes que a palavra de Jesus é recebida com alegria no nosso coração, isto é obra do Espírito Santo.

Agora recitemos juntos o Regina Caeli — pela última vez este ano — invocando a intercessão materna da Virgem Maria. Que Ela nos alcance a graça de sermos fortemente animados pelo Espírito Santo, para darmos testemunho de Cristo com franqueza evangélica e para nos abrirmos cada vez mais à plenitude do seu amor.

Depois do Regina Coeli

Hoje, no contexto deveras apropriado de Pentecostes, é divulgada a minha Mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões,que se celebra todos os anos no mês de outubro. O Espírito Santo infunda força a todos os missionários ad gentes, sustentando a missão da Igreja no mundo inteiro. E o Espírito Santo nos conceda jovens — rapazes e moças — fortes, com vontade de partir para anunciar o Evangelho. Peçamos isto hoje ao Espírito Santo.

Saúdo todos vós, famílias, grupos paroquiais, associações e peregrinos provenientes da Itália e de muitas partes do mundo, em particular de Madrid, de Praga e da Tailândia, assim como os membros da Comunidade católica coreana de Londres.

Saúdo de modo especial todos aqueles que neste dia participam na «Festa dos Povos», no 25° aniversário, na praça de São João de Latrão. Que esta festividade, sinal da unidade e da diversidade das culturas, nos ajude a compreender que o caminho rumo à paz consiste nisto: construir a unidade no respeito pelas diversidades.

Dirijo um pensamento particular aos Alpinos, reunidos em Asti para o Encontro nacional. Exorto-os a ser testemunhas de misericórdia e de esperança, imitando o exemplo do beato padre Carlo Gnocchi, do beato irmão Luigi Bordino e do venerável Teresio Olivelli, que honraram o Corpo dos Alpinos com a santidade da sua vida.

Feliz solenidade de Pentecostes a todos. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à próxima!



Fonte: Vaticano



terça-feira, 17 de maio de 2016

Evangelho da Solenidade de Pentecostes


São João 20, 19-23

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: "A paz esteja convosco". Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: "A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós". Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos".







Catequese com o Papa Francisco - 11.05.2016


Quarta-feira, 11 de Maio de 2016








Bom dia, amados irmãos e irmãs!

Hoje esta audiência realiza-se em dois lugares: dado que havia previsão de chuva, os doentes estão na sala Paulo vi, em contacto connosco através de uma grande tela; dois lugares mas uma só audiência. Saudemos os doentes que se encontram na sala Paulo vi! Hoje queremos meditar sobre a parábola do Pai misericordioso. Ela fala de um pai e dos seus dois filhos, e leva-nos a conhecer a misericórdia infinita de Deus.

Comecemos pelo fim, ou seja, pela alegria do coração do Pai, que diz: «Façamos uma festa. Este meu filho estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado» (vv. 23-24). Com estas palavras o pai interrompeu o filho mais jovem no momento em que confessa a sua culpa: «Já não sou digno de ser chamado teu filho...» (v. 19). Mas esta expressão é insuportável para o coração do pai, que ao contrário se apressa a devolver ao filho os sinais da sua dignidade: a roupa bonita, o anel, o calçado. Jesus não descreve um pai ofendido e ressentido, um pai que por exemplo diz ao filho: «Vais pagar»: não, o pai abraça-o, espera por ele com amor. Ao contrário, a única coisa que o pai quer é que o filho esteja diante dele, são e salvo, é o que o torna feliz, e por isso faz festa. A receção do filho que volta é descrita de modo comovedor: «Ainda estava longe, quando o seu pai o viu e, movido de compaixão, correu ao seu encontro, lançou-se ao seu pescoço e beijou-o» (v. 20). Quanta ternura; viu-o de longe: o que significa isto? Que o pai subia continuamente ao terraço para perscrutar a estrada a ver se o filho voltava; aquele filho que tinha feito de tudo, mas o pai esperava-o. Como é bonita a ternura do Pai! A misericórdia do pai é transbordante, incondicional e manifesta-se ainda antes que o filho fale. Sem dúvida, o filho sabe que errou e reconhece-o: «Pequei... Trata-me como a um dos teus servos» (v. 19). Mas estas palavras dissolvem-se diante do perdão do pai. O abraço e o beijo do seu pai levam-no a entender que foi sempre considerado filho, não obstante tudo. Este ensinamento de Jesus é importante: a nossa condição de filhos de Deus é fruto do amor do coração do Pai; não depende dos nossos méritos, nem dos nossos gestos, e portanto ninguém no-la pode tirar, nem sequer o diabo! Ninguém nos pode privar desta dignidade.

Esta palavra de Jesus anima-nos a nunca desesperar. Penso nas mães e nos pais em apreensão quando veem os filhos afastar-se seguindo por caminhos perigosos. Penso nos párocos e catequistas que às vezes se interrogam se o seu trabalho foi em vão. Mas penso também em quantos estão na prisão e têm a impressão de que a sua vida acabou; naqueles que fizeram escolhas erradas e não conseguem olhar para o futuro; em todos os que têm fome de misericórdia e perdão, e julgam que não o merecem... Em qualquer situação da vida, não devo esquecer que nunca deixarei de ser filho de Deus, filho de um Pai que me ama e espera a minha volta. Até na pior situação da vida, Deus espera-me, Deus quer abraçar-me, Deus aguarda-me.

Na parábola há outro filho, o mais velho; também ele tem necessidade de descobrir a misericórdia do pai. Ele permaneceu sempre em casa, mas é muito diverso do pai! As suas palavras carecem de ternura: «Há muitos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma... E agora que voltou este teu filho» (vv. 29-30). Vemos o desprezo: nunca diz «pai», nunca diz «irmão», só pensa em si mesmo, gaba-se de ter permanecido sempre ao lado do pai e de o ter servido; e no entanto nunca viveu esta proximidade com alegria. E agora acusa o pai porque nunca lhe deu um cabrito para fazer festa. Coitado do pai! Um filho foi embora e o outro nunca permaneceu realmente próximo dele! O sofrimento do pai é como o do Deus, o de Jesus quando nos afastamos ou porque vamos embora ou porque estamos perto mas sem o estar deveras.

Também o filho mais velho precisa de misericórdia. Inclusive os justos, aqueles que se julgam justos, têm necessidade de misericórdia. Este filho representa cada um de nós, quando nos perguntamos se vale a pena labutar tanto, se depois nada recebemos em troca. Jesus recorda-nos que não permanecemos na casa do Pai para receber uma recompensa, mas porque temos a dignidade de filhos corresponsáveis. Não se trata de «negociar» com Deus, mas de seguir Jesus que se entregou incondicionalmente na cruz.

«Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Convinha, porém, fazer festa...» (vv. 31-32). Assim diz o Pai ao filho mais velho. A sua lógica é a da misericórdia! O filho mais jovem pensava que merecia um castigo por causa dos seus pecados, e o filho mais velho esperava uma recompensa pelos seus serviços. Os dois irmãos não falam entre si, vivem histórias diferentes, mas ambos raciocinam segundo uma lógica alheia a Jesus: se fizeres o bem, receberás uma recompensa, se fizerem o mal serás punido; esta não é a lógica de Jesus, não! Esta lógica é invertida pelas palavras do pai: «Convinha, porém, fazer festa, pois este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado» (v. 31). O pai recuperou o filho perdido e agora pode inclusive restituí-lo ao seu irmão! Sem o filho mais jovem, também o filho mais velho deixa de ser um «irmão». A maior alegria para o pai é ver que os seus filhos se reconheçam irmãos.

Os filhos podem decidir se querem unir-se à alegria do pai ou rejeitá-la. Devem interrogar-se sobre os próprios desejos e sobre a sua visão da vida. A parábola termina deixando o final suspenso: não sabemos o que o filho mais velho decidiu fazer. E isto é um estímulo para nós. Este Evangelho ensina-nos que todos temos necessidade de entrar na casa do Pai e participar da sua alegria, na festa da misericórdia e da fraternidade. Irmãos e irmãs, abramos o nosso coração para sermos «misericordiosos como o Pai»!

Saudações

Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular aos fiéis brasileiros de Araxá.

Ao saudar vocês, queridos peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada Nação. Nestes dias em que nos preparamos para a festa de Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do seu Espírito, para que o País, nestes momentos de dificuldade, siga por estradas de harmonia e de paz, com a ajuda da oração e do diálogo. Possa a proximidade de Nossa Senhora Aparecida, que como uma boa Mãe nunca abandona os seus filhos, ser defesa e guia no caminho.

Dirijo um pensamento especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. No próximo domingo celebraremos o Pentecostes. Caros jovens, desejo que cada um de vós reconheça, entre as múltiplas vozes do mundo, a do Espírito Santo, que continua a falar ao coração de quem sabe pôr-se à escuta. Amados doentes, confiai-vos ao Espírito que não vos fará faltar a luz consoladora da sua presença. E a vós, prezados recém-casados, desejo que sejais no mundo transparência do amor de Deus com a fidelidade do vosso amor e a união da vossa fé.



Fonte: Vaticano



Regina Coeli com o Papa Francisco - 08.05.2016


Praça São Pedro
Domingo, 8 de Maio de 2016








Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, na Itália e noutros países, celebra-se a Ascensão de Jesus ao céu, ocorrida quarenta dias depois da Páscoa. Contemplamos o mistério de Jesus que deixa o nosso espaço terreno para entrar na plenitude da glória de Deus, levando consigo a nossa humanidade. Isto é, nós, a nossa humanidade entra pela primeira vez no céu. O Evangelho de Lucas mostra-nos a reação dos discípulos diante do Senhor que «se separou deles e foi arrebatado ao céu» (24, 51). Não sentiram dor nem perplexidade, mas «depois de o terem adorado, voltaram para Jerusalém com grande júbilo» (v. 52). É o regresso de quem já não teme a cidade que rejeitou o Mestre, que presenciou a traição de Judas e a negação de Pedro, viu a dispersão dos discípulos e a violência de um poder que se sentia ameaçado.

A partir daquele dia para os Apóstolos e para cada discípulo de Cristo foi possível viver em Jerusalém e em todas as cidades do mundo, inclusive naquelas mais atribuladas pela injustiça e violência, porque acima de cada cidade há o mesmo céu e cada habitante pode erguer os olhos com esperança. Jesus, Deus, é homem verdadeiro, com o seu corpo de homem no céu! E esta é a nossa esperança, é ainda nossa, e sentimo-nos firmes nesta esperança se olharmos para o céu.

Neste céu reside o Deus que se revelou tão próximo que até assumiu o rosto de um homem, Jesus de Nazaré. Ele permanece sempre o Deus-connosco — recordemos isto: Emanuel, Deus connosco — e não nos deixa sós! Podemos olhar para o alto e reconhecer o nosso futuro. Na Ascensão de Jesus, o Crucificado Ressuscitado, há a promessa da nossa participação na plenitude de vida junto de Deus.

Antes de se separar dos seus amigos, Jesus, referindo-se ao evento da sua morte e ressurreição, dissera-lhes: «Disto sois testemunhas» (v. 48). Isto é os discípulos, os apóstolos são testemunhas da morte e da ressurreição de Cristo, naquele dia, também da Ascensão de Cristo. Com efeito, depois de ter visto o seu Senhor subir ao céu, os discípulos voltaram à cidade como testemunhas que com alegria anunciam a todos a vida nova que vem do Crucificado Ressuscitado, em cujo nome «se prega a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações» (n. 47). Este é o testemunho — oferecido não só com palavras mas também com a vida diária — o testemunho que todos os domingos deveria sair das nossas igrejas para entrar durante a semana nas casas, nos escritórios, na escola, nos lugares de encontro e de divertimento, nos hospitais, nas prisões, nas casas para idosos, nos locais cheios de imigrantes, nas periferias da cidade... Devemos oferecer este testemunho todas as semanas: Cristo está connosco; Jesus subiu ao céu, está connosco; Cristo é vivo!

Jesus garantiu que neste anúncio e testemunho seremos «revestidos de poder que vem do alto» (v. 49), ou seja, com a força do Espírito Santo. Eis o segredo desta missão: a presença entre nós do Senhor ressuscitado, que com o dom do Espírito continua a abrir a nossa mente e o nosso coração, para anunciar o seu amor e a sua misericórdia também nos âmbitos mais refratários das nossas cidades. O Espírito Santo é o verdadeiro artífice do multiforme testemunho que a Igreja e cada batizado oferece no mundo. Portanto, nunca podemos descuidar o recolhimento na oração para louvar a Deus e invocar o dom do Espírito. Nesta semana, que nos leva à festa do Pentecostes, permaneçamos espiritualmente no Cenáculo, junto com a Virgem Maria, para receber o Espírito Santo. Façamo-lo inclusive agora, em comunhão com os fiéis reunidos no santuário de Pompeia para a tradicional Súplica.



Depois do Regina Coeli

Hoje comemora-se o 50º Dia mundial das Comunicações Sociais, desejada pelo Concílio Vaticano II. Com efeito, os padres conciliares, refletindo sobre a Igreja do mundo contemporâneo, compreenderam a importância crucial das comunicações, que «podem lançar pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. Tanto no ambiente físico como no digital» (cf.Mensagem de 2016). Dirijo a todos os agentes da comunicação uma saudação cordial e faço votos para que o nosso modo de comunicar na Igreja tenha sempre um claro estilo evangélico, que una a verdade e a misericórdia.

Saúdo os participantes na Marcha pela Vida, os amigos da Obra do Padre Folci e do Pré-seminário São Pio X, os Escoteiros da Europa de Roma Oeste e Roma Sul, e os numerosos crismandos da Diocese de Génova. Sois rumorosos, genoveses!

Hoje celebra-se em muitos países o dia das mães: recordemos com gratidão e carinho todas as mães — as que estão aqui na praça, as nossas mães que estão entre nós e as que já foram para o céu — confiando-as a Maria, a mãe de Jesus. E juntos, por todas as mães, rezemos a Ave-Maria.

Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!



Fonte: Vaticano



domingo, 8 de maio de 2016

Evangelho da Solenidade da Ascensão do Senhor - Ano C


São Lucas 24, 46-53

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto". Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.






domingo, 1 de maio de 2016

Evangelho do VI Domingo da Páscoa - Ano C


São João 14, 23-29

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis."





Catequese com o Papa Francisco - 27.04.2016


Praça São Pedro
Quarta-feira, 27 de Abril de 2016








Bom dia, amados irmãos e irmãs!

Hoje meditamos sobre a parábola do bom samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Um doutor da Lei põe Jesus à prova com a seguinte pergunta: «Mestre, que devo fazer para ter a vida eterna?» (v. 25). Jesus diz-lhe que responda ele mesmo, e ele responde-lhe perfeitamente: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu pensamento; e ao teu próximo como a ti mesmo» (v. 27). E Jesus conclui: «Faz isto e viverás!» (v. 28).

Então, aquele homem faz outra pergunta, que se torna muito preciosa para nós: «Quem é o meu próximo?» (v. 29), e quer dizer: «Os meus parentes? Os meus compatriotas? Quantos pertencem à minha religião?...». Em síntese, deseja uma regra clara que lhe permita classificar os outros em «próximos» e «não próximos», naqueles que podem tornar-se próximos e em quantos não podem tornar-se tais.

E Jesus responde com uma parábola, que põe em cena um sacerdote, um levita e um samaritano. Os primeiros dois são figuras ligadas ao culto do templo; o terceiro é um judeu hebreu cismático, considerado como um estrangeiro, pagão e impuro, ou seja, o samaritano. Ao longo do caminho de Jerusalém para Jericó, o sacerdote e o levita deparam-se com um homem moribundo, que os salteadores tinham atacado, roubado e abandonado. Em situações semelhantes, a Lei do Senhor previa a obrigação de o socorrer, mas ambos passam sem parar. Estavam com pressa. O sacerdote talvez tenha olhado para o relógio, dizendo: «Mas eu chegarei tarde à Missa... Devo celebrar a Missa». E o outro disse: «Mas não seu se a Lei me permite fazer isto, porque aí ha sangue, e eu ficarei impuro...». Vão por outro caminho e não se aproximam. E aqui a parábola oferece-nos um primeiro ensinamento: não é automático que quantos frequentam a casa de Deus e conhecem a sua misericórdia saibam amar o próximo. Não é automático! Tu podes conhecer a Bíblia inteira, podes conhecer todas as rubricas litúrgicas, podes conhecer toda a teologia, mas do conhecer não nasce espontaneamente o amar: o amar segue outro caminho; é necessária a inteligência, mas também algo mais... O sacerdote e o levita veem, mas ignoram; olham, mas não preveem. E no entanto, não existe culto autêntico se ele não se traduzir em serviço ao próximo. Nunca podemos esquecer: diante do sofrimento de tantas pessoas extenuadas pela fome, pela violência e pelas injustiças, não podemos permanecer espectadores. O que significa ignorar o sofrimento do homem? Significa ignorar Deus! Se não me aproximo daquele homem, daquela mulher, daquela criança, daquele idoso ou daquela idosa que sofre, não me aproximo de Deus.

Mas vamos ao âmago da parábola: o samaritano, ou seja, precisamente o desprezado, aquele em quem ninguém teria apostado algo e que no entanto, também ele, tinha os seus compromissos e os seus afazeres, mas quando viu o homem ferido, não foi além como os outros dois, que estavam ligados ao templo, mas «encheu-se de compaixão» (v. 33). Assim reza o Evangelho: «encheu-se de compaixão», isto é, o seu coração, as suas vísceras comoveram-se! Eis a diferença. Os outros dois «viram» mas os seus corações permaneceram fechados, insensíveis. Ao contrário, o coração do samaritano estava sintonizado com o coração do próprio Deus. Com efeito, a «compaixão» é uma característica essencial da misericórdia de Deus. Deus tem compaixão de nós. O que significa? Padece ao nosso lado, sente os nossos próprios sofrimentos. Compaixão quer dizer «padecer com». O verbo indica que as vísceras se movem e estremecem à vista do mal do homem. E nos gestos e ações do bom samaritano reconhecemos o agir misericordioso de Deus em toda a história da salvação. É a mesma compaixão com a qual o Senhor vem ao encontro de cada um de nós: Ele não nos ignora, conhece as nossas dores, sabe como temos necessidade de ajuda e de consolação. Aproxima-se de nós e nunca nos abandona. Cada um de nós deve levantar esta pergunta e responder no seu coração: «E eu creio? Acredito que o Senhor tem compaixão de mim, tal como sou, pecador, com tantos problemas e situações?». Pensemos nisto, e a resposta é: «Sim!». Mas cada um deve olhar para o próprio coração, se tem fé nesta compaixão de Deus, do Deus bom que se aproxima de nós, que nos cura e nos acaricia. E se o rejeitarmos, Ele espera-nos: é paciente, está sempre ao nosso lado.

O samaritano comporta-se com verdadeira misericórdia: cura as feridas daquele homem, transporta-o para uma hospedaria, cuida pessoalmente dele e provê a sua assistência. Tudo isto nos ensina que a compaixão, a caridade, não é um sentimento incerto, mas significa cuidar do outro até pagar pessoalmente por ele. Significa comprometer-se dando todos os passos necessários para «se aproximar» do outro até se identificar com ele: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». Eis o Mandamento do Senhor.

Concluindo a parábola, Jesus inverte a questão do doutor da Lei e pergunta-lhe: «Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?» (v. 36). A resposta é finalmente inequívoca: «Aquele que foi misericordioso para com ele» (v. 27). No início da parábola, para o sacerdote e para o levita o próximo era o moribundo; no final, o próximo é o samaritano que se fez próximo. Jesus inverte a perspetiva: não classifiques os outros para ver quem é próximo e quem não é. Tu podes tornar-te próximo de quem quer que se encontre em necessidade, e sê-lo-ás se no teu coração sentires compaixão, ou seja, se tiveres a capacidade de padecer com o outro.

Esta parábola é para todos nós uma dádiva maravilhosa, mas também um compromisso! A cada um de nós, Jesus repete aquilo que disse ao doutor da Lei: «Vai, e também tu faz o mesmo!» (v. 37). Somos todos chamados a percorrer o mesmo caminho do bom samaritano, que é a figura de Cristo: Jesus debruçou-se sobre nós, fez-se nosso servo, e foi assim que nos salvou, para que também nós pudéssemos amar-nos como Ele nos amou, do mesmo modo.

Saudações

Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, particularmente aos fiéis de Zurique, Brasília, aos sacerdotes de Serrinha e às Irmãs Franciscanas de São José. Queridos amigos, recordem que caminhamos juntos, ajudando-nos uns aos outros e, como o Bom Samaritano, devemos fazer da nossa vida um dom de amor para as pessoas que nos rodeiam. Que Deus vos abençoe a vós e a vossos entes queridos!

Dou as cordiais boas-vindas aos peregrinos de expressão árabe, de modo especial ao grupo da Universidade de São José, dos Padres Jesuítas de Beirute, por ocasião do 140º aniversário de fundação da sua Universidade! Estimados irmãos e irmãs, nascemos em Cristo como instrumentos de reconciliação, para anunciar a todos o perdão do Pai, para revelar com gestos de caridade a misericórdia que resplandece no seu rosto. O Senhor vos abençoe!

Saúdo os jovens, especialmente os numerosos alunos das escolas, os doentes e os recém-casados. A vós, caros jovens, faço votos por que sejais sempre fiéis ao vosso Batismo, testemunhando a alegria que brota do encontro com Jesus. Exorto-vos, prezados enfermos, a olhar para Aquele que venceu a morte e que nos ajuda a aceitar os sofrimentos como ocasião de redenção e salvação. E por fim convido-vos, queridos recém-casados, a pensar e viver a experiência familiar de todos os dias com o olhar do amor que «tudo desculpa... tudo suporta» (1 Cor 13, 7).



Fonte: Vaticano




Regina Coeli com o Papa Francisco - 24.04.2016


Praça São Pedro
Domingo, 24 de Abril de 2016








No final desta celebração jubilar, o meu pensamento dirige-se de modo particular a vós, queridos jovens e moças. Viestes da Itália e de diversas partes do mundo para viver momentos de fé e de convívio fraterno. Obrigado pelo vosso jubiloso e rumoroso testemunho. Ide em frente com coragem!

Ontem, em Burgos (Espanha), foram proclamados Beatos o sacerdote Valentín Palencia Marquina e quatro companheiros mártires, jovens, mortos devido à sua fé durante a guerra civil espanhola. Louvemos ao Senhor por estas suas testemunhas corajosas, e pela sua intercessão supliquemo-lo que liberte o mundo de toda a violência.

Está sempre viva em mim a preocupação pelos irmãos bispos, sacerdotes e religiosos, católicos e ortodoxos, raptados há muito tempo na Síria. Deus Misericordioso comova o coração dos raptores e conceda quanto antes que aqueles nossos irmãos sejam libertados e possam voltar às suas comunidades. Por isto vos convido todos a rezar, sem esquecer as outras pessoas raptadas no mundo.

Confiemos todas as nossas aspirações e esperanças à intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia.

[Depois da bênção]

Amados jovens, celebrastes o Jubileu: agora voltai para casa com a alegria da vossa identidade cristã. De pé, de cabeça levantada, e com o vosso bilhete de identidade cristão! Que o Senhor vos acompanhe. E, por favor, rezai também por mim. Obrigado!



Fonte: Vaticano




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